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Trégua EUA-China sustenta o mercado de soja, mas incertezas permanecem, aponta plataforma agrícola

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A chamada “guerra comercial 2.0”, iniciada em abril pelo governo dos Estados Unidos, provocou fortes impactos nos mercados globais ao longo de 2025, especialmente no setor agrícola. Segundo a empresa Hedgepoint, a imposição de tarifas a diversos países ampliou o alcance do conflito comercial em relação à disputa anterior, mas, assim como no passado, a China voltou a ser o principal foco das medidas norte-americanas.

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Em resposta, Pequim adotou tarifas recíprocas sobre produtos dos Estados Unidos, incluindo a soja, principal item agrícola exportado pelos norte-americanos ao país asiático. A medida praticamente inviabilizou as compras chinesas, derrubando as exportações dos EUA e aumentando a pressão sobre os preços na Bolsa de Chicago.

“A guerra comercial trouxe volatilidade significativa para os preços agrícolas, especialmente para a soja. A interrupção das compras chinesas pressionou as cotações e gerou incertezas sobre o equilíbrio global de oferta e demanda”, afirma Luiz Roque, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Novo cenário

O cenário começou a mudar no fim de outubro, quando os presidentes dos Estados Unidos e da China se reuniram na Coreia do Sul e anunciaram uma trégua comercial, com redução de tarifas de ambos os lados. Segundo o governo norte-americano, o entendimento prevê compras chinesas de soja dos EUA até fevereiro, além de volumes anuais expressivos nos anos seguintes. A partir disso, as vendas voltaram a ser registradas, com novos anúncios feitos pelo USDA após semanas de ausência de negócios.

Apesar da reação inicial positiva, o mercado segue cauteloso. “As metas de compra são ambiciosas, mas ainda existem dúvidas sobre a capacidade da China de cumprir esses volumes no curto prazo”, avalia Roque. Mesmo assim, o retorno da demanda chinesa ajudou a dar suporte às cotações em Chicago, ainda que novas especulações tenham surgido nas últimas semanas sobre o real alcance desses compromissos.

USDA

Dados do USDA mostram que, até o fim de novembro, as compras chinesas de soja norte-americana estavam bem abaixo do registrado no mesmo período da temporada anterior. Quando somadas às vendas destinadas a “destinos desconhecidos”, que frequentemente acabam tendo a China como destino final, o volume ainda permanece distante do padrão histórico. Considerando também os anúncios diários de vendas feitos nas semanas seguintes, o total acumulado indica avanço, mas ainda reforça a necessidade de acompanhamento próximo do mercado.

“Esse volume já representa uma parcela relevante do que foi anunciado como meta até fevereiro, o que torna possível o cumprimento do acordo. No entanto, não há clareza sobre os termos, já que apenas o lado norte-americano se manifestou oficialmente”, explica Roque. Ele destaca ainda que a entrada da nova safra brasileira, com maior oferta e preços mais competitivos a partir de fevereiro, pode limitar o ritmo das compras dos EUA. “A principal dúvida do mercado segue sendo quanto a China irá, de fato, comprar de soja norte-americana nos próximos anos”, conclui.

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Cesta básica recua pela segunda semana e inicia fevereiro custando R$ 785

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Com retração de 1,72%, a cesta básica em Cuiabá atingiu custo médio de R$ 785,99 na primeira semana de fevereiro, em comparação com a semana anterior. Esta é a segunda queda consecutiva de preço, o que contribuiu para deixar o valor atual 1,94% menor em relação ao mesmo período de 2025, quando a cesta básica custava R$ 801,56.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, destacou as variações de preços dos produtos da cesta básica na capital. “Os produtos da cesta têm se comportado de formas diferentes, principalmente os hortifrutis. Isso mostra que o conjunto de itens não reage de maneira uniforme, já que clima, produção e mercado impactam cada item de um jeito.”

Entre os itens que mais variaram de preço, o tomate apresentou queda de 4,75%, com custo médio de R$ 7,15/kg. A redução, segundo boletim do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), pode estar relacionada ao período de chuvas que, apesar de aumentar a disponibilidade do fruto, tem comprometido sua qualidade no comércio.

Apesar de ser a segunda queda semanal, o produto segue com valor 11,88% acima do registrado no mesmo período de 2025, quando a média era de R$ 6,39/kg.

No sentido oposto, a batata teve aumento de 3,59%, com preço médio de R$ 4,13/kg. Segundo o IPF-MT, diferentemente do tomate, a qualidade do tubérculo permanece estável. No entanto, o clima chuvoso tem atrasado o ritmo das colheitas, reduzindo a oferta e pressionando os preços. Na comparação com a mesma semana de 2025, o valor também está 2,20% maior.

Outro produto que apresentou redução foi o óleo de soja, com queda de 3,15%, atingindo o valor médio de R$ 8,23/900 ml. A variação em relação à semana anterior pode estar associada à atual conjuntura do mercado da soja e de seus derivados, uma vez que a demanda não tem sido suficiente para absorver o aumento da produção e dos estoques.

Com isso, o preço atual está 5,63% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Wenceslau Júnior também ressaltou a segunda retração consecutiva no preço da cesta básica. “A redução desta semana contribui para afastar o valor médio do patamar de R$ 800, favorecendo os gastos dos consumidores em boa parte dos alimentos, considerando que oito dos 13 itens apresentaram queda, incluindo a carne bovina, o leite e a banana”.

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Comércio poderá abrir em Cuiabá durante ponto facultativo no Carnaval

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O Carnaval deste ano será comemorado oficialmente no dia 17 de fevereiro (terça-feira). Em Cuiabá, a Prefeitura decretou ponto facultativo entre os dias 16 e 18 de fevereiro, de segunda até a quarta-feira de Cinzas, conforme o Decreto nº 11.585/2025.

A medida vale para o serviço público municipal, mas não obriga o fechamento do comércio, reforça a Associação Comercial e Empresarial de Cuiabá (ACCuiabá).

No setor privado, especialmente no comércio de rua e nos shopping centers, cabe ao empregador decidir se concede folga ou mantém o funcionamento nos dias de ponto facultativo.

Como o Carnaval não é feriado nacional nem estadual, as lojas podem abrir normalmente.

O presidente da ACCuiabá, Jonas Alves, explica que não há exigência de pagamento adicional aos colaboradores nesses dias. “Por ser ponto facultativo, o lojista que optar por abrir o estabelecimento não é obrigado ao pagamento extra ao colaborador. O dia é pago normalmente, sem adicional”, afirma.

Ele ressalta, no entanto, que é comum muitos comerciantes optarem por não abrir as portas na terça-feira de Carnaval, especialmente no comércio de rua.

Serviços

Com o ponto facultativo, o expediente da Prefeitura de Cuiabá fica suspenso nas repartições públicas municipais, mas os serviços essenciais seguem funcionando. Áreas como saúde, incluindo prontos-socorros e UPAs, além da Defesa Civil, fiscalização de trânsito e coleta de lixo, atuarão em regime de escala.Já os bancos, conforme a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), não terão atendimento presencial nos dias 16 e 17 de fevereiro.

Na Quarta-feira de Cinzas (18), as agências abrem a partir das 12h, no horário local, e fecham no horário normal.As compensações bancárias, como a TED, não serão realizadas nesses dias, mas o PIX continua funcionando normalmente.

A orientação da Febraban é que os clientes usem os canais digitais, como aplicativos e sites dos bancos, para pagar contas e fazer transferências durante o período.

Shopping Centers

As lojas e quiosques dos Shoppings Centers de Cuiabá funcionarão em horário normal na segunda-feira (16.02), das 10h às 22h. Na terça (17), será 14h às 20h e, na quarta (18), das 12h às 22h. O setor de alimentação funcionará das 11h às 22h, todos os dias, e o lazer, conforme horário de cada operação.

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Você conhece a larva-minadora? Inseto que abre caminho para doenças preocupa produtores de soja

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Reprodução Canal Rural

Muitas lavouras sofrem danos sem que o produtor perceba, especialmente devido à ação de pragas como a larva-minadora. Sua presença pode causar perdas significativas se não houver intervenção rápida. Na soja, esses casos têm se intensificado em Mato Grosso, reforçando a importância do monitoramento e da identificação precoce de pragas e doenças.

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Semelhante a um bicho-geográfico pelo desenho que deixa nas folhas, a presença da praga em áreas de soja de Mato Grosso tem gerado preocupação. O inseto ataca as folhas, reduz a área foliar e favorece a entrada de doenças, como a mancha-alvo e outras, que podem intensificar a desfolha e comprometer o rendimento da lavoura.

“É a porta de entrada para perda de folha. Ela abre o caminho para doenças que podem abortar a folha”, explica um especialista. A pressão já estava alta em outras culturas, mas ao longo do tempo se manteve em pontos, inclusive em pivos de feijão. “Quanto mais essa doença evoluir, menos folha teremos”, comenta Cledson Guimarães, da Cowboy Consultoria.

Segundo especialistas, muitos produtores ainda não conhecem os sintomas dessa e de outras pragas, nem compreendem o impacto potencial na produtividade. A recomendação é que a identificação seja feita o quanto antes, permitindo que medidas de controle sejam aplicadas de forma preventiva e minimizando riscos de perdas.

O monitoramento regular das lavouras é essencial. Quando um problema é identificado, já é possível utilizar produtos que também protejam contra pragas associadas, aumentando a eficiência do manejo e reduzindo riscos futuros. Na prática, programas de prevenção e monitoramento têm sido incorporados em propriedades do estado, garantindo maior segurança produtiva e evitando que pequenas infestações se transformem em grandes prejuízos.

Altemar Kroling, presidente do Sindicato Rural de Diamantino, destaca que “o comum era a larva-minadora atacar outras culturas, mas agora ela se adaptou à soja e migrou para nossas lavouras”.

Apesar do avanço da praga, o setor afirma que não houve perdas significativas nesta safra. O principal risco, segundo técnicos, continua sendo a presença de doenças hospedeiras.

Yuri Nunes Cervo, delegado coordenador da Aprosoja Mato Grosso, reforça a importância da divulgação e do monitoramento: “Muitos produtores têm problemas na lavoura e não sabem o que está acontecendo. Conhecemos outras pragas que começaram devagar e hoje já são problemáticas. A larva-minadora é algo que precisamos incluir dentro do nosso portfólio de manejo.”

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