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20 de junho de 2026

Aprosoja MT

Projeto piloto da Aprosoja MT agiliza atendimento de produtores com concessionária de energia elétrica

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Iniciativa começou em Nova Mutum e já apresenta resultados positivos na comunicação entre concessionária e setor produtivo

Em atenção às demandas do setor produtivo, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) desenvolveu neste ano um projeto piloto de grupos de contato direto entre produtores rurais e as equipes da concessionária de energia elétrica em Mato Grosso, a Energisa Mato Grosso. Essa iniciativa, que teve início no núcleo de Nova Mutum e estabelece canais permanentes de comunicação entre os produtores e as áreas técnicas da empresa, com o intuito de agilizar o atendimento e acompanhar o andamento das solicitações relacionadas ao fornecimento de energia elétrica no campo.

O diretor administrativo e coordenador da Comissão de Política Agrícola da Aprosoja MT, Diego Bertuol, explica que o problema é recorrente em diferentes regiões do estado.

“Hoje um dos principais gargalos é a qualidade da energia que chega nas propriedades, a energia não tem constância. O produtor, quando quer investir em armazenagem, algodoeira ou pivô, não consegue ter uma energia que sustente essas operações. Há propriedades que ficam até três dias sem energia e, quando se abre uma ordem de serviço, muitas vezes não há resposta e o produtor fica sem assistência. Sabemos que não é um problema pontual, está presente em várias regiões, principalmente em municípios que estão começando a se desenvolver e precisam de energia elétrica”, destacou Bertuol.

De acordo com ele, o projeto busca dar uma resposta prática a esse desafio. “Nós estamos acompanhando o tempo de resposta e as soluções apresentadas pela Energisa. Dando certo, queremos expandir para todos os núcleos da Aprosoja MT. O intuito principal é trazer soluções para os produtores e também para os municípios que estão se desenvolvendo e precisam de uma rede de energia de qualidade. Mato Grosso precisa virar a chave e começar a industrializar e, para isso, precisa de energia forte, de qualidade e constante”, completou.

A delegada coordenadora do núcleo de Nova Mutum, Daiana Costa Beber, explica que a iniciativa surgiu diante das dificuldades enfrentadas pelos produtores com a instabilidade e lentidão no atendimento da concessionária, mas que o grupo criado entre os produtores e as equipes da atual concessionária de energia elétrica em Mato Grosso trouxe mais eficiência e transparência no atendimento.

“A comunicação é direta e objetiva. Os produtores informam os protocolos abertos junto à Energisa e detalham o problema. As equipes técnicas da concessionária respondem no próprio grupo, acompanham as demandas e informam o andamento dos atendimentos. Diferente do modelo tradicional, em que temos a dependência do atendimento por assistentes virtuais ou pessoas que não têm acesso às informações precisas, o grupo possibilita contato direto com os profissionais que detêm poder de decisão e conhecimento técnico, isso garante respostas mais rápidas e soluções mais eficazes”, afirmou.

Segundo ela, os resultados já são perceptíveis. “O que se observou desde o início foi uma melhora na agilidade do atendimento e na qualidade da comunicação. Demandas que antes demoravam dias para ter retorno agora são acompanhadas em tempo real. Essa troca direta de informações reduziu falhas de comunicação e aumentou a previsibilidade das ações.”

O produtor Arthur Favretto, também de Nova Mutum, afirma que o grupo tem feito diferença na prática e facilitado o contato com a concessionária. “Esse grupo ajudou bastante, porque antigamente a gente usava só o aplicativo para fazer a demanda. A criação do grupo facilitou a nossa comunicação com a Energisa, começamos a notar que a assistência técnica passou a funcionar melhor e eles começaram a vir mais rápido aqui na fazenda para religar a energia ou fazer manutenção”, contou.

Com essa iniciativa, a Aprosoja MT reforça seu compromisso em buscar soluções práticas e eficientes para os desafios estruturais que impactam o agronegócio mato-grossense, fortalecendo a comunicação entre o setor produtivo e as prestadoras de serviços essenciais à atividade rural.

Bruna Lima Brito Damasceno

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT alerta para impactos da MP 1.343 sobre logística e competitividade

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) manifesta preocupação com a aprovação do Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória nº 1.343/2026 pela Comissão Mista do Congresso Nacional e pelo Plenário da Câmara dos Deputados. A entidade avalia que o texto amplia a intervenção estatal nas relações de transporte de cargas e impõe novos custos e riscos regulatórios em um momento especialmente delicado para o setor produtivo, marcado pela elevação dos custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e instabilidades geopolíticas que afetam o acesso e o custo de insumos essenciais para a atividade agropecuária.

As alterações propostas afetam diretamente produtores rurais, cooperativas, indústrias, transportadores e demais contratantes de frete. Entre os principais reflexos apontados estão o aumento dos custos logísticos, a redução da competitividade do agronegócio, dificuldades no escoamento da produção, insegurança jurídica nas relações contratuais e potenciais efeitos inflacionários ao longo da cadeia econômica.

Um dos dispositivos mais preocupantes do texto é a previsão de indenização equivalente a duas vezes o valor correspondente ao Piso Mínimo aplicável à operação. A medida cria uma penalidade excessiva, com valores significativamente superiores ao montante originalmente discutido entre as partes, gerando insegurança para todos os agentes envolvidos na contratação do transporte. Igualmente grave é o endurecimento do regime sancionatório previsto na proposta. O texto estabelece multas que podem variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão nos casos de reincidência.

Para o setor, além da desproporcionalidade dos valores, a sistemática adotada amplia significativamente o risco regulatório, uma vez que uma nova autuação ocorrida dentro de 12 meses após decisão administrativa definitiva anterior já pode resultar na aplicação das penalidades agravadas previstas na legislação. Além desses pontos, o texto aprovado contém dispositivos que demandam correção, entre eles a metodologia de cálculo do piso mínimo fixada em lei, a multa vinculada ao CIOT, a extensão das regras ao TAC-Agregado e a criação de um piso salarial nacional para motoristas dentro da mesma proposição.

Com a aprovação da matéria pela Câmara dos Deputados, a Aprosoja MT reforça sua preocupação com os impactos que as medidas previstas poderão gerar para o setor produtivo, a logística nacional e a economia brasileira. A entidade alerta que a manutenção de dispositivos que ampliam custos, penalidades e insegurança jurídica pode comprometer ainda mais a competitividade da produção nacional em um cenário já marcado por elevados custos de produção, preços pressionados das commodities agrícolas e incertezas no mercado internacional.

A Aprosoja MT faz um apelo à sua base parlamentar para que atue com sensibilidade e responsabilidade na análise da matéria, especialmente na apresentação e defesa dos destaques necessários para corrigir os pontos mais prejudiciais do texto aprovado. A entidade seguirá acompanhando a tramitação da proposta no Senado Federal e atuando em defesa da segurança jurídica, da livre iniciativa, da eficiência logística e da competitividade do agronegócio brasileiro.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT participa do IOPD XXVIII, no Canadá, e propõe Fórum Global de Agricultura

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) participa da 28ª edição do Diálogo Internacional de Produtores de Oleaginosas, encontro que reúne produtores de oleaginosas de quatro continentes em Niagara Falls, no Canadá, entre os dias 15 e 19 de junho de 2026. Representada pelo diretor administrativo, Diego Bertuol, a entidade integra a delegação brasileira em um fórum sediado pela Canadian Canola Growers Association (CCGA) e pela Grain Farmers of Ontario (GFO).

O evento reúne anualmente as principais lideranças mundiais do setor para alinhar posições diante de desafios comuns da cadeia produtiva global. Entre os principais temas em debate, estão o papel central da energia e dos biocombustíveis na descarbonização e na segurança energética, incluindo a descarbonização do transporte marítimo e a necessidade de que as políticas do setor não discriminem os biocombustíveis de origem agrícola.

Também tiveram papel central nas discussões o acesso a mercados diante do avanço de tarifas e de exigências crescentes de padrões ambientais e certificações, frequentemente enviesados, bem como o embate entre alimento e combustível, sustentado pelo argumento da mudança indireta do uso da terra (ILUC). Por fim, as lideranças produtivas diversas questionaram os ataques, sem base científica adequada, aos atributos dos óleos vegetais e a instabilidade crescente da renda do produtor rural.

Em todas as frentes, prevaleceu uma preocupação compartilhada: o uso de critérios regulatórios sem fundamento científico — ou apoiados em ciência ainda frágil — para definir as regras do jogo econômico global.

O diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol, defendeu a criação de um Fórum Global de Agricultura Tropical e Clima, com dois objetivos centrais. “Primeiro, construir uma agenda de tropicalização das métricas e dos parâmetros de sustentabilidade, capaz de reconhecer as características próprias da produção tropical e o esforço do produtor que concilia conservação e produção. Segundo, e a partir daí, valorizar os atributos ímpares da produção tropical no mercado global”, comenta ele.

Bertuol destaca ainda que, regulações construídas sobre ciência frágil são ruins para a produção, ruins para a segurança alimentar, ruins para a segurança energética e ruins até mesmo para a sustentabilidade ambiental que dizem proteger. Esta posição foi reconhecida pelas lideranças do IOPD, que defenderam o uso de parâmetros ancorados em empiria sólida — e não em modelos ou práticas importadas — bem como o reconhecimento das diferenças regionais entre os sistemas de produção.

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Agro Mato Grosso

CTECNO Parecis transforma pesquisa em resultados e atrai visitantes

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Estação de pesquisa recebeu produtores, técnicos e empresas para apresentar estudos e soluções para o campo

Em apenas um mês, o Centro Tecnológico (CTECNO) Parecis recebeu 79 visitantes distribuídos em sete visitas técnicas realizadas na estação de pesquisa, localizada em Campo Novo do Parecis. A programação reuniu produtores rurais associados, consultores, gerentes de fazenda, coordenadores técnicos e representantes de empresas ligadas ao setor agrícola, fortalecendo a troca de conhecimento entre pesquisa e campo.

Entre os participantes estiveram produtores e profissionais da área técnica, que acompanharam de perto os experimentos desenvolvidos na estação e discutiram alternativas para aumentar a eficiência produtiva em diferentes ambientes de cultivo.

Segundo o coordenador de pesquisa do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, as visitas permitiram que os participantes observassem diretamente o comportamento das culturas implantadas em solos de diferentes características, especialmente em áreas arenosas, que representam um dos principais desafios para a agricultura brasileira. “Foi um momento para produtores, técnicos e consultores observarem o campo e verificarem quais práticas realmente trazem resultados. Nosso objetivo é mostrar o que funciona em cada ambiente e como essas informações podem ser aplicadas dentro das propriedades para gerar maior retorno sobre o investimento”, destacou.

Durante as visitas, os participantes conheceram experimentos relacionados à rotação de culturas, uso de plantas de cobertura, manejo de fertilidade, posicionamento de híbridos de milho e estratégias de adubação nitrogenada. Também foram apresentados resultados históricos acumulados ao longo de aproximadamente dez anos de pesquisas conduzidas na estação.

Nas áreas experimentais, os visitantes puderam comparar o desempenho das culturas em solos arenosos, com menos de 15% de argila, e em solos de textura média, observando diferenças no desenvolvimento das plantas e nos resultados produtivos. As vitrines de híbridos de milho também permitiram avaliar o comportamento das diferentes genéticas em ambientes distintos e sob diferentes épocas de semeadura.

De acordo com Hammerschmitt, os estudos desenvolvidos no CTECNO Parecis buscam oferecer informações que auxiliem produtores e técnicos na tomada de decisões mais assertivas. “A busca por conhecimento é o principal objetivo dessas visitas. Os trabalhos realizados aqui ajudam a identificar quais manejos são mais eficientes, quais materiais apresentam melhor adaptação e quais estratégias permitem reduzir riscos e aumentar a rentabilidade das propriedades. Isso traz mais segurança para as decisões tomadas no campo”, explicou.

Um dos diferenciais da estação é o foco em pesquisas voltadas para solos arenosos, condição presente em grande parte das áreas agrícolas da região e que exige estratégias específicas de manejo. Os estudos envolvem desde o uso mais eficiente de fertilizantes e corretivos até a avaliação de plantas de cobertura e o posicionamento de cultivares de soja e híbridos de milho.

“No Brasil existem poucas estruturas de pesquisa trabalhando especificamente com esse tipo de ambiente. Os resultados gerados pelo CTECNO Parecis servem como um importante aliado para o produtor, ajudando a tornar essas áreas mais produtivas, econômicas e sustentáveis”, ressaltou o coordenador.

Além das visitas técnicas realizadas ao longo do ano, o CTECNO Parecis promove dois grandes eventos de campo. Em janeiro ocorre o Dia de Campo de Soja e, em abril, o Dia de Campo de Milho e Plantas de Cobertura. As informações geradas também são compartilhadas com os produtores por meio de rodadas técnicas realizadas nos núcleos da Aprosoja Mato Grosso em diversas regiões do estado. Além disso, todas as pesquisas desenvolvidas nos CTECNOs são divulgadas por meio de boletins e circulares técnicas, disponibilizados nos canais de comunicação da Aprosoja MT e do IAGRO. Esses conteúdos apresentam informações oriundas de experimentos de longa duração e de trabalhos pontuais relacionados ao comportamento genético das culturas da soja e do milho.

A estação de pesquisa permanece aberta para receber visitantes durante todo o ano. Produtores, técnicos e demais interessados podem agendar visitas para conhecer os experimentos em andamento e acompanhar de perto os trabalhos desenvolvidos pelo CTECNO Parecis.

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