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Por que exportar feijão é a melhor forma de garantir feijão barato no Brasil

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Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

Quando se fala em exportação de feijão, muita gente reage com desconfiança. A associação é quase automática: “se exportar mais, vai faltar aqui e o preço vai subir”. Essa lógica parece intuitiva, mas não se sustenta quando olhamos de perto como funciona a produção de feijão no Brasil.

Na prática, ampliar as exportações é uma das formas mais eficientes de proteger o consumidor brasileiro, garantir oferta estável e manter o feijão acessível no prato feito do dia a dia.

O problema histórico do feijão no Brasil

O feijão sempre conviveu com ciclos extremos. Em um ano, o preço sobe, o produtor se anima e amplia o plantio. No ano seguinte, o excesso derruba os preços, gera prejuízo e muitos abandonam a cultura. Logo depois vem a escassez, seguida de novas altas no supermercado. Essa montanha-russa prejudica todo mundo, principalmente quem depende do Feijão como base da alimentação.

Como a exportação ajuda a equilibrar o mercado

A abertura de mercados internacionais cria uma alternativa concreta para o produtor. Quando há excesso de feijão no Brasil, o excedente pode ser exportado para países como Índia, China, África e Oriente Médio. Isso evita que os preços despenquem, mantém o produtor no campo e garante que ele plante novamente na safra seguinte.

Para o consumidor, o efeito é direto: menos risco de faltar feijão e menos explosões repentinas de preço.

Exportamos o que quase não consumimos

Outro ponto essencial é entender quais feijões o Brasil exporta. A maior parte das exportações envolve feijão-mungo, feijão-caupi (fradinho) e gergelim, produtos pouco presentes no prato do brasileiro, mas muito valorizados no mercado internacional.

Já o feijão-carioca, que responde por cerca de 70 por cento do consumo nacional, praticamente não tem demanda externa. Ou seja, exportar não compete com o feijão que vai para a mesa do brasileiro. Pelo contrário, a renda obtida com as exportações permite que o produtor invista mais tecnologia, produtividade e qualidade no feijão consumido internamente.

Mais tecnologia, menor custo e melhor feijão

Para exportar, o produtor precisa atender a padrões rigorosos de qualidade, rastreabilidade e controle de resíduos. Esse avanço técnico eleva o nível de toda a produção nacional. O feijão que fica no Brasil também se beneficia, chegando ao consumidor com mais qualidade e segurança.

Além disso, práticas como agricultura regenerativa e o uso de biológicos ajudam a reduzir a dependência de fertilizantes importados, cotados em dólar, e melhoram a fertilidade do solo ao longo do tempo. Isso reduz o custo unitário e traz mais estabilidade aos preços.

O que isso significa para quem compra Feijão

No curto prazo, podem ocorrer ajustes pontuais, especialmente em variedades como o feijão-preto, que também tem demanda externa. Mas, no médio e longo prazo, a exportação fortalece a segurança alimentar do país.

Um setor de feijão forte, rentável e tecnificado é a melhor garantia de que o produto não vai faltar na prateleira e continuará acessível à população.

Costumo dizer que o melhor programa de segurança alimentar é um produtor rural com lucro. Quando o campo é forte, o prato feito com arroz e feijão está protegido.

*Marcelo Lüders é presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), e atua na promoção do feijão brasileiro no mercado interno e internacional


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Com 710kg, maior pneu da América Latina será apresentado no Show Rural Coopavel

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Foto: Divulgação

O maior pneu agrícola já produzido na América Latina será apresentado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.

Produzido pela Titan Pneus, o Goodyear LSW1250/35R46 Optitrac 195D, o mais largo e mais pesado da categoria, conta com 1.210 mm de largura, 2.055 mm de altura e 710 kg.

De acordo com a empresa, o pneu foi desenvolvido para atender equipamentos aplicados em grandes áreas, como colhedoras e tratores de alta potência, acima de 350 cv, normalmente acoplados a plantadeiras com mais de 40 linhas ou subsoladores de alta profundidade, com mais de sete hastes.

“Esse foi desenvolvido para atender equipamentos utilizados em propriedades maiores, oferecendo maior eficiência operacional”, destaca o gerente regional da companhia, Alessandro Maicá.

Tradicionalmente, tratores dessa categoria saem de fábrica equipados com pneus standard e utilizam rodados duplos (dual) nos eixos dianteiro e traseiro, o que pode demandar mais tempo de montagem e desmontagem, além de dificuldades no transporte, especialmente no deslocamento por caminhão entre propriedades.

Segundo a Titan, o novo pneu possui a tecnologia Low Sidewall (LSW), pensada para melhor aderência ao solo e baixo índice de patinagem. Maicá argumenta que esse diferencial traz ganhos na velocidade de plantio e maior conforto ao operador, além de redução do consumo de combustível.

A feira

Idealizado e organizado pela Coopavel, o Show Rural Coopavel 2026 reunirá mais de 600 expositores e uma área de 720 mil m². Na edição anterior, a feira recebeu mais de 400 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$ 7 bilhões.

Serviço

Show Rural Coopavel 2026
Quando: de 9 a 13 de fevereiro
Endereço: Rodovia BR-277, KM 577 – Cascavel/PR

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Embrapa destaca soja de baixo carbono e papel sustentável em evento no Paraná

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Divulgação Embrapa Soja

A importância das boas práticas agrícolas na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) na produção de soja será um dos destaques da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) durante o Show Rural Coopavel, que acontece de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). A instituição irá apresentar, no evento, parte do modelo adotado na Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja, que aposta na diversificação do sistema produtivo durante a entressafra.

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A proposta envolve o cultivo de plantas de cobertura, como braquiária e crotalária, no período entre safras. Essas culturas contribuem para a formação de palhada e para a melhoria das características físicas, químicas e biológicas do solo, por meio do aporte de carbono e, no caso da crotalária, também de nitrogênio. “Carbono e nitrogênio são constituintes essenciais para a formação da matéria orgânica do solo”, explica o pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja.

Segundo o pesquisador, a presença de palhada protege o solo contra o impacto da chuva, reduz perdas de água por evaporação, mantém temperaturas mais estáveis, melhora a infiltração hídrica e auxilia no controle de plantas daninhas. Além disso, a biomassa aérea e o sistema radicular das plantas de cobertura aumentam o estoque de carbono no solo.

Durante a Vitrine de Tecnologias da Embrapa no Show Rural, o papel das raízes no sistema produtivo será um dos temas centrais. ”Normalmente, observamos apenas a parte aérea das plantas, mas as raízes, que são a ‘metade escondida’, exercem papel fundamental na estruturação do solo”, afirma Nogueira. Segundo ele, as raízes abrem poros, facilitam a entrada de água e ar e servem como fonte de alimento para os microrganismos, elevando a qualidade biológica do solo.

A diversificação de culturas, segundo a Embrapa, altera a forma como as raízes ocupam o solo, melhora a porosidade e aumenta a capacidade de infiltração e armazenamento de água. Parte do carbono incorporado pelas plantas permanece estabilizada no solo na forma de matéria orgânica, contribuindo para um balanço de carbono mais favorável ao longo do tempo.

Embora uma fração do carbono retorne naturalmente à atmosfera, sistemas bem manejados conseguem reter volumes maiores no solo, o que reduz as emissões líquidas de GEE e torna a produção de soja mais sustentável no longo prazo.

Além do manejo adequado do solo, práticas como o uso de bioinsumos, o controle integrado de pragas e doenças, a diversificação de culturas e o uso racional de insumos ajudam a diminuir a pegada de carbono da atividade agrícola. Essas estratégias sustentam iniciativas como o selo Soja Baixo Carbono, que reconhece sistemas produtivos comprometidos com a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

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USDA projeta queda de 0,7% no lucro da agropecuária dos EUA em 2026

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Foto: Wenderson Araujo/Trilux/CNA

O lucro líquido da agropecuária dos Estados Unidos deve somar US$ 153,4 bilhões em 2026, queda de US$ 1,2 bilhão, ou 0,7%, ante o resultado do ano passado, de acordo com a mais recente projeção do Serviço de Pesquisa Econômica do Departamento de Agricultura do país (USDA).

Em valores ajustados pela inflação, o lucro líquido ficaria 2,6% abaixo do registrado no ano passado, uma queda de US$ 4,1 bilhões. Se confirmado, o indicador ainda ficará acima da média observada entre 2005 e 2024.

Segundo o USDA, as projeções consideram um aumento de US$ 13,8 bilhões nos pagamentos diretos do governo ante o ano anterior, somando US$ 44,3 bilhões. Além disso, as despesas totais de produção devem subir 1%, para US$ 477,7 bilhões. O maior avanço de custos é esperado em compras de gado e aves, com alta de US$ 5,9 bilhões (9,7%). Já os gastos com ração devem cair US$ 4,8 bilhões (6,8%).

Desempenho por produção

De acordo com a agência, as receitas totais da agricultura devem aumentar 1,2%, para US$ 240,8 bilhões. No milho, a alta esperada é de US$ 2 bilhões (3,3%), enquanto a receita com soja deve permanecer estável, disse o USDA. A receita com trigo deve recuar US$ 200 milhões (2,4%). Já o arroz deve registrar queda de US$ 400 milhões (12,5%).

Em contrapartida, as receitas totais da pecuária devem cair 5,8%, para US$ 273,9 bilhões, afirmou o USDA. O faturamento com bovinos deve aumentar US$ 5,2 bilhões (4,1%), enquanto o com suínos deve cair US$ 200 milhões (0,7%). A receita com frangos de corte deve crescer US$ 600 milhões (1,4%) e a com ovos deve recuar US$ 17,3 bilhões (66%). Já o setor de lácteos deve registrar queda de US$ 6,2 bilhões (12,8%).

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