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Feijão-vagem com colheita concentrada ganha espaço entre produtores

Produtores de regiões tradicionais do cultivo de feijão-vagem têm buscado materiais que facilitem o manejo e ofereçam vagens mais uniformes. A concentração da colheita em uma única janela e o bom desempenho pós-colheita são pontos que vêm orientando o planejamento das lavouras.
Especialistas apontam que essas características ajudam a elevar o padrão comercial do produto e a organizar melhor as operações no campo.
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Vantagens no manejo e na organização da colheita
A adoção de materiais com colheita concentrada tem avançado em áreas de São Paulo, Sul de Minas, Goiás, Paraná e Santa Catarina. Nessas regiões, produtores têm priorizado variedades de ciclo mais curto e plantas com maior vigor, o que facilita a rotina de campo.
O especialista em Cinturão Verde, Roberto Araújo, explica que algumas variedades chegam a concentrar até 90% das vagens no mesmo período de maturação. Segundo ele, isso reduz a necessidade de múltiplas passadas na lavoura. “Há materiais que podem ser colhidos praticamente de uma só vez, evitando danos às plantas e mantendo a produtividade”, afirma.
A uniformidade também favorece propriedades que utilizam mecanização, já que operações únicas e mais precisas diminuem perdas e aceleram o processo de colheita. Além disso, a concentração do trabalho em um período curto ajuda na organização da mão de obra e no planejamento logístico.
Qualidade visual e maior durabilidade das vagens
Outro ponto destacado pelos produtores é o padrão visual do feijão-vagem determinado. Araújo observa que materiais com coloração verde mais escura têm se mostrado vantajosos no varejo. Esse tom preserva a aparência de produto fresco por mais tempo, reduzindo perdas após a colheita.
As vagens também apresentam formato cilíndrico e baixa presença de fibras, características valorizadas na comercialização e que contribuem para textura mais uniforme. Segundo o especialista, a formação mais lenta das sementes amplia a janela de colheita sem prejudicar o aspecto final do produto.
“Quando a semente se desenvolve rápido, qualquer atraso na colheita reduz o valor da vagem. Nesse caso, a perda é menor”, explica.
Desempenho no campo e recomendações ao produtor
Com ciclo médio entre 50 e 60 dias, o feijão-vagem determinado mantém boa adaptação a diferentes condições de cultivo e se consolida como alternativa para quem busca manejo simples e padrão mais elevado de vagens.
Araújo reforça a importância de observar as janelas de plantio para evitar períodos de frio intenso ou risco de geada, fatores que podem comprometer o desenvolvimento da cultura. Segundo ele, o ajuste correto do calendário ainda é decisivo para garantir o desempenho esperado no campo.
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Business
Embrapa lança plataforma que retrata cadeia produtiva do trigo

Foi lançada nesta terça-feira (24) a plataforma digital “Trigo no Brasil”, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A ferramenta utiliza dados de bases públicas e privadas e é uma forma de perseguir a autossuficiência da produção nacional do cereal.
“Agora, podemos continuar sonhando com essa conquista no curto ou médio prazo”, afirmou o presidente da Câmara Setorial das Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Hamilton Jardim, durante evento de apresentação, em Brasília (DF).
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Jardim destacou que, por meio da genética e da pesquisa oficial, o setor terá acesso a dados do trigo no campo. Segundo a Embrapa, o aplicativo traz um retrato da cadeia produtiva do cereal em números e mapas, com informações que abrangem desde a produção e importação até o processamento industrial e a exportação.
A plataforma inclui uma estimativa inédita da predominância de sistemas de produção irrigados ou de sequeiro na triticultura do Brasil Central, região em expansão. “Cenários possíveis para aumento da produção no País também estão disponíveis”, informou a instituição.
Durante o evento, Jardim descreveu o momento atual do setor tritícola como “desolador”. “A guerra no Oriente Médio contamina nossos preços, os nossos custos, causando impacto na nossa lucratividade”, afirmou o executivo.
Apesar das dificuldades, Jardim disse que o cenário não desestimula a busca por inovações. Ele citou que os cereais de inverno recebem atenção especial, principalmente no Sul, com projetos voltados à transformação de trigo em energia.
Vantagem tropical
O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, disse na ocasião que o País ainda não utiliza o potencial de sua agricultura em termos internacionais.
O dirigente declarou que não existe outra nação tropical com agricultura tão desenvolvida e tecnificada como a brasileira.
“O Brasil ainda não capitaliza isso e ainda não nos demos conta da importância que isso representa internacionalmente. O agro tropical é uma vantagem geopolítica do Brasil que devemos reconhecer e aproveitar”, disse o executivo.
O dirigente criticou a falta de planejamento estratégico diante de crises globais, como as guerras na Ucrânia e no Irã. Barbosa citou que 85% dos fertilizantes aplicados no País vem da Rússia e 55% da ureia tem origem no Irã. “Isso não era novidade. É falta de previsibilidade e estratégia. Temos uma deficiência de pensamento estratégico no Brasil”, afirmou.
Sobre o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa em 50% até 2050, o presidente da Abitrigo questionou o prazo. “Não é possível esperar até 2050. O agro precisa ter um planejamento para ficar mais estável”, defendeu.
Barbosa também apontou falhas na infraestrutura. Segundo ele, há uma “perda grande por falta de armazenagem”, o que prejudica estratégias de exportação. Ele mencionou que o setor enfrenta “portos com dificuldades de acesso e limitações” logísticas que causam impacto na competitividade do setor privado.
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Preços do arroz avançam, mas demanda segue baixa, aponta Cepea

O mês de março vem sendo marcado no segmento de arroz por um avanço nos preços. Apesar disso, a liquidez do cereal no Rio Grande do Sul está em baixa nos últimos dias. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), relata que custos elevados, margens negativas e incerteza de apoio ao setor, são os principais motivos do travamento das negociações.
Compradores tem dado prioridade para aquisições do arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, muito por conta da dificuldade de logística, influenciada pela alta nos preços do diesel. Mesmo com o produto valorizado, a rentabilidade ainda não é garantida e isso influencia na demanda do setor.
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Segundo especialistas do Cepea, a baixa demanda apresentada no mercado tem influenciado nas decisões dos produtores, que tem aguardado melhores oportunidades de negócio, deixando menor a oferta do produto.
Entidades tentam apoiar o setor
O cenário atual do cereal tem preocupado entidades do segmento, que vem tomando algumas atitudes na intenção de melhorar as condições do mercado. A proposta principal da Farsul e da Federarroz, é a da mudança nas condições que o financiamento da safra é pago. A sugestão é que o repasse, que hoje é feito em 4 vezes, passe a ser dividido em 8 vezes. A ideia é que através de uma divisão em mais partes, o produtor possa ter menos pressão de venda, mais tempo e por consequência melhorar os preços da mercadoria.
*Sob supervisão de Hildeberto Jr.
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Agro Mato Grosso
Abertura do Show Safra em Lucas do Rio Verde governador destaca a força do agro em MT

Com a presença do governador Mauro Mendes, do ministro Carlos Fávaro e outras autoridades, a abertura do Show Safra Mato Grosso ocorreu, ontem. O presidente da Fundação Rio Verde, Joci Piccini, agradeceu a participação de todas as autoridades presentes e destacou que o agro tem transformado o Estado de Mato Grosso. “O Agro transforma a educação, tem transformado toda a infraestrutura, mas é preciso enxergar o futuro, debate das potencialidades e aqui no Show Safra Mato Grosso é o lugar para isso”, destacou o presidente.
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, destacou a pujança da feira. “Aqui foi construída uma trajetória de muito trabalho, com muita competência por todos que aqui estão, todos que estiveram e por aqueles que estarão nos próximos anos. Essa feira é a grande demonstração da capacidade e determinação de um povo com objetivo.”
O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, enfatizou a importância da Fundação Rio Verde, que começou as pesquisas e desenvolver o Show Safra do zero. “Nós vimos essa fundação sair do zero, mas as ideias, as conexões, fizeram a feira chegar nesse maravilhoso momento e em toda essa magnitude”, afirmou o ministro.
O vice-governador e ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta, relembrou o início de sua trajetória política e empresarial na cidade e destacou o protagonismo econômico e agroindustrial do município. “Mato Grosso é um Estado relativamente novo, mas é um Estado que tem muita atração, tem muita energia, tem um povo trabalhador e tem o agronegócio que é o mais desenvolvido do mundo e Lucas do Rio Verde tem protagonizado um desenvolvimento incrível, por essa razão a usamos como exemplo, pois aqui é onde a política dá certo”, afirmou Pivetta.
Durante a cerimônia de abertura, as autoridades salientaram a relevância do agronegócio como motor da economia brasileira, ressaltando o papel estratégico de Mato Grosso na produção de alimentos e no fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Em seus discursos, também enfatizaram a importância de eventos como o Show Safra para impulsionar a inovação, fomentar negócios e promover o desenvolvimento sustentável do setor.
A feira segue até a sexta-feira (27).
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