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7 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Chicago/CBOT: A soja em estável com relatório de moagem sustentando a cotação – MAIS SOJA

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Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 15/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 15/10

O contrato de soja para novembro fechou em estável, a $ 1.006,50. A cotação de janeiro encerrou estável, a $ 1.024,25. O contrato de farelo de soja para dezembro fechou em alta de 0,58% ou $ 1,6/ton curta, a $ 275,9. O contrato de óleo de soja para dezembro fechou em alta de 0,45% ou $ 0,23/libra-peso, a $ 50,80.

ANÁLISE DA ESTABILIDADE

A soja negociada em Chicago fechou o dia de forma estável. As cotações da oleaginosa captaram pequenos ganhos em alguns meses, ou zeram a variação. A NOPA divulgou um relatório positivo para a moagem de soja nos EUA, mostrando volume recorde para setembro, sendo um volume 11,6% superior ao de 2024. Os estoques de óleo de soja são os menores registrados em nove meses. Isso em um contexto em que o presidente Trump publicou que poderiam “facilmente produzir óleo de cozinha por conta própria, sem precisar comprá-lo da China”. A tensão entre EUA e China está aquecida nos últimos dias, o que pressiona diretamente o produtor de soja americano.

NOTÍCIAS IMPORTANTES
VAI E VEM DE TRUMP (baixista)

Enquanto a colheita avança sem problemas, os preços da soja estão passando por um dia volátil em Chicago, impulsionados pelas idas e vindas do governo Trump sobre a relação comercial EUA-China. A situação variou desde o cancelamento quase certo da cúpula Trump-Xi na sexta-feira, quando o presidente disse não havia motivos para a reunião após acusar a China de se tornar hostil a “todos os países do mundo” em relação aos controles sobre as exportações de terras raras, até as declarações do secretário do Tesouro, Scott Bessent, hoje de que Trump “está pronto” para se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, na Coreia do Sul ainda este mês. Nesse sentido, não houve informações do lado chinês sobre se a reunião realmente ocorrerá.

MAIS AMEAÇAS DE TRUMP-CORTAR IMPORTAÇÃO DE ÓLEO DE COZINHA (baixista)

Para aumentar a confusão — e tornar um acordo que colocaria o gigante asiático de volta na lista de destinos da soja americana ainda mais imprevisível — ontem, Trump ameaçou a China com a interrupção da compra de óleo de cozinha usado (OAU) chinês devido à decisão de Pequim de não importar soja americana.

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“Acredito que o fato de a China propositalmente não comprar nossa soja e causar dificuldades aos nossos produtores de soja constitui um ato economicamente hostil. Estamos considerando encerrar negócios com a China em óleo de cozinha e outros itens comerciais em retaliação. Por exemplo, podemos facilmente produzir óleo de cozinha nós mesmos; não precisamos comprá-lo da China”, escreveu Trump ontem no Truth Social. Além do fato de serem negócios incomparáveis devido à sua escala econômica, as compras americanas de OAU chinês são mínimas até o momento em 2025, após o Congresso decidir remover os incentivos fiscais para o uso desse produto importado na produção de biodiesel, a fim de beneficiar o maior uso do óleo de soja local.

OS NÚMEROS DAS COMPRAS CHINESAS DE SOJA NOS EUA (baixista)

Mas para entender melhor a desleixo da comparação feita por Trump entre as vendas de soja dos EUA para a China e as compras de soja chinesa pelos EUA, os dados são os melhores: com as vendas de soja para a China, os Estados Unidos arrecadaram quase US$ 18 bilhões em 2022, valor que caiu para pouco mais de US$ 15 bilhões em 2023 e US$ 12,6 bilhões em 2024, quando compraram pouco mais de 22 milhões de toneladas de soja. Até agora, em 2025, o comércio da oleaginosa rendeu aos cofres americanos apenas US$ 2,463 bilhões, com as vendas de grãos de 2024/2025 encerradas antes da entrada em vigor das tarifas. Em contraste, nesses mesmos anos, a China embolsou US$ 117 milhões em 2022, US$ 762 milhões em 2023 e US$ 12,6 bilhões em 2024. 1,175 bilhão em 2024 e 389 milhões até agora neste ano.

SEM VENCEDORES (baixista)

“Guerras comerciais e tarifárias não têm vencedores, nem beneficiam ninguém. Ambos os lados devem resolver suas diferenças por meio do diálogo e da consulta, com base na igualdade, no respeito e no benefício mútuo”, disse hoje o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em uma declaração que tem sido repetida como um mantra desde o início das hostilidades comerciais. “A posição da China tem sido consistente e cristalina”, acrescentou a autoridade.

EUA-RELUTÂNCIA DOS AGRICULTORES (altista)

Além de tudo isso, um dos fatores que sustentam os preços da soja — o mesmo se aplica ao milho — é a relutância dos produtores americanos em aceitar os níveis de preços atuais,
que consideram muito deprimidos.

Fonte: T&F Agroeconômica

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Sustentabilidade

Área de soja cultivada em Goiás na safra 2026/27 deve aumentar 0,9% – Seapa – MAIS SOJA

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Em entrevista à Agência Safras, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, Ademar Leal, destacou que a área a ser cultivada com soja na safra 2026/27 no estado deverá aumentar 0,9% em relação à temporada anterior e deve atingir 5,1 milhões de hectares. “Para Goiás, a Conab projeta inicialmente uma produtividade média de 3.900 quilos por hectare, que tende a ser 0,1% menor ante à temporada anterior”, comenta.

Ele destaca que a expectativa está relacionada, entre outros fatores, aos riscos climáticos associados ao próximo ciclo, embora o aumento da área semeada deva compensar essa redução e permitir uma produção de soja estimada em 20,3 milhões de toneladas.

Ademar sinaliza que a confirmação de um El Niño de forte intensidade aumenta a preocupação dos produtores de Goiás com a disponibilidade hídrica no início da safra 2026/27. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as principais regiões produtoras do estado apresentam previsão de baixos volumes de chuva e temperaturas elevadas, mantendo a umidade do solo em níveis reduzidos. “Esse cenário exige cautela na implantação das lavouras de soja e milho no sistema sequeiro, uma vez que chuvas isoladas podem não garantir a umidade necessária para a germinação e estabelecimento uniforme das plantas”, alerta.

Com a proximidade do plantio da soja, prevista para ocorrer com maior intensidade neste mês de outubro, a aquisição e o recebimento de sementes, fertilizantes e defensivos passam a ser prioridade no planejamento dos produtores.

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Custo de produção aparece como ponto de atenção em Goiás

Ele afirma que os custos de produção para a safra 2026/27 aparecem como um ponto de atenção em Goiás, devido ao peso de insumos como fertilizantes, sementes e combustíveis. O valor por hectare depende da tecnologia adotada, da região e das condições de compra de cada produtor. “A capacidade de investir em tecnologia varia conforme a situação financeira de cada produtor. Para a próxima safra, a tendência é de maior cautela na escolha desses investimentos, diante dos custos de produção e demais variáveis de mercado. A prioridade deve recair sobre tecnologias com retorno esperado para a realidade de cada propriedade, sem comprometer o custeio da lavoura”, analisa.

Segundo Ademar, o crédito rural permanece como um importante instrumento de financiamento da produção agropecuária em Goiás. Os recursos disponibilizados pelo Plano Safra 2026/2027 estão sendo contratados pelos produtores, contemplando as modalidades destinadas ao custeio, comercialização e investimentos. “O crédito de custeio continua sendo fundamental para viabilizar a aquisição de sementes, fertilizantes, defensivos, combustível e demais insumos necessários à produção. Além dos recursos do Plano Safra, os produtores contam com outras fontes de financiamento, incluindo recursos de instituições financeiras, cooperativas de crédito e mecanismos de financiamento privado” avalia.

Quanto ao endividamento dos produtores, Ademar entende que o acompanhamento dos indicadores de crédito rural permite identificar tendências e orientar políticas e instrumentos de apoio ao setor. “Goiás possui uma agropecuária diversificada e uma estrutura de financiamento consolidada. A manutenção de um ambiente de crédito adequado é fundamental para assegurar a continuidade dos investimentos, da produção e da competitividade do agro goiano”, conclui.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Dólar volta a cair e deve manter mercado brasileiro de soja pressionado – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de preços pressionados, com o dólar voltando a cair e seguindo abaixo de R$ 5,00. A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera no território positivo, mas os ganhos neste início de manhã não são animadores. Sem mudanças bruscas ao longo do dia, a comercialização vai seguir totalmente travada.

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja registrou forte queda nas cotações, em uma sessão completamente travada em termos de comercialização. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o recuo brusco do dólar pressionou fortemente as ofertas dos compradores, enquanto os vendedores permaneceram fora do mercado.

“O dólar teve uma queda brusca, enquanto os prêmios ficaram estáveis no spot e Chicago subiu pouco. Com isso, as cotações no físico derreteram”, resume Silveira.

No mercado físico, em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 152,50 para R$ 147,00, enquanto em Santa Rosa (RS) caiu de R$ 153,50 para R$ 148,00. Em Cascavel (PR), as cotações passaram de R$ 149,00 para R$ 143,00. Em Rondonópolis (MT), os preços recuaram de R$ 147,00 para R$ 141,00, enquanto em Dourados (MS) caíram de R$ 147,00 para R$ 145,00. Já em Rio Verde (GO), a cotação recuou de R$ 147,00 para R$ 141,00.

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Nos portos, em Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 160,00 para R$ 154,00. Em Rio Grande (RS), as referências recuaram de R$ 161,50 para R$ 156,00.

CHICAGO
  • A Bolsa de Mercadorias de Chicago opera com ganhos. A posição novembro/26 do grão avançava 0,66%, cotada a US$ 12,89 1/4 por bushel.
  • O mercado estende os ganhos do pregão anterior, sustentado por compras técnicas e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas, o que melhora a competitividade do produto norte-americano. Em contrapartida, a previsão de clima mais seco e favorável segue contribuindo para o avanço da colheita nos Estados Unidos, limitando a alta.
CÂMBIO
  • O dólar comercial registra baixa de 0,71%, a R$ 4,9671. O Dollar Index registra baixa de 0,30%, a 101,855 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em alta. China, feriado. Japão, +1,05%.
  • As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,45%. Frankfurt, +0,60%. Londres, +0,29%.
  • O petróleo opera em forte baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 87,14 o barril (-2,51%).
AGENDA
Terça-feira (06/10)

Primeiro dia do 12º Safras Agriweek.

China: Feriado. Mercados financeiros fechados.

  • 11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.
  • 15:00 – Balança comercial parcial de setembro/MDIC.
  • 20:30 – Japão: Pesquisa preliminar do trabalho – salários, emprego e horas trabalhadas de agosto.
Quarta-feira (07/10)

Segundo dia do 12º Safras Agriweek.

China: Feriado. Mercados financeiros fechados.

  • 03:00 – Alemanha: Produção industrial de agosto.
  • 08:00 – IGP-DI de setembro e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI/FGV.
  • 11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.
  • 15:00 EUA: Ata da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc).
Quinta-feira (08/10)
  • 03:00 – Alemanha: Balança comercial de agosto.
  • 08:30 – Zona do euro: Ata das discussões da última reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
  • 09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.
  • 15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
  • 15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
  • 16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
Sexta-feira (09/10)
  • 09:00 – IPCA e INPC de setembro IBGE.
  • 13:00 EUA: Relatório de oferta e demanda mundial e norte-americana para grãos/USDA/Wasde.
  • 16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE
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Autor:Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Previsões para outubro apontam chuvas acima da média no Sul e temperaturas elevadas no Norte – MAIS SOJA

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O mês de setembro foi marcado por elevados volumes de chuva, especialmente na região Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para aumentar o armazenamento de água no solo, influenciando tanto o desenvolvimento das culturas quanto o andamento das operações agrícolas. Em contrapartida, grande parte das regiões Norte e Nordeste apresentaram baixos volumes de precipitação, resultando em menor reposição hídrica e redução do armazenamento de água no solo.

Para outubro, as projeções indicam a manutenção de um cenário de maior concentração de chuvas na região Sul. De acordo com as previsões apresentadas pelo professor Fábio Marin no Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq, a primeira quinzena do mês deve registrar maiores volumes de precipitação no Sul, mas também com boas condições de chuva para as regiões Sudeste e Centro-Oeste. Esse cenário pode ser importante para o estabelecimento das lavouras de verão, especialmente em áreas que dependem da regularização das condições de umidade do solo para o início da semeadura.

Em relação à anomalia de precipitação prevista para outubro, a tendência é de volumes de chuva acima da média histórica no Sul do Brasil, com excedentes que podem ser significativamente superiores aos valores normalmente observados para o período. Caso as previsões se confirmem, o excesso de umidade poderá limitar o avanço das operações de semeadura das culturas de verão, tornando necessário um planejamento mais criterioso das atividades agrícolas ao longo do mês. Para as demais regiões do país, as projeções apontam menor variação nas anomalias de precipitação, com tendência de ocorrência de chuvas próximas à normalidade para o período.

Figura 1. Previsão de anomalias de precipitação (mm), valido para outubro de 2026. INMET, 6 de outubro de 2026.
Fonte: INMET (2026)

Esse comportamento, típico de anos sob influência do El Niño, tende a ser ainda mais evidente diante da maior intensidade do fenômeno, reforçando a necessidade de cautela e de um planejamento mais criterioso na condução das práticas agrícolas. Caso as projeções se confirmem, o acumulado de precipitação em outubro poderá superar 200 mm em grande parte da região Sul do Brasil (Figura 2).

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Figura 2. Precipitação total prevista (mm) para outubro de 2026. INMET, 6 de outubro de 2026.
Fonte: INMET (2026)

Em relação às condições de temperatura previstas para outubro, novembro e dezembro, Fábio Marin destaca uma maior probabilidade de ocorrência de temperaturas acima da média na região Norte do país. Já nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, a tendência é de temperaturas próximas à média histórica para o período.

Esse cenário, especialmente diante da maior intensidade e influência do fenômeno El Niño, reforça a necessidade de um planejamento estratégico e criterioso na implantação e condução das culturas agrícolas, buscando antecipar possíveis impactos e mitigar os efeitos de eventuais adversidades climáticas ao longo do ciclo produtivo.

Confira abaixo as atualizações completas para o mês de outubro, trazidas pelo professor Fábio Marin no Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq.


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Referências:

INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 06/10/2026.

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