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14 de outubro de 2026

Business

Pecuária do Brasil busca liderança mundial em sustentabilidade no World Meat Congress

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O Brasil se prepara para um evento inédito que busca reposicionar a imagem da carne bovina nacional no cenário internacional. Entre os dias 28 e 30 de outubro, Cuiabá, em Mato Grosso, sediará o World Meat Congress (Congresso Mundial da Carne). O encontro reunirá representantes de cerca de 20 países e servirá como palco para a apresentação de políticas públicas, tecnologias e certificações que atestam a produção sustentável, rastreável e com responsabilidade socioambiental do país.

Para o presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido, o evento é uma chance única de provar, com dados, a evolução do setor.

“O Brasil já é o maior exportador de carne bovina do mundo, mas agora queremos ser reconhecidos também como o país que tem a produção mais sustentável. Temos dados, programas e resultados concretos para mostrar — e o World Meat Congress é o palco ideal para isso”, afirma Penido.

Promovido pela International Meat Secretariat (IMS) em conjunto com o Imac, o congresso tem como tema central “A nova era da carne”. O foco é debater como a pecuária mundial pode reduzir emissões, ampliar a transparência e atender às novas exigências dos consumidores globais.

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Foto: Reprodução/Freepik

Programas e Iniciativas Comprovam Ações

Durante o Congresso Mundial da Carne, a delegação brasileira deve apresentar programas e resultados de ações desenvolvidas para atestar o compromisso com o meio ambiente e a inclusão social na cadeia produtiva. O objetivo é transformar discursos em evidências.

Uma das principais iniciativas é o Passaporte Verde, um programa desenvolvido pelo Imac em parceria com o Governo de Mato Grosso e entidades do setor. O projeto estabelece critérios de sustentabilidade e rastreabilidade que abrangem toda a cadeia, desde o nascimento do animal até o abate.

“Com o Passaporte Verde, queremos que o mundo saiba que a carne mato-grossense — e brasileira — é produzida com respeito às leis ambientais, sem desmatamento ilegal e com inclusão de pequenos produtores. É uma revolução na forma de comprovar sustentabilidade com base em evidências, não apenas em discursos”, explica o presidente do Imac. O sistema permitirá que o consumidor, no Brasil e no exterior, tenha acesso à origem e ao histórico socioambiental de cada animal.

Além do Passaporte Verde, o Brasil também deve mostrar os resultados do Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), que já recuperou milhares de hectares de áreas degradadas, e a criação do novo selo “Carne de MT”, que certificará produtos com base em critérios de qualidade, bem-estar animal e sustentabilidade.

“A sustentabilidade é, hoje, o principal passaporte comercial do agronegócio. E o Brasil tem todas as condições de liderar essa agenda”, destaca Penido. “Nossa meta é mostrar que somos parte da solução global para o clima, a segurança alimentar e o desenvolvimento rural”, complementa.

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O evento contará com a presença de lideranças globais, como Juan José Grigera Naón, presidente da IMS; Michael Lee, vice-reitor da Harper Adams University; e Eric Mittenthal, diretor de Estratégia do Meat Institute dos Estados Unidos.

Penido conclui: “Vamos receber lideranças globais e mostrar, com dados, que o Brasil está entre os poucos países capazes de produzir carne com baixa emissão e alta produtividade. Esse é o futuro da pecuária — e nós já estamos nele.”


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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.

Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.

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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.

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Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.

Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.

Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Dólar em baixa pressiona mercado de etanol e açúcar

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Os preços dos derivados da cana-de-açúcar, como o etanol e o açúcar cristal, seguem em trajetória de alta, segundo análise divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

A valorização do real frente ao dólar tende a reduzir a competitividade dos produtos brasileiros no mercado externo, enquanto as chuvas continuam dificultando a produção de cana-de-açúcar. O cenário também é marcado por expectativas de retração da demanda.

O preço do açúcar já acumula alta de 2,20% no mês, mantendo o crescimento desde julho, porém de forma menos expressiva esta semana. A alta do dólar desfavoreceu as exportações, mas a baixa oferta no exterior ajudou a segurar as cotações na bolsa de Nova York e evitou uma queda. Nacionalmente, por conta da concentração do produto no mercado interno, o saldo foi neutro e os preços praticamente se mantiveram.

Já os preços do etanol hidratado subiram com mais força que os do açúcar no mercado paulista (2,87%). O feriado de 12 de outubro (Dia de Nossa Senhora Aparecida) alavancou a demanda pelo combustível e interrompeu a sequência de ligeiras quedas das últimas semanas. O Cepea também observou uma postura mais firme dos vendedores, distribuidoras precisaram aceitar os preços mais altos para garantir seus estoques.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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