Sustentabilidade
Aumento no teor de nitrogênio na soja traz ganhos ao agricultor de até 6 sacas por hectare (sc/ha) e acréscimo em proteína, com impacto econômico e qualitativo – MAIS SOJA

Após uma safra recorde de soja, em que o Brasil colheu, na temporada 2024/25, 171,5 milhões de toneladas do grão, segundo a Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), os produtores iniciam a semeadura da oleaginosa para a temporada 2025/26. Com o plantio avançando em algumas regiões, o sojicultor enfrenta o desafio de aumentar a produtividade sem diminuir a qualidade do grão, sendo o teor de proteína um dos parâmetros que reflete essa qualidade. Um exemplo é a propriedade de Vacilania Furlanetto, em Uberlândia (MG), que registrou aumento de 2,63% na produtividade (4,1 sc/ha), 1,3% a mais de proteína no grão, reflexo do aumento de disponibilidade de nitrogênio na área, evidenciado pelo acréscimo no acúmulo de matéria seca na parte aérea e incremento de 110,1 kg/ha de acúmulo de nitrogênio total, com a adição de 27,7 kg/ha de nitrogênio na palhada residual da oleaginosa. Uma das ferramentas que auxiliaram Vacilania é o fixador biológico de nitrogênio Utrisha™ N, da Corteva Agriscience, líder em soluções biológicas com a Corteva Biologicals, formada pelas marcas Corteva Biologicals e Stoller.
O grão de soja com maior percentual de proteína pode trazer melhoras qualitativas e maior sustentabilidade econômica ao produtor rural. Principalmente quando destinado para a produção de farelo para ração, pois permite que os processos industriais atinjam os padrões exigidos com menor necessidade de enriquecimento ou mistura, podendo resultar em maior retorno por tonelada. “Neste cenário, Utrisha™N é uma solução que ajuda o produtor neste desafio, e ensaios de campo liderados pelo time agronômico da Corteva já demonstraram impacto positivo no acúmulo de proteínas em diversas regiões, além da manutenção do vigor da semente”, destaca Juliana Oliveira, Agrônoma de Campo da Corteva Biologicals.
Diversos fatores, como genética, ambiente de cultivo, fertilidade do solo, micronutrientes, temperatura, estresse hídrico e manejo afetam tanto o rendimento como a composição química da soja. A disponibilidade de nitrogênio está entre os fatores de forte influência sobre o acúmulo de proteínas, sendo a fixação biológica o grande provedor deste nutriente em soja
Estudos de campo mostram incremento de até 6 sacas de soja por hectare
Pesquisas realizadas pela Corteva em seis propriedades atestaram o aumento do teor de proteína na soja a partir da utilização de Utrisha™ N, em comparação ao tratamento sem o uso do fixador biológico de nitrogênio. Além da fazenda Vacilania Furlanetto, os testes ocorreram em outras cinco propriedades mapeadas, duas no Paraná, duas no Rio Grande do Sul e uma na cidade mato-grossense de Sorriso, onde conquistaram acréscimos entre 0,79% e 2,36% no teor de proteína nos grãos. A propriedade em Arapongas (PR) foi a que registrou maior incremento de proteína e aumento de produtividade de 6 sc/ha (sacas por hectare), em comparação ao manejo padrão.
Vigor das sementes nos multiplicadores
Já em áreas de sementeiras no Rio Grande do Sul, a Corteva realizou estudos relacionados à manutenção do vigor da semente após o envelhecimento acelerado, comparando o uso de Utrisha™ N em comparação ao tratamento padrão. Nas três sementeiras, caracterizadas por um vigor alto (acima de 95%), a partir do envelhecimento acelerado a perda de vigor foi menor com o fixador biológico da Corteva, em comparação ao tratamento padrão. Na Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), o vigor do padrão com Utrisha™ N caiu 6%, enquanto que com o tratamento padrão a perda foi de 15%; Na Sementeira Bergamini, de Quatro Irmãos (RS), a redução foi menor: 2% com o biológico, 7% com o manejo tradicional. E na Sementes Bolzan, de São Sepé (RS), os estudos identificaram ausência de perda de vigor quando aplicada a ferramenta da Corteva, e 5% de redução com o uso de soluções tradicionais.
Os resultados demonstram o efeito de Utrisha™ N na produtividade e teores de proteínas, e como descrito acima, estes aumentos podem resultar em manutenção de vigor das sementes, o que pode estar relacionado ao observado nos ensaios com as áreas de sementeiras do Rio Grande do Sul, quando foi avaliado o vigor após as sementes submetidas ao envelhecimento acelerado:
“Estes resultados mostram impactos práticos sobre ganhos diretos de produtividade, segurança fisiológica e sementes vigorosas, que resultam em estande uniforme, que pode refletir em menor perda de qualidade durante a estocagem. Sem perdas drásticas na germinação o produtor ganha em flexibilidade de armazenamento. Os ganhos fisiológicos geram ganhos comerciais quando somados ao aumento de produtividade”, explica Juliana.
O impacto do teor de proteínas na preservação da qualidade de sementes é identificado em pesquisas relacionadas pela Embrapa, que destacaram que sementes com teores mais altos de proteína apresentam maiores porcentagens de germinação quando submetidas a longos períodos de armazenamento, efeitos que podem estar relacionadoa ao observado pela Corteva nas sementeiras do Rio Grande do Sul.
Manejo biológico traz produtividade com modo de ação inovador
Aumentos de produtividade e qualidade fisiológica podem ser alcançados com melhora dos padrões nutricionais, incluindo aporte de nitrogênio, que pode ser incrementado pelo uso do fixador foliar de nitrogênio Utrisha™ N, que pode ser aplicado nas culturas de soja, milho e batata. A inovação contém uma cepa única da bactéria Methylobacterium symbioticum, que converte o nitrogênio presente no ar em amônio, melhorando de forma natural sua vitalidade e contribuindo para que a lavoura atinja incremento significativo no seu desenvolvimento e produtividade, já que o nutriente é fornecido durante todo o ciclo das culturas.
Sobre a Corteva
A Corteva, Inc. (NYSE: CTVA) é uma empresa global agrícola que combina inovação e liderança do setor, elevado envolvimento com o cliente e execução operacional para fornecer soluções lucrativas para os principais desafios agrícolas do mundo. A Corteva gera preferência de mercado vantajosa por meio de sua estratégia de distribuição, junto com seu mix equilibrado e globalmente diversificado de sementes, proteção de cultivos, produtos digitais e serviços. Com algumas das marcas mais reconhecidas na agricultura e um pipeline de tecnologia bem posicionado para impulsionar o crescimento, a empresa está comprometida em maximizar a produtividade dos agricultores, enquanto trabalha com stakeholders em todo o sistema alimentar, cumprindo sua promessa de enriquecer a vida daqueles que produzem e consomem, garantindo o progresso das próximas gerações. Mais informações disponíveis em www.corteva.com
Fonte: Assessoria de Imprensa Corteva
Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
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O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
Sustentabilidade
Colheita do arroz alcança 96,41% da área cultivada no RS – MAIS SOJA

A colheita do arroz no Rio Grande do Sul atingiu 96,41% da área cultivada nesta primeira semana de maio. O levantamento foi realizado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) e divulgado nesta quinta-feira (7/5).
Do total de 891.908,50 hectares destinados ao cultivo na safra 2025/2026, a maior parte das lavouras já foi colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do Estado.
As regionais da Zona Sul e da Planície Costeira Externa lideram os índices de colheita e estão mais próximas do encerramento das operações, com 98,81% e 98,46% das áreas colhidas, respectivamente.
Na sequência aparecem a Planície Costeira Interna, com 98,13%; a Campanha, com 97,02%; a Fronteira Oeste, com 95,92%; e a Região Central, que registra 89,84% da área colhida.
De acordo com a Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater/Irga), ao término da colheita será realizado um levantamento consolidado da safra, contemplando dados de área colhida, produtividade e possíveis perdas registradas durante o ciclo produtivo.
Fonte: IRGA
Autor:IRGA
Site: IRGA
Sustentabilidade
Cenário climático reforça a importância do planejamento agrícola – MAIS SOJA

Em comparação a março, abril apresentou redução no volume de chuvas, especialmente na região central do Brasil, afetando diretamente a disponibilidade de água no solo. Conforme o Boletim do Sistema TempoCampo/Esalq de maio de 2026, embora grande parte do território nacional, com destaque para a região Norte, ainda apresente elevada umidade no solo, a região central registrou redução no volume de água armazenado durante o mês de abril (Figura 1).
Figura 1. Armazenamento de água no solo, meses de março e abril de 2026 (atualização 05 de maio de 2026).
Apesar da redução observada, o cenário ainda não caracteriza, na maior parte das regiões produtoras do país, condições críticas ao desenvolvimento das culturas agrícolas. Para a primeira quinzena de maio, as projeções climáticas indicam continuidade das maiores precipitações sobre a região Norte e faixa litorânea do Nordeste, situação que demanda atenção devido aos elevados volumes de chuva já registrados nessas áreas.
Segundo o INMET, para o trimestre maio-julho-julho, a previsão é de precipitações dentro da média climatológica na região central do Brasil, enquanto as regiões Norte e Sul tendem a registrar chuvas dentro ou ligeiramente acima da média (Figura 2).
Figura 2. À esquerda: precipitação total prevista para o trimestre maio-julho-julho de 2026. À direita: Anomalias de precipitação para o trimestre maio-julho-julho de 2026. INMET (06 de Maio de 2026).

Ainda que previsões a longo prazo possam apresentar grande incerteza, para o mês de junho, caso as projeções climática se concretize, de acordo com as previsões de anomalia das precipitações, são esperadas chuvas dentro da média e/ou ligeiramente acima da média para o período, na maioria das regiões do país.
Fenômenos ENSO
Com divergência entre modelos climatológicos, a intensidade do Fenômeno El Niño ainda é indefinida. No entanto, a ocorrência desse fenômeno é esperada, havendo concordância entre a maioria dos modelos quanto a ocorrência do El Niño (figura 3) com mais de 90% de probabilidade de ocorrência desse fenômeno a partir do trimestre setembro-outubro-novembro (figura 4).
Figura 3. Modelos de previsão ENSO para abril de 2026.


Figura 4. Previsão oficial de probabilidade do CPC ENSO.

Por outro lado, a intensificação do El Niño, especialmente a partir do trimestre agosto-setembro-outubro, poderá influenciar o estabelecimento e o desenvolvimento das culturas agrícolas, impactando as operações no campo. Diante disso, o acompanhamento contínuo das previsões meteorológicas e dos prognósticos climáticos será fundamental para o ajuste das estratégias de manejo e do planejamento das áreas de cultivo.
Confira abaixo o boletim completo do sistema TempoCampo/ESALQ de maio de 2026.
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Referências:
INMET. CLIMA. Instituto Nacional de Meteorologia, 2026. Disponível em: < https://clima.inmet.gov.br/progp/0 >, acesso em: 07/05/2026.
IRI. ENSO FORECAST. Columbia Climate Schol International Research Institute for Climate and Society, 2026. Disponível em: < https://iri.columbia.edu/our-expertise/climate/forecasts/enso/current/ >, acesso em: 07/05/2026.

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