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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

Profissionais com pós-graduação recebem quase o dobro que profissionais com graduação – MAIS SOJA

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Com a crescente expansão do acesso à educação nas diferentes modalidades de ensino, o nível de escolaridade dos brasileiros aumentou nos últimos anos. O último Censo Demográfico realizado pelos IBGE em 2022, demonstra um aumento de 11,6% na população com ensino superior, passando de 6,8% em 2000 para 18,4% em 2022 (figura 1).

Figura 1. Distribuição da população de 25 anos ou mais (%) por nível de instrução.
Fonte: IBGE (2022)

Em termos gerais, ainda que pessoas com nível superior representem uma pequena parcela da população brasileira, o crescente aumento do acesso ao ensino superior tem tornado cada vez mais competitiva a busca por cargos relacionados ao nível superior, sendo que, 18,4% dos brasileiros possuem ensino superior, e uma parcela significativa dessas graduações apresenta relação com áreas da agricultura (figura 2).

Figura 2. Pessoas com nível superior completo, por área de formação.
Fonte: IBGE (2022)

Nesse contexto, profissionais do agro tem buscado nas especializações e pós-graduações uma forma de se destacar no mercado de trabalho. Em muitos casos, níveis de instrução superiores a graduação são indispensáveis para o progresso de cardo e evolução no mercado de trabalho, limitando a acessão de profissionais que não possuem dada instrução.

De acordo com o economista Naercio Menezes Filho, pesquisador do Insper, o rendimento salarial médio de quem vai além da graduação, tende a ser quase o dobro de quem conclui o ensino superior. Além do ganho salarial, profissionais com especialização e/ou pós-graduação tendem a possuir maiores chances de ocupação, formalidade e benefícios  (InfoMoney, 2025).

Mesmo considerando a importância de ir além da graduação, fatores como altos custos, falta de tempo e dificuldade em encontrar cursos alinhados à realidade profissional são os principais limitantes que dificultam o acesso dos brasileiros à cursos de pós-graduação (Souza Filho, 2025).

Para mitigar essas limitações e possibilitar que profissionais do agro avancem além da graduação, o +Soja oferece cursos de pós-graduação voltados ao mercado profissional, com conteúdos alinhados à prática do campo. Os programas são 100% on-line, o que amplia o acesso de profissionais de diferentes regiões do país a uma formação de qualidade, acessível e com certificação reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Além dos conteúdos fundamentais da formação, os alunos participam de encontros ao vivo com professores e pesquisadores reconhecidos nacionalmente, referências no manejo da soja, promovendo a conexão entre o conhecimento técnico e as realidades do campo.

Diante do impacto positivo da pós-graduação na carreira profissional, investir em conhecimento torna-se um diferencial estratégico para quem busca evolução profissional aliada ao retorno econômico, destacando-se em um mercado cada vez mais competitivo.

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Referências:

INFOMONEY. SALÁRIO DE QUEM TEM PÓS É QUASE DOBRO DO GANHO DE QUEM SÓ TEM GRADUAÇÃO, DIZ PESQUISA. Agência O Globo, 08 jun. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/carreira/salario-de-quem-tem-pos-e-quase-dobro-do-ganho-de-quem-so-tem-graduacao-diz-pesquisa/. Acesso em: 17/12/2025.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. PANORAMA. IBGE, 2022. Disponível em: < https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/ >, acesso em:  17/12/2025.

SOUZA FILHO, A. L. E. COMEÇAR UM CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO É O DESEJO DE 56% DOS PROFISSIONAIS PARA 2026, MOSTRA ESTUDO. Comunidade SEBRAE, 2025. Disponível em: < https://sebraepr.com.br/comunidade/artigo/comecar-um-curso-de-posgraduacao-e-o-desejo-de-56-dos-profissionais-para-2026,-mostra-estudo >, acesso em: 17/12/2025.

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.

O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.

A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.

“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.

O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.

Mercado físico da soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 128
  • Santa Rosa (RS): R$ 129
  • Cascavel (PR): R$ 124
  • Rondonópolis (MT): R$ 114
  • Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
  • Rio Verde (GO): R$ 117
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 135

Mercado atacadista

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.

O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.

O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.

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Sustentabilidade

Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

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Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.

Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.

Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).

Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Adaptado: Forcelini (2010)

Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.

Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.



Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.

REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

 

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

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Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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