Agro Mato Grosso
Governo de MT entrega novos títulos do SIAPP a nove agroindústrias

Instituído pela Lei Estadual nº 12.387/2024, o SIAPP tem como objetivo fomentar o crescimento e a regularização das agroindústrias familiares e de pequeno porte
O Governo do Estado representado pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), por meio secretária Andreia Fujioka, participou da abertura do 1º Festival do Queijo de Mato Grosso, realizado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae-MT). O evento também promoveu a 2ª edição do Concurso de Queijo e Produtos Lácteos de Mato Grosso e fez a entrega de nove novos títulos do Selo de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte (SIAPP) a agroindústrias familiares do estado. A cerimônia aconteceu na sexta-feira (24.10)
Instituído pela Lei Estadual nº 12.387/2024, o SIAPP tem como objetivo fomentar o crescimento e a regularização das agroindústrias familiares e de pequeno porte, garantindo inspeção sanitária, segurança alimentar e maior competitividade dos produtos no mercado. O programa é desenvolvido de forma integrada pela Seaf, Empaer e Indea-MT, com apoio da Assembleia Legislativa.
As nove agroindústrias contempladas com o selo foram: Laticínios L F (Nova Marilândia); Laticínio Brasil Forte (Nova Brasilândia); Linguiças Sinop (Sinop); Mel Recanto do Grilo (Novo Horizonte do Norte); Sítio Dois Corações (Nossa Senhora do Livramento); Queijo L.A. (Cuiabá); Pedra do Índio (Alta Floresta); Apiário 2 Irmãos (Porto dos Gaúchos) e Ovos do Campo (Campo Novo do Parecis).
Integração e desenvolvimento da agricultura familiar
Durante a cerimônia, a secretária Andreia Fujioka destacou o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento da agricultura familiar e celebrou o avanço das agroindústrias que conquistaram o selo.
“Estamos celebrando a entrega de nove novos títulos do SIAPP, somando agora 29 certificados emitidos, e até o fim do ano ultrapassaremos a meta de 30. Esse resultado é fruto da integração entre o Estado, os produtores, a Seaf, Empaer e Indea, com o apoio da Assembleia Legislativa. De norte a sul, de leste a oeste de Mato Grosso, o sucesso é ver os produtos da agricultura familiar nas gôndolas dos mercados”, afirmou Fujioka.
A secretária também anunciou novas ações do governo estadual voltadas ao setor. “No dia 6 de novembro teremos o lançamento do programa MT Produtivo – Agricultura Familiar Forte e Sustentável, previsto para o dia 6 de novembro, com aporte de R$ 550 milhões, em parceria com o Banco Mundial, no período de cinco anos para impulsionar a agricultura familiar de forma sustentável. Além disso, será lançado o Edital 2.1 do Programa de Apoio à Agricultura Familiar, com crédito facilitado para pequenos produtores”, anunciou a secretária Andreia Fujioka.
Parcerias e fortalecimento do setor
Representando o Sebrae-MT, a diretora superintendente do Sebrae, Lélia Brun ressaltou a união das instituições em prol do desenvolvimento do agronegócio familiar:
“Esse grupo de entidades é movido por um mesmo propósito: contribuir para o fortalecimento da cadeia leiteira e da produção de queijos, e todos os produtos da agricultura familiar. A Seaf tem sido uma grande parceira do Sebrae nas discussões e projetos voltados à agricultura familiar. Juntos, estamos construindo um Mato Grosso mais forte, humano e íntegro.”, destacou.
O coordenador de inspeção sanitária de produtos de origem animal do Indea-MT, Marcio Carvalho, destacou o impacto do SIAPP para os pequenos produtores:
“Trabalhamos junto à Seaf e à Empaer para realizar o sonho do produtor, que é comercializar dentro da legalidade, com qualidade e acesso a todos os mercados do estado. O SIAPP é mais que um certificado, é uma ferramenta de expansão de renda e de incentivo à sucessão familiar.”
Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Gilberto Cattani também participou do evento e reforçou o papel do Legislativo no apoio à agricultura de pequena escala. “O que vemos hoje é uma nova realidade para os pequenos produtores. Recentemente, aprovamos a inclusão do queijo na cesta básica de Mato Grosso, o que representa mais consumo, mais demanda e fortalecimento das agroindústrias familiarer”, ressaltou o parlamentar.
Entre os contemplados com o selo, o produtor Isaias Nunes de Freitas, do Laticínio Brasil Forte, de Nova Brasilândia, comemorou a conquista após duas décadas de trabalho.
“Com o título, podemos comercializar nossos produtos em todo o estado. Foram anos de esforço e aprendizado, e as equipes da Seaf, Empaer e Indea estiveram conosco em todas as etapas. Hoje produzimos 500 litros de leite por dia e já planejamos ampliar nossa estrutura”, contou o produtor.
Agro Mato Grosso
MT abre 2026 com saldo de 18,7 mil novos empregos com carteira assinada; agro lidera

Mato Grosso iniciou 2026 com saldo positivo na geração de empregos formais. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta terça-feira (3.3), o Estado registrou a criação de 18.731 novos postos de trabalho com carteira assinada no mês de janeiro.
No período, foram contabilizadas 69.821 admissões e 51.090 desligamentos, elevando para 994.293 o número total de vínculos formais ativos em Mato Grosso.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo setor da agropecuária, responsável pela geração de 10.074 empregos, seguido pelos serviços, com saldo de 5.074 vagas. Também apresentaram resultados positivos os setores da construção (+1.637), indústria (+1.102) e comércio (+844).
Entre os municípios, Cuiabá liderou a geração de empregos no Estado, com saldo de 2.401 vagas, seguida por Sorriso (+1.377), Sinop (+1.220), Lucas do Rio Verde (+859) e Rondonópolis (+773).
No cenário nacional, Mato Grosso apresentou o segundo maior saldo absoluto de empregos formais em janeiro, ficando atrás apenas de Santa Catarina (+19.000) e à frente do Rio Grande do Sul (+18.421). Em termos percentuais, o Estado registrou o maior crescimento do país, com expansão de 1,9% no estoque de empregos, superando Santa Catarina e Goiás, ambos com alta de 0,7%.
Os resultados do Caged dialogam com indicadores recentes do mercado de trabalho divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), Mato Grosso encerrou 2025 com taxa média anual de desocupação de 2,2%, a menor desde o início da série histórica, em 2012.
O índice coloca o Estado na liderança nacional, com a menor taxa de desemprego entre todas as unidades da Federação. Na sequência aparecem Santa Catarina, com 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%, evidenciando a manutenção de um mercado de trabalho aquecido e a continuidade da expansão do emprego formal em Mato Grosso.
Ao avaliar os dados do Caged, o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico em exercício, Anderson Lombardi, afirmou que o desempenho na geração de empregos confirma o momento positivo da economia mato-grossense e acompanha outros indicadores que apontam o fortalecimento do mercado de trabalho no Estado.
“Quando observamos a criação de empregos formais em Mato Grosso, vemos que esse resultado não acontece de forma isolada. Ele está diretamente ligado ao crescimento que o Estado vem registrando em diversos setores produtivos, ao aumento da renda e à confiança de quem investe e produz aqui. É um cenário que demonstra uma economia forte, dinâmica e capaz de continuar gerando oportunidades para a população”, destacou.
Agro Mato Grosso
Operação desarticula garimpo ilegal em MT e destrói dezenas de equipamentos

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis realizou ação estratégica contra a mineração clandestina em terras indígenas no estado de Mato Grosso. A operação teve como foco as Terras Indígenas Kayabi e Aripuanã, áreas historicamente pressionadas pelo avanço do garimpo ilegal.
A ação, que ocorreu durante o mês de fevereiro, contou com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, a Polícia Federal, a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso, o Batalhão de Operações Policiais Especiais de Mato Grosso e a Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil de Mato Grosso.
O objetivo foi desarticular a estrutura logística e financeira que sustenta o crime ambiental organizado na Amazônia Legal, por meio da retirada dos equipamentos de extração ilegal de minérios.
Ao todo, foram neutralizadas 23 dragas escariantes, 12 balsas de mergulho, duas escavadeiras hidráulicas e um trator de esteira, equipamentos considerados de elevado poder de degradação ambiental.
Também foram apreendidos 29 motores estacionários, 13 embarcações com motores de popa, sete acampamentos clandestinos e 51.600 litros de óleo diesel, volume suficiente para manter uma escavadeira hidráulica em operação contínua por cerca de duas mil horas. Segundo estimativas técnicas, nesse período uma única máquina pode remover centenas de milhares de toneladas de solo, devastando áreas equivalentes a dezenas de campos de futebol.
Além do maquinário pesado, a fiscalização apreendeu 28,8 gramas de ouro, 36,32 gramas de mercúrio, substância altamente tóxica utilizada no processo de separação do ouro, um dispositivo de conectividade via internet, utilizado para coordenar as ações criminosas em tempo real, e outros bens como motosserra, motocicleta e aparelhos celulares.
A inutilização dos equipamentos em campo foi realizada com base no Decreto nº 6.514/2008, medida administrativa excepcional aplicada quando a remoção do maquinário é inviável ou representa risco às equipes. A ação interrompe imediatamente o dano ambiental e dificulta a retomada rápida da atividade ilegal.
Mercúrio e danos irreversíveis
O uso do mercúrio no garimpo ilegal representa uma das maiores ameaças ambientais e sanitárias da região. O metal pesado contamina rios e igarapés, bioacumula na cadeia alimentar e atinge diretamente peixes consumidos por comunidades ribeirinhas e povos indígenas. Os efeitos são persistentes, atravessam gerações e colocam em risco a segurança alimentar e a saúde das populações tradicionais.
As ações de monitoramento e fiscalização seguirão intensificadas nas áreas afetadas, com o objetivo de impedir a retomada das atividades ilegais e garantir que a proteção ambiental e os direitos indígenas prevaleçam sobre a exploração ilícita de recursos naturais em Mato Grosso.
Agro Mato Grosso
Entenda por que MT lidera ranking nacional de dívida e arrecadação

Indicador demonstra sustentabilidade fiscal e controle do gasto público, de acordo com Ranking de Competitividade dos Estados 2024, publicado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Por outro lado, economista aponta outros indicadores econômicos, sociais e de segurança que vão na contramão.
A lógica é simples. O salário que um trabalhador recebe precisa ser suficiente para cobrir as contas no fim de cada mês, caso contrário ele contrai dívidas. Da mesma forma acontece na gestão pública.
O equilíbrio entre o que deve e o que arrecada colocou Mato Grosso em primeiro lugar no Ranking de Competitividade dos Estados 2024, publicado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
Esse indicador da pesquisa desconsidera receitas atípicas, e leva em conta a relação entre a dívida consolidada e a arrecadação recorrente dos estados. A ideia do ranking é mostrar a dimensão da sustentabilidade fiscal das regiões.
A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) divulgou um comunicado, na segunda-feira (2), comemorando esse resultado. No documento, a secretaria enumera alguns fatores que contribuíram para conquistar essa liderança nacional.
“Mato Grosso mantém a dívida sob controle em relação à sua arrecadação estrutural. Isso é resultado de uma política permanente de responsabilidade fiscal, planejamento e controle do gasto público”, afirmou.
Além disso, a Sefaz ainda destacou que esse resultado vai ao encontro de outro indicador de avaliação fiscal, no qual o estado obteve, em 2024, a nota A+ em Capacidade de Pagamento (Capag), pela Secretaria do Tesouro Nacional.
“A Capag avalia critérios como endividamento, poupança corrente e liquidez, indicando a capacidade do estado de honrar seus compromissos financeiros com recursos próprios”, diz.
Economista ouvido pela imprensa aponta que apesar do cenário fiscal do estado ser favorável, outros indicadores econômicos, sociais e de segurança não apresentam resultados positivos.
Para o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e mestre em economia Carlos Castilho, a secretaria enaltece apenas um indicador econômico dentro de um cenário maior, enquanto outros índices vão na contramão.
Por isso, o professor questiona se não houve excessos. “Portanto, há que se perguntar se não houve exagero nessa busca pela solidez fiscal a ponto de comprometer a eficiência na gestão pública e no ambiente econômico e social”, disse.
Exemplo disso, segundo Castilho, são as outras posições do estado no ranking. Veja abaixo:
- 6ª posição nos pilares “Capital Humano” e “Eficiência da Máquina Pública”
- 9ª em “Sustentabilidade Social”
- 13ª em “Infraestrutura”
- 14ª em “Segurança Púbica”
- 16ª em “Educação”
- 18ª em “Sustentabilidade Ambiental”
- 19ª em “Potencial de Mercado”
- 27ª em “Inovação”
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