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Plantio na Argentina avança, mas mostra ritmos distintos entre as culturas

O plantio dos grãos de verão avança na Argentina, mas com velocidades diferentes entre as principais culturas. Dados da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostram que milho e soja seguem em expansão, enquanto a colheita do trigo mantém ritmo moderado. As informações são do relatório semanal divulgado pela entidade.
As condições climáticas seguem determinantes para o andamento dos trabalhos. A umidade elevada beneficia parte das lavouras, mas ainda provoca excesso de água em algumas regiões, o que limita o ritmo de semeadura.
Milho e soja avançam sob influência do clima
A semeadura do milho 2025/26 chegou a 37,3% da área prevista, de acordo com o levantamento. A maior parte dos lotes apresenta condição considerada adequada, resultado do bom nível de umidade do solo. Entretanto, cerca de 12% da área enfrenta encharcamento, o que dificulta o acesso das máquinas e atrasa operações.
No caso da soja, o plantio atingiu 24,6% da área estimada, após avanço expressivo na última semana. A área total projetada é de 17,6 milhões de hectares. O ritmo atual ainda é mais lento do que o registrado no mesmo período do ciclo passado, com atraso de 11 pontos porcentuais. A bolsa informou que 35,6% da soja de primeira safra já foi implantada, acompanhando o cronograma esperado para essa etapa inicial.
Colheita do trigo e plantio do girassol
A colheita do trigo alcançou 20,3% da área apta, após avanço favorecido pelas chuvas recentes. O rendimento médio nacional permanece em 2.990 quilos por hectare, índice que sustenta a estimativa de produção em 24 milhões de toneladas. A projeção não foi alterada pela bolsa.
O relatório destaca também o andamento das outras culturas de relevância no país. O plantio do girassol está próximo do encerramento, com 95,1% da área prevista completa. A projeção total para essa cultura é de 2,7 milhões de hectares.
Já o sorgo, tradicionalmente semeado em etapas mais espaçadas, chegou a 34% da área nacional. O ritmo é compatível com o calendário da cultura e acompanha o avanço das condições de campo.
Com esses números, a Argentina segue consolidando o andamento da safra 2025/26, marcada por boas condições hídricas, porém ainda sujeita a limitações regionais que influenciam o desempenho das lavouras.
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Número de vinícolas cresce quase 5 vezes acima da média nacional em Goiás

O número de vinícolas aumentou 9,1% em Goiás ao longo de 2025, ritmo quase cinco vezes superior à média brasileira. O estado chegou a 12 estabelecimentos registrados no período, enquanto o país alcançou 965, com avanço de 1,9% em relação ao ano anterior.
Os dados fazem parte do Anuário do Vinho 2026, primeira publicação específica sobre essa cadeia produtiva lançada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
O levantamento mostra que Goiás concentra 70,6% das vinícolas registradas no Centro-Oeste. Das 17 empresas contabilizadas na região, 12 estão no estado, enquanto Mato Grosso e o Distrito Federal têm dois estabelecimentos cada, e Mato Grosso do Sul, um.
Vinhos registrados
As vinícolas goianas somavam 161 vinhos registrados no Mapa em 2025, média de 13,4 por estabelecimento. O levantamento contabiliza produtos formalmente registrados no Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro), por isso o número não corresponde necessariamente à quantidade de rótulos disponíveis comercialmente.
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A quantidade de produtos coloca Goiás na sétima posição nacional em número de vinhos registrados. A média brasileira é de 16,8 por estabelecimento.
Dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) apontam cerca de 116 produtores de uva, 410 hectares cultivados e presença da cultura em 55 municípios de Goiás.
As principais áreas produtoras estão nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Noroeste, em municípios como Goiatuba, Santa Helena de Goiás, Anápolis, Aragoiânia, Bela Vista de Goiás, Hidrolândia e Itaberaí. A produção de uva de mesa ainda predomina, mas a Agência também aponta potencial para ampliação do cultivo destinado à fabricação de sucos e vinhos.
Vinhos de inverno
A presença de Goiás nessa nova geografia da produção brasileira está relacionada também ao desenvolvimento de técnicas que permitiram levar a vitivinicultura a regiões antes pouco associadas ao vinho.
Pesquisa da Embrapa Uva e Vinho identifica no país uma terceira macrorregião produtora, mais recente, baseada nos chamados vinhos de inverno. O modelo começou em Minas Gerais e chegou, entre outros estados, a Goiás.
Nesse sistema, a videira passa por duas podas ao ano, com a colheita deslocada para o inverno, entre junho e agosto. Segundo a Embrapa, essa nova fronteira está presente em áreas de clima subtropical e tropical de altitude, com vinhedos localizados entre 600 e 1.200 metros.
A técnica altera o calendário tradicional da cultura e permite que a maturação das uvas ocorra em condições diferentes das encontradas na colheita de verão.
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Entenda o risco que o produtor leva para a lavoura ao comprar sementes piratas

Sementes produzidas e comercializadas fora do sistema oficial de produção, conhecidas como sementes “piratas ou tiradas (F2)”, podem ser importantes fontes de transmissão de patógenos de plantas e, por isso, representam um grande risco para as produções agrícolas.
Um exemplo clássico é a dispersão de Acidovorax citrulli, agente causador da doença conhecida como mancha bacteriana do fruto, mancha aquosa do fruto ou BFB, sigla em inglês para bacterial fruit blotch.
Essa bactéria é transmitida por sementes e causa, sem dúvida, a mais devastadora doença das cucurbitáceas. Quando presente, pode levar a prejuízos gigantescos, além de inviabilizar a área para novos cultivos de cucurbitáceas.
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Por este motivo, as empresas legalizadas investem em rigorosos processos de qualidade para garantir ao produtor que as sementes comercializadas por elas sejam livres da bactéria BFB.
De acordo com o diretor setorial de mudas da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), Ayrton Tullio essa bactéria foi, em muitos casos, dispersa nas áreas de produção de melão, no Vale do São Francisco, e de melancia, na região Centro-Oeste brasileira, pelo uso sistemático de sementes piratas, vendidas em garrafas do tipo pet.

“A BFB é extremamente agressiva e como ainda não há tratamento químico eficiente para o controle da doença, ela pode sobreviver, inclusive sem causar sintomas, em outras culturas hospedeiras, como milho, tomate, pimentão e também em pastagens. Por isso, uma vez introduzida, dificilmente ela será eliminada”, alerta o profissional.
Neste contexto, diante de perdas frequentes na produção, associadas à presença da doença e ao aumento de custo na tentativa ineficaz de controle, muitos produtores acabam abandonando o cultivo de cucurbitáceas.
Segundo o diretor, muitas vezes pensando em economizar ou sem se atentar no momento da compra, o produtor utiliza sementes sem garantia de origem e compradas de forma totalmente irregular, em embalagens falsificadas ou acondicionadas em recipientes inadequados, sem critério fitossanitário ou mesmo registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
“Isso traz inúmeras consequências, inclusive contrárias à ideia inicial de economia pelo uso de insumos mais baratos, uma vez que as sementes piratas acarretam em prejuízos financeiros para o negócio, devido à possibilidade de má-formação dos frutos e disseminação de doenças, como é o caso de BFB, com grandes perdas na lavoura”, elucida Tullio.
Campanha de conscientização
Diante deste preocupante cenário, a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM), enquanto representante do setor sementeiro de hortaliças, flores e plantas ornamentais brasileiro, lançou, em 2025, uma campanha de conscientização dos produtores quanto aos riscos e prejuízos do uso de sementes e mudas piratas.
Com o slogan “Sementes e mudas piratas, quem perde é o produtor”, a iniciativa também tem como objetivo validar as empresas e os produtores comprometidos com a comercialização legal e ética destes insumos agrícolas no país, marcando um novo capítulo na luta contra a pirataria. Neste sentido, lançou um selo oficial de combate à pirataria, buscando incentivar e promover a formalidade e o respeito às leis que regem o setor de sementes e mudas no país.
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Perdeu a Abertura Nacional do Plantio da Soja 26/27? Saiba como assistir!

Você perdeu o evento da Abertura Nacional do Plantio da Soja 2026/27? Não se preocupe, você pode conferir tudo de novo no YouTube do Canal Rural. O evento, que aconteceu na última quinta-feira (17), reuniu cerca de 2.500 pessoas em Ipiranga do Norte (MT) e marcou o início de mais uma temporada da soja, além de celebrar os 15 anos do Soja Brasil e os 30 anos do Canal Rural.
A programação teve início com a recepção da família Pozzobon, anfitriã do evento. Com décadas de trabalho no campo, a família apresentou sua trajetória e mostrou como a produção rural pode gerar valor por meio da diversificação, da inovação e da verticalização da cadeia produtiva. A Fazenda Horizontina reúne atividades como soja, milho, algodão, pecuária, produção de etanol e geração de energia.
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Durante o evento, Fernando Pozzobon, diretor de Negócios da Fazenda Horizontina, destacou a importância da verticalização para ampliar a geração de valor dentro da propriedade e enfrentar os desafios do produtor brasileiro. Segundo ele, a atividade rural precisa de previsibilidade, oportunidades e políticas públicas para continuar avançando.
Os participantes também conheceram a história de Ipiranga do Norte e a transformação do município, que cresceu junto com a expansão da agricultura no norte de Mato Grosso. A soja se tornou uma das principais culturas da região e passou a ocupar papel central na economia local. Autoridades do município e representantes do Sindicato Rural também ressaltaram a importância da participação de produtores, estudantes e jovens na construção do futuro do agronegócio.
A abertura também marcou os 15 anos do Soja Brasil. O presidente do Canal Rural, Julio Cargnino, destacou a trajetória do projeto e a importância da família Pozzobon como representante dos produtores brasileiros. O evento reforçou ainda o compromisso do Canal Rural, que completa 30 anos, de levar informação e conhecimento ao campo e acompanhar de perto os desafios e as transformações do agronegócio.
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