Connect with us

Sustentabilidade

Atenção, sojicultor: ‘2026 será um ano difícil para a soja’, alerta Daoud

Published

on


Foto: R.R. Rufino/Embrapa

O mercado de grãos atravessa um período de pressão generalizada sobre os preços, com a soja liderando as quedas. O movimento é resultado da combinação entre clima favorável na América do Sul, perspectiva de safra cheia e sinais de trégua no cenário geopolítico, como o cessar-fogo no Leste Europeu. Para analisar os impactos desse contexto no mercado internacional e doméstico, o Canal Rural conversou com o analista Carlos Cogo, da Cogo Inteligência em Agronegócio, e com o comentarista Miguel Daoud.

Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Segundo Cogo, o principal fator de pressão sobre os contratos futuros da soja é a frustração do mercado em relação ao acordo entre China e Estados Unidos. O analista destaca que o entendimento não foi formalizado e que o ritmo de compras chinesas de soja norte-americana segue muito abaixo do esperado. Pelo que vinha sendo sinalizado ao mercado, os Estados Unidos deveriam vender cerca de 12 milhões de toneladas até o fim de dezembro, mas, até agora, as aquisições somam aproximadamente 4,5 milhões de toneladas, o que indica que o acordo dificilmente será cumprido.

De acordo com Cogo, essa frustração já resultou em uma queda acumulada de cerca de 8% a 10% nas cotações futuras da soja nas últimas semanas. Em contrapartida, os prêmios nos portos brasileiros voltaram a subir, refletindo a leitura de que a China tende a concentrar novamente suas compras na América do Sul, especialmente no Brasil.

No cenário interno, Miguel Daoud chama atenção para o desafio da rentabilidade do produtor, mesmo com boas condições climáticas. “O produtor enfrenta custos elevados e um ambiente econômico global bastante instável”, observa. Segundo ele, a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros tem afastado recursos das commodities agrícolas. “Isso nos leva a acreditar que 2026 tende a ser um ano mais difícil para a soja e o milho, com margens mais apertadas, especialmente se houver valorização cambial e manutenção dos preços em patamares mais baixos”, avalia.

Milho

Para o milho, os fundamentos são distintos dos observados no mercado de soja. Enquanto a oleaginosa convive com estoques globais elevados, o milho passa por um processo contínuo de redução dos estoques mundiais ao longo da última década, fator que tende a sustentar preços mais firmes. Segundo Carlos Cogo, esse cenário pode favorecer o cereal no Brasil em 2026, ainda que com margens pressionadas. O analista destaca que o atraso no plantio da soja pode empurrar o milho para janelas consideradas menos ideais, incorporando um prêmio de risco climático às cotações. Além disso, ele lembra que o desempenho excepcional da segunda safra em 2025 dificilmente deve se repetir no próximo ano, o que reforça a expectativa de preços mais sustentados em relação à soja.

Diante desse ambiente de maior incerteza, os especialistas recomendam cautela e estratégia comercial. Para a soja, a orientação é aproveitar o momento atual para fixar ao menos parte da produção, garantindo o pagamento dos custos de curto prazo. Cogo avalia que a combinação entre câmbio, prêmios positivos e preços atuais é mais favorável agora do que pode ser mais adiante, sobretudo diante da expectativa de alta nos fretes e de gargalos logísticos no próximo ano, que tendem a pressionar os preços ao produtor.

No caso do milho, a dinâmica é diferente. A entressafra já está em curso e deve se intensificar ao longo de janeiro e fevereiro, período em que o mercado costuma registrar maior firmeza nas cotações devido ao vazio de oferta. A recomendação é não esperar pela entrada da segunda safra, que ainda pode trazer um grande volume ao mercado. Cogo também chama atenção para as oportunidades no segmento de etanol, com usinas já ofertando preços considerados atrativos para entregas entre julho e agosto de 2026, o que permite ao produtor realizar fixações antecipadas em níveis interessantes.

Assim, enquanto a soja apresenta um momento mais oportuno para proteção de preços no curto prazo, o milho pode oferecer boas oportunidades ao longo dos próximos meses, desde que o produtor adote uma postura disciplinada e estratégica diante de um cenário de custos elevados e maior volatilidade.

O post Atenção, sojicultor: ‘2026 será um ano difícil para a soja’, alerta Daoud apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Estratégia de sustentabilidade na produção de soja e a adoção das boas práticas agrícolas – MAIS SOJA

Published

on


A importância das boas práticas agrícolas na redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE), na produção de soja, será um dos destaques apresentados pela Embrapa durante o Show Rural Coopavel, a ser realizado de 09 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR). A proposta é replicar, em parte, durante o evento, o modelo adotado na Vitrine de Soja Baixo Carbono da Embrapa Soja, onde se aproveita a entressafra da soja para realizar a diversificação do sistema de produção com plantas como braquiária e crotalária.

“Dessa forma, a soja é semeada em uma área que recebeu, na entressafra, culturas que ajudam a formar palhada e melhorar a qualidade física, química e biológica do solo pelo aporte de carbono e, no caso da crotalária, também de nitrogênio. Carbono e nitrogênio são constituintes essenciais para a formação da matéria orgânica do solo”, explica o pesquisador Marco Antonio Nogueira, da Embrapa Soja.

Segundo ele, a palhada protege o solo contra impacto da chuva, diminui as perdas de água por evaporação, mantém temperaturas mais estáveis e amenas, melhora a infiltração de água, contribui para o controle de plantas daninhas e, principalmente, adiciona carbono ao sistema por meio da biomassa aérea e das raízes. “As raízes, segundo ele, exercem papel fundamental na estruturação do solo, abrindo poros que facilitam a entrada de água e ar e servindo como fonte de alimento para os microrganismos do solo, melhorando a sua qualidade biológica”, explica Nogueira.

Na Vitrine de Tecnologias da Embrapa, no Show Rural, será debatido o papel do sistema de raízes das plantas de cobertura. “Normalmente apenas observamos a parte aérea das plantas, mas a sua “metade escondida”, as raízes, geralmente são negligenciadas. É preciso também estar atento para a forma como as raízes interagem com o solo, o que reflete o efeito mútuo de um sobre o outro, e permite inferir sobre a qualidade do solo”, afirma o pesquisador.

Nesse cenário, as raízes são protagonistas no sistema produtivo. “A ideia é mostrar como a diversificação de culturas altera a ocupação do solo pelas raízes, melhora a porosidade e contribui para um ambiente mais permeável e com maior capacidade de infiltração e armazenamento de água”, explica Nogueira. “Além disso, parte do carbono incorporado pelas plantas permanece estabilizada no solo na forma de matéria orgânica, contribuindo para um balanço de carbono mais favorável ao longo do tempo”, diz Nogueira.

Embora uma parte do carbono retorne naturalmente à atmosfera, Nogueira ressalta que os sistemas bem manejados conseguem reter uma maior fração desse carbono no solo. “É isso que, no longo prazo, contribui para reduzir as emissões líquidas e tornar o sistema de produção de soja mais sustentável”, afirma Nogueira.

A adoção do manejo adequado do solo, uso de bioinsumos, o controle integrado de pragas e doenças, a diversificação de culturas e o uso racional de insumos contribuem para tornar o sistema produtivo mais eficiente e com menor pegada de carbono. Essas estratégias sustentam iniciativas como o selo Soja Baixo Carbono, que busca reconhecer sistemas produtivos que adotam boas práticas agrícolas e contribuem para a mitigação da emissão de gases de efeito estufa, um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas. O Programa Soja Baixo Carbono, coordenado pela Embrapa, adota um modelo de inovação setorial e conta com a parceria de sete empresas apoiadoras: Bayer, Bunge, Cargill, Coamo, Cocamar, GDM e UPL.

Fonte: Empraba



 

Continue Reading

Sustentabilidade

Página não encontrada – MAIS SOJA

Published

on


O Portal de conteúdo Mais Soja reúne noticias e artigos sobre a cultura da Soja no Brasil e no Mundo.

E-mail para contato: contato@maissoja.com.br

Continue Reading

Sustentabilidade

Mercado de soja registra movimentações nos portos e preços sobem

Published

on


Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão mais animada nesta quinta-feira (5), com negócios reportados nos portos de Paranaguá e Santos, voltados principalmente a produtores com produto disponível para embarque imediato. Apesar de ainda não haver volumes expressivos colhidos no país, a alta na Bolsa de Chicago contribuiu para a valorização dos preços no mercado interno.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Os prêmios recuaram, limitando parte da força externa, mas o dia foi marcado por negociações efetivas e avanço nas cotações, que já se valorizaram em média R$ 3,00 por saca ao longo da semana.

Confira os preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 118,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): passou de R$ 109,00 para R$ 109,50
  • Rio Verde (GO): avançou de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 128,50
  • Rio Grande (RS): estabilizou em R$ 128,00

Chicago

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros fecharam em forte alta, refletindo declarações do presidente americano sobre a possibilidade de aumento das compras chinesas de soja. A expectativa de incremento de demanda chinesa impacta os estoques norte-americanos e projeta movimento de prêmios nos portos brasileiros.

Os contratos futuros da soja em grão na Bolsa de Chicago encerraram a sessão em forte alta. A posição março registrou valorização de 1,83%, com cotação de US$ 11,12 1/4 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 1,92%, sendo negociado a US$ 11,26 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo de soja para março subiu 2,36%, a US$ 303,20 por tonelada. Já o óleo de soja apresentou leve recuo de 0,01%, com os contratos de março cotados a 55,65 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em alta de 0,04%, negociado a R$ 5,2530 para venda e R$ 5,2510 para compra, com mínima de R$ 5,2353 e máxima de R$ 5,2883 ao longo do dia.

O post Mercado de soja registra movimentações nos portos e preços sobem apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement

Agro MT