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21 de setembro de 2026

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Chuvas retornam em parte do Brasil, mas Matopiba sofre com seca persistente

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Nos últimos dez dias, as chuvas foram expressivas em grande parte da região Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste, com volumes acima da média histórica no período. Segundo a empresa de monitoramento climático, EarthDaily, em contraste, o cenário permanece desfavorável no Matopiba, com seca persistente e chuvas entre 30% e mais de 80% abaixo da média, reforçando o déficit hídrico e atrasos no plantio de soja em algumas áreas.

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Umidade do solo reduzida

Em 5 de outubro, os níveis de umidade do solo estavam reduzidos desde o norte do Paraná até o Matopiba, reflexo da estiagem do início da primavera. Trinta dias depois, em 5 de novembro, observa-se melhora significativa no Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e em algumas regiões do Sudeste e Centro-Oeste, impulsionada pelo retorno das chuvas.

Apesar da recuperação parcial, a umidade do solo permanece crítica em amplas áreas do Matopiba e em regiões de Minas Gerais e do Centro-Oeste, onde a ausência de precipitações mantém o solo em condição de estresse hídrico, podendo atrasar o plantio da soja e postergar a semeadura do milho segunda safra, com impactos sobre a produtividade.

Chuvas no Matopiba em outubro

No Matopiba, a precipitação acumulada em outubro foi 62% inferior à média histórica. Mesmo com previsão de chuvas no curto prazo, os volumes seguem abaixo da normalidade, limitando a recuperação das condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.

Situação em Minas Gerais

Minas Gerais apresenta situação semelhante, com umidade do solo entre os menores dos últimos dez anos. A expectativa é de melhora gradual, mas a umidade deve permanecer abaixo da média, mantendo alerta sobre atrasos no plantio e no estabelecimento inicial das lavouras.

Centro-Oeste

No Centro-Oeste, o norte do Mato Grosso do Sul mantém baixa umidade, explicando os baixos valores de NDVI e o atraso no plantio. No Centro-Sul, as condições já são mais favoráveis. Em Mato Grosso, o NDVI indica início de safra mais lento que 2023, mas ligeiramente adiantado em relação a 2024, com um padrão de umidade alinhado a 2024, reforçando a expectativa otimista para a nova safra.

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Goiás

Em Goiás, a umidade do solo, antes abaixo da média, melhorou significativamente nos últimos dias. A previsão indica continuidade do aumento da umidade nas próximas semanas, favorecendo o plantio e o estabelecimento inicial da soja, atualmente atrasado em relação ao calendário ideal.

Projeção

Entre 5 e 12 de novembro, a projeção indica aumento da umidade em boa parte da zona da soja, com exceção do Matopiba, onde o estresse hídrico deve permanecer severo, especialmente no oeste da Bahia.

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Professora Mazé defende expansão de escolas cívico-militares e prioridade à alfabetização em MT

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Candidata a deputada estadual pelo PL, educadora afirmou ao O LIVRE que pretende ampliar o apoio aos professores, garantir a aplicação eficiente dos recursos da educação e fortalecer a presença feminina na política

A candidata a deputada estadual Professora Mazé (PL) defendeu a expansão do modelo cívico-militar em Mato Grosso e apresentou a alfabetização como uma de suas prioridades para a educação pública. Em entrevista ao O LIVRE, ela também falou sobre segurança, uso da tecnologia nas escolas e participação feminina na política.

Maria José de Oliveira Arruda construiu uma trajetória de quase três décadas no ensino público. Natural de Goiatuba (GO), mudou-se ainda adolescente para Cuiabá, formou-se em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e possui mestrado e doutorado em Educação.

Alfabetização e apoio aos estudantes

Mazé afirmou que suas propostas abrangem todas as etapas da educação, da primeira infância ao ensino médio. Para a candidata, os problemas de aprendizagem precisam ser analisados além da sala de aula, com a participação de diferentes profissionais.

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“Precisamos entender por que esse aluno não aprende. Se é uma questão da família, se não tem auxílio, se vive em um ambiente tóxico ou se possui algum problema de acesso à escola. Tudo tem que ser medido”, declarou.

Segundo a professora, as dificuldades de alfabetização identificadas na rede estadual também exigem diálogo com os municípios, responsáveis pelas primeiras etapas do ensino. Ela defendeu a criação de uma rede de apoio capaz de acompanhar as condições familiares, sociais e pedagógicas dos estudantes.

Dinheiro da educação na educação

A candidata também prometeu fiscalizar a aplicação dos recursos destinados ao setor. Segundo Mazé, o dinheiro disponível deve ser usado de maneira eficiente e permanecer vinculado às necessidades das escolas.

“A minha meta é fazer com que o dinheiro da educação volte para a educação da maneira mais eficaz e não seja desviado. O que muda o mundo é a educação, e o futuro depende da educação dos jovens”, afirmou.

Escolas cívico-militares

Ao ser questionada sobre os colégios militares e cívico-militares, Mazé manifestou apoio ao modelo e defendeu a abertura de novas unidades em Mato Grosso. Atualmente, ela atua no Colégio Estadual Militar Presidente Médici.

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Para a candidata, a organização e o respeito aos professores são indispensáveis para que as escolas cumpram sua principal função: transmitir conhecimento e preparar os estudantes para a vida profissional.

“Se não houver ordem em uma escola, se o professor não for respeitado e não existir uma organização eficaz, o conhecimento não acontece. A escola é um lugar para obter conhecimento científico, educar para a vida e preparar para o mercado de trabalho”, disse.

Mazé argumentou que a presença de profissionais responsáveis pela disciplina e pelo acompanhamento dos alunos permitiria que os professores se concentrassem no ensino. Ela também mencionou o adoecimento de educadores e os conflitos que ocorrem fora da sala de aula.

“O professor hoje está adoecido. Na sala, ele cuida de 30 alunos, mas também existem os conflitos no recreio e os problemas que os estudantes trazem de casa. Um aparato de pessoas qualificadas para oferecer esse suporte seria muito importante”, declarou.

Segundo a candidata, os resultados obtidos pelos colégios militares justificam a expansão do modelo. “Eu acredito porque é um modelo que tem dado certo. Os resultados são positivos”, afirmou.

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Tecnologia e celular em sala de aula

A professora também criticou o uso inadequado de celulares e outros equipamentos eletrônicos no ambiente escolar. Para ela, a tecnologia pode contribuir com o ensino, mas alunos e professores ainda precisam de preparação para utilizá-la adequadamente.

Mazé citou os Chromebooks distribuídos pelo Estado e afirmou que alguns estudantes acessam conteúdos sem relação com as aulas. Ela avaliou que a formação dos professores também precisa acompanhar as mudanças tecnológicas.

“O professor não está preparado para lidar com essa tecnologia de maneira que ensine e cative o aluno. Isso passa também pela formação oferecida pelas universidades”, afirmou.

Segurança pública

Na área da segurança, Mazé defendeu o aumento do efetivo e relacionou a violência enfrentada pelas comunidades à realidade observada dentro das escolas. Segundo ela, alguns estudantes convivem com pais presos ou envolvidos com atividades criminosas.

A candidata também chamou a atenção para novas ameaças trazidas pelo ambiente digital, como os jogos de apostas. Para ela, a falta de orientação sobre o uso da internet tem provocado prejuízos à educação e às famílias.

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Mulheres na política

Ao falar sobre suas expectativas eleitorais, Mazé afirmou que as mulheres precisam ocupar efetivamente os espaços de decisão. Ela se apresentou como conservadora e disse acreditar na possibilidade de conquistar uma cadeira na Assembleia Legislativa.

“Eu sou uma mulher conservadora e vim de um lugar muito distante para chegar aonde cheguei. Sou candidata, estou na concorrência e tenho possibilidades”, declarou.

Mazé também questionou a cota partidária mínima de 30% para candidaturas femininas. Segundo ela, as mulheres já contribuem em igualdade de condições com os homens e precisam deixar de exercer apenas funções auxiliares.

“Não sou feminista, sou feminina. Nós auxiliamos os homens, mas agora não queremos ser apenas auxiliares. Queremos participar efetivamente e estar nos lugares de poder”, concluiu.

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Agro Mato Grosso

Entenda por que os combustíveis estão mais caros em Mato Grosso

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Quem abasteceu o carro nas últimas semanas percebeu que os combustíveis ficaram mais caros em Mato Grosso. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso (Sindipetróleo-MT), a alta ocorre em meio à pressão sobre diferentes etapas da cadeia de abastecimento, influenciada pelo preço do petróleo, pelos custos do etanol e por dificuldades no fornecimento de diesel.

Os principais fatores apontados pelo setor são:

  • Disparada do barril de petróleo no mercado internacional, afetando diretamente os custos na origem;
  • Encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste, aliado ao aumento do preço do açúcar no mercado externo, o que pressiona os custos do etanol;
  • Aumento do percentual obrigatório de etanol na gasolina A;
  • Redução drástica das importações de óleo diesel, gerando gargalos severos no suprimento nacional.

O movimento também aparece nos dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre 13 e 19 de setembro, a média em Cuiabá do litro da gasolina comum chegou a R$ 6,97etanol ficou na média de R$ 4,17 na capital, enquanto o diesel S-10 pode ser encontrado por R$ 7,57.

Mas por que o preço aumenta nas bombas?

1. Alta do petróleo no mercado internacional

Segundo o sindicato, o preço do petróleo é um dos principais componentes da formação dos preços dos combustíveis. Quando as cotações internacionais sobem, os custos de aquisição e importação de derivados também podem aumentar.

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No caso do diesel, a pressão tem sido maior. Segundo dados divulgados pela ANP, o preço do produto avançou na última semana pesquisada para R$ 6,65 na média nacional.

2. Etanol mais caro pressiona a gasolina

Outro fator apontado pelo Sindipetróleo-MT é o preço do etanol. O biocombustível é utilizado na composição da gasolina vendida nos postos e, por isso, alterações no preço do etanol podem influenciar o custo da gasolina.

Desde 1º de agosto, a gasolina comercializada no país passou a ter 32% de etanol na mistura, contra 30% anteriormente. Em setembro, o governo autorizou o início dos testes para aumentar a mistura de etanol na gasolina comum, chegando a 35%

O sindicato também aponta o encerramento da safra de cana-de-açúcar no Sudeste e a valorização do açúcar no mercado externo como fatores que pressionam os custos do etanol.

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3. Diesel e dificuldades de abastecimento

O Sindipetróleo-MT afirmou ainda que houve redução nas importações de óleo diesel, provocando dificuldades no suprimento e restrições no atendimento de pedidos às distribuidoras.

🔎 O diesel é especialmente importante para Mato Grosso, onde é utilizado em larga escala no transporte de cargas e nas atividades do agronegócio.

4. Quem define o preço na bomba?

preço pago pelo consumidor não é formado apenas pelo valor cobrado pelo produtor ou importador. A cadeia envolve diferentes etapas, como produção ou importação, refino, distribuição, transporte e revenda.

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O Sindipetróleo-MT apontou que os postos não são responsáveis pela formação dos preços e atuam como o último elo da cadeia, repassando os custos recebidos das distribuidoras.

5. O que diz o Sindipetróleo-MT?

Em nota divulgada nesta semana, o sindicato afirmou que os aumentos recebidos pelos postos são consequência de fatores que ocorrem antes da chegada do combustível à revenda.

A entidade também criticou cobranças direcionadas exclusivamente aos postos durante o período eleitoral e defendeu que eventuais fiscalizações sobre a formação de preços alcancem todos os elos da cadeia.

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Ignorou jornalistas: Após evento fechado, Gilmar sai sem responder a jornalistas em Cuiabá

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Ministro do STF afirmou que precisava ir ao aeroporto e deixou o local sem conceder entrevista

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), evitou responder às perguntas de jornalistas após participar de um evento na Justiça Federal, em Cuiabá, nesta segunda-feira (21).

Na saída do prédio, o magistrado não concedeu entrevista e justificou que precisava seguir viagem. “Preciso ir ao aeroporto”, limitou-se a dizer antes de deixar o local.

Gilmar esteve na capital mato-grossense para participar do Seminário de Soluções Fundiárias. O encontro reuniu representantes do Poder Judiciário para debater alternativas de mediação e conciliação em conflitos relacionados à posse de terras.

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A visita ocorreu poucos dias depois de um forte embate entre Gilmar Mendes e André Mendonça no plenário do STF. A discussão aconteceu durante a análise de procedimentos envolvendo apurações relacionadas ao entorno do ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master.

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