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Plantio de soja avança e atinge 34,4% no Brasil, aponta Conab

O plantio da safra 2025/26 de soja atingiu 34,4% da área estimada no Brasil, segundo relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) com dados até 25 de outubro. Na semana anterior, a semeadura estava em 21,1%.
No mesmo igual período do ano passado, a semeadura atingia 37,7% da área, enquanto a média dos últimos cinco anos para a época é de 42,5%.
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Plantio de soja pelo Brasil
O levantamento mostra o estado de Mato Grosso na liderança, com 62,1% da área plantada, seguido por Mato Grosso do Sul (54%) e Paraná (52%). São Paulo registra 45%, Bahia 20%, Tocantins 18%, Goiás 16%, Minas Gerais 11,6% e Santa Catarina 7%. Maranhão, Piauí e Rio Grande do Sul aparecem com 1% cada.
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Máquinas agrícolas: nova regra de emissões pode elevar preço em até 25%

A AliançaBiodiesel manifestou preocupação com os termos em discussão para a implementação do Proconve MAR II, novo padrão de emissões para máquinas agrícolas e rodoviárias conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Segundo a entidade, uma iniciativa da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) e da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a proposta concentra esforços na redução de poluentes locais emitidos por máquinas fora-de-estrada, mas deixa em segundo plano o debate sobre descarbonização e mudanças climáticas.
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Para a associação, o novo marco regulatório deveria seguir a tendência internacional de incentivo aos biocombustíveis, como biodiesel e etanol, considerados alternativas aos combustíveis fósseis.
De acordo com a AliançaBiodiesel, o modelo em discussão pode desviar investimentos da indústria destinados à descarbonização para adaptações no parque de motores ciclo diesel. A entidade argumenta ainda que a proposta entra em contradição com a Lei do Combustível do Futuro, ao priorizar o controle de emissões locais em regiões de baixa concentração populacional, como áreas agrícolas.
A associação também aponta fragilidades na fiscalização das futuras regras. Segundo o setor, o Brasil não possui um sistema estruturado de controle pós-venda para máquinas agrícolas, o que poderia estimular adaptações irregulares nos equipamentos e comprometer a efetividade das exigências.
Outro ponto levantado pela entidade é o impacto econômico da medida. A estimativa é de que o preço das máquinas agrícolas suba entre 15% e 25%, podendo ultrapassar esse percentual em equipamentos menores utilizados pela agricultura familiar.
Além disso, o custo operacional das máquinas poderia aumentar entre 9% e 20% devido à obrigatoriedade do uso do diesel S10 e do Arla-32. A AliançaBiodiesel afirma ainda que empresas nacionais sem fabricação própria de motores teriam custos adicionais em relação às multinacionais, o que poderia ampliar a concentração de mercado.
Na avaliação da entidade, o aumento de custos tende a ser repassado para cadeias como alimentos, obras e serviços, gerando impactos diretos para consumidores e produtores rurais.
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IBGE inicia prova piloto do 12º Censo Agro e destaca criação ao ar livre em Irati

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou nesta segunda-feira (11) a 2ª prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. Em Irati, no Paraná, o primeiro dia de atividades teve foco em comunidades e povos tradicionais, com destaque para sistemas de criação de rebanhos ao ar livre. A etapa faz parte da preparação técnica do levantamento nacional.
Segundo o IBGE, a prova piloto tem função operacional e metodológica. O objetivo é testar instrumentos de coleta, rotinas de campo e procedimentos de abordagem antes da realização do censo em escala nacional. Pela manhã, a superintendência estadual do instituto reuniu os agentes de pesquisa para repassar orientações técnicas e alinhar o início das visitas.
No período da tarde, a coleta avançou sobre áreas com presença de comunidades tradicionais. Em Irati, os faxinalenses aparecem como referência local. Trata-se de comunidades com sistema agrossilvipastoril próprio, marcado pelo uso coletivo de áreas e pela criação de animais em regime ao ar livre.
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De acordo com o instituto, a presença dessas comunidades foi um dos fatores que levaram à escolha do município para a segunda prova piloto. A seleção busca verificar se o questionário e a operação de campo conseguem captar, com precisão, formas produtivas que fogem dos modelos convencionais de exploração agropecuária.
Além de Irati, a operação também ocorre em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS) e Viamão (RS). Ao todo, são seis cidades distribuídas em quatro regiões do país, o que permite ao IBGE testar o levantamento em diferentes realidades territoriais e produtivas.
A etapa piloto deve subsidiar ajustes técnicos no questionário e na coleta, especialmente em áreas com sistemas produtivos específicos. O IBGE não informou, até o momento, balanço numérico do primeiro dia nem prazo detalhado para conclusão desta fase em cada município.
Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br
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TIM integra soluções digitais para gigantes do agro controlarem pragas e incêndios no campo

A operadora TIM soma 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G e 53 milhões de hectares com NB-IoT, tecnologia de rede voltada para Internet das Coisas (IoT). Agora, foca no conceito de inteligência de dados para transformar toda essa conectividade em decisões automatizadas que gerem rentabilidade ao produtor.
Para isso, anunciou durante a 31ª Agrishow, em abril, a aquição da V8.Tech, empresa de tecnologia especializada em integração de soluções digitais, em um negócio estimado em R$ 140 milhões.
Assim, visa juntar em um pacote soluções que unam nuvem, analytics e visão computacional para ajudar o agricultor brasileiro a identificar perdas por pragas, a ganhar eficiência logística e a controlar a ameaça crescente de incêndios.
“Ao integrar rede, cloud, dados e inteligência artificial, queremos apoiar produtores e empresas com mais eficiência, previsibilidade e competitividade em suas operações”, afirma o diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil, Alexandre Dal Forno.
A proposta da operadora é oferecer projetos personalizados de analytics e inteligência artificial para grandes grupos do agronegócio, como BP Bioenergy, SLC Agrícola, Citrosuco e Amaggi, companhias que já contam com serviços da operadora. As soluções envolvem automação de processos em nuvem, modelos preditivos para logística, planejamento de safra, roteirização e otimização de colheita.
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Segundo Dal Forno, a iniciativa tem como objetivo converter o grande volume de dados gerado por máquinas, sensores e sistemas agrícolas em inteligência de negócio capaz de apoiar decisões estratégicas em tempo real.
Ancorado nesta ideia de utilizar a inteligência artificial para prever pragas e reduzir desperdícios, a TIM também destacou no evento o SmartBio Pragas, que utiliza modelos de machine learning e big data para cruzar milhões de registros climáticos, históricos agronômicos e dados operacionais.
A partir dessa análise, a plataforma identifica padrões de risco e prevê surtos de pragas com até 30 dias de antecedência. Desta forma, a tecnologia permite ao produtor planejar ações, otimizar a aplicação de defensivos, reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais.
Em relação à prevenção de incêndios no campo, que chegaram a 136 mil focos de ocorrências em áreas florestais em 2025, a operadora propõe a solução da Um Grau e Meio, que combina câmeras de alta resolução conectadas via 4G e 5G com inteligência artificial para monitoramento contínuo de áreas agrícolas.
Dal Forno detalha que por meio de visão computacional, o sistema diferencia automaticamente fumaça, poeira e outras interferências visuais, emitindo alertas em tempo real diante de indícios de incêndio, reduzindo a dependência de monitoramento manual.
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