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19 de junho de 2026

Business

Exportações sustentam firmeza nos preços do boi gordo no país

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Nesta terça-feira (21), o mercado físico do boi gordo voltou a registrar negócios acima da referência média, com destaque para Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins. Em São Paulo, os preços permaneceram sustentados, apoiados pela boa disponibilidade de animais terminados em confinamento e pela posição confortável das escalas de abate nos frigoríficos de maior porte, impulsionadas por animais de parceria.

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, da Safras & Mercado, as exportações continuam como um fator determinante para o bom desempenho do setor, com forte ritmo de embarques ao longo de 2025.

Preços do boi gordo (arroba)

  • São Paulo: R$ 313,20 (modalidade a prazo)
  • Goiás: R$ 301,43
  • Minas Gerais: R$ 303,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 325,34
  • Mato Grosso: R$ 298,64

Mercado atacadista

O mercado atacadista da carne bovina segue firme nesta semana. A expectativa é de continuidade do movimento de alta no curto prazo, acompanhando o aquecimento do consumo doméstico típico do fim de ano.

A chegada do décimo terceiro salário, o aumento de vagas temporárias e as confraternizações de fim de ano contribuem para maior circulação de dinheiro e melhora na reposição entre atacado e varejo.

  • Quarto traseiro: R$ 25,00/kg
  • Ponta de agulha: R$ 17,00/kg
  • Quarto dianteiro: R$ 18,20/kg

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,36%, cotado a R$ 5,3899 para venda e R$ 5,3879 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3699 e a máxima de R$ 5,4044.

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Sustentabilidade é novo diferencial na produção de sementes

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Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT) | Foto: Divulgação

O processo de tratamento industrial de sementes não se resume mais a genética, vigor e germinação. Ao lado da qualidade, ganha cada vez mais destaque o quesito sustentabilidade. Reconhecimentos de entidades e empresas nacionais e multinacionais chancelam as boas práticas no segmento como variável e diferencial competitivo entre os produtores e multiplicadores de sementes. O conceito tem a ver com inovação, tecnologia e governança dentro dos pilares do ESG (Environmental Social Governance).

Segundo Rafael Oliveira, head comercial Brasil da Sementes Jotabasso, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país, esse é um mercado de alta performance, onde o produtor não quer apenas mais uma semente, mas está em busca de uma solução completa de cultivo. Com mais de 50 anos de mercado, a empresa mostra que o setor também precisou evoluir para chegar a este novo padrão que atende critérios técnicos, bem como de gestão, sociais e ambientais.

Em maio a companhia recebeu certificações relacionadas à qualidade, sustentabilidade e eficiência. Os atestados reforçam a maturidade de práticas ambientais, sociais e de governança, em linha com a evolução e novas condições para atuar nesse mercado, explica o executivo.

Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT).| Foto: Divulgação,

Além disso, recebeu o selo Seedcare TSI, uma das principais certificações do setor quando o assunto é excelência em tratamento de sementes industrial. O Seedcare TSI reconhece empresas que mantêm elevados padrões de qualidade em todas as etapas de produção, como rastreabilidade, segurança operacional, conformidade e performance das sementes entregues ao produtor. Em adicional, foi premiada no Concurso Sementeiras Mais, voltado à eficiência de manejo e aos resultados superiores de qualidade das sementes.

Em 2025, a empresa foi pioneira ao se tornar a única sementeira do Cerrado brasileiro reconhecida no Programa de Avaliação Seedcare Sustentável da Syngenta, iniciativa que avalia práticas ESG adotadas pelas empresas participantes.

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Conab inicia entrega de sementes para agricultores familiares em Bela Vista

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) acompanhou, nesta sexta-feira (19), o início da entrega de sementes para agricultores familiares em municípios de Mato Grosso do Sul. A distribuição ocorre no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea – Sementes, Mudas e Materiais Propagativos. O projeto MS/2025/02/0109 tem contrato de R$ 1,4 milhão, com recursos do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

O cronograma de distribuição foi iniciado em Bela Vista (MS), onde está prevista, nesta primeira etapa, a entrega de 1 tonelada de sementes de milho híbrido da categoria S2. Segundo o material divulgado, essa fase está sob responsabilidade da Superintendência Federal do Desenvolvimento Agrário do estado (SFDA-MS/MDA). Pela Conab, acompanhou a entrega o superintendente regional em Mato Grosso do Sul, Aguinaldo Moraes Dias.

De acordo com a Conab, o projeto seguirá com repasses nos demais municípios previstos, com foco em diferentes segmentos da agricultura familiar. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a produção de feijão e milho por agricultores familiares, povos originários e comunidades tradicionais, com distribuição planejada por município e por perfil de público atendido.

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O projeto tem como fornecedora a Cooperativa dos Trabalhadores Rurais Assentados da Reforma Agrária, formada por 93 agricultores responsáveis pela produção e entrega das sementes. Conforme a Conab, esses produtores participam como fornecedores do programa, recebem o aporte financeiro contratado e organizam a logística de saída da produção até as instituições recebedoras definidas no planejamento.

Ao todo, estão previstos 27 toneladas de semente de feijão carioca, 42 toneladas de semente de feijão preto (A), 8 toneladas de semente de milho crioulo variedade e 14 toneladas de semente de milho S2. Segundo a fonte, os volumes somam mais de 90 toneladas de sementes.

As instituições recebedoras cadastradas no projeto são a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Empresa Mato-Grossense de Pesquisa Assistência e Extensão Rural (Empaer), a SFDA-MS/MDA, a Associação de Defesa dos Rios e do Meio Ambiente (Aderma), o Centro de Desenvolvimento Sustentável e Capacitação em Agroecologia e a Coordenação Regional Noroeste do Mato Grosso. A fonte informa que essas entidades atuarão como pontos de recepção e articulação da distribuição.

Segundo a Conab, a operação seguirá para os demais municípios previstos no projeto. O material divulgado não informa prazos detalhados para todas as entregas nem a distribuição por município além da etapa inicial em Bela Vista.

Fonte: gov.br

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Sementes certificadas e proteção intelectual ganham destaque em debate sobre o futuro do agro

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A inovação tecnológica tem sido um dos principais motores da expansão da agricultura brasileira nas últimas décadas. O avanço da biotecnologia, do melhoramento genético e da pesquisa permitiu ganhos expressivos de produtividade e ajudou o país a consolidar sua posição entre os maiores produtores de alimentos do mundo.

Mas, ao mesmo tempo em que novas tecnologias chegam ao campo, cresce a preocupação com a comercialização irregular de sementes e insumos agrícolas. O tema esteve no centro das discussões de um workshop realizado em São Paulo, que reuniu representantes da indústria, produtores rurais e especialistas do setor.

O debate destacou a importância da pesquisa para o desenvolvimento de cultivares mais produtivas e adaptadas às diferentes regiões do país, além dos desafios para garantir que esses investimentos continuem chegando ao campo.

Para o líder do negócio de soja da Bayer, Fabiano Oliveira, o trabalho começa muitos anos antes de a semente chegar às propriedades rurais. “Tem muita pesquisa, muito tempo, tanto de laboratório quanto de campo para entender a performance de cada cultivar e de cada biotecnologia para gerar as melhores recomendações para que quando o agricultor vai plantar ele tenha sucesso”.

Os resultados dessa evolução já aparecem na produtividade. Dados apresentados durante o evento mostram que produtores que utilizaram a tecnologia IPRO colheram, em média, 96 sacas por hectare, enquanto sistemas convencionais registraram 86 sacas, uma diferença de 12%.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pesquisa e produtividade

Por trás de cada nova cultivar lançada no mercado existe um longo processo de pesquisa, testes e validações. O desenvolvimento de uma variedade pode levar mais de uma década até chegar ao campo, envolvendo avaliações em laboratório e em diferentes regiões produtoras.

Fabiano Oliveira destaca ao Canal Rural Mato Grosso que esse trabalho é realizado em conjunto com produtores, cooperativas, revendas e sementeiros para que as tecnologias cheguem ao mercado com recomendações adequadas às diferentes realidades agrícolas. Conforme ele, o objetivo é ampliar as chances de sucesso das lavouras e manter o Brasil na liderança da produção global de alimentos.

A qualidade das sementes também foi apontada como um fator decisivo para que o potencial produtivo seja alcançado. O CEO da Sementes Jotabasso, Tages Martinelli, afirmou que a empresa realizou mais de 92 mil análises nos últimos anos para garantir altos padrões de qualidade e vigor.

Para ele, a certificação oferece mais segurança ao produtor diante dos desafios enfrentados a cada safra. “Por isso a importância de uma semente certificada. É garantir que o produtor quando vai lançar essas sementes ao campo ela possa expressar todo o seu potencial e garantir assim que seus investimentos tenham valido a pena, mesmo nos desafios climáticos que a safras ano após ano vem apresentando para nós”.

A ampliação do número de cultivares disponíveis no mercado também aumentou a responsabilidade dos produtores na hora de escolher a tecnologia mais adequada para cada propriedade.

Produtor rural em Chapadão do Sul, em Mato Grosso do Sul, Pompilio Rocha cultiva cerca de 1,5 mil hectares de soja e milho segunda safra e afirma que o processo de seleção das variedades se tornou cada vez mais complexo. “Você tinha 7, 8, 10 variedades no máximo e hoje já foram passadas para nós são 2,7 mil no Brasil”.

Para reduzir riscos, ele conta que realiza testes em pequenas áreas da fazenda antes de ampliar o uso dos materiais. “A gente planta áreas pequenas para ver quais têm as melhores performances, porque eu tenho que conhecer aquela variedade na minha realidade”, explica à reportagem.

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pirataria preocupa setor

Além dos avanços tecnológicos, o workshop trouxe um alerta sobre os impactos da comercialização irregular de sementes para toda a cadeia produtiva da soja.

Representantes do setor destacaram que a pirataria reduz a capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento, além de gerar prejuízos para empresas, produtores e demais elos envolvidos na produção agrícola.

Um estudo realizado pela CropLife Brasil em parceria com a consultoria Céleres apontou que 11% das sementes de soja utilizadas no país são de origem ilegal. De acordo com a diretora da entidade, Catharina Pires, o problema apresenta índices ainda maiores em alguns estados.

“Quando a gente olha para esse número, estado a estado, por exemplo, no caso do Rio Grande do Sul, nos deparamos com um percentual ainda maior. Quase 30% da semente de soja utilizada no estado do Rio Grande do Sul é de origem ilegal”, afirma.

De acordo com ela, o uso de sementes sem certificação pode comprometer o desempenho das lavouras e trazer prejuízos ao produtor. “Isso coloca em risco em primeiro lugar o agricultor que está plantando algo sem saber o que vai colher”.

Ainda conforme o levantamento, a utilização de sementes ilegais representa um impacto econômico estimado em R$ 10 bilhões por ano para a cadeia da soja.

Para Tages Martinelli, a escolha de sementes de qualidade se torna ainda mais importante em períodos de incerteza climática e margens apertadas. “Em margens apertadas não podemos brincar com aquilo que é essencial. Se você não colocar uma semente de altíssima qualidade, o potencial não vai ser expressado”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Segurança jurídica e perspectivas

O fortalecimento da inovação também passa pela segurança jurídica. Durante o encontro, especialistas destacaram que as leis de propriedade intelectual e de proteção de cultivares foram fundamentais para atrair investimentos e ampliar a oferta de tecnologias no país.

Fabiano Oliveira pontua que os ganhos gerados pela biotecnologia podem ser observados diretamente nos resultados obtidos pelos produtores. “Quando o agricultor escolhe biotecnologias com patente válida a gente vê, através de dados robustos, incrementos da ordem de 10%, 11%, 12% a mais de produtividade em todas as regiões do Brasil”.

Conforme ele, o aumento da produtividade beneficia não apenas os agricultores, mas também cooperativas, revendas, multiplicadores de sementes e empresas ligadas ao desenvolvimento genético.

As perspectivas para a soja e o milho também estiveram em pauta durante a programação. Entre os temas debatidos estiveram os desafios econômicos enfrentados pelos produtores e as oportunidades ligadas ao crescimento da demanda por biocombustíveis.

Para o fundador da Veeries, Fábio Meneghin, o setor deve viver um novo ciclo de investimentos impulsionado por políticas voltadas ao etanol, biodiesel, HVO e SAF. “Os biocombustíveis devem trazer essa nova onda de investimentos, algo similar ao que a gente viu nos últimos 20 anos pelas proteínas animais”.

Na avaliação de Pompilio Rocha, o momento exige maior eficiência dentro da porteira. Segundo ele, custos elevados de logística e armazenagem reforçam a necessidade de escolhas mais assertivas em relação às tecnologias utilizadas. “Nós temos que priorizar o solo, temos que priorizar a tecnologia na parte de defensivos e variedade de soja. A tecnologia está aí, temos que saber até quanto usar dela para manter a rentabilidade”.

O diretor comercial da Bayer, Fábio Passos, acredita que a inovação continuará ocupando papel central para a competitividade do agro brasileiro. “A produtividade e a inovação têm que ser centrais em um momento como esse, onde eu preciso ser mais efetivo, ter mais controle de custos e recursos para produzir mais”.

Para Passos, o futuro passa não apenas por novas biotecnologias, mas também por ferramentas digitais e práticas sustentáveis. “Tem inovação digital e sustentabilidade que vai vir aí e com certeza nos impulsiona muito para esse futuro”. O desafio, frisa, será produzir mais, com eficiência e sustentabilidade, aproveitando as oportunidades que surgirão para a soja e o milho nos próximos anos.


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