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saiba como tecnologias de baixo carbono transformam lavouras

No programa 42 do Soja Brasil, a soja foi destaque na COP30, evento em Belém (PA) que reforçou o papel do Brasil na produção sustentável de alimentos. A chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Soja, Carina Rufino, explicou que a conferência reuniu delegações de todo o mundo para conhecer os sistemas de produção brasileiros, incluindo o programa Soja Baixo Carbono e outros protocolos de agricultura de baixo carbono desenvolvidos pela Embrapa.
Confira:
“A COP30 proporcionou oportunidades únicas para mostrar como os produtores brasileiros adotam tecnologias que reduzem a emissão de gases de efeito estufa, aumentam a produtividade e fortalecem a sustentabilidade do setor. É possível produzir com sustentabilidade e melhorar a qualidade do solo ao mesmo tempo, inspirando outros países a seguir o mesmo caminho”, afirmou Rufino.
Ela destacou que a semana do evento foi essencial para apresentar o que está por trás da produção de alimentos e demonstrar a liderança do Brasil no setor. “Nossas tecnologias inspiram produtores em outros países e também aqueles que ainda não adotam essas práticas a repensarem seus sistemas de produção”, acrescentou.
O selo Soja Baixo Carbono surge como um diferencial competitivo para produtores que comprovarem boas práticas de manejo. ”O programa prevê certificação voluntária de terceira parte, métricas adaptadas à realidade brasileira e benefícios como acesso a financiamento, seguros diferenciados e mercados que valorizam produtos sustentáveis, fortalecendo um ecossistema de apoio relacionado à mudança climática”, detalhou.
“Quanto mais tecnologias de baixo carbono o produtor adota, menor é o risco climático para ele e para toda a cadeia de valor da soja. Isso garante oferta contínua de produtos de qualidade, com menor pegada de carbono, e muda a forma como produzimos”, concluiu Rufino.
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Trabalhadores são sequestrados e torturados por facção que os confundiu com grupo rival

Vítimas foram amarradas, ameaçadas com facas e libertadas sob ameaça de morte em Tangará da Serra. Polícia Civil prendeu quatro envolvidos nos crimes
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (10.9), a Operação Paralela para cumprir quatro mandados de prisão e de busca e apreensão em Tangará da Serra. A ação tem como alvo suspeitos de integrar uma facção criminosa e praticar crimes graves na região.
As investigações apuram crimes de cárcere privado e tortura ocorridos em agosto. Na ocasião, trabalhadores temporários que atuavam em um evento na cidade foram rendidos por integrantes do grupo criminoso, sob a falsa suspeita de integrarem uma facção rival.
As vítimas tiveram seus aparelhos celulares tomados e vasculhados pelos suspeitos, foram amarradas, ameaçadas com faca e submetidas a interrogatórios, permanecendo privadas da liberdade enquanto os criminosos buscavam informações sobre eventual vínculo com organização rival.
Na sequência, os trabalhadores foram forçados a entrar em um veículo e levados a outro ponto da cidade, onde continuaram sendo interrogados e ameaçados. Ao constatarem que as vítimas não tinham ligação com nenhum grupo rival, os criminosos as libertaram, sob promessa de morte caso denunciassem o caso à polícia.
A mesma investigação também apura outro episódio ocorrido naquela noite, quando duas outras vítimas teriam sido levadas para uma região de mata, onde foram amarradas, interrogadas e agredidas com pedaços de madeira, enquanto integrantes do grupo mantinham contato com outros membros por meio de videochamadas.
Durante as investigações, foram reunidos depoimentos, reconhecimentos, imagens de câmeras de segurança, informações sobre veículos e deslocamentos, além de outros elementos que permitiram avançar na identificação dos envolvidos, sendo representado pelas ordens judiciais contra quatro investigados, apontados como integrantes do grupo envolvido nas ações criminosas.
A investigação prossegue para completa individualização das condutas e apuração da participação de outros integrantes do grupo.
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Bombeiros resgatam três vítimas após sequência de acidentes com caminhões e animal em Poconé

Colisões ocorreram ao longo do dia no perímetro urbano e em rodovias da região. Todos os feridos foram encaminhados para a UPA
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) socorreu, nesta quarta-feira (9.9), três pessoas envolvidas em acidente de trânsito com colisão entre veículos e um animal, em Poconé (a 105 km de Cuiabá)
Na primeira ocorrência, a equipe do 1º Pelotão Independente Bombeiro Militar (1º PIBM) foi acionada, por volta de 11h46, para a ocorrência de uma colisão entre uma motocicleta e um caminhão, no bairro Jurumirim.
Ao chegar ao endereço, os bombeiros localizaram a vítima, uma mulher de 57 anos. A condutora da motocicleta apresentava lesões no rosto. A equipe realizou o atendimento pré-hospitalar e a encaminhou para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
No período vespertino, por volta de 13h06, os militares foram acionados pelo telefone de emergência 193, para o atendimento de uma colisão envolvendo um veículo Ônix e um caminhão na rodovia MT-060, próximo ao distrito de Cangas.
No local, a equipe realizou o atendimento pré-hospitalar ao condutor do carro, que estava fora do veículo, lúcido e apresentava corte nas mãos. O homem, de 57 anos, também foi encaminhado para a UPA do município.
Na terceira ocorrência, por volta de 18h46, um acidente envolveu a colisão de um carro e uma vaca, na rodovia Adauto Leite, próximo ao Distrito do Chumbo.
Os bombeiros se deslocaram para a região e localizaram o condutor do veículo. A vítima, de 48 anos, estava do lado de fora do veículo de forma lúcida e comunicativa, mas apresentava lesões no rosto sem sangramento.
Os militares realizaram o atendimento pré-hospitalar e encaminharam o homem para a unidade de saúde para avaliação médica.
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Seduc investe R$ 6 milhões em nova escola e evita que alunos viajem 100 km para estudar em MT

Estado mantém atendimento a 106 estudantes de aldeias em Rondolândia enquanto obras de infraestrutura avançam. Ministério Público acompanha as ações
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) mantém o atendimento aos 106 estudantes da Escola Estadual Indígena de Educação Básica Zarup Wej e da sala anexa da Aldeia Tamali Syn, na Terra Indígena Zoró, em Rondolândia, enquanto avançam as medidas para melhorar a infraestrutura destinada às duas comunidades. As providências já foram comunicadas ao Ministério Público Federal (MPF).
A nova sede da escola Zarup Wej já está em construção, por meio de convênio entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Rondolândia, com previsão de conclusão para 2027. O projeto prevê seis salas de aula, além de dependências administrativas, com investimento de R$ 6,2 milhões.
Até a conclusão da obra, os 68 estudantes da Zarup Wej continuam sendo atendidos em espaço cedido na Aldeia Zawãxurej. O imóvel passou por melhorias para garantir as atividades escolares durante esse período, com a perfuração de um poço artesiano, a construção de sanitários e adequações na cozinha e no refeitório.
A direção da escola também foi orientada a encaminhar à Seduc o pedido para construção de salas de aula temporárias de alvenaria, como medida complementar enquanto a nova sede permanece em construção.
Na Aldeia Tamali Syn, outros 38 estudantes do ensino fundamental e médio são atendidos em um espaço compartilhado com a rede municipal. A manutenção das turmas na própria aldeia evita que os estudantes tenham de percorrer cerca de 100 quilômetros até a escola-sede, por estradas de chão e em condições que podem variar conforme o clima. A oferta no local atende a uma solicitação da própria comunidade.
Uma nova escola municipal, construída na Aldeia Tamali Syn, está em fase de acabamento, com entrega prevista para este semestre. Conforme a articulação entre o município e o Estado, o prédio também receberá os estudantes da sala anexa da rede estadual.
A Seduc acompanha a execução das medidas por meio da Diretoria Regional de Educação (DRE) do Polo de Pontes e Lacerda e também mantém o Ministério Público Estadual (MPE) informado sobre as providências adotadas.
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