Sustentabilidade
Projeto que moderniza contratos de trabalho no campo é aprovado na comissão de agricultura – MAIS SOJA

A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou, nesta semana, o relatório do Projeto de Lei 1.456/2025, de autoria da deputada catarinense Daniela Reinehr, integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A proposta busca atualizar a legislação sobre contratos de trabalho rural, com foco no modelo de contrato de safra.
O projeto original previa a criação do contrato de trabalho por ciclo de atividade agrária, permitindo a contratação de trabalhadores por períodos vinculados a fases específicas da produção agrícola, como o preparo do solo, a semeadura e a colheita. No entanto, a relatora, deputada Marussa Boldrin, apresentou um substitutivo que aprimora a redação do artigo 14 da Lei nº 5.889/1973, sem criar um novo tipo de contrato.
Segundo a relatora, “o substitutivo preserva o mérito da proposta original, garantindo que o contrato de safra possa abranger todas as etapas do ciclo produtivo, desde o preparo do solo até o beneficiamento inicial do produto, conferindo maior segurança jurídica aos trabalhadores e empregadores”.
A autora do projeto, deputada Daniela Reinehr, ressaltou a importância de atualizar a legislação trabalhista no campo.
“Essa proposta é fundamental porque trata de um tema presente no dia a dia de quem vive e trabalha no meio rural. Quando apresentei o projeto, foi justamente para atender à necessidade de produtores e trabalhadores que precisam de uma lei alinhada ao ritmo da safra e às particularidades da atividade rural — tudo isso sem abrir mão de nenhum direito”, explicou.
Durante o debate na Comissão, Daniela Reinehr também rebateu críticas à proposta e destacou os benefícios da iniciativa.
“Discordo quando se diz que o trabalho eventual prejudica o trabalhador, porque, na prática, ele é remunerado pelo trabalho em si, agregando mais valor e acumulando direitos. Com essa proposta, fortalecemos o vínculo legal, reduzimos conflitos, fomentamos a produção e a empregabilidade, trazendo equilíbrio, justiça, eficiência e segurança jurídica para a contratação conforme a necessidade da safra”, afirmou.
O substitutivo apresentado diferencia o contrato de safra do contrato de pequeno prazo previsto no artigo 14-A da mesma lei, voltado para atividades pontuais do produtor rural, sem vínculo com o ciclo estacional da lavoura.
Fonte: Agência FPA, disponível em Fecoagro
Autor:Agência FPA, disponível em Fecoagro
Site: FECOAGRO
Sustentabilidade
ALGODÃO/CEPEA: Alta na paridade de exportação sustenta preços internos – MAIS SOJA

O aumento da paridade de exportação e a valorização do Índice Cotlook A, que referencia a pluma posta no Extremo Oriente, seguem dando suporte aos preços do algodão no Brasil, conforme indicam pesquisadores do Cepea. Com a demanda internacional aquecida, vendedores seguem firmes nos valores pedidos, enquanto a maior atratividade do mercado externo tem levado tradings a pagar preços mais altos pela pluma.
De acordo com o Cepea, parte das indústrias também atua no mercado spot, mas enfrenta dificuldades na aprovação de lotes e na conciliação de preços com os vendedores. Outras ainda trabalham com matéria-prima já contratada ou em estoque, focando na venda de produtos manufaturados. Além disso, agentes consultados pelo Cepea acompanham o comportamento dos fretes, que influenciam a viabilidade de novos negócios e a logística de cumprimento dos contratos a termo.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Preço reage, mas custo alto e margem negativa limitam liquidez no RS – MAIS SOJA

Mesmo com a recente alta nos preços, o mercado de arroz no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez. Segundo o Cepea, custos elevados, margens negativas e incertezas sobre medidas de apoio ao setor são os fatores que vêm travando as negociações. De acordo com o Centro de Pesquisas, parte dos compradores prioriza a aquisição de arroz já disponível nas unidades de beneficiamento, diante de dificuldades logísticas agravadas pela alta do diesel e pelo encarecimento dos fretes. Pelo lado da oferta, a postura segue retraída, com produtores aguardando melhores condições de venda, afirmam pesquisadores do Cepea.
Mesmo com a valorização recente, os preços atuais ainda não garantem rentabilidade, fator que ajuda a explicar a baixa liquidez que persiste no mercado. Diante desse cenário, entidades representativas, como Federarroz e Farsul, intensificam a articulação por medidas de apoio ao setor. Entre os pontos centrais está o cronograma de pagamento do custeio da safra 2025/26, atualmente estruturado em até quatro parcelas. Como a primeira parcela coincide com o período de maior oferta, a proposta das entidades é ampliar o parcelamento para oito meses, reduzindo a pressão sobre a comercialização.
Fonte: Cepea
Autor:CEPEA
Site: CEPEA
Sustentabilidade
CNA inicia encontros regionais para reunir propostas ao Plano Safra – MAIS SOJA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) começa, nessa semana, a ouvir produtores rurais das cinco regiões do país para construir as propostas do setor para o Plano Agrícola e Pecuário do ciclo 2026/2027.
Os encontros vão reunir entidades, representantes de sindicatos rurais, Federações estaduais de agricultura e pecuária, produtores e especialistas sob a coordenação da Comissão Nacional de Política Agrícola da CNA.
As reuniões têm como objetivo discutir as principais necessidades e particularidades dos produtores em temas como crédito rural, políticas de apoio à comercialização, mercado de capitais e instrumentos de gestão de riscos.
A rodada inicial dos encontros começa terça (24), em formato online, com representantes da Região Norte. Na quinta (26), também em formato virtual, será a vez da Região Sul debater as propostas.
No dia 1º de abril, o encontro será em Brasília, com representantes do Centro-Oeste. As últimas rodadas de debates serão no Espírito Santo (região Sudeste) e Ceará (Nordeste), em data e local que serão definidos.
Todas as contribuições coletadas ao longo dos encontros serão consolidadas em um documento que será entregue ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a outras autoridades e parlamentares, como subsídio para a elaboração do Plano Agrícola e Pecuário (PAP) 2026/2027.
Fonte: CNA
Autor:CNA
Site: CNA
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