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20 de junho de 2026

Sustentabilidade

Plantio sob instabilidade climática: como o excesso ou a falta de chuvas afetam a germinação da soja – MAIS SOJA

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A instabilidade climática tem marcado o início da safra 2025/26 e imposto desafios significativos aos produtores de soja em diferentes regiões do país. Chuvas intensas e mal distribuídas, alternadas com períodos de seca e temperaturas abaixo da média, vêm alongando a janela de plantio e exigindo dos agricultores estratégias técnicas cada vez mais precisas para garantir o bom estabelecimento das lavouras.

De acordo com Ricardo Allebrandt, Coordenador Técnico de Mercado Latam na Nitro, empresa brasileira referência em nutrição e biológicos para o agro, essa irregularidade tem afetado tanto o calendário de semeadura quanto o desempenho inicial das plantas. “As precipitações frequentes durante os meses de setembro e outubro atrasaram a colheita de trigo em diversas áreas, retardando o início do plantio da soja. Já nas lavouras onde o plantio foi realizado, as baixas temperaturas e o excesso de umidade vêm comprometendo o desenvolvimento inicial e exigindo atenção especial com o manejo de recuperação das áreas afetadas”, explica o especialista.

Esses extremos climáticos, seja o excesso ou a falta de chuva, impactam diretamente a germinação. Quando há precipitação acima do ideal, o solo tende a ficar encharcado, reduzindo a presença de oxigênio e dificultando a respiração das sementes. Nessa condição, a germinação é retardada e o vigor das plantas diminui, o que favorece o aparecimento de patógenos como Phytophthora sojae e Pythium spp., causadores de podridões radiculares e falhas de estande. Além disso, chuvas muito intensas em solos expostos podem provocar o selamento superficial: “o impacto das gotas quebra os agregados do solo e forma uma crosta endurecida após a secagem, que aumenta a resistência à emergência das plântulas e as faz gastar mais energia para romper o solo”, detalha Allebrandt.

Na outra ponta, a falta de chuvas ou o atraso nas precipitações também causa sérios prejuízos. A germinação da soja depende de uma umidade mínima e constante, já que a semente precisa absorver cerca de 50% do seu peso em água para ativar seu metabolismo e iniciar o desenvolvimento radicular. “Em solos secos, a absorção de água ocorre de forma irregular, resultando em germinação desuniforme, morte de plântulas e baixo vigor. Isso se reflete em lavouras desiguais e menos produtivas”, alerta o especialista. A escassez hídrica ainda reduz a atividade microbiana e atrasa a nodulação, comprometendo a fixação biológica do nitrogênio, fundamental nas fases iniciais do cultivo.

Diante desse cenário, o planejamento do plantio dentro da janela ideal torna-se uma das principais ferramentas de manejo. Segundo Allebrandt, a soja apresenta melhor desempenho quando semeada em condições de equilíbrio entre umidade, temperatura e fotoperíodo. “A janela ideal varia conforme a região, mas, em geral, ocorre quando o solo já tem umidade suficiente, a temperatura média está entre 25°C e 30°C, e o risco de veranicos é baixo. Plantios muito precoces, antes da regularização das chuvas, aumentam o risco de falhas de emergência, enquanto os tardios expõem a cultura a altas temperaturas e déficit hídrico na fase reprodutiva”, orienta.

Outro fator determinante para enfrentar os desafios climáticos é a qualidade fisiológica da semente. O vigor está diretamente relacionado à velocidade e uniformidade da germinação, refletindo na formação do sistema radicular e na capacidade da planta de absorver água e nutrientes. “Cada ponto percentual de vigor pode representar um ganho médio de 28 quilos de soja por hectare”, explica Ricardo, com base em estudos da Universidade Federal de Pelotas (RS). Nesta situação, os tratamentos fisiológicos, nutricionais e biológicos são essenciais para que ela expresse todo o seu potencial, mesmo em condições adversas.

Entre as tecnologias mais eficazes estão os extratos de algas, aminoácidos e compostos bioativos, que estimulam a quebra de reservas e a produção de hormônios naturais, além de possuírem efeito antioxidante, fundamental para reduzir os danos causados por estresses térmicos e hídricos. Já os nutrientes Molibdênio, Cobalto e Níquel são indispensáveis à fixação biológica do nitrogênio, processo que garante o bom desenvolvimento inicial da soja. “Os biológicos também ganham destaque. Microrganismos como o Bacillus aryabhattai têm se mostrado aliados importantes na mitigação de estresses hídricos, por produzirem um biofilme natural na rizosfera que ajuda a reter água e mantém as plantas hidratadas em períodos de seca”, acrescenta.

De forma complementar, o manejo do solo exerce papel decisivo na capacidade de resposta das lavouras frente às oscilações climáticas. Solos bem estruturados, com boa infiltração de água, correção de acidez e presença de palhada reduzem tanto o risco de encharcamento quanto o de desidratação. Além disso, o acompanhamento das previsões meteorológicas e dos dados climáticos históricos deve ser incorporado ao planejamento agrícola.

Sobre a Nitro

A Nitro é uma multinacional brasileira com quase 90 anos de história, com atuação nos segmentos de insumos para o agronegócio, especialidades químicas e químicos industriais. A Nitro ingressou no agro em 2019 e, em cinco anos no segmento, se consolidou como uma das três maiores empresas de nutrição e biológicos do setor. A Nitro conta com 6 unidades de produção no Brasil e 4 centros de Pesquisa e Desenvolvimento, além dos centros de distribuição, unidades internacionais e escritório administrativo em São Paulo (SP).

Fonte: Assessoria de Imprensa Nitro



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com dólar forte e perspectiva de ampla oferta global – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em baixa, pressionada pela valorização do dólar e pelas perspectivas de ampla oferta global. Ainda assim, o contrato julho acumulou ganho de 3,24% na semana.

O mercado foi pressionado pela valorização do dólar frente às principais moedas e pelas perspectivas de ampla oferta global de trigo. O índice do dólar atingiu o maior nível em um ano após a reunião de política monetária do Federal Reserve reforçar as expectativas de elevação dos juros nos Estados Unidos.

A valorização da moeda norte-americana reduziu a competitividade do trigo dos Estados Unidos no mercado internacional, tornando o cereal mais caro para os compradores externos. Também pesou sobre as cotações a expectativa de uma grande safra na Rússia, principal exportadora mundial de trigo.

Operadores também ajustaram posições antes do feriado de Juneteenth nos Estados Unidos, que manterá os mercados de Chicago fechados nesta sexta-feira (19). Além disso, a queda do petróleo contribuiu para o movimento negativo observado ao longo da sessão.

O cenário de ampla disponibilidade global continuou limitando o impacto positivo da demanda observada recentemente em licitações internacionais. A agência estatal de grãos da Argélia (OAIC) comprou mais de 800 mil toneladas de trigo de moagem em uma licitação internacional encerrada nesta quarta-feira (18), segundo traders europeus.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo para a temporada comercial 2026/27, iniciada em 1º de junho, somaram 400.800 toneladas na semana encerrada em 11 de junho, conforme dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O principal destino foi o Japão, com 167.400 toneladas. Para a temporada 2027/28, foram registradas vendas adicionais de 26.900 toneladas. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, de 300 mil a 650 mil toneladas considerando as duas temporadas.

Os contratos com entrega em julho fecharam cotados a US$ 6,05 3/4 por bushel, com baixa de 7,00 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em setembro encerraram a US$ 6,14 por bushel, com queda de 7,25 centavos de dólar, ou 1,16%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Sem Chicago, mercado de soja encerra semana travado; saiba como ficaram os preços

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Imagem de Александр Пономарев por Pixabay

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem movimentações relevantes. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a ausência de negociações na Bolsa de Chicago impediu uma formação mais efetiva dos preços ao longo desta sexta-feira. Segundo ele, as cotações observadas foram basicamente nominais, servindo apenas como referência para os agentes do mercado.

Silveira destaca que não houve registro de negociações expressivas ou de grandes lotes ao longo do dia. “A semana fechou sem volumes importantes rodando”, resume.

Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 127,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 128,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,50
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 113,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 116,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,50
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão com queda de 0,19%, cotado a R$ 5,1640 para venda e a R$ 5,1620 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1325 e R$ 5,1685. Apesar da baixa desta sexta-feira, a divisa acumulou valorização de 2,08% na semana.2,08% na semana.

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Sustentabilidade

Ceema/Unijuí: Mercado da soja opera entre a volatilidade externa e o avanço da safra americana – MAIS SOJA

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Em Chicago, as cotações da soja, após despencarem a partir do dia 02/06, quando o bushel chegou a US$ 11,13 nos dias 09 e 12 (a mais baixa cotação desde o dia 09/02/26), ensaiaram uma recuperação nesta semana, com o bushel alcançando US$ 11,32 no dia 17/06, para o primeiro mês cotado. Já o fechamento desta quinta-feira (18) ficou em US$ 11,22/bushel, contra US$ 11,15 uma semana antes.

Além da possibilidade de um acordo de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio, o mercado esteve pressionado pelo clima positivo nos EUA, para a nova safra, e de olho nos juros daquele país. A manutenção do juro básico em 3,5% a 3,75% aa por lá leva muitos investidores, que esperavam um aumento nos mesmos, a buscarem comprar contratos de commodities, dentre eles o de soja, o que faz o bushel subir de valor.

Além disso, houve rumores de que a China estaria para comprar soja dos EUA, novamente. Lembrando, ainda, que no dia 30/06 teremos o relatório de área final semeada nos EUA, o que poderá definir a tendência das cotações para julho. Por outro lado, o plantio da soja nos EUA, até o dia 14/06, atingia a 95% da área prevista, contra 93% na média. Do total semeado, 88% das lavouras estavam germinadas. Soma-se a isso o fato de que a qualidade das lavouras melhorou na semana, com 66% das mesmas estando entre boas a excelentes, após recuarem para 65% na semana anterior. Outros 28% das lavouras estavam regulares e 6% ruins ou muito ruins.

Dito isso, na semana encerrada em 11 de junho, os EUA embarcaram 522.687 toneladas de soja, ficando dentro das expectativas do mercado. Em todo o atual ano comercial o volume embarcado totaliza 36,6 milhões de toneladas, ainda 20% a menos do que no mesmo período do ano anterior.

Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos EUA informou que o esmagamento de soja no país, em maio, atingiu a 5,68 milhões de toneladas da oleaginosa, enquanto a projeção do mercado era de 5,77 milhões. Apesar de ficar abaixo do esperado, o volume é 8% maior do que no mesmo mês de 2025. Enquanto isso, os estoques de óleo de soja nos Estados Unidos estavam em 1,74 bilhão de libras, sendo 26% maiores do que um ano atrás.

Por sua vez, o acordo entre os EUA e o Irã para o término da guerra, que parece finalmente se consolidar, é positivo para os mercados e a economia mundial. Se ele for mantido, o mercado terá mais estabilidade a partir de agora, embora possa haver recuo nos valores da soja devido ao recuo nos preços do óleo de soja em Chicago, puxados pelo recuo nas cotações mundiais do petróleo. Tanto é verdade que o fechamento do óleo de soja, em Chicago, no dia 18/06, ficou em 69,69 centavos de dólar por librapeso, rompendo o piso dos 70,00 centavos pela primeira vez desde o dia 20 de abril passado. Todavia, por enquanto, a volatilidade do mercado não foi totalmente eliminada, pois há dúvidas quanto a eficácia do acordo.

Soma-se a isso as especulações climáticas sobre a safra dos EUA, pois as tendências indicariam, para julho, um clima um pouco mais seco nas regiões produtoras de soja daquele país. Enfim, no Brasil o mercado se mantém estável, com o câmbio girando entre R$ 5,05 e R$ 5,15 por dólar durante a semana. Assim, os preços, nas principais praças gaúchas, ficaram em R$ 114,00/saco, enquanto nas demais praças nacionais os mesmos giraram entre R$ 102,00 e R$ 114,00/saco.

Dito isso, a Conab, em seu boletim mensal de junho, trouxe a safra brasileira de 2025/26 para 180,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões um ano antes. Isso representa um aumento de 5,1%. O Rio Grande do Sul, às voltas com nova estiagem, acabou colhendo 18,6 milhões de toneladas, contra 16,6 milhões no ano anterior, destacando que outras entidades gaúchas (Emater e iniciativa privada) avançam pouco mais de 13 milhões de toneladas colhidas no ano anterior. Segundo, ainda, a Conab, a produtividade média brasileira ficou em 61,9 sacos/hectare em 2025/26, enquanto a gaúcha atingiu a apenas 46,2 sacos.

Enfim, a exportação brasileira total de soja, em junho, está estimada em 15,3 milhões de toneladas segundo a Anec. Se confirmados, tais embarques cresceriam 1,5 milhão de toneladas em relação a junho do ano anterior.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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