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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Setor arrozeiro pede união entre lavoura, indústria e governo para evitar colapso – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz segue em trajetória de crise estrutural, com epicentro nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, responsáveis por mais de 80% da produção nacional. Segundo dados da Emater-RS e da Epagri/SC, a combinação entre estoques elevados, preços insustentáveis e retração de investimento desenha um cenário crítico que pode se prolongar até 2027.

Em Santa Catarina, a área plantada deve sofrer redução de mais de 1%, ficando abaixo de 144 mil hectares. A saca de 50kg já é negociada até R$ 51 em casos pontuais, quando o valor necessário para cobrir custos básicos seria de mais de R$ 70, o que gera forte descapitalização do produtor e risco de “quebradeira generalizada”. Na indústria, a rentabilidade está próxima de zero e o risco de demissões é crescente, caso não ocorram medidas de alívio imediato. As reivindicações centrais incluem aquisições governamentais de 1 milhão de toneladas, equiparação tributária do ICMS e ações coordenadas para escoar estoques.

No Rio Grande do Sul, as lavouras implantadas apresentam emergência uniforme e bom vigor, mas o risco econômico segue alto: o preço da saca voltou a cair na semana, ficando entre R$ 55 e R$ 56 FOB Fronteira Oeste, e a rentabilidade segue negativa diante dos custos médios elevados.

“O quadro é agravado por fatores externos, como as duas supersafras consecutivas da Índia, que adicionaram cerca de 30 milhões de toneladas por ano ao mercado global, deprimindo as cotações internacionais e reduzindo a competitividade do Mercosul”, explica o consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

Diante desse cenário, o setor reconhece que a recuperação de preços e margens pode ocorrer a partir de 2027, dependendo da convergência entre políticas públicas, crédito rural, ajustes fiscais e reposicionamento comercial. “O consenso entre as principais entidades do setor é claro: sem união entre lavoura, indústria e governo, o risco de colapso produtivo e social aumenta”, pondera Oliveira. “A mobilização conjunta e a ação coordenada tornam-se vitais para preservar a segurança alimentar e reconstruir a sustentabilidade econômica do arroz brasileiro”, aposta.

A média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 23 cotada a R$ 57,22, queda de 0,34% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, a baixa foi de 7,63%, enquanto, em relação a 2024, a desvalorização atingiu 51,76%.

Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News



 

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Sustentabilidade

Line-up aponta importação de 7,591 mi de t de fertilizantes de 1/7 a 3/8 – Williams – MAIS SOJA

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De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 7,591 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º de julho a 3 de agosto.

Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (2,669 milhões de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,666 milhão de toneladas.

O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 27 de outubro de 2026.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em forte baixa em Chicago com avanço da colheita e melhora das lavouras nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita de trigo nos Estados Unidos, pela melhora das condições das lavouras de primavera e pela perspectiva de clima favorável nas principais regiões produtoras do país.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área até 2 de agosto, ante 81% na semana anterior, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. Já o trigo de primavera apresentou melhora nas condições das lavouras, com 55% das áreas classificadas entre boas e excelentes, ante 53% na semana anterior. A colheita da cultura também avançou para 5% da área.

A queda do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado agrícola. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as cotações da commodity, estimulando um movimento de vendas nas commodities agrícolas, incluindo o trigo.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,38 1/4 por bushel, com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,57 por bushel, com recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,83%.

Fonte: Agencia Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Milho 2ª Safra: 69,1% colhido no país entre desafios climáticos e boas produtividades – MAIS SOJA

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Milho 2ª Safra- 69,1% colhido. Em MT, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as boas produtividades têm sido mantidas. No PR, a colheita avança gradualmente, favorecida pelas janelas de tempo seco.

Em MS, a colheita foi interrompida no Sudoeste devido às chuvas, mas avançou nas demais regiões. Em GO, a redução da umidade dos grãos devido ao tempo seco favoreceu ao avanço da colheita. Em SP, a colheita continua atrasada no estado devido ao prolongamento do ciclo do cereal e a alta umidade dos grãos.

Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro e a baixa produtividade do cereal vai se confirmando. No TO, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as produtividades são consideradas satisfatórias. Na BA, a colheita se aproxima do fim.

No MA, a colheita foi finalizada nos Gerais de Balsas e avança nas demais regiões. As produtividades das lavouras tardias apresentam redução. No PI, a colheita avança normalmente e se aproxima da finalização. Devido à parada precoce das chuvas, as produtividades estão inferiores às do último ciclo.

No PA, a colheita foi finalizada nos polos de Redenção e da BR-163. Nos polos de Santarém e Paragominas, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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