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3 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Soja em MT reage ao acordo dos Estados Unidos com a China

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O recente acordo comercial entre Estados Unidos e China, que prevê a retomada de embarques agrícolas e redução de tarifas, trouxe otimismo momentâneo ao mercado de commodities. No entanto, a expectativa é que o impacto do acordo seja mais político do que econômico, sinalizando uma boa vontade diplomática, mas sem alterar o quadro fundamental de oferta e demanda da soja no cenário global.

A China deve importar cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025, o que representa apenas um terço do volume registrado em 2020/21, quando as compras superaram 35 milhões de toneladas.

“O acordo demonstra mais um gesto de aproximação entre as potências do que uma mudança efetiva no fluxo comercial. A China segue priorizando a soja da América do Sul, especialmente a brasileira, por questões de competitividade e segurança de abastecimento”, explica Felipe Jordy, gerente de inteligência e estratégia da Biond Agro.

Soja sobe em Chicago, mas fundamentos seguem frágeis

Em outubro, a soja registrou uma das maiores altas em quatro anos na Bolsa de Chicago, com valorização superior a 10% no mês. O movimento, no entanto, foi impulsionado mais pela expectativa de mercado do que por mudanças concretas na oferta e demanda.

Os Estados Unidos possuem a expectativa de uma uma safra cheia, mas enfrentam lentidão nas exportações, enquanto o Brasil caminha para novo recorde, com produção estimada em 177 milhões de toneladas. Essa abundância mantém os estoques elevados e reduz os prêmios nos portos brasileiros, o que limita novas altas de preço.

“Esse ponto é crucial. A euforia momentânea em Chicago não nasce de fundamentos, nasce de manchetes. A oferta global permanece elevada e o estoque mundial de soja segue confortável, o Brasil vindo para o mercado com a potencial super safra em 25/26 o dará competitividade (+ oferta, – preço). A trégua, portanto, não muda o equilíbrio estrutural: apenas mascaram, por algumas semanas, o excesso de oferta e o descompasso entre preço e realidade”, analisa Felipe Jordy.

China compra menos, e janela americana segue curta

O pacto entre Washington e Pequim prevê a retomada das compras chinesas de produtos agrícolas, como soja e sorgo, e a redução de tarifas em ambas as direções. Ainda assim, as projeções apontam que a China deve importar cerca de 12 milhões de toneladas de soja americana em 2025, número inferior à média praticada dos últimos 5 anos de aproximadamente 28 milhões de toneladas.

“Essa diferença mostra que a janela de competitividade dos EUA segue restrita ao período de dezembro a fevereiro, antes da entrada da safra brasileira. A partir de março, o fluxo global volta a ser dominado pela América do Sul, reforçando o protagonismo brasileiro nas exportações”, comenta Jordy.

Gestão comercial e liquidez ganham importância

No mercado doméstico, o câmbio estabilizado em torno de R$ 5,35 já não compensa os prêmios enfraquecidos nem as oscilações de Chicago, mantendo o mercado físico travado. Atualmente, o Brasil comercializou cerca de 25% da safra, um atraso de 7 pontos percentuais em relação à média histórica para o mesmo período.

Diante desse cenário, a concentração de oferta nos próximos meses tende a pressionar a logística e os preços, reforçando a importância da gestão de liquidez.

“O momento exige uma cobertura mínima de 40% da produção, garantindo a proteção de custos e evitando exposição a eventuais quedas de preço ou gargalos logísticos. A estratégia deve priorizar margens e liquidez, combinando contratos futuros e barter de forma equilibrada”, finaliza.

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Agro Mato Grosso

Possibilidade de “Super El Niño” acende alerta e exige planejamento para safra 2026/27

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Informação, monitoramento e antecipação são ferramentas para o produtor enfrentar desafios climáticos com segurança, eficiência e previsibilidade

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Syngenta promove profissionais à gerência de marketing

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Júlia Loss Ribas e Bruno Provedel Fernandes assumem funções de Marketing Execução no Paraná e em Mato Grosso

A Syngenta realizou mudanças na área de marketing. Júlia Loss Ribas recebeu promoção para o cargo de gerente de Marketing Execução em Londrina, Paraná. Bruno Provedel Fernandes assumiu a mesma função em Primavera do Leste, Mato Grosso.

Júlia ingressou na Syngenta em junho de 2022 como assistente técnica de vendas, por meio da Unicampo, em Cruz Alta, Rio Grande do Sul. Em agosto de 2023, passou a atuar em Field Marketing Agrícola, em Londrina. Permaneceu na posição até agosto de 2026.

Antes da Syngenta, trabalhou como agente geradora de demanda na ICL América do Sul. Também realizou estágio na Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial.

Júlia possui formação em Agronomia pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Sertão.

Fernandes atua na Syngenta desde 2016. Iniciou a trajetória como estagiário de Inteligência de Mercado em Londrina. Depois, ocupou posições na área de Acesso ao Mercado, entre elas analista júnior, analista sênior, coordenador e coordenador sênior para o Brasil.

Antes da nova função, trabalhou como coordenador sênior de Acesso ao Mercado Brasil entre fevereiro de 2024 e agosto de 2026. Fernandes possui graduação em Economia pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduação em Negócios e Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.

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Casa da Aprosoja MT encerra exposição em SP após oito dias aproximando campo e cidade

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Espaço interativo recebeu milhares de visitantes na Avenida Paulista e mostrou como a soja e o milho estão presentes no cotidiano da população brasileira

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