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Escola Agrícola Ranchão forma 54 novos técnicos em agropecuária em Nova Mutum

Em um momento de alta demanda e carência de mão de obra qualificada no agronegócio de Mato Grosso, a Escola Agrícola Ranchão, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) no município de Nova Mutum, formou 54 novos técnicos em agropecuária. A cerimônia de formatura da turma foi realizada no dia 12 de dezembro e marca a conclusão da fase teórica e prática do curso.
Os formandos iniciam agora a etapa final para a obtenção do diploma: o estágio em empresas e propriedades rurais parceiras da região. O curso é fruto de uma parceria estratégica entre o Senar MT, o Sindicato Rural de Nova Mutum e a Prefeitura Municipal.
O evento de formatura contou com a presença de autoridades, docentes, familiares e amigos, e foi visto pelo setor produtivo como um símbolo de renovação da força de trabalho local. O presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum, Paulo Zen, destacou a importância da iniciativa para a cadeia produtiva da região.
Mercado exige atualização constante
Zen ressaltou o papel da instituição na sustentação do setor e fez um pedido direto aos recém-formados. “Estamos aqui mais um ano entregando novos profissionais no campo que vão nos auxiliar na lavoura. Para o sindicato de Nova Mutum, isso é muito importante, fazer parte disso juntamente com o Senar aqui na Escola Agrícola Ranchão”, afirmou.
O presidente do Sindicato Rural enfatizou a necessidade de o aprendizado ser contínuo: “Eu peço a esses jovens que continuem se atualizando, nunca parem de estudar, as coisas mudam muito rápido e é isso que a gente precisa, pessoas atualizadas, pessoas informadas que estejam lá aptas a resolver os nossos problemas e dar soluções cabíveis no momento”.
O superintendente do Senar MT, Marcelo Lupatini, reforçou que a qualificação visa suprir uma necessidade regional. “É uma alegria pegar os jovens que são da região, que conhecem a realidade do agronegócio local, e capacitá-los nas melhores instruções possíveis”, disse.
Conforme ele, o mercado enfrenta um déficit de profissionais com as características esperadas pela entidade. “O mercado do agro mato-grossense está carente desse profissional de qualidade e principalmente de pessoas de confiança, que têm os valores que o Senar prega”, completou Lupatini.
O gerente de Educação Formal do Senar MT, Pedro Souza, relembrou os sacrifícios da turma ao longo dos dois anos de curso. “Os alunos que hoje encerram esse ciclo acordavam de madrugada, antes das cinco da manhã, e voltavam para casa por volta das 19h ou 20h. Certamente todo esse esforço será retribuído com oportunidades profissionais”, garantiu Souza.
Futuro garantido no agro
Um exemplo concreto do retorno da dedicação é o de Kayro Viana. Aos 22 anos, o formando já colhe os primeiros resultados de sua dedicação. “Com essa formação técnica que a gente está recebendo e hoje concluindo, as portas se abrem. Já consegui estágio com ajuda do meu professor”, comemorou o jovem.
Viana não planeja parar no curso técnico. “Não vou parar por aqui: passei no vestibular para Agronomia, na Unemat, e ano que vem vou me dedicar ainda mais”, projetou, mostrando ambição em seguir a carreira no agronegócio.
O curso Técnico em Agropecuária tem duração de dois anos, com uma carga horária que soma 2,4 mil horas, além das 400 horas de estágio. A Escola Agrícola Ranchão funciona em uma área de 160 hectares, simulando uma “pequena fazenda” e priorizando aulas práticas. O primeiro ano foca na área animal e o segundo em produção vegetal e agroindustrial.
Atualmente, a Formação Técnica do Senar MT oferece cursos de Agronegócio, Agropecuária, Zootecnia e Agricultura em seis polos no Estado, nas modalidades presencial e híbrida.
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Pioneiro no setor de sementes, empresário Odílio Balbinotti morre aos 84 anos

Faleceu nesta quarta-feira (4) em Rondonópolis o empresário Odílio Balbinotti aos 84 anos. Agricultor, ex-deputado federal, ele era fundador da Sementes Adriana, hoje Atto Sementes, com sede no município.
O velório teve início na manhã desta quinta-feira (5), às 6h, e o sepultamento está marcado para as 16h, no Cemitério da Vila Aurora.
Odílio Balbinotti era pai do empresário Odílio Balbinotti Filho e lutava contra o Alzheimer.
Odílio Balbinotti era referência no agro brasileiro na produção de sementes de soja, tendo iniciado sua trajetória em 1980 em Alto Garças com propósito de produzir sementes no cerrado mato-grossense. Sua visão empresarial consolidou a Atto Sementes, como a maior referência no mercado de sementes do Brasil.
Além do agronegócio, teve expressiva atuação na política, tendo sido vereador e prefeito no município de Barbosa Ferraz, no Paraná, entre as décadas de 1970 e 1990, e deputado federal pelo mesmo estado, exercendo mandato entre os anos de 1995 e 2015.
Em comunicado oficial nas redes sociais, a Atto Sementes afirma que Odílio Balbinotti “deixa um legado de trabalho, coragem, visão e valores que seguirão vivos em cada pessoa que teve o privilégio de caminhar ao seu lado” e externa “gratidão, respeito e homenagem a quem plantou a semente da nossa história”.
Em nota, a Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso (APROSMAT) “lamenta profundamente” a perda do agricultor e empresário. “A diretoria da APROSMAT expressa solidariedade e os mais sinceros pêsames à família e amigos. Ainda ressalta os relevantes serviços prestados por Odílio Balbinotti para o agronegócio brasileiro, inclusive para o setor sementeiro nacional”.
O prefeito Cláudio Ferreira decretou luto oficial por três dias no município de Rondonópolis. O luto oficial em Rondonópolis vale para os dias 05, 06 e 07 de fevereiro de 2026, sendo reconhecido pelo decreto municipal 13.221, de 04 de fevereiro. “O prefeito externa seu profundo pesar pelo falecimento do empresário e político, manifestando os sentimentos de solidariedade, força e resignação aos amigos e familiares”.
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Projeto incentiva destinação correta de resíduos orgânicos e troca material por mudas de flores

Um projeto desenvolvido em Chapecó, no oeste de Santa Catarina, une sustentabilidade, educação ambiental e participação comunitária para incentivar a destinação correta de resíduos orgânicos.
O “Harmoniza Chapecó – Laboratório de Compostagem” estimula moradores a separarem restos de alimentos e, em troca, oferece mudas de flores produzidas pelo Horto Municipal.
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A iniciativa recebe, de forma voluntária, resíduos como frutas, legumes, erva-mate e pó de café, que passam por um processo de compostagem e são transformados em adubo. O material retorna à cidade na manutenção de praças, jardins e espaços públicos, fortalecendo o cuidado ambiental urbano.
Além do impacto ambiental, o Harmoniza Chapecó também tem um forte viés educativo e social. O laboratório recebe visitantes, estudantes, idosos e grupos comunitários para ações de sensibilização sobre a importância do descarte correto dos resíduos orgânicos.
“O projeto Harmoniza Chapecó, ele tem um impacto social, ambiental e econômico. A parte social por conta da educação ambiental, porque o projeto tem todo um processo de laboratório da compostagem, onde nós recebemos visitantes”, afirma a gerente de resíduos, Graciela Heckler.
Atualmente, cerca de 650 a 700 quilos de resíduos orgânicos são processados por mês no laboratório. O projeto integra o programa Chapecó, Cidade Limpa, Cidade Sustentável, e contribui para a redução do volume de lixo destinado ao aterro sanitário, ajudando a prolongar a vida útil do espaço e a diminuir a emissão de gases de efeito estufa.
No momento da entrega do material, os resíduos são pesados e registrados. A cada 50 quilos de resíduos orgânicos leves, o participante tem direito a levar 15 mudas de flores da estação, incentivando a continuidade da prática sustentável.
Criado há cinco anos, o projeto completa uma década em 2026 e reforça que pequenas atitudes no dia a dia podem gerar impactos ambientais positivos, quando aliadas à conscientização e ao engajamento da comunidade.
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Leitura sobre acordo Mercosul-UE está equivocada, diz porta-voz de Câmara italiana

À medida que as negociações eram finalizadas, os holofotes ao acordo Mercosul-União Europeia se concentrou nas salvaguardas europeias, como se o Brasil estivesse diante de um bloqueio disfarçado. No entanto, essa leitura é equivocada. Essa é a opinião do vice-presidente de finanças da Câmara Italiana do Comércio de São Paulo (Italcam), Fabio Ongaro.
Segundo ele, o debate acabou dominado por uma narrativa defensiva: cotas para carne, limites para açúcar, restrições ao etanol. “O verdadeiro impacto do acordo não está no número de toneladas autorizadas. Está no que ele pode provocar dentro do mercado agro brasileiro”, ressalta.
Ongaro pontua que a União Europeia não é o principal destino das exportações agrícolas brasileiras. China e Ásia têm peso maior em carnes e grãos. “Isso significa que o efeito direto das cotas europeias sobre o volume total exportado é relativamente limitado. O que muda não é a quantidade, mas o padrão”, destaca.
De acordo com ele, vale destacar que a Europa funciona como referência regulatória global, visto que suas exigências de rastreabilidade, controle sanitário e critérios ambientais tendem a se tornar padrão de referência internacional.
“Atender a esses requisitos não é apenas acessar um mercado específico, é elevar o nível de organização e governança da cadeia produtiva. Isso gera efeitos internos consistentes, como: produtores mais estruturados que ganham vantagem competitiva; a formalização que tende a aumentar; e a gestão e o controle de qualidade que se tornam diferenciais estratégicos.
Para Ongaro, o agro brasileiro que já é altamente produtivo pode, com o tratado entre os blocos, tornar-se também mais sofisticado e integrado.
Brasil é superavitário em alimentos
O representante da Câmara Italiana também considera que o receio de que o aumento das exportações brasileiras reduzam a oferta interna e pressionem preços não deve se concretizar, já que o Brasil é estruturalmente superavitário em alimentos.
“O mais provável é uma segmentação maior: produtos premium direcionados à exportação e grande parte da produção mantendo abastecimento regular do mercado doméstico”, contextualiza.
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Para ele, trata-se de especialização, não de escassez. As salvaguardas europeias são resultado de dinâmicas políticas internas do bloco. Assim, o desafio brasileiro passa a ser essencialmente econômico e estrutural.
“O produtor nacional convive com crédito mais caro do que concorrentes globais, infraestrutura logística desigual, complexidade tributária e insegurança regulatória. Esses fatores afetam margens de forma muito mais relevante do que qualquer limite de cota”, ressalta.
Ampliação de valor agregado
Ongaro acredita que se o acordo vier acompanhado de melhorias no ambiente doméstico em infraestrutura, segurança jurídica, simplificação tributária e acesso a financiamento competitivo, o agro poderá ampliar valor agregado, não apenas volume exportado.
“Hoje, o Brasil é extremamente eficiente na produção primária. O próximo passo natural é aprofundar a industrialização da cadeia: alimentos processados, biocombustíveis avançados, bioquímica, proteínas com maior grau de transformação”, comenta.
Segundo ele, a integração com a União Europeia pode facilitar esse movimento, mas ele depende sobretudo de decisões internas. Há também um fator relevante do ponto de vista macroeconômico: previsibilidade institucional.
Na visão do vice-presidente de finanças da Italcam, um acordo com a União Europeia sinaliza estabilidade de regras no longo prazo, algo que tende a reduzir percepção de risco e estimular investimentos em tecnologia agrícola, armazenagem, logística e transformação industrial.
Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e reorganização das cadeias produtivas, diversificar parcerias comerciais fortalece a posição estratégica do país.
“No fim, a questão central não é apenas o volume autorizado para exportação. É como o Brasil utilizará esse acesso para consolidar seu agro como setor cada vez mais moderno, eficiente e integrado às cadeias globais de maior valor agregado”, conclui Ongaro.
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