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Argentina avança no plantio de soja e milho com boas condições das lavouras

O plantio de soja e milho na Argentina avança de forma consistente nesta safra, segundo dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires. As duas culturas apresentam bom ritmo de semeadura e, até o momento, condições majoritariamente favoráveis de desenvolvimento no campo.
No caso da soja, a semeadura já cobre mais de três quartos da área estimada, enquanto o milho se aproxima de oito em cada dez hectares previstos. As informações indicam cenário positivo, sustentado principalmente pela disponibilidade de umidade no solo.
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Soja entra na fase final de plantio
A Bolsa de Buenos Aires informou que o plantio de soja atingiu 75,5% da área projetada, estimada em 17,6 milhões de hectares. O avanço na última semana foi de oito pontos percentuais, reflexo da retomada dos trabalhos em regiões que receberam volumes relevantes de chuva.
A maior parte das lavouras já implantadas apresenta condição considerada normal a boa. Segundo a entidade, mais de 95% das áreas avaliadas se enquadram nesse patamar, indicando bom estabelecimento inicial das plantas. A condição hídrica também é amplamente favorável, com predominância de níveis adequados a ótimos.
A soja de primeira safra se aproxima do encerramento do plantio. Ainda restam áreas no norte da região agrícola, onde as precipitações recentes permitiram a continuidade das operações no campo. Nessas localidades, o clima contribuiu para recompor a umidade do solo.
Parte das lavouras já avança para etapas mais sensíveis do ciclo. Aproximadamente 10% da área semeada iniciou os estágios reprodutivos, sobretudo nas regiões centrais do país. Nessas áreas, as reservas hídricas são consideradas satisfatórias no momento.
Já a soja de segunda safra apresenta ritmo um pouco mais lento, mas também concentrado nas regiões centrais. O plantio alcança 57,9% da intenção prevista, acompanhando a colheita de culturas anteriores.
Milho mantém bom ritmo de semeadura
No milho, o plantio atingiu 77,7% da área estimada. A Bolsa de Buenos Aires destaca que as condições de umidade do solo têm favorecido o bom estabelecimento das lavouras recém-implantadas.
A maior parte das áreas apresenta estado considerado bom a excelente. Segundo o levantamento, 87% das lavouras avaliadas estão nessa condição, refletindo emergência uniforme e desenvolvimento inicial adequado.
A situação hídrica também é positiva para o cereal. Cerca de 96% das áreas monitoradas registram níveis de umidade classificados como adequados ou ótimos, fator considerado determinante para o desempenho do milho nas próximas fases do ciclo.
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Preço dos alimentos cai pelo 5º mês seguido, aponta FAO

Os preços mundiais dos alimentos voltaram a cair em janeiro, marcando o quinto mês consecutivo de recuo, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (6) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
A queda foi puxada principalmente pela redução das cotações internacionais de laticínios, açúcar e carnes, compensando altas registradas em óleos vegetais e arroz.
O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha mensalmente uma cesta de commodities alimentícias negociadas no mercado internacional, teve média de 123,9 pontos em janeiro, queda de 0,4% em relação a dezembro e de 0,6% na comparação anual.
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Entre os grupos, o índice de cereais subiu levemente 0,2%, com recuos nos preços do trigo e do milho sendo compensados por uma alta de 1,8% no arroz, refletindo demanda mais firme por variedades aromáticas.
Já o índice de óleos vegetais avançou 2,1%, impulsionado pela alta do óleo de palma, em meio à desaceleração sazonal da produção no Sudeste Asiático e à demanda global consistente, além da recuperação do óleo de soja, diante da menor disponibilidade para exportação na América do Sul e da expectativa de forte consumo para biocombustíveis nos Estados Unidos. Em contrapartida, o óleo de canola apresentou leve recuo, com ampla oferta na União Europeia.
No segmento de proteínas, o índice de preços de carnes caiu 0,4%, pressionado pela queda da carne suína, enquanto as cotações da carne de aves subiram, sustentadas por preços mais altos no Brasil e pela forte demanda internacional.
Os preços das carnes bovina e ovina ficaram praticamente estáveis. O índice de laticínios recuou 5,0%, com quedas acentuadas nos preços do queijo e da manteiga, apesar da firmeza do leite em pó desnatado. O açúcar também registrou baixa, de 1,0%, refletindo expectativas de maior oferta global, com recuperação da produção na Índia e boas perspectivas no Brasil e na Tailândia.
Além dos preços, a FAO destacou um cenário de oferta abundante de grãos. A produção global de cereais em 2025 foi estimada em 3,023 bilhões de toneladas, com colheitas recordes de trigo, cereais secundários e arroz. Com isso, os estoques globais de cereais devem crescer 7,8%, atingindo um recorde histórico, e a relação estoque/consumo deve chegar a 31,8%, o nível mais alto desde 2001.
Para o ciclo 2025/26, a FAO projeta ainda um crescimento de 3,6% no comércio mundial de cereais, reforçando a expectativa de um mercado global bem abastecido.
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Juara recebe 1ª Arinos Show Agro para impulsionar expansão agrícola no Vale do Arinos

O município de Juara sedia, entre os dias 6 e 9 de maio de 2026, a primeira edição da Arinos Show Agro. Organizada pela Associação dos Produtores do Vale do Arinos (Acrivale) e pelo Sindicato Rural de Juara, a feira tecnológica de negócios surge com o objetivo de preparar os produtores locais para a rápida expansão da agricultura em uma região historicamente dominada pela pecuária de corte.
A escolha de Juara como sede é estratégica. O município detém o 10º maior rebanho bovino do Brasil, com cerca de 950 mil cabeças de gado. No entanto, o perfil produtivo tem passado por transformações nos últimos anos: no ciclo 2024/25, o cultivo de soja atingiu 126 mil hectares, um salto de 107% em comparação ao ano de 2021, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).
Além da soja, o algodão também apresenta números robustos, com crescimento de 82% na área cultivada na última safra. O cenário é reforçado pela vocação de Juara para a cafeicultura — sendo o maior produtor do grão no estado, com 750 mil pés — e pela mineração, focada na extração de pó de rocha para remineralização de solos agrícolas e manganês para a indústria do aço.
A diretoria da Acrivale estima que o Vale do Arinos possua 1 milhão de hectares agricultáveis, dos quais mais da metade está em território juarense. Essa disponibilidade de terras prontas para a conversão de pastagem em lavoura é considerado o principal motor para atrair investimentos em maquinários, insumos e crédito rural durante os quatro dias de evento.
Desenvolvimento regional e tecnologia
Para as entidades organizadoras, a feira ocupa uma lacuna necessária no calendário de Mato Grosso, conectando a tradição da genética animal às novas demandas da agricultura de precisão. O evento reunirá expositores de implementos, veículos, bancos e empresas de tecnologia voltadas ao campo.
“Queremos aproximar os produtores rurais, criadores, empresas do agronegócio e toda a sociedade para oferecer soluções e pensarmos juntos o desenvolvimento do futuro do Vale do Arinos, que já é pujante e que constrói um futuro promissor”, destaca o presidente da Acrivale, Ricardo Bianchin.
A Arinos Show Agro será realizada no Parque de Exposições Edson Miguel Piovesan. A estrutura contará com portões abertos das 9h às 20h entre quarta e sexta-feira, e das 9h às 12h no sábado. O público-alvo abrange produtores dos municípios de Porto dos Gaúchos, Novo Horizonte do Norte, Taboporã, Itanhagá, Juína e Brasnorte, que compõem o polo regional.
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BNDES encerra nesta sexta prazo para solicitar liquidação de dívidas rurais

Encerra nesta sexta-feira (6) o prazo para que produtores rurais solicitem a liquidação ou amortização de dívidas por meio do programa BNDES Liquidação de Dívidas Rurais, iniciativa que já aprovou R$ 7,2 bilhões em operações voltadas a agricultores afetados por perdas de safra causadas por eventos climáticos extremos.
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O programa, lançado em 16 de outubro de 2025, atendeu produtores de 738 municípios, distribuídos em 22 estados, segundo dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Até esta quarta-feira (4), foram aprovadas 26,8 mil operações, com tíquete médio de R$ 269 mil.
Maior parte dos recursos foi para pequenos e médios produtores
Do total aprovado, R$ 4,6 bilhões foram destinados a agricultores familiares e médios produtores enquadrados no Pronaf e no Pronamp, o equivalente a 96% dos recursos reservados para esses segmentos, que somavam R$ 4,8 bilhões. Ao todo, esse público concentrou 24,1 mil operações.
O programa estabeleceu que ao menos 40% dos recursos fossem direcionados a esses produtores, considerados mais vulneráveis aos impactos de eventos climáticos adversos. O restante foi distribuído entre produtores rurais atendidos por diferentes linhas de crédito agrícola, conforme a demanda e os critérios técnicos.
Operações precisam ser protocoladas até esta sexta
Embora o prazo final para contratação das operações seja 10 de fevereiro, o BNDES esclarece que os pedidos precisam ser protocolados até esta sexta-feira (6) junto às instituições financeiras credenciadas, para que possam ser analisados e contratados dentro do calendário previsto.
Segundo o presidente do banco, Aloizio Mercadante, o programa permite que os produtores reorganizem suas finanças após perdas severas.
“Com esse programa, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está permitindo que os produtores rurais possam quitar suas dívidas e retomar suas atividades. Cerca de 50% das operações aprovadas foram destinadas a agricultores familiares, que têm papel essencial na segurança alimentar e no desenvolvimento regional”, afirmou Mercadante.
Condições e quem pode acessar
O BNDES Liquidação de Dívidas Rurais oferece prazo de até nove anos para pagamento, incluindo até um ano de carência. Os recursos podem ser utilizados para a liquidação ou amortização de operações de crédito rural de custeio e investimento, além de Cédulas de Produto Rural (CPR), inclusive contratos mais recentes.
Podem acessar o programa produtores rurais, associações, condomínios rurais e cooperativas agrícolas, desde que a contratação seja feita por meio da rede de instituições financeiras parceiras do BNDES.
O acesso está restrito a produtores localizados em municípios com recorrência de eventos climáticos adversos, reconhecidos pelo Governo Federal e listados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, é obrigatória a apresentação de laudo técnico que comprove perdas relevantes em duas ou mais safras recentes, conforme a regulamentação do programa.
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