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6 de maio de 2026

Sustentabilidade

Raízes e a produtividade da soja – MAIS SOJA

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A disponibilidade hídrica, seguida pela nutrição, são os principais fatores limitantes da produtividade da soja (Tagliapietra et al., 2022). Dependendo da cultivar e potencial produtivo, a demanda hídrica da soja pode chagar a 800 mm/ciclo (Neumaier et al., 2020). Essa água, assim como os nutrientes requeridos pela soja, são absorvidos predominantemente pelo sistema radicular da planta.

Além de atuar como estrutura de sustentação, o sistema radicular da soja tem papel fundamental na absorção de água e nutrientes da solução do solo e na interação com bactérias fixadoras de nitrogênio, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN). Nesse contexto, o adequado crescimento, desenvolvimento e distribuição das raízes ao longo do perfil do solo são determinantes para a obtenção de altas produtividades na cultura da soja.

Corroborando a importância das raízes para a produtividade da soja, ao analisar desenvolvimento radicular e produtividade da soja em função do estado de compactação do solo, Debiasi et al. (2015) constataram que o aumento da densidade do solo reduz não só o crescimento e distribuição das raízes, como também a produtividade da soja.

Figura 1. Área (a), comprimento (b) e massa seca (c) de raízes da soja (BRS 359 RR) na camada de 0-20 cm, em função da resistência mecânica à penetração (RP) de um Latossolo Vermelho muito argiloso, determinada na capacidade de campo.
Fonte: Debiasi et al. (2015)

A redução do crescimento radicular em função do aumento da densidade do solo reduz a distribuição de raízes no perfil do solo, limitando consequentemente o volume de solo explorado e o acesso da planta a água e nutrientes das camadas mais profundas, reduzindo por consequente, a produtividade da cultura e a tolerância das plantas a períodos de estresse.

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O impacto das limitações no crescimento e desenvolvimento das raízes e suas consequências na produtividade da soja também foram analisados por Savioli et al. (2021), que observaram que variáveis como comprimento de raízes, massa e diâmetro de raízes são influenciadas pelo aumento da densidade do solo, que consequentemente, afeta negativamente a produtividade da cultura.

Figura 2. Regressão  linear  simples de  massa  seca  de  grãos  de  soja em função da densidade do solo (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5g cm-3)
Fonte: Savioli et al. (2021)

Em síntese, o aumento da densidade do solo reduz o crescimento e o desenvolvimento das raízes da soja, limitando sua distribuição no perfil do solo. Essa restrição diminui a área explorada pelas raízes e, consequentemente, o acesso à água e aos nutrientes das camadas mais profundas, o que compromete o crescimento, o desenvolvimento e a produtividade da planta. Além disso, reduz a capacidade da soja de tolerar períodos de estresse hídrico. É importante destacar que, além da compactação física, barreiras químicas, como a acidez do solo, também exercem efeito negativo, inibindo ou reduzindo o crescimento radicular.

Na prática, plantas com alto potencial produtivo devem apresentar um sistema radicular amplo e bem desenvolvido, sem limitações à absorção de água e nutrientes. Plantas com maior capacidade radicular tendem a tolerar melhor períodos de estresse hídrico, apresentando maior estabilidade produtiva. Assim, o desenvolvimento radicular da soja está diretamente relacionado à produtividade da cultura, sendo que plantas com sistemas radiculares mais extensos e profundos tendem a alcançar maiores rendimentos.

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Referências:

DEBIASI, H. et al. DESENVOLVIMENTO RADICULAR E PRODUTIVIDADE DA SOJA EM FUNÇÃO DO ESTADO DE COMPACTAÇÃO DE UM LATOSSOLO VERMELHO. VII Congresso Brasileiro de Soja, 2015. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/1018505/1/R.159DESENVOLVIMENTORADICULAREPRODUTIVIDADEDASOJAEM.PDF >, acesso em: 10/11/2025.

NEUMAIER, N. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA. Embrapa Soja, Tecnologias de Produção de soja, cap. 2, 2020. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1123928/1/SP-17-2020-online-1.pdf >, acesso em: 10/11/2025.

SAVIOLI, M. R. et al. COMPONENTES DE PRODUÇÃO DA SOJA SOB NÍVEIS DE COMPACTAÇÃO DO SOLO. Acta Iguazu, Cascavel, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312/17560 >, acesso em: 10/11/2025.

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TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preços sobem impulsionados por exportações e paridade – MAIS SOJA

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Os preços do algodão em pluma no mercado interno brasileiro subiram em abril pelo quinto mês consecutivo, atingindo os maiores patamares nominais desde julho de 2025. Segundo o Cepea, o movimento é sustentado, sobretudo, pelo bom desempenho das exportações, que reduziu os estoques domésticos, e pela valorização do petróleo.

De acordo com o Centro de Pesquisas, no mercado doméstico, a liquidez permaneceu limitada, refletindo a combinação de disparidades de preço e/ou qualidade com a postura cautelosa dos agentes. Indústrias priorizam o consumo de estoques e o cumprimento de contratos a termo, enquanto comerciantes concentram-se em negociações “casadas” e aquisições pontuais para atender a programações previamente estabelecidas.

O Indicador CEPEA/ESALQ (pagamento em oito dias) do algodão em pluma subiu 5,74% no acumulado de abril (de 31 de março a 30 de abril), encerrando a R$ 4,1421/lp no dia 30, o maior valor nominal desde 25 de julho de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a paridade de exportação também influenciou as altas em abril. A cotação interna ficou, em média, 6,6% acima da paridade no mês, a maior vantagem para o mercado doméstico desde agosto de 2025. Ainda assim, os preços no Brasil permanecem 5,02% inferiores aos de abril de 2025, em termos reais (deflacionados pelo IGP-DI de março/26).

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Plantio do milho segunda safra foi concluído em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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O plantio do milho segunda safra 2025/2026 foi concluído em Mato Grosso do Sul, conforme levantamento do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc. A área estimada destinada ao cereal é de 2,206 milhões de hectares.

Segundo o assessor técnico da Aprosoja/MS, Flavio Aguena, o encerramento da semeadura marca o início de uma nova etapa de acompanhamento das lavouras em campo.“Com o plantio finalizado, o foco agora passa a ser o desenvolvimento das áreas e o comportamento climático nas próximas semanas, fatores que serão determinantes para o potencial produtivo da cultura”, explica.

Atualmente, 72,7% das lavouras de milho no Estado são avaliadas como boas, 16,9% como regulares e 10,4% como ruins. As equipes seguem monitorando, além das condições climáticas, a incidência de pragas e doenças nas principais regiões produtoras.

A estimativa inicial aponta produtividade média de 84,2 sacas por hectare, com produção projetada em 11,139 milhões de toneladas.

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Paralelamente ao encerramento do plantio do milho, a área colhida de soja safra 2025/2026 alcançou 99,8% em Mato Grosso do Sul. A região centro está com a colheita concluída, enquanto a região sul registra média de 99,8% e a região norte 99,6%. A área colhida até o momento é de aproximadamente 4,7 milhões de hectares. Com o avanço das amostragens de produtividade, a Aprosoja/MS revisou a média estadual para 61,73 sacas por hectare, índice 19,2% superior ao ciclo anterior.

“Os levantamentos de campo mostram uma safra de soja com resultados consistentes em boa parte do Estado. Mesmo com perdas pontuais em algumas regiões, a produtividade média foi revisada positivamente à medida que as amostras avançaram”.

A  expectativa é de produção de 17,759 milhões de toneladas de soja no Estado.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

MERCADO DE TRABALHO/CEPEA: Em 2025, agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País – MAIS SOJA

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O agronegócio brasileiro somou 28,4 milhões de trabalhadores em 2025, se configurando como um novo recorde, conforme indicam pesquisas realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Esse contingente representa 26,3% do mercado de trabalho nacional, participação superior à observada em 2024 (26,1%). Entre 2024 e 2025, o número de pessoas atuando no agronegócio avançou 2,2% (equivalente a pouco mais de 600 mil pessoas). Na mesma comparação, o mercado de trabalho brasileiro cresceu 1,7% (equivalente a 1,8 milhão de pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea/CNA, o resultado do agronegócio foi impulsionado sobretudo pelo segmento de agrosserviços, que registrou aumento de 6,1% no número de trabalhadores. De modo geral, a expansão das ocupações nesse segmento está fortemente associada à retomada das atividades agroindustriais, que abrangem desde o processamento de produtos agropecuários até a produção de insumos, refletindo, em última instância, as transformações estruturais em curso no setor. Adicionalmente, o bom desempenho da agropecuária – impulsionado pela renovação de recordes de safras e de abates de animais – tem ampliado a demanda por serviços de apoio e logística, intensificando a absorção de mão de obra nos agrosserviços e contribuindo para o aquecimento do mercado de trabalho no agronegócio.

O segmento de insumos avançou 3,4% em 2025 frente ao ano anterior. Pesquisadores do Cepea/CNA indicam que esse resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das indústrias de fertilizantes, defensivos, medicamentos veterinários e máquinas agrícolas. Para a agroindústria, o crescimento anual foi de 1,4%.

Já o segmento primário registrou queda nas ocupações, de 1,1%, resultado reflete, sobretudo, a queda do contingente na agricultura, em contraste com a relativa estabilidade observada na pecuária.

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PERFIL

De 2024 para 2025, houve crescimento no número de empregados com carteira assinada (4,6%, ou 440.337 pessoas) e sem carteira assinada (0,2%, ou 9.942 pessoas) – ambas as categorias atingindo os maiores níveis da série histórica –, além da expansão dos trabalhadores por conta própria (3,2%, ou 213.981 pessoas).

No que se refere ao grau de escolaridade da população ocupada, em 2025, houve elevação do nível de instrução no agronegócio: reduziram-se os trabalhadores sem instrução (-7,6% ou 121.998 pessoas) e com ensino fundamental (-0,9% ou 101.876 pessoas), enquanto aumentaram os com ensino médio (4,2% ou 459.556 pessoas) e superior (8,3% ou 336.124 pessoas).

A análise por gênero indica expansão da ocupação para ambos os grupos, com aumento de 1,9% no número de trabalhadores homens (ou 323.761 pessoas) e de 2,6% no contingente de trabalhadoras mulheres (ou 278.046 pessoas), sugerindo avanço, ainda que gradual, da participação feminina no mercado de trabalho do agronegócio.

Fonte: Cepea



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