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15 de outubro de 2026

Sustentabilidade

CNA destaca diálogo com “operadores do Direito” para fortalecer relações de trabalho no campo – MAIS SOJA

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O presidente da Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Humberto Miranda, fez a abertura do II Fórum Trabalhista, na terça (4), e destacou a importância do evento como uma “oportunidade de diálogo entre o setor produtivo rural e os operadores de Direito”.

“É fundamental alinharmos entendimentos e buscarmos soluções equilibradas para melhoria das condições de trabalho, sem renunciar ao crescimento econômico do setor. Trata-se de debater os principais desafios e avanços nas relações de trabalho no meio rural, sempre pela ótica de quem produz e emprega, visando mais liberdade de contratação e segurança jurídica”, afirmou Miranda.

O evento reuniu na sede da entidade, em Brasília, a ministra Maria Cristina Peduzzi e o ministro Guilherme Caputo Bastos, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), advogados, acadêmicos, estudantes e produtores rurais para discutir as relações de trabalho no campo.

O diretor-geral do Senar, Daniel Carrara, o diretor Jurídico, Rudy Ferraz, e o presidente da Comissão Nacional de Assuntos Fundiários da CNA e da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), Marcelo Bertoni, também acompanharam o evento.

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O fórum reuniu especialistas em três painéis, que abordam os seguintes temas: “Dissídios coletivos e a necessidade de comum acordo”; “Terceirização e a responsabilidade na cadeia de contratação”; e “O olhar humanizado do Juiz na instrução probatória previdenciária”.

Ao discursar na abertura, Humberto Miranda, afirmou que a intenção da CNA, como representante dos empregadores rurais, é reforçar a importância do fortalecimento das negociações coletivas, “permitindo que acordos entre as partes prevaleçam quando feitos nos ditames da lei”.

Ambiente justo – Miranda ressaltou que os temas do fórum convergem para um ponto central: defender os interesses do produtor rural por meio de um ambiente legal moderno, justo e estável.

“Queremos mais liberdade para contratar, queremos regras claras e menos burocráticas, queremos segurança jurídica, de forma que possamos focar no que sabemos fazer de melhor: produzir alimentos, gerar empregos e riquezas para o País”, disse Humberto Miranda, que também é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária da Bahia (Faeb).

Por fim, ele reforçou que a CNA tem trabalhado continuamente para promover essa segurança jurídica e reduzir a litigiosidade, sempre acreditando no diálogo social como melhor caminho.

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“Que possamos sair daqui com novas ideias, esclarecimentos e encaminhamentos que fortalecerão o setor agropecuário”, concluiu.

Fonte: CNA



 

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Sustentabilidade

Análise climática e prognósticos para outubro, novembro e dezembro/26 – MAIS SOJA

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Análise Climática Setembro

Em setembro de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Sul, sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, além de áreas do sudeste de Minas Gerais e Rio de Janeiro, mantendo a umidade no solo com níveis satisfatórios e elevados em algumas áreas. Em grande parte do Centro-Oeste, do centronorte de Minas Gerais, sul e oeste da Região Norte, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm. Já o norte da Região Norte e grande parte da Região Nordeste, registaram acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores níveis de armazenamento de água no solo.

Na Região Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no Acre, Rondônia, sul do Pará, centro-oeste do Amazonas e norte de Tocantins, com valores acima de 50 mm. Nas demais áreas, os acumulados foram abaixo de 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.

Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 40 mm, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia. No Semiárido e em áreas do Sealba e Matopiba, os valores foram inferiores a 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo. Diante deste cenário, as lavouras de terceira safra, que se encontram em maturação e colheita, vêm sendo favorecidas.

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Em grande parte da Região Centro-Oeste, foram registrados acumulados de chuva inferiores a 90 mm, não sendo suficientes para elevar, em níveis satisfatórios, a umidade do solo na região. Já em Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva foram acima de 120 mm.

Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no centro-sul de São Paulo, Rio de Janeiro e sudoeste de Minas Gerais, com volumes acima de 150 mm. O excesso de chuvas pode ter impactado a qualidade do trigo que se encontram em fase de maturação e colheita, principalmente no estado de São Paulo. Já no norte de Minas Gerais, as chuvas foram escassas e inferiores a 30 mm.

Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm nos três estados. Este cenário manteve os níveis de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas.

Em setembro, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, leste de Mato Grosso, sudeste do Pará, Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. As menores máximas, abaixo de 28 °C, ocorreram principalmente no Sul e em áreas do leste da Região Sudeste.

Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 20 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na Região Sul, em áreas da Região Sudeste, bem como o sul de Mato Grosso do Sul, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 10 °C, ocorreram no Rio Grande do Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Em baixadas e em áreas mais elevadas, houve registro de geadas.

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CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIAS

Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de setembro de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 150°W, onde as anomalias foram acima de 4 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2 °C durante setembro, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica a persistência das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre outubro, novembro e dezembro, que poderá atingir intensidade muito forte até o final de 2026.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2026

As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e parte norte das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Enquanto as chuvas acima da média são previstas para as Regiões Sul e Centro-Oeste, além de áreas do centro-sul da Região Sudeste

Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos níveis de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de níveis mais elevados de umidade do solo nessa área.

Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que poderá contribuir para a redução gradual da umidade do solo. Ressalta-se que, a faixa leste da região entra no período mais seco do ano, sendo natural a redução dos volumes de chuva nos próximos meses. Ainda assim, podem ocorrer episódios de chuva, principalmente nas áreas próximas ao litoral.

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Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do noroeste e nordeste do Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente em outubro e novembro.

Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média. Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas da porção centro-oeste da região, principalmente em outubro e novembro.

As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, assim como em grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 25 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.

Fonte: Conab

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Menor interesse comprador e câmbio pressionam cotações no RS – MAIS SOJA

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As cotações do arroz em casca recuaram no Rio Grande do Sul, diante da retração da demanda industrial, da maior disponibilidade do cereal para comercialização e da desvalorização do dólar frente ao Real.

De acordo com o Centro de Pesquisas, após a valorização observada nos meses anteriores, o mercado de arroz em casca perdeu ritmo na primeira semana de outubro. Indústrias consultadas pelo Cepea relataram menor movimentação nas vendas de arroz beneficiado e dificuldades para repassar os aumentos recentes da matéria-prima. Nesse cenário, parte dos compradores restringiu as aquisições e evitou reajustar as ofertas.

Pesquisadores do Cepea destacam que a necessidade de recomposição dos estoques também diminuiu, uma vez que algumas empresas haviam adquirido volumes maiores nas semanas anteriores.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

IPPA//CEPEA: Índice avança em setembro, impulsionado pelos preços dos grãos – MAIS SOJA

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Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta nominal de 3,62% em relação a agosto. O resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelo avanço do IPPA-Grãos (6,58%), seguido pelas altas do IPPA-Pecuária (2,08%) e do IPPA-Cana-Café (0,15%), que mais do que compensaram a queda observada no IPPA-Hortifrutícolas (-3,98%).

Segundo o Cepea, entre os produtos, destacaram-se as altas de algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar, enquanto ovos, banana, laranja, uva e café exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.

O IPA-OG-DI apresentou alta de 1,57% no mês, indicando que, em setembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 1,48%. Com a valorização de 0,16% do real frente ao dólar, os preços internacionais dos alimentos medidos em reais registraram alta de 1,31%.

Na comparação anual (jan-set/2026 em relação ao mesmo período do ano anterior), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 6,56%, com retrações no IPPA-Cana-Café (-20,90%), IPPA-Hortifrutícolas (-8,58%), IPPA-Grãos (-3,49%) e IPPA-Pecuária (-2,54%).

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No mesmo período, o IPA-OG-DI acumula alta de 1,24%, enquanto os preços internacionais dos alimentos registram queda de 8,39% em reais e leve alta de 0,75% em dólares. Já a taxa de câmbio acumula variação de -8,96%, refletindo a valorização do real frente à moeda norte-americana, na comparação entre janeiro e setembro de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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