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21 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reforça diálogo com BNDES e defende novas estruturas de financiamento

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A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) se reuniu nesta quarta-feira (22.10) com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em uma fazenda em Nova Ubiratã. A oportunidade serviu para que os representantes pudessem conhecer de perto a realidade do setor produtivo do estado, bem como os desafios enfrentados.

Durante a visita, o diretor financeiro da Aprosoja MT, Nathan Belusso, ressaltou a importância do diálogo entre os produtores e a instituição financeira.

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“Hoje pudemos conversar um pouco com os representantes do BNDES para mostrar um pouquinho a realidade do produtor, quais são as necessidades de investimentos, gargalos, para que eles entendam realmente a realidade do produtor a campo e onde está a perspectiva de crescimento, para que com isso eles consigam ajudar na criação de créditos com uma acessibilidade maior e mais uma desburocratização do acesso ao crédito ao produtor também.

Ele ainda destacou que a entidade tem trabalhado de forma contínua para tornar o crédito rural mais acessível e compatível com a realidade do campo.

“Um dos principais trabalhos que a Aprosoja MT tem buscado é justamente a desburocratização desse acesso ao crédito, e mostrar essa realidade aos representantes, aos técnicos do BNDES, é extremamente importante para que eles entendam, realmente, onde estão os gargalos do produtor e, consequentemente, nos ajudem a formar ferramentas para facilitar o acesso a esses recursos e, ajudar a agricultura, a mato-grossense, a brasileira, a continuar crescendo”, disse ao relatar a atuação da Aprosoja MT frente aos desafios crescentes com o aumento dos custos de produção, a alta dos juros e a falta de linhas de crédito adequadas à realidade do campo.

A Aprosoja MT defende políticas de crédito de longo prazo, com taxas justas e previsibilidade, capazes de assegurar sustentabilidade econômica ao produtor e segurança alimentar ao país. Um dos temas centrais abordados no encontro foi o gargalo da armazenagem em Mato Grosso, um dos principais entraves logísticos enfrentados a cada safra.

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Representando o BNDES, Rafael Mazzeo avaliou positivamente a visita e ressaltou a importância de compreender as demandas locais.

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“Foi uma visita muito produtiva, bem importante. Eu acredito que poder estar aqui, colocar o pé na terra, ver a realidade dos produtores, ver tanto a parte boa, as conquistas até aqui, a infraestrutura que se desenvolveu na região, uma região de alta produtividade aqui do estado, e também ver os desafios que sempre permanecem, a infraestrutura que sempre vai ter alguma coisa para acrescentar, produtores que sempre tem algo também para melhorar a produção e resolver os desafios, além de nos colocarmos à disposição para ajudar e para ter o desenvolvimento aqui para a região”, disse.

Para a Aprosoja MT o diálogo com instituições, como o BNDES, é essencial para construir caminhos que viabilizem investimentos que cheguem efetivamente às propriedades rurais, gerando mais competitividade e equilíbrio financeiro ao setor. A entidade destaca que a industrialização é um passo importante, mas que deve caminhar junto com o fortalecimento do produtor, elo central da cadeia produtiva.

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Agro Mato Grosso

MT responde por 15,6% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do país

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Estimativa do Mapa aponta VBP de R$ 218,2 bilhões para Mato Grosso; soja, milho e pecuária estão entre os principais componentes do resultado nacional

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Resistência de Diabrotica virgifera reduz eficácia do refúgio no milho Bt

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Estudo aponta herança não recessiva da resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 e custos de aptidão na praga

A resistência de Diabrotica virgifera virgifera ao milho Bt que expressa as proteínas Gpp34/Tpp35Ab1 é herdada de forma não recessiva. Segundo os autores, isso provavelmente reduz a capacidade da estratégia de refúgio de retardar a evolução da resistência e aumenta o risco de que ela ocorra. Pesquisadores da Iowa State University e do USDA-ARS avaliaram duas linhagens de laboratório, DBQ e WAT, derivadas de populações de campo com resistência evoluída e comparadas com uma linhagem suscetível de fundo genético semelhante.

Os valores de dominância genética (h) foram de 0,76 na DBQ e de 0,72 na WAT. Em ambas as linhagens, os heterozigotos sobreviveram no milho Bt significativamente mais que os suscetíveis, embora menos que no milho não Bt. A WAT apresentou resistência completa, sem diferença significativa de sobrevivência entre milho Bt e não Bt, enquanto a DBQ apresentou resistência incompleta. As razões de resistência foram de 124 para a WAT e de 38 para a DBQ.

O trabalho também identificou custos de aptidão associados à resistência, medidos em milho não Bt e em indivíduos homozigotos resistentes. Os percentuais abaixo são reduções relativas em comparação com a linhagem suscetível. Na DBQ, as fêmeas produziram 44,4% menos ovos viáveis (efeito significativo, mas de margem estreita: P = 0,044 em teste unicaudal), e nenhum outro custo foi detectado.

Na WAT, a sobrevivência até a fase adulta foi 17,1% menor, o desenvolvimento durou 2,81% mais e a largura da cápsula cefálica (indicador de tamanho corporal) foi 0,81% menor. Esses custos podem contrabalançar em parte o efeito da herança não recessiva, ao selecionar contra os alelos de resistência na ausência de pressão do milho Bt. Os autores ressalvam, porém, que os custos, sozinhos, podem não garantir um atraso duradouro da resistência sem refúgios maiores e manejo integrado.

Para reduzir o risco de evolução da resistência, os autores apontam refúgios maiores e abordagens de manejo mais diversificadas. Em locais onde a resistência a Gpp34/Tpp35Ab1 ainda não está amplamente disseminada, a rotação de culturas e o plantio de milho não Bt também podem aumentar a proporção de insetos suscetíveis na população e retardar a evolução da resistência (doi 10.1002/ps.71301).

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Persistência da família Ceni construiu parte da história de Santa Carmem

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Rudimar Ceni conta sobre a trajetória iniciada pelo pai, os desafios enfrentados, o trabalho que hoje divide com o filho e a fé na próxima geração, sua netinha

Na década de 70, um agricultor paranaense decidiu conhecer Sinop e encontrou uma cidade que ainda era pouco mais que uma promessa aberta na floresta. Não tinha nada por ali, mas ele se encantou com o que viu. Quatro anos depois comprou a área de terra em Santa Carmem que a família cultiva até hoje.

“Eu tenho muito orgulho do meu pai, porque ele foi um visionário. Ele veio conhecer Sinop em 1977, não tinha nada em Sinop, e ele se encantou com isso aqui. E daí em 1981 adquiriu essa área de terra. Tinha que desbravar tudo. Mas mesmo assim ele teve essa visão e veio”, conta Rudimar Ceni, produtor rural do Núcleo de Sinop da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Naquele mesmo ano, Rudimar cursava faculdade em Curitiba e veio ao norte de Mato Grosso passar as férias de julho e conhecer a terra recém-comprada pelo pai. Voltou para a sala de aula sem conseguir tirar a região da cabeça. No ano seguinte, trancou a matrícula e resolveu criar raízes em Mato Grosso.  “Eu vim conhecer aqui em 1981, em julho. Fiquei apaixonado por isso aqui e já queria até ficar. Só que não me deixaram, queriam que eu terminasse a faculdade. Mas no ano seguinte eu não aguentei, tranquei a faculdade e em 1982 vim pra cá”, lembra. O cenário que encontrou exigia mais teimosia do que planejamento.

Não havia estrutura, e o trajeto entre Sinop e a fazenda era um obstáculo em qualquer época do ano. Os anos seguintes trouxeram um desafio: a mãe faleceu em 1993 e a família perdeu o eixo. O pai desanimou e chegou a considerar vender a propriedade. Rudimar, que mantinha um beneficiamento de madeira em Sinop, decidiu recomeçar longe dali.

“Não, eu já desisti, inclusive. Em 1993 minha mãe faleceu e o pai também deu uma boa desanimada, pretendia vender a fazenda e ir embora. Vendi o beneficiamento e fui embora para o Paraná”, afirma.

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A saída durou pouco. Em 1998, o pai mudou de ideia e decidiu entrar na agricultura. Bastou isso para que o filho refizesse o caminho de volta.“Aí eu fiquei louco e voltei pra cá de novo. E daí começamos na agricultura que está hoje”, diz.

A esposa Rudimar conheceu ainda no Paraná, onde se casaram antes de ela vir para Mato Grosso. Dessa união veio Felipe, hoje responsável por toda a parte financeira da propriedade. Ele acompanhava o avô no escritório e assumiu a função quando ele se aposentou.

A divisão de tarefas entre pai e filho funciona por afinidade.“Ele fica lá no escritório, na cidade, e eu fico mais aqui na fazenda. Eu gosto mais de ficar aqui”, revela. A sucessão já está no horizonte e ganhou uma personagem a mais. “Estou com esperança na minha neta. Estou com bastante esperança na minha neta. Ela é um espetáculo”, conta.

Aos 63 anos, Rudimar avalia que a escolha feita aos 19, segue valendo a pena em todos os ciclos que vieram depois e que ainda estão por vir. “A agricultura é uma coisa essencial no mundo, é o que leva a comida à mesa de cada um. É uma coisa que a gente tem orgulho de fazer. É cheia de riscos, a gente sabe que os riscos são enormes, mas a gente se acostumou. Vai passando um ano, vai entrando o outro e quando vê, está plantando de novo, está colhendo de novo. Eu tenho muito orgulho, sim”, finaliza.

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