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São Paulo inicia campanha obrigatória de atualização de rebanhos

O Estado de São Paulo dá início no próximo sábado (1) à campanha de atualização de rebanhos referente ao segundo semestre de 2025. A ação é coordenada pela Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e tem como objetivo manter o controle sanitário dos rebanhos paulistas após a retirada da vacinação contra a febre aftosa, em 2023.
De acordo com a secretaria, a atualização é obrigatória e deve ser feita até o dia 15 de dezembro por todos os proprietários rurais. O produtor deve informar todas as espécies existentes na propriedade por meio do sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave).
Declaração é obrigatória e evita sanções
Devem ser informados não apenas os bovinos, mas também búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, animais aquáticos, colmeias de abelhas e até o bicho-da-seda.
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A não atualização dos dados pode gerar bloqueio da movimentação dos animais e inviabilizar a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), além de outras sanções administrativas.
A declaração pode ser feita de três formas:
- Diretamente pelo sistema Gedave, de forma online;
- Presencialmente, em uma das Unidades da Defesa Agropecuária distribuídas pelos 645 municípios paulistas;
- Ou ainda, por e-mail, mediante o envio do formulário disponível no site oficial da Secretaria de Agricultura.
Controle sanitário e segurança do rebanho
Segundo Luiz Henrique Barrochelo, diretor da Defesa Agropecuária, a atualização cadastral é fundamental para o acompanhamento sanitário e o controle das populações animais no Estado.
“A declaração é uma das ferramentas que o Estado utiliza para se manter atualizado sobre os animais de peculiar interesse, além de fornecer ao órgão responsável pela sanidade animal informações sobre o crescimento, nascimentos e mortes que ocorrem entre uma campanha e outra”, explica Barrochelo.
A medida faz parte do processo de transição para o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, consolidando o compromisso de São Paulo com a sanidade e rastreabilidade dos rebanhos.
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Safra de cana em Minas deve crescer com clima favorável e recuperação da produtividade

A safra 2026/2027 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve atingir 83,3 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao ciclo anterior. O avanço é impulsionado pela recuperação da produtividade e leve expansão da área cultivada.
Os dados foram divulgados pela Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar (Siamig Bioenergia) durante a 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, realizada pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA) em Uberaba (MG).
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Produtividade puxa crescimento da safra
A produtividade média deve subir de 72,1 para 79,4 toneladas por hectare, alta de cerca de 10%. A área destinada à moagem também avança, passando de 1,03 milhão para 1,05 milhão de hectares.
Segundo a Siamig Bioenergia, o desempenho está ligado a condições climáticas favoráveis ao longo do ciclo, o que contribui para o desenvolvimento dos canaviais e melhora da qualidade da matéria-prima.
O ATR (açúcar total recuperável) médio deve alcançar 139,4 kg por tonelada de cana, avanço de 1,4%.
Produção industrial acompanha avanço no campo
Com maior volume de moagem, a produção total de ATR deve chegar a 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 13,2%.
No cenário base, o mix produtivo permanece semelhante ao da safra anterior, com cerca de 55% da cana destinada à produção de açúcar.
Com isso, a produção de açúcar está estimada em 6,1 milhões de toneladas, alta de 13,2%, enquanto o etanol total deve alcançar 3,04 milhões de metros cúbicos, avanço de 13%.
Etanol pode ganhar espaço dependendo do mercado
O setor também trabalha com um cenário alternativo, condicionado ao aumento da competitividade do etanol hidratado no estado.
Nesse caso, o mix produtivo pode mudar, com a participação do açúcar caindo para cerca de 51% e maior direcionamento da cana para o etanol.
A produção total de etanol pode atingir 3,34 milhões de metros cúbicos, crescimento de 24,2%. O destaque seria o etanol hidratado, com projeção de alta de 39,8%, chegando a 2,23 milhões de metros cúbicos.
Por outro lado, a produção de açúcar teria avanço mais moderado, estimado em 5,65 milhões de toneladas (+4,6%).
Flexibilidade do setor define resultado final
O desempenho projetado reflete a recuperação dos indicadores agrícolas e a capacidade de adaptação da indústria.
Segundo a Siamig Bioenergia, o direcionamento final da produção dependerá das condições de mercado e do ambiente regulatório, especialmente no que se refere à competitividade do etanol em Minas Gerais.
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Safra 2026/27 de cana deve crescer 11,6% em Minas Gerais

A safra 2026/27 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve atingir 83,3 milhões de toneladas, crescimento de 11,6% em relação ao ciclo anterior, de 74,7 milhões de toneladas, conforme dados da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar (Siamig Bioenergia).
De acordo com a entidade, o avanço é resultado da combinação entre a expansão de 1% da área e a recuperação de 10% da produtividade, que passa de 72,1 para 79,4 toneladas por hectare.
O balanço da Associação é que as condições climáticas favoráveis ao longo do desenvolvimento dos canaviais estão contribuindo para o ganho de rendimento, com boa perspectiva para recuperação dos níveis de ATR, projetado em 139,4 kg por tonelada de cana (+1,4%).
A área destinada à moagem deve totalizar cerca de 1,05 milhão de hectares, frente a 1,03 milhão no ciclo anterior, enquanto a área total de cana registra crescimento de 3%.
No âmbito industrial, a produção total de ATR está estimada em 11,6 milhões de toneladas, um avanço de 13,2%, acompanhando o crescimento da moagem. A definição do mix produtivo segue como uma das principais variáveis estratégicas para o setor.
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Segundo a Siamig Bioenergia, no cenário base, considerando a manutenção das condições atuais, o mix permanece semelhante ao da safra anterior, com cerca de 55% da cana destinada à produção de açúcar.
Nesse contexto, a produção de açúcar deve atingir 6,1 milhões de toneladas (+13,2%), enquanto o etanol total alcança 3,04 milhões de metros cúbicos (+13,0%), com crescimento equilibrado entre etanol anidro e hidratado.
Possíveis mudanças no mix
A entidade também traçou um cenário alternativo, condicionado ao avanço de medidas que ampliem a competitividade do etanol hidratado em Minas Gerais. Assim, projeta-se mudança relevante no mix produtivo, com redução da participação do açúcar para cerca de 51% e maior direcionamento da cana para o etanol.
Nesse cenário, a produção total de etanol pode atingir 3,34 milhões de metros cúbicos (+24,2%), com destaque para o etanol hidratado, que poderá alcançar 2,23 milhões de metros cúbicos, um expressivo crescimento de 39,8%.
Por outro lado, a produção de açúcar tenderia a crescer de forma mais moderada, atingindo 5,65 milhões de toneladas (+4,6%). O desempenho projetado para a safra 2026/27 em Minas Gerais reflete não apenas a recuperação dos indicadores agrícolas, como área, produtividade e ATR, mas também a elevada flexibilidade industrial do setor.
De acordo com a Siamig Bioenergia, o direcionamento final da produção deve depender das condições de mercado e do ambiente regulatório, especialmente no que se refere à competitividade do etanol em território mineiro.
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Mercado de fertilizantes especiais evolui e inicia aposta em sistemas integrados

O mercado global de fertilizantes especiais está avançando para além das formulações convencionais de nutrientes, indo em direção a sistemas integrados de desempenho. A análise é do diretor de Tecnologia e sócio da consultoria DunhamTrimmer, Vatren Jurin.
Com base na combinação de dados globais de patentes, tendências de pesquisa acadêmica e inteligência proprietária de mercado, o executivo enxerga uma transformação estrutural na forma como a inovação é conduzida no setor.
Para ele, em vez de se concentrar apenas na composição dos nutrientes, as empresas estão priorizando cada vez mais os sistemas de entrega, a eficiência de uso e a integração com materiais avançados e componentes biológicos.
“Estamos diante de uma transição de produtos isolados para sistemas de desempenho projetados para entregar resultados agronômicos específicos”, afirmou Jurin. “O valor tende a se concentrar nas empresas capazes de projetar e controlar esses sistemas complexos.”
Jurin estenderá a análise durante a NewAG International Conference & Exhibition 2026, marcada para os dias 28 e 29 de abril, em Madri, Espanha.
Pressão que impulsiona a inovação
A mudança no setor de fertilizantes vem sendo acelerada por uma combinação de desafios sistêmicos que impactam a agricultura global. De acordo com o diretor da DunhamTrimmer, entre eles estão a persistente ineficiência no uso de nutrientes, o endurecimento das regulações, especialmente na Europa, o aumento dos custos de insumos e a volatilidade nas cadeias de suprimento.
“Esses fatores têm impulsionado a demanda por soluções mais precisas e eficientes, capazes de maximizar o aproveitamento dos nutrientes e, ao mesmo tempo, reduzir impactos ambientais”, enxerga.
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Como resultado disso, os investimentos em inovação estão cada vez mais direcionados a tecnologias de liberação controlada, fertilizantes de eficiência aumentada e soluções integradas com insumos biológicos.
Um dos avanços mais relevantes é a crescente incorporação de biológicos aos sistemas fertilizantes. Em vez de produtos independentes, bioestimulantes e microrganismos estão sendo desenvolvidos como parte de formulações integradas, com o objetivo de potencializar a disponibilidade de nutrientes e a resposta das plantas.
No entanto, Jurin destaca que essa complexidade traz desafios técnicos importantes, sobretudo relacionados à compatibilidade e estabilidade das formulações.
Convergência tecnológica redefine o setor
A análise da DunhamTrimmer aponta quatro frentes principais de convergência tecnológica: sistemas avançados de entrega, inibidores e estabilizadores, ciência dos materiais e integração biológica.
Nessa esfera, fertilizantes solúveis e de liberação lenta continuam evoluindo, apoiados por inovações em revestimentos poliméricos e materiais carreadores. O executivo pontua que, paralelamente, cresce a adoção de inibidores que reduzem perdas de nutrientes por volatilização e lixiviação, em resposta à maior pressão regulatória.
A ciência dos materiais também ganha protagonismo, permitindo o desenvolvimento de novas estruturas que aumentam a eficiência de absorção pelas plantas. Ao mesmo tempo, a integração biológica está reformulando o desenho dos produtos, exigindo abordagens mais sofisticadas de formulação.
“O desafio deixou de ser apenas inovar, passando a ser integrar diferentes tecnologias em sistemas estáveis e previsíveis”, contextualizou.
Quais as perspectivas?
Para os próximos anos, a expectativa é de que o mercado avance ainda mais na direção de sistemas multifuncionais, nos quais nutrientes, materiais e componentes biológicos são co-desenvolvidos para entregar resultados agronômicos específicos, adaptados a diferentes culturas e condições ambientais.
Nesse cenário, a geração de valor estará cada vez mais associada à capacidade de integrar dados, pesquisa e desenvolvimento em soluções comerciais escaláveis. Empresas capazes de gerenciar essa complexidade tendem a capturar maior participação no mercado.
A NewAG International Annual 2026 refletirá essas transformações com uma programação dividida em duas trilhas principais: fertilizantes especiais e insumos biológicos. O evento abordará avanços em fertilização sustentável, tecnologias BioAg e inovações impulsionadas por regulamentações na Europa.
Entre os principais temas estão novas formulações de fertilizantes, bioestimulantes, soluções de biocontrole e iniciativas de economia circular, como fertilizantes produzidos a partir de resíduos.
Serviço:
O que: NewAG International Annual 2026
Quando: 28 e 29 de abril de 2026
Onde: Hotel Riu Plaza España, Madrid, Espanha
Mais informações aqui
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