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9 de setembro de 2026

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Chuvas retornam em parte do Brasil, mas Matopiba sofre com seca persistente

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Nos últimos dez dias, as chuvas foram expressivas em grande parte da região Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, com volumes acima da média histórica no período. Segundo a empresa de monitoramento climático, EarthDaily, em contraste, o cenário permanece desfavorável no Matopiba, com seca persistente e chuvas entre 30% e mais de 80% abaixo da média, reforçando o déficit hídrico e atrasos no plantio de soja em algumas áreas.

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Umidade do solo reduzida

Em 5 de outubro, os níveis de umidade do solo estavam reduzidos desde o norte do Paraná até o Matopiba, reflexo da estiagem do início da primavera. Trinta dias depois, em 5 de novembro, observa-se melhora significativa no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e em algumas regiões do Sudeste e Centro-Oeste, impulsionada pelo retorno das chuvas.

Apesar da recuperação parcial, a umidade do solo permanece crítica em amplas áreas do Matopiba e em regiões de Minas Gerais e do Centro-Oeste, onde a ausência de precipitações mantém o solo em condição de estresse hídrico, podendo atrasar o plantio da soja e postergar a semeadura do milho segunda safra, com impactos sobre a produtividade.

Chuvas no Matopiba em outubro

No Matopiba, a precipitação acumulada em outubro foi 62% inferior à média histórica. Mesmo com previsão de chuvas no curto prazo, os volumes seguem abaixo da normalidade, limitando a recuperação das condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Situação em Minas Gerais

Minas Gerais apresenta situação semelhante, com umidade do solo entre os menores dos últimos dez anos. A expectativa é de melhora gradual, mas a umidade deve permanecer abaixo da média, mantendo alerta sobre atrasos no plantio e no estabelecimento inicial das lavouras.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o norte do Mato Grosso do Sul mantém baixa umidade, explicando os baixos valores de NDVI e o atraso no plantio. No Centro-Sul, as condições já são mais favoráveis. Em Mato Grosso, o NDVI indica início de safra mais lento que 2023, mas ligeiramente adiantado em relação a 2024, com um padrão de umidade alinhado a 2024, reforçando a expectativa otimista para a nova safra.

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Goiás

Em Goiás, a umidade do solo, antes abaixo da média, melhorou significativamente nos últimos dias. A previsão indica continuidade do aumento da umidade nas próximas semanas, favorecendo o plantio e o estabelecimento inicial da soja, atualmente atrasado em relação ao calendário ideal.

Projeção

Entre 5 e 12 de novembro, a projeção indica aumento da umidade em boa parte da zona da soja, com exceção do Matopiba, onde o estresse hídrico deve permanecer severo, especialmente no oeste da Bahia.

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Antes do USDA: soja sem grandes novidades e recuo em Chicago; saiba as cotações

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou poucas alterações no físico nesta quarta-feira (9), com os preços ainda em níveis elevados, principalmente nos portos. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, ressalta que há pouca soja disponível e os produtores que ainda possuem produto seguem segurando as ofertas em busca de bids melhores.

Com isso, permanece elevada a disparidade de preços entre compradores e vendedores, principalmente no mercado interno. “A indústria encontra dificuldade na originação, com o basis local bastante elevado”, destaca Silveira.

Na Bolsa de Chicago, a soja registrou pequenas quedas, enquanto o dólar avançou e os prêmios não apresentaram mudanças significativas. Nesse cenário, as oscilações no mercado físico foram pontuais.

No mercado físico, os preços apresentaram altas em algumas praças e estabilidade em outras.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 153,00 para R$ 153,50
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 154,00 para R$ 154,50
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 149,00 para R$ 150,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 144,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 145,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 145,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 160,00 para R$ 161,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 161,00 para R$ 161,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. O dia foi de realização de lucros e correção técnica, com os agentes posicionando suas carteiras diante do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na sexta.

As perdas, entretanto, seguem limitadas pela boa demanda chinesa pela soja americana. Hoje, os exportadores privados reportaram a venda de 340 mil toneladas para a China e de 100 mil toneladas para destinos não revelados. Também limita as perdas a preocupação com o clima seco sobre o cinturão produtor. Além disso, o petróleo voltou a ter uma consistente alta.

Segundo o USDA, até 6 de setembro, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 29% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Não houve alteração nestes percentuais na comparação com a semana anterior.

O Departamento deverá, no seu relatório de setembro, indicar corte nas suas estimativas para safra e estoques de passagem norte-americanos em 2026/27 para a soja. Analistas consultados pelas agências internacionais indicam que o número para a safra dos EUA em 2026/27 deverá ficar em 4,492 bilhões de bushels. Em agosto, a previsão era de 4,519 bilhões.

Em relação aos estoques de passagem, o mercado aposta em número de 289 milhões de bushels, contra 320 milhões indicados em agosto. Para 2025/26, a previsão é de que o Departamento reduza seu número de 325 milhões para 320 milhões de bushels.

Em relação ao quadro de oferta e demanda mundial da soja, o mercado aposta em estoques finais 2026/27 de 123,1 milhões de toneladas, recuando frente aos atuais 124,2 milhões. Para 2025/26, o USDA deverá manter sua estimativa em 125,1 milhões de toneladas.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,75 centavos de dólar ou 0,51%, a US$ 13,09 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,25 1/4 por bushel, com retração de 6,75 centavos de dólar ou 0,50%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,45%, a US$ 351,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 70,57 centavos de dólar, com perda de 0,13 centavo ou 0,18%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,41%, sendo negociado a R$ 5,1105 para venda e a R$ 5,1085 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0813 e a máxima de R$ 5,1153.

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Foragido por assassinato durante festa no Pará é preso escondido em Confresa

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Vítima foi morta a facadas após confusão em uma praça pública. Criminoso estava com mandado de prisão em aberto e foi localizado por investigadores da Derf

Um homem foragido da Justiça do Pará teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil de Mato Grosso, nesta quarta-feira (9.9), após ser localizado em ação realizada pelos policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.

O procurado estava com mandado de prisão expedido pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Redenção (PA) pelo crime de homicídio qualificado e teve a ordem judicial cumprida após ser localizado em uma residência na cidade de Confresa.

O mandado de prisão foi expedido pela Justiça, com base em investigações conduzidas pela Polícia Civil Pará, que o apontavam como autor de um homicídio, ocorrido na madrugada de 13 de maio, deste ano, durante um evento festivo.

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Segundo os elementos da investigação, a vítima foi atingida por golpes de instrumento perfurocortante durante uma confusão nas proximidades da Praça do Espelho, ocasião em que não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.

A prisão ocorreu após a equipe a Derf de Confresa receber informações sobre a presença do investigado no município. Depois de ter a ordem judicial cumprida, o preso foi conduzido à unidade policial para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

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Ministra Cármen Lúcia terá agenda em Cuiabá para palestra na UFMT

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Magistrada participará da abertura da Semana do Conhecimento no dia 13 de outubro

A ministra Cármen Lúcia terá agenda em Cuiabá no dia 13 de outubro para participar da abertura da Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O evento será realizado a partir das 13h30, no Teatro da instituição.

Na ocasião, a ministra conduzirá a palestra “Ciência e Democracia: caminhos para a equidade”. O encontro deverá promover um debate sobre a relação entre a produção científica, o fortalecimento da democracia e a busca por equidade social.

A programação de abertura também contará com a participação do grupo Mulheres da Terra do Sol. Segundo a UFMT, as inscrições para acompanhar a palestra serão disponibilizadas em breve.

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Ao longo da Semana do Conhecimento, estudantes, professores, pesquisadores e demais integrantes da comunidade universitária poderão participar de diferentes atividades acadêmicas.

A programação inclui o 34º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica, a XVII Mostra de Extensão e a Mostra de Extensão na Pós-Graduação.

A Semana do Conhecimento é promovida pelas pró-reitorias de Pesquisa, de Cultura, Extensão e Vivência, de Pós-Graduação e pelo Escritório de Inovação Tecnológica da UFMT. O evento também conta com o apoio da Pró-Reitoria de Ensino de Graduação e da Fundação Uniselva.

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