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Clones de eucalipto são testados para melhorar resistência e produtividade no campo

O terceiro e último episódio da série especial “Em busca da árvore perfeita” mostra de perto o processo produtivo de mudas de eucalipto Centro de Tecnologia da Eldorado Brasil (Eldtech), em Andradina, São Paulo. Desde a preparação do solo até o uso de tecnologias avançadas de irrigação, cada etapa segue rigorosos padrões de sustentabilidade e eficiência.
No laboratório, considerado um dos mais avançados do mundo em pesquisa florestal, clones de eucalipto são produzidos a partir das melhores plantas, garantindo resistência, produtividade e qualidade da madeira.
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O programa de melhoramento genético da Eldorado Brasil, iniciado em 2012, já testa cerca de 200 mil a 1.000 árvores até identificar o clone ideal, processo que tradicionalmente leva de 12 a 15 anos. Com o uso de técnicas moleculares, esse tempo pode ser reduzido em três a cinco anos.
O laboratório também realiza cruzamentos para combinar características desejáveis das plantas, mantendo a diversidade genética por meio de um banco de germoplasma (acervo genético).
“Nós temos aqui os pólens que serão beneficiados e posteriormente serão polinizados para gerar semente, onde essas sementes vão virar mudas que serão plantadas em campo, selecionadas, colhidas e produzidas até o processo final, que é a criação de um novo clone”, explica o líder de operações florestais, Yago Augusto Amaral.
As sementes geradas passam pelo viveiro e, após seleção, se transformam em mudas que serão plantadas em campo. Atualmente, uma das linhagens mais promissoras é a ELD8, desenvolvida para alta produtividade e resistência, especialmente em regiões desafiadoras como o Cerrado no Mato Grosso do Sul, que abriga 296 mil hectares de plantio.
“Ano passado, 60% do Brasil sofreu com seca, com déficit hídrico severo, impactou diversas culturas, não só o eucalipto. Esse é um clone que tolera e chega a ter aí 11% a mais de produtividade em relação ao clone mais plantado no Brasil”, destaca o gerente geral de pesquisa e tecnologia, Sharlles Dias.
Uma das características do ELD8 é a produtividade superior e uma madeira com densidade mais alta, ideal para a indústria de celulose. No laboratório há um setor inteiro dedicado só a isso, avaliar a qualidade da fibra. A resistência a ventos também é um dos diferenciais dele.
Percevejo-bronzeado
Pragas e doenças também são um desafio na silvicultura. Uma das mais prejudiciais é o percevejo-bronzeado. Esse inseto de origem australiana se espalha pelo mundo desde 2003.
Segundo a Embrapa, o primeiro registro no Brasil foi em 2008, no município de São Francisco de Assis, no Rio Grande do Sul. Para combatê-lo, um grande aliado são essas microvespas. Elas são multiplicadas em laboratório e soltas no campo.
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Oferta restrita mantém escalas curtas e preços do boi gordo firmes

O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com negociações acima da referência média nas principais regiões produtoras do Brasil. A oferta de animais terminados permanece restrita, mantendo escalas de abate encurtadas em grande parte do país.
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As pastagens ainda apresentam boas condições em grande parte do país, oferecendo boa capacidade para cadenciar o ritmo de negócios entre os pecuaristas. A guerra no Oriente Médio e a progressão da cota chinesa ainda são elementos de grande importância para a formação de preço no curtíssimo prazo, disse o analista da Consultoria Safras & Mercado, Allan Maia.
Nas principais praças do Brasil, os preços ficaram:
- São Paulo (SP): ficou em R$ 353,42 na modalidade a prazo
- Goiás (GO): ficou em R$ 338,57
- Minas Gerais (MG): ficou em R$ 342,65
- Mato Grosso do Sul (MS): ficou em R$ 340,45
- Mato Grosso (MT): ficou em R$ 346,42
Atacado
No mercado atacadista, o cenário ainda é de manutenção dos preços da carne bovina. A semana registra escoamento mais lento entre atacado e varejo, considerando o menor apelo ao consumo. Além disso, proteínas concorrentes seguem com maior competitividade em relação à carne bovina, especialmente a carne de frango.
O consumidor brasileiro ao longo do ano tende a priorizar a demanda por proteínas mais acessíveis, como ovo, carne de frango e embutidos, disse Maia.
No atacado, os cortes seguem nos seguintes níveis:
- Quarto traseiro: R$ 27,30 por quilo
- Dianteiro bovino: R$ 21,00 por quilo
- Ponta de agulha: R$ 19,50 por quilo
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,24%, sendo negociado a R$ 5,2543 para venda e R$ 5,2523 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2432 e a máxima de R$ 5,2797.
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Plantio de milho avança no Brasil, enquanto soja mantém ritmo na colheita, aponta Datagro

O plantio do milho de inverno no Brasil atingiu 94,6% da área esperada até 19 de março, segundo levantamento da consultoria Datagro. O índice está em linha com a média dos últimos cinco anos e próximo ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando um avanço consistente dos trabalhos no campo.
De acordo com a analista da Datagro, Luiza Ezinatto, as condições climáticas, especialmente na região Centro-Oeste, têm sido favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, o que sustenta a expectativa de uma boa produção na safra atual.
“A gente observa um plantio bastante alinhado com a média histórica, com clima colaborando principalmente no Centro-Oeste, o que reforça uma perspectiva positiva para a produção de milho nesta safra”, afirma.
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No caso da soja, a colheita alcança cerca de 68,8% da área estimada no Brasil, também em linha com o comportamento médio dos últimos anos. Apesar de um início mais lento, causado pelo excesso de chuvas, o ritmo dos trabalhos se intensificou ao longo das últimas semanas.
“O início da colheita foi mais desafiador por conta das chuvas, mas o ritmo evoluiu bem e não deve trazer impactos relevantes ao longo da safra”, destaca Luiza.
No cenário internacional, os Estados Unidos já embarcaram cerca de 29,1 milhões de toneladas de soja no atual ciclo comercial, o que representa aproximadamente 68% da estimativa do USDA. Para o milho, os embarques somam cerca de 44,5 milhões de toneladas, equivalentes a 53% do total projetado para a temporada.
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Estudo com IA mapeia áreas agrícolas abandonadas no Cerrado

Uma nova ferramenta desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Universidade de Brasília (UnB) promete ajudar a mapear áreas agrícolas que hoje estão abandonadas no país.
Com o uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto, o sistema identifica regiões que já foram utilizadas para produção, mas que deixaram de apresentar produtividade ao longo do tempo.
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O estudo monitorou o bioma Cerrado durante quatro anos. Foram classificadas como áreas abandonadas aquelas que, embora tenham sido convertidas para uso agrícola no passado, não registraram atividade produtiva durante o período analisado.
Um dos principais exemplos está no município de Buritizeiro, região norte de Minas Gerais, onde mais de 13 mil hectares de terras agrícolas foram identificados como abandonados entre 2018 a 2022, o equivalente a cerca de 5% da área observada no início do estudo.
Segundo a Embrapa, entre os fatores que explicam o abandono estão o aumento dos custos de produção, a baixa produtividade e a mudança no uso da terra.
Com o mapeamento concluído, os dados já foram repassados a estados e municípios, a pesquisa alcançou 95% de precisão. A expectativa é que essas áreas possam ser destinadas à restauração ambiental, ao sequestro de carbono, reintegração às produções com qualidade e estudo de base para corredores ecológicos.
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