Agro Mato Grosso
Mais de 10 mil pescadores artesanais estão sem receber seguro defeso durante a piracema em MT

Benefício previsto em lei é pago aos pescadores durante período proibitivo, e alegam que o pagamento não foi efetuado desde que começou a proibição neste ano.
Ao menos 16 mil pescadores artesanais estão sem receber o seguro defeso, benefício pago à categoria durante o período de piracema, quando a pesca fica proibida no estado. Até agora, nenhum pescador recebeu o benefício desde que começou o período proibitivo.
A proibição já está em vigor e segue até 31 de janeiro de 2026, de acordo com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema). A medida proíbe a pesca para preservar as espécies na região, exceto para ribeirinhos e povos tradicionais que dependem da pesca como subsistência.
A reportagem procurou o Ministério do Trabalho e Emprego, e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Na colônia Z1, em Cuiabá, o pescador Fernando Francisco de Lima está sem dinheiro para pagar as contas porque ainda não recebeu o seguro defeso.
“A gente respeita a piracema, agora ninguém está respeitando o nosso direito. Como vai ficar a casa de um pai de família que tem os seus filhos, sem poder comprar um peru, sem poder comprar uma galinha, sem poder comprar um macarrão sem poder dá um presente para os seus filhos porque ele não tem o dinheiro”, contou.
O seguro defeso previsto em lei é o benefício de um salário mínimo pago pelo governo federal aos pescadores artesanais de todo o país. A medida é válida durante o período de piracema.
No total, são 22 colônias com 16 mil pescadores cadastrados que estão na mesma situação.
No mês passado, o governo federal publicou uma medida provisória que transfere a gestão do seguro defeso para o Ministério do Trabalho e Emprego, com regras definidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, para validação dos requerimentos.
Porém, os pagamentos continuam sob responsabilidade do INSS.
Agro Mato Grosso
Contrato para obras de acesso ao Morro de Santo Antônio é rescindido I MT

Encerramento foi feito em comum acordo entre o governo de MT e a empresa. Documento não detalha quanto da obra foi concluído nem os motivos técnicos da decisão.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) rescindiu, de forma amigável, o contrato de R$ 4,75 milhões com a empresa BR Paving Construções e Serviços para pavimentar o acesso ao Morro de Santo Antônio, em Santo Antônio de Leverger, a 35 km de Cuiabá. O termo de encerramento foi assinado em 18 de setembro e publicado no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (21).
A empresa havia sido contratada após vencer uma concorrência pública realizada em 2024. A proposta apresentada foi de R$ 4.750.287, com desconto de 20,18% em relação ao valor previsto inicialmente na licitação.
Apesar da rescisão, o documento publicado pelo governo não informa quanto da obra chegou a ser executado, quais valores já foram pagos ou quanto ainda restava do contrato.
O documento também não apresenta o motivo técnico detalhado que levou ao fim do acordo. A decisão, segundo a publicação, foi baseada em notas técnicas e em um parecer da Procuradoria-Geral do Estado.
Obras
No início de março a Justiça havia suspendido uma liminar que interrompia as obras no local após o Ministério Público do estado (MPMT) pedir a suspensão das obras depois de uma vistoria na região ter identificado possíveis sinais de erosão e danos ambientais.
A visitação no local foi suspensa pela primeira vez em janeiro de 2025, quando tiveram início as obras de adequação da infraestrutura e de ordenamento das trilhas da unidade de conservação.
Agro Mato Grosso
Batida entre duas carretas deixa um morto e destrói veículos na Serra da Petrovina, em MT

Colisão no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, deixou cabine destruída e carga espalhada pelo asfalto; rodovia já foi liberada.
Um motorista, ainda não identificado, morreu na manhã deste domingo (20) após duas carretas baterem na Serra da Petrovina, no km 153 da BR-364, em Pedra Preta, a 242 km de Cuiabá. A rodovia ficou interditada nos dois sentidos durante o atendimento da ocorrência e foi liberada no inicio da tarde.
Imagens registradas no local mostram a dimensão do acidente e os estragos provocados pela batida. Um dos veículos ficou tombado na pista, com a estrutura e os eixos voltados para cima. Pedaços de pneus e partes metálicas ficaram espalhados pelo asfalto. A cabine de uma das carretas ficou completamente destruída após a colisão, com a parte dianteira retorcida.
O baú refrigerado também foi danificado, com parte da estrutura lateral e do teto destruída, deixando o compartimento de carga exposto. A carga transportada pelas carretas também ficou espalhada pela rodovia. Caixas e embalagens de produtos congelados foram encontradas sobre o asfalto, no acostamento e às margens da pista.
Parte do material usado no isolamento térmico do baú também ficou espalhada pelo local. A morte foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que esteve no local para apurar as circunstâncias do acidente. O Instituto Médico-Legal (IML) também foi acionado.
Segundo a concessionária Way-364, responsável pelo trecho, o acidente ocorreu por volta da manhã e mobilizou equipes para atendimento e sinalização da rodovia. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a dinâmica da batida nem sobre possíveis outras vítimas.
Agro Mato Grosso
Avião que caiu em fazenda e deixou dois pilotos mortos em MT estava em fase de teste após manutenção, diz delegado

Aeronave havia passado por manutenção em Primavera do Leste antes do voo. Segundo delegado, houve uma possível falha pouco depois da decolagem em Poxoréu.
O avião de pequeno porte que caiu em uma fazenda e deixou dois pilotos mortos, em Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, nessa sexta-feira (18), havia passado por manutenção em uma empresa de Primavera do Leste antes de realizar o voo. As vítimas foram identificadas como Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos. (VIDEO ABAIXO)
Segundo o delegado Éric Martins, a aeronave passou por alguns reparos antes da decolagem.
“Inicialmente, com as informações que nós temos até agora, esse avião estava tendo uma manutenção. Então, estavam sendo trocadas algumas peças, fazendo alguns reparos, e foi feito um voo teste para essa aeronave. Pouco depois de levantar voo, ele veio a ter algum tipo de falha e teve o acidente“, explicou.
Zelicio era piloto profissional e estava conduzindo a aeronave. Rafael também era piloto e, acompanhava o voo para aprendizagem.
“Até o presente momento, a gente tem noção de que a pessoa mais idosa era realmente piloto, fazia uso dessa profissão, e a pessoa mais nova estava em treinamento, em aprendizagem”, disse o delegado.
Ainda não há confirmação oficial sobre o modelo do avião envolvido no acidente. Funcionários da empresa Soma informaram que a aeronave seria um Comp Air 7SL, mas a informação ainda depende de confirmação pelos órgãos responsáveis pela apuração do acidente.
Em nota, a empresa Soma Aviação afirmou que irão aguardar o laudo do órgão responsável pela investigação o Cenipa.
Entenda o caso
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Zelicio Filgueira Tomaz, de 58 anos, e Rafael Pereira Guedes, de 22 anos, morreram na queda de avião em MT — Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a Polícia Civil, a queda ocorreu na Fazenda Água Funda, na região da MT-130. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 17h35, junto com uma Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda não há informações sobre quanto tempo o avião permaneceu no ar antes da queda. As circunstâncias e as causas do acidente também deverão ser apuradas.
Quando chegaram na propriedade, os bombeiros encontraram a aeronave em chamas e localizaram os corpos dos dois ocupantes. Um médico do Samu confirmou as mortes ainda no local.
O impacto da aeronave provocou um incêndio que se espalhou pela vegetação da fazenda. Segundo o Corpo de Bombeiros, entre 4 e 5 mil metros quadrados de pastagem foram queimados. Os militares combateram o incêndio e conseguiram controlar as chamas. Em seguida, fizeram o rescaldo da área para evitar novos focos.
Essa é a segunda queda de aeronave no estado em menos de 10 dias. No dia 10 de setembro, outro avião de pequeno porte caiu em uma região de fazenda, a cerca de 20 km da área urbana de Água Boa, e deixou três mortos. Até o momento, apenas uma vítima foi identificada oficialmente: Vanderlei Sattler, de 65 anos.
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Queda de avião que deixou dois mortos provocou incêndio em pastagem em MT — Foto: Reprodução
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