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15 de outubro de 2026

Business

Cafés especiais de Minas Gerais se consolidam entre os melhores do Brasil

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Os vencedores do Cup of Excellence Brazil 2025 foram anunciados no último sábado (1º). O evento, em São Paulo, premiou 30 produtores que se destacaram pela qualidade e inovação dos cafés especiais da safra deste ano. A competição, promovida pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a ApexBrasil e a Alliance for Coffee Excellence (ACE), é considerada a principal premiação mundial do setor.

Minas Gerais domina o pódio

O estado de Minas Gerais manteve o protagonismo, com destaque para cafés das regiões da Mantiqueira, do Cerrado e das Matas de Minas. Na categoria Experimental, que reconhece cafés submetidos a fermentações controladas, o campeão foi o grupo Ipanema Agrícola, com um café da variedade Geisha produzido na Fazenda Rio Verde, em Conceição do Rio Verde (MG), que recebeu 91,68 pontos.

A categoria Via Úmida, voltada a cafés descascados ou despolpados, teve como vencedor Marcelo Assis Nogueira, da Fazenda Água Limpa, em Campos Altos (MG), com 91,37 pontos na variedade Arara. Já na Via Seca, destinada aos cafés secos com casca, o primeiro lugar ficou com Paulo Fernando Chaves de Brito, da Fazenda Aracaçu, em Três Pontas (MG).

Além dos campeões, outros 10 lotes foram reconhecidos como National Winners, alcançando notas acima de 86 pontos concedidas por um júri internacional composto por especialistas de 11 países.

Evolução da cafeicultura

Para o diretor executivo da BSCA, Vinicius Estrela, o resultado reflete o amadurecimento da cafeicultura brasileira, com produtores investindo em tecnologia e manejo sustentável. “Os cafés vencedores demonstram a diversidade e o alto padrão das variedades nacionais. Não é apenas um produtor ou região, mas um conjunto de esforços que consolida o Brasil como referência em qualidade”, afirmou.

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O representante da ACE, Gary Urrutia, destacou o nível de inovação observado nas propriedades visitadas. Segundo ele, o Brasil “apresenta tendências que influenciam o mercado global de cafés especiais”. Já o jurado internacional John Thompson, do Reino Unido, ressaltou a diversidade das variedades e métodos de processamento, apontando a evolução do país em relação às edições anteriores.

Fortalecimento do setor

Durante a cerimônia, a ACE homenageou o produtor Luiz Paulo Dias Pereira Filho como uma das “Lendas da Excelência”, título concedido a cafeicultores que acumulam prêmios e promovem boas práticas no setor.

O Cup of Excellence integra o projeto “Brazil. The Coffee Nation”, iniciativa da BSCA e da ApexBrasil para ampliar a presença do café especial brasileiro no exterior. O foco é promover produtos sustentáveis e de alta qualidade, além de incentivar a participação de mulheres e produtores de café canéfora (robusta e conilon) no mercado internacional.

Com o resultado, o Brasil reforça sua posição de liderança global na produção de cafés especiais e mostra que inovação e sustentabilidade caminham juntas no campo.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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