Sustentabilidade
Tarifas mexicanas afetam Brasil e setor agropecuário prega diálogo – MAIS SOJA

Por Marcelo Sá – jornalista/editor (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Indústria também é impactada por novas medidas
No último dia 10 de dezembro, o Congresso mexicano aprovou aumento nas tarifas de importação em mais de 1.400 produtos, oriundos de 12 países, incluindo o Brasil. A nova taxação estipula uma alíquota inicial de 35% e visa proteger a economia interna, como parte de um pacote proposto pela Presidente Claudia Sheinbaum. O conjunto das medidas busca robustecer a produção mexicana e frear a entrada de mercadorias asiáticas, sobretudo chinesas, que utilizam o território daquele país como acesso aos Estados Unidos, numa manobra que Sheinbaum quer evitar com seu tarifaço.
No afã de barrar produtos chineses que desejam driblar tarifas norte americanas ao passarem pelo México, o governo local acabou incluindo outras nações em sua nova barreira comercial, para proteger empregos e salvaguardar a produção industrial de valor agregado, além de atrair investimentos e corrigir distorções econômicas. A medida começará a valer em 1º de janeiro de 2026. Os mais afetados são aqueles que ainda não possuem acordos bilaterais sólidos celebrados com o México, como é o caso do Brasil.
Cinco dos dez produtos brasileiros mais vendidos para o México são do agronegócio: carnes de aves, bovina, suína, soja e café. O país é o sexto maior destino das exportações, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), e vem ganhando importância nos últimos anos. A medida, que agora aguarda sanção da presidente, também pode abranger 232 produtos da indústria de transformação brasileira, representando cerca de 14,7% das exportações ao México em 2024. Entre janeiro e novembro de 2025, o total de vendas ao mercado mexicano chegou a US$ 7,1 bilhões.
Autoridades e entidades de representação querem agilizar acordo bilateral
A guinada protecionista do México ocorre quando o país se prepara para a revisão do Tratado de Comércio com Estados Unidos e Canadá (USMCA), prevista para 2026, em meio às ameaças constantes do presidente norte-americano, Donald Trump. Para o Brasil, a urgência agora é acelerar as negociações de um acordo bilateral que proteja as exportações e evite perdas significativas em setores estratégicos. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não são suficientes para neutralizar os impactos tarifários. O presidente da CNI, Ricardo Alban, se manifestou nesse sentido.
O Ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, declarou à imprensa que a imposição de tarifas de importação pelo México não afetará os produtos da agropecuária brasileira. Fávaro disse que o tarifaço mexicano quer proteger, principalmente, a indústria local. O ministro comentou que a articulação com os mexicanos é pela renovação do Pacic (Pacote Contra a Inflação e a Carestia), que prevê redução e isenção de tarifas sobre alimentos exportados pelo Brasil para lá.
“Nós preventivamente fizemos uma missão ao México, liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, para renovar o Pacic, onde o Brasil é um grande parceiro e fornece produtos da agropecuária sem tarifas ou com tarifas reduzidas. Esse acordo foi firmado com o governo mexicano. Os projetos em discussão não afetou nenhum produto da agropecuária brasileira”, concluiu ele.
Com informações complementares do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Fonte: SNA
Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura
Site: SNA
Sustentabilidade
Mercado de soja registra movimentações nos portos e preços sobem

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão mais animada nesta quinta-feira (5), com negócios reportados nos portos de Paranaguá e Santos, voltados principalmente a produtores com produto disponível para embarque imediato. Apesar de ainda não haver volumes expressivos colhidos no país, a alta na Bolsa de Chicago contribuiu para a valorização dos preços no mercado interno.
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Os prêmios recuaram, limitando parte da força externa, mas o dia foi marcado por negociações efetivas e avanço nas cotações, que já se valorizaram em média R$ 3,00 por saca ao longo da semana.
Confira os preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,00 para R$ 125,00
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125,00 para R$ 126,00
- Cascavel (PR): permaneceu em R$ 118,50
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 108,00 para R$ 109,00
- Dourados (MS): passou de R$ 109,00 para R$ 109,50
- Rio Verde (GO): avançou de R$ 110,00 para R$ 111,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 128,50
- Rio Grande (RS): estabilizou em R$ 128,00
Chicago
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros fecharam em forte alta, refletindo declarações do presidente americano sobre a possibilidade de aumento das compras chinesas de soja. A expectativa de incremento de demanda chinesa impacta os estoques norte-americanos e projeta movimento de prêmios nos portos brasileiros.
Os contratos futuros da soja em grão na Bolsa de Chicago encerraram a sessão em forte alta. A posição março registrou valorização de 1,83%, com cotação de US$ 11,12 1/4 por bushel, enquanto o contrato maio avançou 1,92%, sendo negociado a US$ 11,26 por bushel. Entre os subprodutos, o farelo de soja para março subiu 2,36%, a US$ 303,20 por tonelada. Já o óleo de soja apresentou leve recuo de 0,01%, com os contratos de março cotados a 55,65 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou em alta de 0,04%, negociado a R$ 5,2530 para venda e R$ 5,2510 para compra, com mínima de R$ 5,2353 e máxima de R$ 5,2883 ao longo do dia.
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Sustentabilidade
Início de Fevereiro deve ser marcado por pouca chuva no Sul – MAIS SOJA

O mês de Janeiro foi caracterizado por restrições hídricas em importantes regiões produtoras, especialmente nos estados do Piauí, Bahia e Maranhão. Mesmo em áreas onde os volumes totais de precipitação foram elevados, a má distribuição das chuvas ao longo do período comprometeu o desenvolvimento das culturas.
Para a primeira quinzena de Fevereiro, as previsões indicam volumes de chuva satisfatórios na maior parte das regiões produtoras do Brasil. Contudo, para a região Sul, são esperados acumulados inferiores à média, sinalizando uma redução das precipitações no início de Fevereiro e potencial maior risco de déficit hídrico nessas áreas.
Figura 1. Precipitação acumulada para o início de Fevereiro. (2 a 17 de fevereiro de 2026).
Em um cenário mais otimista, as anomalias de precipitação previstas para o mês de Março indicam volumes de chuva dentro da média ou ligeiramente acima da média na maior parte do território brasileiro. Esse padrão sugere precipitações compatíveis com a normal climatológica do período, apontando para uma tendência de melhoria das condições hídricas.
Em relação à temperatura do ar, os modelos climatológicos sinalizam uma tendência de elevação térmica nos meses de Fevereiro, Março e Abril, com valores podendo atingir até 2 °C acima da média histórica. Sob condições de déficit hídrico, o aumento da temperatura do ar pode intensificar o estresse das plantas, comprometendo processos fisiológicos essenciais, como crescimento, desenvolvimento e, consequentemente, a produtividade das culturas agrícolas. Diante desse cenário, torna-se fundamental a adoção de práticas de manejo que minimizem os efeitos do estresse vegetal, caso essas projeções se confirmem.
No que se refere à influência dos fenômenos associados ao ENSO, mesmo sob a atuação de uma fraca La Niña, o professor e pesquisador Fábio Marin (LEB/ESALQ/USP) destaca a tendência de aquecimento das águas do oceano Pacífico, o que pode indicar o início de um processo de transição para condições de El Niño (figura 2). Caso essas projeções se concretizem, existe a possibilidade de formação de um evento de El Niño ainda neste ano, potencialmente de grande intensidade.
Figura 2. Previsão de ocorrência dos fenômenos ENSO.

Confira abaixo as atualizações completas trazidas por Fábio Marin no Boletim Tempocampo/Esalq de Fevereiro de 2026.
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Sustentabilidade
Brasil deve embarcar até 11,420 mi de t de soja em fevereiro, aponta ANEC – MAIS SOJA

As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 11,420 milhões de toneladas em fevereiro, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 9,726 milhões de toneladas. Em janeiro de 2026, as exportações somaram 2,444 milhões de toneladas.
Na semana encerrada dia 31 de janeiro, o Brasil embarcou 1,160 milhão de toneladas. Para o período entre 1 e 7 de fevereiro, a ANEC indica a exportação de 2,633 milhões de toneladas.
Para o farelo de soja, a previsão é de embarques de 1,631 milhão de toneladas em fevereiro. No mesmo mês do ano passado, o total exportado foi de 1,502 milhão de toneladas. Em janeiro, somaram 1,708 milhão de toneladas. Na semana passada, as exportações ficaram em 433,229 mil toneladas e a previsão para esta semana é de 522,633 mil toneladas.
TRIGO
O Brasil deve exportar 139,320 mil toneladas de trigo em fevereiro. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC), em fevereiro do ano passado, as exportações ficaram em 559,704 mil toneladas. Em janeiro, foram 279,699 mil toneladas.
Na semana encerrada em 31 de janeiro, não houve embarques. Para a semana encerrada em 7 de fevereiro, estão previstos embarques de 55,320 mil toneladas.
Veja mais sobre o mercado de trigo:
Autor/Fonte: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras News
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