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14 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de trigo tem mais uma semana de negociações lentas com atenção voltada à colheita e à Abitrigo – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de trigo foi caracterizado mais uma vez pela lentidão e baixa liquidez nas negociações durante a semana. Com a entrada gradual da safra nacional e a pressão de cotações internacionais em baixa, compradores mantiveram uma postura de cautela.

De acordo com o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, os compradores adotam uma postura defensiva, aguardando por melhores momentos para negociar. A indústria moageira, em sua maioria ainda abastecida, optou por se manter fora das aquisições na maior parte da semana, acompanhando de perto a evolução da colheita antes de retomar os negócios.

“A cautela dos moinhos também foi observada em virtude da participação no 32º Congresso Internacional da Indústria da Abitrigo, período em que muitos aguardavam uma melhor definição do cenário da safra para retomar as compras”, relatou.

Enquanto os compradores apostavam em maior recuo dos preços, os produtores, por sua vez, mantiveram pedidas acima de R$ 1.100 por tonelada. Bento observou que os preços atuais não agradam aos produtores, tampouco aos moinhos, que seguem apostando em maior recuo das cotações conforme a colheita avança e a oferta se intensifica”. As atenções dos agricultores estavam, primariamente, voltadas aos trabalhos de colheita e ao armazenamento dos grãos.

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No Sul do país, o avanço da colheita se deu em ritmos muito distintos. No Paraná, o trabalho se aproximou de 80% da área cultivada, com os grãos colhidos apresentando, até o momento, boa qualidade e produtividade. Já no Rio Grande do Sul, a ceifa avançou lentamente, atingindo apenas cerca de 4% a 5% da área plantada até meados da semana, reflexo do atraso decorrente do excesso de chuvas no período de plantio.

As análises iniciais da qualidade do trigo gaúcho trouxeram preocupações. Em diversas regiões, a umidade e a neblina afetaram a qualidade dos grãos. O problema mais relevante reportado foi o glúten baixo, com análises apontando variação entre 25 e 27, abaixo da faixa de 30 a 32 desejada pelos moinhos.

Em termos de preços, conforme Bento, o Paraná registrou maior estabilidade, com indicações CIF moinhos variando tipicamente entre R$ 1.220 e R$ 1.230 por tonelada para retirada em novembro e pagamento em dezembro.

No Rio Grande do Sul, onde a liquidez permaneceu reduzida, as indicações para o mercado FOB interior oscilaram amplamente, com o interesse do comprador entre R$ 1.000 e R$ 1.030 por tonelada. Enquanto isso, o mercado de exportação no porto de Rio Grande (RS) permaneceu relativamente firme, com referências oscilando entre R$ 1.155 e R$ 1.170 por tonelada sobre rodas, dependendo do tipo e da data de pagamento.

Fonte: Ritiele Rodrigues – Safras News

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Sustentabilidade

Soja/BR: Com 15,6% semeado, chuvas Impulsionam trabalhos em MT, MS e GO – MAIS SOJA

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Soja/BR: 15,6% semeado. Em MT, com mais de um quarto das lavouras semeadas, a persistência das chuvas e da umidade do solo sustentam o avanço da atividade. O MédioNorte e o Oeste estão à frente das operações. Outras regiões esperam umidade ideal para semear.

Em MS, a semeadura avança, mas está limitada pelas chuvas. Por outro lado, favorece a recuperação das condições de umidade no solo na região norte. Não há intercorrências nos talhões já implantados.

Em GO, o plantio ganha ritmo nas regiões Sul e Sudoeste, favorecido pelas chuvas e pela boa umidade do solo. Nas demais regiões, as chuvas ainda irregulares deixam o plantio lento. A semeadura aproxima-se de 10%, com as lavouras implantadas em boas condições de início de ciclo. Na BA, o plantio foi iniciado no manejo irrigado. Em MG, as lavouras estão com o plantio em fase inicial.

No PR, a semeadura avança, impulsionada pela aceleração e pelo planejamento dos produtores. As lavouras apresentam boas condições. Em SC, no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste, há avanço da semeadura, enquanto o Sul Catarinense segue em vazio sanitário. Nas demais regiões, de calendário mais tardio, predominam o planejamento para a semeadura.

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De maneira geral, o excesso de umidade é o principal fator limitante ao avanço. No PA e TO, a semeadura é incipiente. No RS, SP, MA e PI, o plantio ainda não foi iniciado.

Previsão Agrometeorológica (12/10/2026 a 16/10/2026)

N-NE: Os maiores acumulados de chuva persistem no Oeste do AM. Nas demais áreas da região Norte, não se descartam chuvas isoladas. No PA e no TO, as chuvas serão insuficientes para a recuperação do armazenamento hídrico no solo e restringirá a semeadura da soja. Nas poucas áreas já semeadas em áreas de sequeiro, pode ocorrer restrição hídrica. No Nordeste, a previsão não indica acumulados expressivos, mantendo as condições favoráveis para a maturação e a colheita do trigo e do milho terceira safra no Oeste da BA e na região do Sealba. Nas áreas de feijão e milho primeira safra já semeadas pela agricultura familiar, na BA, pode ocorrer restrição por falta de chuva.

CO: Os acumulados de chuva mais expressivos continuarão em MS. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em grande parte da região. Nas porções Sul de MT e de GO, os acumulados previstos continuarão contribuindo para a melhora da disponibilidade hídrica no solo, favorecendo a semeadura dos cultivos de sequeiro. Nas demais áreas da região, os acumulados serão menores, mantendo o baixo armazenamento hídrico no solo.

SE: A instabilidade climática persiste, principalmente, em parte de SP e MG. Os maiores acumulados de chuva são previstos para SP, MG e RJ, podendo se concentrar no Centro-Sul de SP, além do Sul e parte do Triângulo de MG. Essas precipitações serão favoráveis para a semeadura e início de desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, mas podem restringir o desenvolvimento de parte das lavouras de feijão, em estádios mais avançados, além da maturação e colheita do trigo em SP.

S: São previstas chuvas em toda a região. Os maiores acumulados são esperados no PR. Em SC e no Norte do RS, também há previsão de chuvas significativas, mas com menores acumulados. A persistência de dias chuvosos no PR pode restringir a semeadura e o início de desenvolvimento das lavouras de primeira safra, além da maturação e colheita do trigo. Em SC e RS, apesar dos volumes significativos de chuva em parte desses estados, as condições, no geral, serão favoráveis para a semeadura e o início de desenvolvimento dos cultivos da nova safra 2026/27.

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Fonte: Conab



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Autor:Conab

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Milho/BR: Semeadura Alcança 33,5% com Progresso no Sul e Início dos Trabalhos em MG, GO e BA – MAIS SOJA

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Milho/BR: 33,5% semeado. No RS, onde a umidade do solo permitiu, os produtores realizaram os principais tratos culturais. A semeadura continua nas regiões de cultivo mais tardio. Granizo, vendavais e chuvas intensas causaram danos pontuais, enquanto as baixas temperaturas e a pouca radiação retardam o desenvolvimento.

No PR, a maior parte das lavouras está em boas condições e a semeadura encontra-se avançada, favorecida pelas chuvas recentes. Em algumas regiões, a elevada umidade e a baixa luminosidade podem alongar o ciclo e alterar a janela de plantio da segunda safra.

Em SC, a semeadura se aproxima do final, com maior progresso no Oeste e no Extremo Oeste. A umidade favorece as áreas bem drenadas, mas as chuvas recorrentes dificultam o manejo fitossanitário.

Em MG, o plantio já se iniciou, concentrado nas áreas irrigadas e nas que receberam bons volumes de chuva. Em GO, a semeadura é pontual na região Leste. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste. No MA, PA, PI e SP, a semeadura da safra 2026/27 ainda não foi iniciada.

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Fonte: Conab



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Sustentabilidade

Trigo/BR: Colheita Alcança 40,3% com Trabalhos Finalizados em GO, MG e MS – MAIS SOJA

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Trigo/BR: 40,3% colhido. No RS, a colheita está começando. Com pequena parcela em floração, a maior parte das lavouras concentra-se no enchimento de grãos e na maturação,
fase crítica para o rendimento. A pouca radiação solar e os elevados volumes de chuva favorecem as doenças de espiga.

No PR, a maior parte das lavouras está em boa condição. A colheita está adiantada e segue
dependente de tempo seco, com lavouras ainda em fim de floração. Em SC, no Meio-Oeste, as lavouras mais adiantadas já avançam ao início de colheita. No Planalto Norte, no Planalto Sul e na Serra, de semeadura mais tardia, predominam o florescimento e o enchimento de grão, enquanto, no Extremo Oeste e no Oeste, o desenvolvimento vegetativo. Em todas, o excesso de chuva e a alta umidade mantêm a cultura sob restrição, elevando o risco de doenças de espiga e pragas.

Em SP, o tempo não contribuiu para colheita, atrasada em relação à safra passada, e para maturação das lavouras. Na BA, metade das lavouras está colhida e o restante está em final de enchimento de grãos, seguindo a colheita. Em GO, MG e MS, a colheita está encerrada.

Fonte: Conab

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Autor:Conab

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