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Mato Grosso fecha o ano com mais de 30 milhões bovinos e se mantém como maior criador de gado do país

Mato Grosso conta com 31,6 milhões de cabeças de gado, criados em 106 mil estabelecimentos rurais, de acordo com dados obtidos na campanha de atualização do estoque de rebanho do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea).
As informações foram coletadas entre novembro e o início de dezembro. Os números mantêm Mato Grosso na liderança nacional de rebanho, estando bem à frente do 2º colado, o estado do Pará com 25,5 milhões de bovinos.
Os municípios de Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade e Juara lideram o ranking com maior quantitativo de rebanho bovino. Juntos, os três somam com mais de 3,3 milhões de bovinos. Em seguida aparecem Colniza, Juína, Alta Floresta, Pontes e Lacerda, Nova Bandeirantes, Porto Esperidião e Aripuanã como os maiores criadores de rebanho bovino.
Em comparação com a 1ª etapa da campanha de atualização do estoque de rebanho, realizada em maio, em que Mato Grosso contava com 32,1 milhões de cabeças, foi percebida leve redução de aproximadamente 500 mil animais.
Conforme o coordenador de Defesa Sanitária Animal do Indea, João Marcelo Brandini Néspoli, “essa diminuição se deve principalmente ao aumento no número de abates, e, dentro desse cenário, o crescimento do abate de fêmeas”.
Realizada duas vezes no ano pelo Indea, em maio e novembro, a campanha de atualização de estoque substituiu a de vacinação contra a febre aftosa e serve para nortear o Governo do Estado no planejamento e execução da defesa sanitária animal garantindo a manutenção da certificação sanitária do rebanho mato-grossense e a competitividade para o setor nos mercados internacionais.
Suínos
Dados obtidos durante a campanha de atualização do estoque de rebanho apontam que Mato Grosso possui 1,4 milhões de suínos em criações tecnificadas (criação intensiva), presentes em 101 estabelecimentos rurais, concentrados em 22 municípios.
Tapurah, Nova Mutum e Vera, Sorriso, e Lucas do Rio Verde são os que mais possuem suínos comerciais.
Aves
Na criação de aves comerciais, Mato Grosso conta com um total de 37,1 milhões aves. A criação de galinha para produção de ovos e frango de corte é predominante, e em menor quantidade está a criação de codorna, com 334 mil aves. Todo volume está concentrado em 61 municípios, que reúnem 342 estabelecimentos rurais voltados para a criação de aves.
Nova Mutum, Primavera do Leste, Campo Verde, Sorriso e Lucas do Rio Verde são os cinco municípios que reúnem o maior número de aves comerciais.
Os dados completos obtidos pela campanha estadual podem ser acessados no site do Indea.
Colaborou Assessoria
Agro Mato Grosso
Economia de Mato Grosso cresce 56% e supera China no período de sete anos

De acordo com dados da Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT), Mato Grosso registrou um crescimento econômico de aproximadamente 56,4% nos últimos sete anos, superando o desempenho da China e do Brasil somados no mesmo período. Enquanto o Estado avançou nesse ritmo, a China cresceu cerca de 42,8% e o Brasil 17,1%.
O resultado evidencia a força da economia mato-grossense, impulsionada principalmente pelo agronegócio, pela ampliação da agroindústria e pelos investimentos em infraestrutura realizados nos últimos anos.
Para o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, esse desempenho é reflexo de um ambiente econômico favorável aliado à atuação coordenada entre o setor público e o setor produtivo.
“Mato Grosso cresceu, nos últimos sete anos, mais do que a China e o Brasil somados. Isso mostra a força da nossa economia. Esse resultado é mérito do setor privado, mas também de um Estado organizado, que investiu em infraestrutura e criou condições para o desenvolvimento”, afirmou.
Segundo o secretário, os investimentos em logística têm sido determinantes para reduzir custos e ampliar a competitividade dos produtos mato-grossenses.
“O Governo de Mato Grosso tem avançado fortemente na infraestrutura. Estamos chegando ao final de 2025 com mais de 6 mil quilômetros de estradas entregues. Isso permite que nossos produtos cheguem com mais competitividade aos mercados, inclusive internacionais, gerando mais renda e estimulando novos investimentos”, destacou.
Gallo também ressaltou o avanço da agroindústria como um novo ciclo de crescimento econômico no Estado, especialmente com a expansão do etanol de milho.
“Hoje vivemos um novo momento, com o fortalecimento da agroindústria. O exemplo mais claro é o etanol de milho. Mato Grosso saiu de uma posição pouco relevante há cerca de dez anos para se tornar o segundo maior produtor do Brasil. E, quando olhamos apenas para o etanol de milho, já somos líderes nacionais. Isso mostra a trajetória de crescimento e diversificação da nossa economia”, completou.
O crescimento econômico consistente tem consolidado Mato Grosso como um dos principais motores do desenvolvimento do país, com impacto direto na geração de emprego, renda e ampliação da arrecadação estadual.
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Pesquisa identifica áreas agrícolas abandonadas no Cerrado com uso de inteligência artificial

Uma pesquisa desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e pela Universidade de Brasília (UnB) com o uso de inteligência artificial (IA) mapeou terras agrícolas abandonadas no Cerrado que podem passar por processos de restauração ambiental.
A partir de imagens de satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), a pesquisa utilizou a tecnologia de aprendizado profundo (deep learning) para que a IA fosse capaz de reconhecer padrões que identificam essas áreas.
O estudo analisou terras agrícolas do município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, que faz parte do bioma Cerrado.
Pelas imagens de satélite, a IA conseguiu classificar vegetação nativa, pastagens cultivadas, lavouras anuais, plantações de eucalipto e, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas.
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A precisão da análise alcançou 94,7%. De acordo com a pesquisa, é um indicador “considerado excelente” para classificações de uso da terra com sensoriamento remoto.
Pesquisadores da empresa estatal e da universidade federal publicaram artigo com os resultados na revista científica internacional Land, especializada em temas como terras, água e clima.
O texto recebeu o título Putting Abandoned Farmlands in the Legend of Land Use and Land Cover Maps of the Brazilian Tropical Savanna (Incluindo Terras Agrícolas Abandonadas na Legenda de Mapas de Uso e Cobertura da Terra da Savana Tropical Brasileira, em tradução livre).
Restauração ecológica
Uma vez identificadas as áreas agrícolas abandonadas, os analistas da Embrapa e da UnB sustentam que os dados podem servir de subsídio para formuladores de políticas públicas voltadas à área ambiental.
“Esses mapas podem auxiliar órgãos governamentais, planejadores ambientais e proprietários rurais a priorizar áreas para reabilitação, incluindo plantações de eucalipto degradadas e pastagens de baixo desempenho”, escrevem no artigo.
Pesquisador da Embrapa, o analista Gustavo Bayma, da divisão Meio Ambiente, ressalta ainda que os mapas detalhados de áreas abandonadas demonstram o potencial das tecnologias de IA para apoiar políticas públicas de restauração ambiental.
Ele sugere, por exemplo, o uso das informações para estratégias de estimativa do potencial de sequestro de carbono da atmosfera, já que áreas verdes ajudam a reduzir a concentração do dióxido de carbono, uma das causas do aquecimento global.
Outra utilidade seria orientar a criação de corredores de restauração ecológica no Cerrado.
Abandono de quase 5%
As imagens de Buritizeiro foram usadas para comparar dados de 2018 a 2022. A IA constatou que mais de 13 mil hectares ─ área equivalente à cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro ─ foram abandonados no intervalo. Essa dimensão equivale a 4,7% da área agrícola original da cidade mineira.
Das terras abandonadas, 87% correspondiam a antigas plantações de eucalipto destinadas à produção de carvão vegetal.
De acordo com o pesquisador Edson Sano, da divisão Cerrado da Embrapa, a região é caracterizada por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes.
“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal, em função de fatores como o aumento nos custos logísticos e de produção”, aponta.
Limitação
Os pesquisadores reconhecem que são necessários mais avanços para resolver uma das limitações da tecnologia, conforme detalha o representante da Embrapa Agricultura Digital Édson Bolfe.
“A análise se baseou em apenas duas datas de aquisição de imagens durante um período de quatro anos, o que impede distinguir com precisão entre abandono permanente e práticas temporárias de pousio [descanso da terra por um ano ou menos]”, diz.
“Embora o uso de imagens de alta resolução e de visualizações auxiliares tenha ajudado na validação, a confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, completa Bolfe.
O texto no periódico internacional aponta que “a melhoria da precisão do monitoramento exigirá conjuntos de dados com maior resolução espaço-temporal”.
No entanto, a conclusão ressalta que as descobertas destacam a adequação de métodos de aprendizado profundo para “captar transições sutis” de uso da terra em ambientes complexos de savana tropical.
“Oferecem uma ferramenta valiosa para o planejamento do uso da terra em nível regional e para a gestão ambiental no Cerrado, fornecendo informações espaciais precisas sobre áreas abandonadas para apoiar processos de tomada de decisão relacionados à restauração agrícola”, assinalam os pesquisadores.
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Exportações de soja em março devem superar 16 milhões de t

O line-up de exportações nos portos brasileiros aponta para um forte ritmo de embarques de soja em março. Segundo levantamento da consultoria Safras & Mercado, estão programadas 16,703 milhões de toneladas para o mês, volume superior ao registrado em março do ano passado, quando as exportações somaram 15,994 milhões de toneladas.
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Para os próximos meses, a programação segue robusta. Em abril, a previsão é de embarque de 10,513 milhões de toneladas, enquanto para maio estão estimadas mais 184 mil toneladas. Em fevereiro, o line-up indicava 8,873 milhões de toneladas.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, a projeção é de embarque de 38,719 milhões de toneladas. Como comparação, dados da Secex mostram que, entre janeiro e março de 2025, o Brasil exportou 22,155 milhões de toneladas de soja, reforçando o ritmo aquecido das exportações neste início de ano.
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