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Embrapa lança curso gratuito para identificar pragas e doenças na bananeira

A Embrapa Amazônia Ocidental lançou um novo curso online voltado para auxiliar produtores na identificação correta de sintomas causados por pragas, doenças bióticas, abióticas e deficiências nutricionais na bananeira. A formação integra a plataforma e-Campo, ambiente digital da instituição dedicado à capacitação no setor primário.
Gratuito e disponível para qualquer interessado, o curso Doenças da Bananeira e Formas de Controle já conta com cerca de 500 inscritos no Brasil e no exterior, incluindo participantes de países como Paraguai, Suíça e Angola. A iniciativa surgiu de uma demanda recorrente dos produtores, que muitas vezes não conseguem diferenciar problemas nutricionais de ataques de pragas ou doenças no campo.
“Se o produtor não sabe qual é o problema, como ele vai tomar uma decisão para fazer o controle desse problema”, explica o pesquisador, Luadir Gaparotto. O curso apresenta, de forma detalhada, como reconhecer cada tipo de sintoma e aplicar medidas de manejo adequadas.
Ampliação do acesso
A plataforma e-Campo reúne atualmente 214 cursos ativos, 11 trilhas de aprendizagem e já ultrapassa 689 mil inscritos e 400 mil certificados emitidos. A proposta é democratizar o conhecimento técnico, especialmente em regiões remotas, como comunidades rurais da Amazônia, onde treinamentos presenciais são limitados.
O acesso pode ser feito por computador ou celular, permitindo que produtores estudem no próprio ritmo. Entre os inscritos no curso da bananeira, os estados com maior participação são Minas Gerais, Amazonas e Bahia, e 150 pessoas já concluíram a formação, distribuídas por 17 estados brasileiros.
Conteúdo e certificação
O curso tem carga horária de 10 horas, divididas em módulos com videoaulas, infográficos, podcasts e textos explicativos. Ao final, o participante realiza avaliações e, ao atingir 70% de acertos, recebe certificado de conclusão.
Embora o acesso ao conteúdo seja por período indeterminado, a Embrapa recomenda que o curso seja finalizado em até 60 dias para melhor aproveitamento. Para saber mais detalhes sobre o curso, acesse o site.
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Plantio do trigo avança de forma desigual no Rio Grande do Sul

O plantio do trigo no Rio Grande do Sul segue de forma heterogênea, conforme as condições meteorológicas observadas nos últimos dias. Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (18/6), a semeadura avançou nas regiões com retomada das chuvas, enquanto áreas com precipitações mais frequentes operaram apenas em curtas janelas de tempo firme. Onde há boa disponibilidade hídrica e temperaturas propícias, o estabelecimento e o desenvolvimento da cultura são considerados adequados.
De acordo com a Emater/RS-Ascar, o excesso de umidade no solo, a alta nebulosidade e a elevada umidade do ar limitaram o avanço das máquinas de plantio em parte do Estado. Na região administrativa de Santa Rosa, a umidade do solo favorece a germinação e o estabelecimento inicial das plantas. Ainda assim, o desenvolvimento vegetativo está abaixo do esperado em parte das áreas, em razão da baixa incidência de radiação solar, que reduz a evapotranspiração e limita a absorção de nutrientes pelo sistema radicular.
O informativo também registra adoção de menor nível tecnológico nesta safra em algumas áreas de trigo, com redução dos investimentos em adubação de base e cobertura como estratégia de diminuição de custos e mitigação de riscos. Segundo a fonte, essas lavouras poderão ser destinadas tanto à produção de grãos quanto à cobertura do solo, a depender da evolução das condições climáticas.
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Entre as demais culturas de inverno, a semeadura da aveia-branca está praticamente concluída na maior parte das regiões produtoras. Nas áreas implantadas mais cedo, já há início do perfilhamento e realização de adubação nitrogenada em cobertura. A canola também está em fase final de implantação, favorecida pela umidade no solo, embora temperaturas mais baixas e menor radiação solar dificultem o desenvolvimento vegetativo inicial e o controle de plantas invasoras em algumas regiões.
No quadro das culturas de verão, a soja está tecnicamente colhida no Estado, e o milho alcança 99% da área cultivada. O material da Emater/RS-Ascar não informa estimativa consolidada de produtividade do trigo nem percentual estadual já semeado até o momento.
O cenário descrito pela Emater/RS-Ascar indica que o avanço do trigo no Estado segue condicionado pela distribuição das chuvas e pelas condições de operação no campo. O informativo divulgado nesta quinta-feira (18/6) não detalha prazo para conclusão do plantio nem projeção atualizada de produção para a cultura.
Fonte: agricultura.rs.gov.br
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Portugal quer ser a porta de entrada dos produtos brasileiros na UE, diz conselheira agrícola

O Fórum Internacional de Agropecuária (Fiap 2026), realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, nesta quinta-feira (18), reuniu conselheiros de embaixadas de diversos países para buscar entender o que as nações que eles representam esperam do Brasil.
A conselheira agrícola da Embaixada de Portugal, Joana Melo Leal, lembrou que o seu país apoiou, desde o início, o acordo entre Mercosul e União Europeia.
“Azeite e vinho são os principais produtos portugueses que chegam ao Brasil. Somos o principal exportador de vinho da Europa para o Brasil, com registros de 65 milhões de euros em vendas, mas queremos aumentar essa transferência por meio da redução de barreiras administrativas de forma recíproca, por isso, desejamos ser a porta de entrada dos produtos brasileiros na Europa. Se existe um setor em que a parceria de nossos países mais faz sentido é na agricultura”, declara.
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De acordo com ela, o Brasil é o parceiro estratégico número um de Portugal por todos os laços históricos que unem as duas nações. “Mas queremos uma ligação ainda mais consistente por meio da partilha de conhecimento com ida de estudantes portugueses para cá e de brasileiros para lá. O Brasil é uma potencia mundial, um dos maiores produtores de alimentos no mundo e um país que tem apostado na ciência”, enfatiza.
A conselheira agrícola ainda destacou que Portugal e Brasil mantém parcerias de cooperação técnica nas áreas de gado de leite e de vinho. “Temos interesse em aprender as técnicas de fixação de carbono da agricultura brasileira, por isso, gostaríamos de um polo da Embrapa em Portugal.”
Acordo Mercosul Singapura
O primeiro-secretário da Embaixada de Singapura, Deng Huishan Wilson, também marcou presença no Fiap 2026 e exaltou o fato de o país asiático ter se firmado como o sétimo principal destino das exportações agropecuárias do Brasil no mundo. “Na Ásia, somos o segundo maior, atrás apenas da China. As proteínas animais do Brasil representam cerca de 50% das carnes congeladas que consumimos.”
Ele também comemorou a aprovação desta quarta-feira (17), pelo Senado Federal brasileiro, do acordo de livre comércio entre Mercosul e Singapura, assinado em 2023 no Rio de Janeiro e que deve entrar em vigor após a confirmação de todos os países-membros.
O acordo prevê que Singapura concederá isenção tarifária imediata e integral à totalidade de produtos exportados pelo Mercosul. Já o bloco comercial se compromete a eliminar, de forma progressiva, em até 15 anos, as tarifas incidentes sobre 95,8% dos produtos do país asiático, o que corresponde a 90,8% do total do valor atualmente importado.
“Queremos uma parceria aberta e livre. Singapura aguarda com expectativa a ratificação desse acordo. A simplificação dos procedimentos aduaneiros fará com que o despacho de mercadorias [entre os países] reduza de 48 horas para apenas 6 horas”, detalha. Segundo Deng, Singapura é um grande polo de entrada de países brasileiros para toda a Ásia.
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A revolução dos biocombustíveis também é uma revolução econômica, pontua CEO da Massey Ferguson

Durante sua participação no Fiap 2026, na palestra “Biocombustíveis: as novas tecnologias de mercado”, Luis Felli, CEO Global da Massey Ferguson, destacou o papel estratégico dos biocombustíveis para a economia, a sustentabilidade e a segurança energética do Brasil. Segundo ele, dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) indicam que os biocombustíveis podem adicionar R$ 403 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) entre 2030 e 2035.
Ao abordar a evolução do setor, Felli relembrou as transformações ocorridas desde a década de 1970. “Se formos para os anos 70, de lá para cá substituímos etanol na gasolina, tivemos carros movidos a etanol, depois os carros flex. Hoje somos importadores de óleo diesel e o principal fornecedor é a Rússia. Então, nós temos um problema referente a criar uma solução para esse descasamento entre gasolina e diesel. Como fazemos para que os biocombustíveis tenham uma presença maior e mais significativa para que possamos substituir o diesel?”, questionou.
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Segundo ele, uma das principais mudanças observadas nos últimos anos foi a revolução do etanol de milho, que começou em Mato Grosso. “O que vimos acontecer foi a revolução do etanol de milho, que começou no estado”, afirmou.
Felli também destacou os impactos da Lei Combustível do Futuro, que estima evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de CO₂ até 2037. Além disso, a produção combinada de etanol de cana-de-açúcar e milho deverá superar 43 bilhões de litros na safra 2026/27.
O executivo explicou que o avanço do etanol de milho foi impulsionado por fatores econômicos. “O milho era barato. O diesel era caro para chegar e a gasolina também. Agora o etanol de milho tem seu coproduto, o DDG, que representa cerca de 40% da receita de uma empresa de etanol de milho”, disse.
Ele ressaltou ainda que o DDG tem provocado uma transformação significativa na pecuária brasileira. “Uma coisa que não falamos é como mudou o confinamento de gado no Brasil. Hoje, 21% do gado é confinado e, há alguns anos, esse percentual era de 4% ou 5%. Novamente, estamos subindo em uma velocidade assustadora por conta do DDG. Estamos em um processo de revolução da cadeia da proteína animal, dos biocombustíveis e de tudo o que acontece ao redor disso.”
Outro ponto destacado foi o potencial do sorgo como matéria-prima para a produção de etanol. “O sorgo é pouco plantado porque não tem mercado. Mas ele faz o mesmo trabalho do milho em uma planta de etanol. Tem um ciclo mais curto e, depois que fecha a janela do milho, surge uma oportunidade para que o produtor utilize a segunda janela da segunda safra”, explicou.
Ao falar sobre o futuro dos biocombustíveis, Felli destacou que duas questões mudaram o cenário, sendo a competitividade e a tecnologia. “Por que a competitividade é importante? Eu converso com agricultores no mundo todo e a sociedade considerada mais desenvolvida é a europeia, com forte consciência ambiental. Mas toda vez que pergunto sobre combustíveis renováveis, a resposta é a mesma eles aceitam se for econômico ou mandatório.”
Massey Ferguson na linha de frente do etanol
Nesse contexto, a Massey Ferguson trabalha em novas soluções para ampliar a adoção do etanol em máquinas agrícolas.
“Nós devemos lançar, em 2028, um motor a etanol de alta potência. Os problemas que existiam no passado, como aquecimento, foram resolvidos. O trator terá praticamente a mesma curva de torque de um motor diesel, sem perda de energia, tornando-se bastante competitivo. Existe uma competitividade muito grande na conversão para etanol por conta do ganho econômico.”
Além do etanol, Felli apontou o biometano como uma das alternativas mais promissoras para o campo. “O biometano tem aspectos importantes de retorno. É você consumir o biometano nos seus próprios equipamentos.”
Ele lembrou que o desafio atual está na continuidade da produção e na busca por novas biomassas e matérias-primas. Citou ainda a utilização crescente de caminhões movidos a biometano no transporte de cana-de-açúcar.
“Hoje já existem caminhões a biometano puxando cana. Você trabalha oito meses por ano. Então, vamos lançar, no ano que vem, um trator a metano e biometano com as mesmas características de curva de torque de um diesel, a mesma potência e o mesmo desempenho. Para quem produz, isso representa uma redução massiva de consumo.”
O executivo também mencionou outras tecnologias em desenvolvimento, como o motor movido a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), conhecido como diesel verde, além da eletrificação da frota agrícola por meio do e-100 Vario, da Fendt.
Ao explicar o funcionamento do HVO, Felli destacou que o combustível é produzido a partir do tratamento de óleos vegetais com hidrogênio.
“Nós poderíamos vender motores a HVO, mas hoje não existe oferta suficiente do combustível. Se houver disponibilidade, podemos colocar essa solução no mercado.”
Ao encerrar sua participação, o CEO Global da Massey Ferguson reforçou que o avanço dos biocombustíveis depende da combinação entre sustentabilidade e viabilidade econômica para o produtor rural.
“A economicidade e a Lei dos Biocombustíveis fazem com que esse mercado tenha futuro. É muito melhor quando você consegue ser econômico, trazendo resultado para o agricultor. Essa é a nossa busca com essas máquinas.”
Para Felli, além dos benefícios ambientais, os biocombustíveis representam uma oportunidade única de geração de riqueza para o Brasil. “Isso também gera impacto positivo para o meio ambiente. Não se compara a geração de riqueza do agro com biocombustíveis à do petróleo. O agro tem uma capacidade muito forte de gerar renda, desenvolvimento e oportunidades para o país”, concluiu.
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