Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de preços baixos e lenta movimentação – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços mais baixos e negociações lentas. A Bolsa de Chicago registrando recua corrobora com este cenário, mesmo com a alta do dólar frente ao real podendo movimentar a comercialização no porto. Os agentes permanecem cautelosos, aguardando melhores condições de negócio para o grão.
O mercado brasileiro de milho esteve lento nesta sexta-feira, com consumidores e produtores atuando de maneira comedida nas negociações. Em vários pontos do país, boa parte de consumidores sinalizam que estão com posição tranquila para fechar o ano. Em São Paulo, onde os consumidores vinham um pouco mais ativos, fecharam alguns lotes nos últimos dias e agora atuam com tranquilidade. A forte volatilidade cambial, a evolução do clima e das lavouras são pontos acompanhados com atenção no momento.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 70,00/73,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 69,50/72,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 69,00/70,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 71,00/73,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 63,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/62,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 59,00/64,50 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* Os contratos com vencimento em março de 2026 operaram cotados a US$ 4,38 1/2 por bushel, baixa de 1,25 centavo, ou 0,28% em relação ao fechamento anterior.
* O cereal foi pressionado por um quadro de demanda limitada, em meio a competitividade elevada com o trigo forrageiro mais barato no mercado global. As perdas do petróleo complementaram a queda na sessão, acompanhando o quadro fundamental de ampla oferta mundial do grão.
* Ontem (15), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,39 3/4, com baixa de 1,00 centavo, ou 0,22%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,47 3/4 por bushel, recuo de 1,25 centavo de dólar, ou 0,27%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com alta de 0,64%, cotado a R$ 5,4543. O Dollar Index registra desvalorização de 0,24% a 98,07 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços fracos. Xangai, -1,11%. Japão, -1,56%.
* As principais bolsas na Europa operam com índices baixos. Paris, -0,08%. Frankfurt, -0,35%. Londres, -0,65%.
* O petróleo opera com baixa. Janeiro do WTI em NY: US$ 55,52 o barril (-2,28%).
AGENDA
– Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.
– Japão: O saldo da balança comercial de novembro será publicado às 20h50 pelo Ministério das Finanças.
—–Quarta-feira (17/12)
– Reino Unido: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Reino Unido: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 4h pelo departamento de estatísticas.
– Eurozona: A leitura revisada do índice de preços ao consumidor de novembro será publicada às 7h pelo Eurostat.
– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).
—–Quinta-feira (18/12)
– O BC divulga, às 8h, Relatório de Política Monetária referente ao 4º trimestre.
– Reunião do CMN.
– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 27/11 – USDA, 10h30
– EUA: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Japão: O índice de preços ao consumidor de novembro será publicado às 20h30 pelo departamento de estatísticas.
—–Sexta-feira (19/12)
– Japão: A decisão de política monetária será publicada à meia-noite pelo BOJ.
– Alemanha: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 4h pelo Destatis.
– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Pedro Carneiro / Safras News
Sustentabilidade
Estiagem castiga lavouras de soja e perdas se acumulam no RS; veja o vídeo

A estiagem no Rio Grande do Sul já provoca prejuízos, especialmente nas lavouras de soja, cenário que preocupa produtores em diversas regiões do estado. O último mês foi marcado por chuvas escassas e, em algumas cidades, não há registro de precipitações há mais de 30 dias, o que agrava a situação no campo.
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De acordo com a Emater, cerca de 42% das lavouras de soja estão em fase vegetativa, 46% em floração e 12% em enchimento de grãos, sendo as duas últimas as fases que mais exigem umidade para que a cultura consiga expressar seu potencial produtivo.
Segundo a entidade, os impactos da estiagem são mais intensos em áreas com solos mais arenosos e menor investimento em fertilidade. Nessas regiões, já são observados sintomas mais severos, como murcha das plantas e queda das folhas no terço superior da soja, sinais claros de estresse hídrico.
Esse cenário se repete em várias partes do estado. Produtores contaram enviaram vídeos que evidenciam a gravidade da situação nas lavouras. Em relatos, agricultores destacam que as plantas já perderam folhas na parte inferior e apresentam sinais severos de estresse hídrico, mesmo antes da floração.
Em outras áreas, produtores afirmam que, após cerca de 30 dias sem chuva, a perda de produtividade já é considerada inevitável, principalmente nas lavouras em período de enchimento de grãos, onde a soja começa a morrer.
Apesar das dificuldades enfrentadas no campo, a Emater informa que o potencial produtivo médio das lavouras ainda segue estimado em 3.180 quilos por hectare. No entanto, a concretização desse número depende diretamente do retorno das chuvas nos próximos dias, fator decisivo para a recuperação das áreas mais afetadas.
A projeção para a safra de soja no Rio Grande do Sul é de 21 milhões de toneladas. Uma atualização oficial dos números deve ser divulgada em março, quando será possível mensurar com mais precisão os impactos da estiagem sobre a produção estadual.
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Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve seguir travado nesta quinta-feira – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma quinta-feira de negócios travados. Com o avanço da colheita doméstica, as cotações apresentam viés de queda, e os consumidores aguardam preços ainda mais acessíveis para avançar nas negociações. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em baixa, enquanto o dólar opera perto da estabilidade frente ao real.
O mercado doméstico de milho seguiu bastante lento nesta quarta-feira. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, na Região Sul, as colheitas avançam, enfraquecendo os preços, fazendo aumentar a necessidade de exportação para um melhor escoamento da oferta. No Sudeste, ainda há muita oferta de milho de safras passadas, o que ajuda a segurar os preços no mercado disponível. Nos portos, os preços seguem fracos e o aumento dos embarques de soja limitam a exportação de milho no momento. Todos esses fatores deixam o mercado sem força de alta neste momento, assinalou Muruci.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 68,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 68,00/69,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 61,00/62,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 62,00/65,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 64,00/65,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/63,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 51,00/55,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
- Os contratos com entrega em março de 2026 estão cotados a US$ 4,30 1/2 por bushel, alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,23%, em relação ao fechamento anterior.
- O mercado segue em alta, acompanhando o forte avanço da vizinha soja desde o pregão anterior. O suporte adicional vem dos sinais de maior demanda pelo cereal norte-americano.
- Os investidores aguardam relatório semanal das exportações americanas de milho, que será divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), às 10h30 (horário de Brasília). Analistas esperam vendas entre 700 mil toneladas e 2,1 milhões de toneladas.
- Ontem (4), os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,29 1/2, com alta de 1,00 centavo, ou 0,23%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,37 por bushel, avanço de 1,25 centavo ou 0,28% em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
- O dólar comercial opera com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,2483. O Dollar Index registra valorização de 0,12% a 97,73 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
- As principais bolsas na Europa operam com índices fracos. Paris, -0,62%. Frankfurt, -0,92%. Londres, -0,40%.
- As principais bolsas da Ásia fecharam com preços baixos. Xangai, -0,64%. Japão, -0,88%.
- O petróleo opera com queda. Março do WTI em NY: US$ 63,80 o barril (-2,05%).
AGENDA
- Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
- Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
- O Ministério do Desenvolvimento, da Indústria, do Comércio e Serviços divulga, às 15h, os dados consolidados de janeiro, seguidos por coletiva de imprensa.
- Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (6/02)
- Alemanha: A produção industrial de dezembro será publicada às 4h pelo Destatis.
- Alemanha: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado às 4h pelo Destatis.
- A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a janeiro.
- EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de janeiro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.
- Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Canola tropical: avanços em genética e manejo consolidam cultura como opção estratégica no Cerrado – MAIS SOJA

A tropicalização da canola no Brasil deu um salto qualitativo em 2025. Três estudos da Embrapa Agroenergia compilados em séries de publicações institucionais consolidam a cultura como uma alternativa robusta para a segunda safra no Cerrado, apresentando avanços em produtividade, genética adaptada e práticas sustentáveis. Os estudos reforçam que a integração entre o desempenho em campo, o melhoramento genético e o uso de bioinsumos pode transformar a canola em um pilar da diversificação agrícola nacional.
A publicação da série Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 32 “Desempenho de cultivares de canola na safrinha em sistemas de sequeiro e irrigado no Cerrado do Distrito Federal” avalia a performance de cultivares em áreas de produtores em Planaltina (DF), em parceria com a Cooperativa Agrícola do Rio Preto (Coarp).
Os resultados das colheitas nessas áreas demonstraram que a canola possui um teto produtivo elevado em ambientes tropicais, com produtividades médias alcançando 3.800 kg/ha em sistemas irrigados e 2.900 kg/ha em regime de sequeiro. Mesmo sob condições de baixa precipitação, durante o ciclo na safrinha, a cultura mostrou resiliência, destacando-se como uma opção viável para regiões de maior altitude e até como terceira safra sob irrigação.
O rendimento de óleo, fator essencial para a indústria de biocombustíveis e alimentos, também apresentou números expressivos. De acordo com Bruno Laviola, pesquisador e chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroenergia, quando comparamos sequeiro e irrigado, o rendimento médio de óleo foi 63% maior no sistema irrigado. Isso mostra, de forma direta, como o manejo hídrico e a janela de plantio impactam produtividade e eficiência.
Os dados deste boletim fazem parte do projeto Procanola, que teve como objetivo tropicalizar a canola e adaptar o seu sistema de cultivo à região central do Brasil. O Procanola se encerrou em 2023 e foi financiado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Genética: a “espinha dorsal” da adaptação
Para garantir que a canola prospere no clima brasileiro, o trabalho “Caracterização de linhagens de canola parcialmente endogâmicas F5 via análises genético-biométricas”, também da série Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 31, foca no desenvolvimento de linhagens com características morfoagronômicas específicas. O mapeamento de 24 linhagens F5 revelou materiais promissores, como a linhagem 19, que apresentou alto teor de óleo, e a linhagem 20, que combina alta produtividade com um ciclo curto de 95 dias, característica vital para reduzir riscos climáticos e encaixar a planta nos sistemas de sucessão de culturas.
Sobre o futuro das sementes nacionais, Bruno destacou a importância dessa base científica. “A caracterização de linhagens com alto teor de óleo e ciclo mais curto nos dá elementos objetivos para orientar cruzamentos e acelerar o desenvolvimento de materiais mais adaptados ao Cerrado”, ressaltou.
Segundo o pesquisador, o objetivo é explorar o vigor híbrido para gerar sementes que unam alta produtividade à adaptabilidade plena ao solo e ao clima do Brasil.
Além da genética e do campo, a terceira publicação, o Documentos 58 “Avanços e perspectivas do uso de bioinsumos no cultivo sustentável da canola”, trata da redução da dependência de insumos químicos por meio do uso de bioinsumos, visando a produtividade e a redução da pegada ambiental da cultura, alinhando-se a instrumentos como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), que orienta janelas de plantio seguras para o produtor.
Bruno alertou no estudo que a escalabilidade dessa tecnologia exige cautela. “Bioinsumos podem ser uma alavanca importante, mas o salto para a escala depende de protocolos específicos, validação por ambiente e de transferência de tecnologia para dar previsibilidade ao produtor.”
As três publicações apontam para uma mesma conclusão, de que a consolidação da canola em escala no Cerrado depende da integração desses três pilares: manejo eficiente, genética tropical e sustentabilidade. Para Bruno, ao conectar esses pontos, o Brasil pavimenta o caminho para ser um player relevante na produção de óleo vegetal de canola. “Em 2025, consolidamos evidências que conectam campo, genética e sustentabilidade. Mostramos com resultados em campo o bom desempenho da canola no Cerrado, avançamos na base genética para adaptação tropical e reunimos recomendações técnicas sobre bioinsumos para um cultivo mais sustentável.”
Confira as publicações de 2025
Desempenho de cultivares de canola na safrinha em sistemas de sequeiro e irrigado no Cerrado do Distrito Federal (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 32)
Caracterização de linhagens de canola parcialmente endogâmicas F5 via análises genético-biométricas (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento 31)
Avanços e perspectivas do uso de bioinsumos no cultivo sustentável da canola (Documentos 58)
Fonte: Embrapa
Autor:Márcia Cristina de Faria – Embrapa Agroenergia
Site: Embrapa
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