Agro Mato Grosso
Casal de Bom Jesus do Araguaia expande produção com apoio da Seaf e da Empaer

Entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 8,5 milhões em Bom Jesus do Araguaia
O casal Flávio José Cândido Ferreira e Narya Xavier são proprietários de uma área de 37 hectares em Bom Jesus do Araguaia, a 866 km de Cuiabá. Eles são um dos milhares de produtores beneficiados pelos investimentos do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT), e pelo apoio técnico da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer). Eles começaram cultivando apenas meio hectare e hoje já produzem em quatro hectares, com expectativa de chegar a sete nos próximos anos.
Flávio conta que o avanço na produção aconteceu graças ao apoio recebido. “Aqui em nosso município nós temos a Empaer, trocamos uma ideia com o técnico e ele nos falou do apoio por meio da Seaf e da assistência técnica. Conseguimos kit de irrigação, orientação com a atualização de defensivos sobre as nossas plantas e até as sementes conseguimos com eles também, como o milho. Calcário, fizemos a análise de solo e também nos atenderam com outras demandas”.
Atualmente, o casal cultiva melancia, abóbora kabotiá, melão e mel, e a comercialização já alcança outras cidades. “Nós começamos a comercializar aqui em nosso município a melancia e agora entregamos em outros municípios. Também atendemos as escolas estaduais e municipais, e até escolas em Serra Nova Dourada. A gente vai melhorar cada vez mais, com o apoio do Governo por meio da Seaf e o apoio técnico da Empaer sempre nos auxiliando. Acredito que vamos aumentar ainda mais a produção”, afirmou Flávio.
Flávio também lembra que o mel surgiu de forma inesperada: “Começamos com o mel a partir de um vídeo. Aí entramos no mercado, e hoje estamos com dez colmeias de abelha africanizada.”
A rotina intensa fez com que Narya tomasse uma decisão importante. “A demanda é grande. Nós dois éramos servidores públicos, eu ainda estou no município. Sou grata, mas a partir que colocamos a mão na massa e o trabalho foi aumentando, ficou difícil atender tudo. Então pedi licença para o município por dois anos. A nossa rotina é pesada, agora estamos nos dedicando à nossa propriedade, mas isso é muito gratificante”.
O casal tem planos de continuar crescendo. “O nosso sonho é que aumente e que a gente possa produzir as sete hectares. Iniciamos com meia hectare. Em breve vamos começar a produzir banana-da-terra, também com apoio da Seaf e da Empaer.”, completou Flávio.
Investimentos
Entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso investiu cerca de R$ 8,5 milhões em Bom Jesus do Araguaia, com entregas de máquina, equipamentos, caminhões caçamba e isotérmico, veículos, calcário, resfriadores de leite, tendas de feira, doses de sêmen e prenhes, ações que têm impulsionado a agricultura familiar e fortalecido a produção local.
Agro Mato Grosso
Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

Espetáculo Fubá Play mistura tecnologia, teatro e jogos interativos e será apresentado em evento realizado em Cabo Verde.
O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.
A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.
O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.
A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.
Trajetória internacional
Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.
O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).
O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.
A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015
Agro Mato Grosso
Seguro-Defeso: MT registra mais de 6,5 mil pedidos em dois meses

A procura pelo benefício cresceu 134,5% em um mês, período que coincidiu com o início do defeso da piracema no estado, em 1º de outubro.
Mato Grosso registrou 6.517 pedidos do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal (SDPA), conhecido como Seguro-Defeso, entre 1º de setembro e 31 de outubro de 2026. Desse total, 5.905 pescadores já estão na condição de segurados, segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE-MT).
Os números correspondem aos dois primeiros meses do prazo para solicitar o benefício referente à temporada 2026/2027.
A procura pelo benefício cresceu 134,5% em um mês, período que coincidiu com o início do defeso da piracema no estado, em 1º de outubro. No fim de setembro, Mato Grosso contabilizava 2.779 requerimentos. Em 3 de outubro, o número havia subido para 4.012 e, até o dia 31, chegou a 6.517, o que representa 3.738 novos pedidos em relação ao levantamento de setembro.
Segundo a SRTE-MT, o primeiro lote de liberações deve injetar R$ 7,79 milhões na economia estadual e beneficiar pescadores artesanais de 106 dos 142 municípios de Mato Grosso.
Para todo o período de defeso, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estima que o valor destinado aos pescadores do estado ultrapasse R$ 42 milhões.
Prorrogação do Prazo de Solicitação
O prazo para solicitar o Seguro-Defeso foi prorrogado até 30 de dezembro de 2026. A mudança foi estabelecida pela Resolução nº 1.045 do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat), publicada em 8 de outubro.
A prorrogação vale para o principal período de defeso em Mato Grosso, iniciado em 1º de outubro. Com a alteração, os pescadores artesanais que ainda não fizeram o pedido têm até o fim de dezembro para solicitar o benefício.
Quem pode receber
O Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal é destinado ao pescador profissional artesanal durante o período em que a pesca fica proibida. O benefício é de um salário mínimo mensal durante o defeso, desde que o trabalhador cumpra os requisitos previstos na legislação.
Entre as exigências estão:
- regularidade do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP);
- exercício da atividade pesqueira pelo período exigido;
- inexistência de fonte de renda incompatível;
- residência em município abrangido pelo defeso;
- apresentação do Relatório de Exercício da Atividade Pesqueira (REAP 2025);
- inscrição no CadÚnico; e
- registro biométrico nas bases aceitas.
Desde novembro de 2025, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é responsável pela gestão do Seguro-Defeso. O pedido pode ser feito pelo Portal Emprega Brasil ou pela Carteira de Trabalho Digital. Nesses canais, o pescador também pode acompanhar o processo, consultar pagamentos e apresentar recursos administrativos.
Informações e orientações também podem ser obtidas pela Central de Atendimento Alô Trabalho, pelo telefone 158. O próprio pescador pode fazer o requerimento e acompanhar o andamento do benefício pelos canais oficiais.
Agro Mato Grosso
Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

Conhecida por turistas e acompanhada desde 2016, fêmea apresentou emagrecimento rápido. Causa da morte ainda é investigada.
A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.
Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.
De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.
🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década
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O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega
Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.
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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega
Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.
Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.
Registros de diferentes gerações
O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.
Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.
Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.
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