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Sustentabilidade

Recursos do BNDES atendem apenas 20% das dívidas dos produtores gaúchos – MAIS SOJA

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Em reunião com instituições financeira que operam o Crédito Rural no estado, a Farsul realizou uma consulta que aponta que os recursos disponibilizados pela MP 1314/2025 são insuficientes para atender a demanda do endividamento dos produtores gaúchos. O resultado confirma a projeção da Farsul quando a medida foi anunciada, em 5 de setembro. O excesso de regulação para acessar os recursos também constitui em um entrave para amenizar o problema que atinge a agropecuária gaúcha.

No encontro, realizado nesta terça-feira (4/11), na sede da Federação, representantes do Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob fizeram uma avaliação do andamento das tratativas para a efetivação dos acordos, as demandas e dificuldades que vem ocorrendo no Rio Grande do Sul. O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, abriu a reunião lembrando que a Federação “sempre se pontuou pelo equilíbrio e naquilo que é exequível. Estamos vendo o esforço das instituições em cooperar para que o quadro seja revertido. Esse cenário de endividamento não interessa a ninguém, nem ao sistema financeiro, nem aos produtores”, declarou.

O economista-Chefe da Farsul, Antonio da Luz, ressalta que o valor de R$ 12 bilhões disponibilizados via BNDES não se restringe ao estado, mas é para todo o país. “Fizemos um levantamento junto com as instituições financeiras e a necessidade de recursos para atender a carteira. Fazendo uma média ponderada, a linha do BNDES está atendendo 20% da demanda do que é elegível, ou seja, de cada R$ 5,00 da dívida, apenas R$ 1,00 é atendido”, descreveu.

“Além da escassez de recursos, existe um outro fator que é o formulismo. O excesso de regulação que gera uma enorme dificuldade de entender quem se enquadra, quem não se enquadra, porque existem várias normas que ora deixa uma pessoa enquadrada, mas na semana seguinte ela pode estar desenquadrada”, critica o economista.

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A Farsul aponta duas ações necessária para a questão. Aumentar os recursos para o Rio grande do Sul. A demanda demonstra ser necessário o quíntuplo do destinado até agora. E simplificar a questão normativa que está muito complexa e acaba deixando muitos produtores de fora do enquadramento.

Da Luz também ressalta outro ponto abordado na reunião. As instituições financeiras deverão oferecer, aos seus clientes, recursos livres com juros pré e pós-fixados. “Para muitos produtores será a única saída, mas uma saída que é preciso ter muito cuidado. Porque com os atuais níveis de juros, esse valor pode se elevar muito. Nós recomendamos que os produtores tenham cautela e avaliem se, para o seu caso, realmente o melhor é a linha de longo prazo. Às vezes existem linhas dentro do MCR que podem parecer não tão apetitosas, porque tem um prazo mais curto, mas no longo da jornada essa linha mais longa vai consumir muito mais sacos de produto. Existem casos e casos, então, e cada produtor tem que fazer suas contas”, avalia.

No encontro, que também teve a participação do diretor vice-presidente e futuro presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, e do diretor jurídico da Federação, Nestor Hein, foi reforçado o posicionamento da entidade em orientar o produtor a evitar pedidos de Recuperação Judicial e obtenção de empréstimos mediante Alienação Fiduciária. “Esses devem ser os últimos recursos dos produtores e muito bem ponderados”, alertou Gedeão Pereira.

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CEEMA: Alta em chicago e corte de área no conesul sustentam mercado do trigo – MAIS SOJA

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A cotação do trigo, para o primeiro mês, voltou a subir nesta semana, fechando a quinta-feira (23) em US$ 6,10/bushel. Uma semana antes o bushel esteve a US$ 5,98. A falta de acordo em relação ao término da guerra no Oriente Médio, o que mantém a alta dos custos de produção mundo afora preocupa o mercado.

Dito isso, as condições das lavoura de trigo de inverno, nos EUA, no dia 19/04, apresentavam-se com 33% entre ruins a muito ruins, 37% regulares e 30% entre boas a excelentes. Já o plantio do trigo de primavera, na mesma data, atingia a 12% da área esperada, ficando no mesmo nível da média histórica.

Por outro lado, os EUA embarcaram 518.141 toneladas na semana encerrada em 16/04, o que levou o total exportado, no atual ano comercial, a 21,5 milhões de toneladas, ou seja, 14% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. E no Brasil, os preços subiram mais um pouco. Nas principais praças gaúchas os valores giraram ao redor de R$ 62,00/saco, enquanto no Paraná os mesmos ficaram entre R$ 66,00 e R$ 67,00/saco.

A preocupação maior, agora, é que, além da forte redução na futura área semeada no Brasil, consta que a Argentina, nossa principal fornecedora, também já sente os efeitos da alta nos custos de produção devido à guerra. Tal cenário irá influenciar as decisões do novo plantio, podendo igualmente levar a uma redução na área semeada no vizinho país. Isso perpassa o conjunto dos países produtores mundo afora, devendo mudar o quadro de oferta esperado para o ano 2026/27.

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Por enquanto, a área estimada na Argentina está 200.000 hectares a menos em relação ao ano anterior, devendo atingir a 6,5 milhões de hectares. O plantio do trigo inicia em maio no vizinho país. Mas, muitos produtores já cogitam trocar o trigo por outra cultura de inverno ou passar diretamente para a soja. Lembrando que a Argentina, na última safra, colheu o recorde de 27,8 milhões de toneladas de trigo (cf. Bolsa de Cereais de Buenos Aires).

Em tal contexto, e diante da escassez de oferta para o produto de qualidade superior, alta dos preços externos e forte redução da futura área a ser semeada, a tendência é de os preços do cereal continuarem subindo no Brasil. Há grandes incertezas por parte do setor tritícola nacional quanto à nova safra. Soma-se a isso o fato que, “desde o segundo semestre de 2025, os preços no Sul do País vêm sendo negociados abaixo dos patamares mínimos estabelecidos pela Política Nacional de Preços Mínimos, o que desestimula a produção” (cf. Cepea).

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE
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Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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MS: Milho ganha protagonismo e reforça papel estratégico no agro brasileiro – MAIS SOJA

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No dia 24 de abril, quando se celebra o Dia Internacional do Milho, a cultura reafirma sua importância não apenas como base da alimentação animal, mas também como um dos pilares da agroindústria. Em Mato Grosso do Sul, o cereal ganha cada vez mais espaço na produção de etanol, pela presença nas cadeias de proteína animal e no mercado internacional.

O milho é essencial para a fabricação de rações, sustentando a produção de carnes como suína e de frango. Além disso, seu uso na produção de biocombustíveis tem crescido, agregando valor à cadeia produtiva. Atualmente, segundo dados do governo de Mato Grosso do Sul, o Estado ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de etanol de milho. Para a safra 2025/2026, a produção está estimada em 2,07 bilhões de litros.

Os números mais recentes reforçam esse avanço. Em 2025, cerca de 4,6 milhões de toneladas de milho foram processadas, resultando em 1,4 milhão de toneladas de DDG, um coproduto utilizado na nutrição animal.

No mercado externo, o cereal sul-mato-grossense também tem relevância. Em 2025, o Estado exportou aproximadamente 2 milhões de toneladas de milho. Entre os principais destinos estão países como Irã, Vietnã, Bangladesh, Arábia Saudita, Egito, Iraque, Filipinas e Indonésia.

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Para a safra 2025/2026, a expectativa é de uma produção de 11,1 milhões de toneladas, cultivadas em uma área estimada de 2,2 milhões de hectares.

Para o presidente da Aprosoja/MS, Jorge Michelc, o milho tem papel estratégico no Estado. “O milho deixou de ser apenas uma cultura complementar e passou a ocupar posição estratégica. Esse avanço mostra a força do produtor sul-mato-grossense e a capacidade do setor em agregar valor e gerar desenvolvimento”.

Fonte: Aprosoja/MS



 

FONTE
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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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RS: Safra de milho se encaminha ao fim com desafios climáticos e bom desempenho em parte das áreas – MAIS SOJA

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A cultura está em fase final de safra. A área colhida alcança 90%, e houve avanço limitado das operações no período em função da ocorrência de precipitações, sobretudo na Metade Sul, onde a umidade dos grãos se manteve elevada, e houve restrição do tráfego de máquinas. Restam por colher lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios, que se encontram em estádios reprodutivos ou em final de enchimento de grãos, amplamente beneficiadas pelas recorrentes chuvas desde meados de março, consolidando os componentes de rendimento.

As condições meteorológicas ao longo do ciclo resultaram em desempenho produtivo heterogêneo. Episódios de déficit hídrico nas fases críticas, como pendoamento e floração,
impactaram negativamente parte das lavouras de plantio intermediário, reduzindo o potencial produtivo.

A qualidade dos grãos, de modo geral, é considerada satisfatória nas áreas colhidas sob condições adequadas, embora a elevada umidade em períodos chuvosos tenha imposto restrições operacionais e maior cuidado no momento da colheita. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita evoluiu de forma lenta em função da elevada umidade dos grãos, decorrente de sucessivos períodos com chuvas e elevada nebulosidade. Em Candiota, a colheita iniciou em área composta majoritariamente por pequenas propriedades. Em São Gabriel, 85% dos 3.000 hectares cultivados foram colhidos, restando 10% em maturação e 5% de lavouras implantadas entre o final de janeiro e início de fevereiro, as quais estão em enchimento de grãos com bom potencial produtivo. As perdas associadas ao déficit hídrico nas fases de pendoamento e floração resultaram em redução de aproximadamente 25% em relação ao potencial inicialmente estimado.

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Na de Caxias do Sul, a predominância de tempo seco favoreceu o avanço contínuo da colheita, que atinge cerca de 70%. As produtividades apresentam bom desempenho, variando entre 7.200 e 9.000 kg/ha, com grãos de qualidade adequada, refletindo condições favoráveis durante a fase final do ciclo.

Na de Ijuí, a colheita de milho safra está consolidada, restando apenas pequenas áreas de safrinha (cerca de 2%) em final de enchimento de grãos, com elevado potencial produtivo. As produtividades nas áreas colhidas chegam a 9.240 kg/ha. Na de Pelotas, 45% da área foi colhida, sendo interrompida pela ocorrência de chuvas, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a entrada de máquinas nas lavouras. As áreas remanescentes estão em enchimento de grãos (29%), em maturação (18%) e em floração (8%), evidenciando heterogeneidade no desenvolvimento da cultura.

Na de Santa Rosa, 94% da área cultivada foi colhida. As lavouras remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (4%), floração (2%) e maturação (1%). Observa-se intensificação das atividades de planejamento para a próxima safra, incluindo aquisição antecipada de insumos e implantação de plantas de cobertura. Há expectativa de incremento na área cultivada, e têm sido adotadas estratégias de semeadura mais precoce, visando mitigar riscos climáticos durante a floração.

Na de Soledade, a colheita de milho semeado no período inicial está praticamente concluída, restando apenas áreas pontuais, que se encontram principalmente em relevo acidentado, onde a colheita ocorre de forma manual. Na região, cerca de 65% da área total foi colhida. As lavouras implantadas em períodos tardios se encontram majoritariamente em fases reprodutivas, entre florescimento e enchimento de grãos, sob condições favoráveis de temperatura, umidade do solo e radiação solar, o que contribui para a adequada formação dos componentes de rendimento.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,31%, de R$ 58,00 para R$ 58,18 em média no Estado.

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Fonte: Emater/RS



 

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