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25 de junho de 2026

Sustentabilidade

Aumento no teor de nitrogênio na soja traz ganhos ao agricultor de até 6 sacas por hectare (sc/ha) e acréscimo em proteína, com impacto econômico e qualitativo – MAIS SOJA

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 Após uma safra recorde de soja, em que o Brasil colheu, na temporada 2024/25, 171,5 milhões de toneladas do grão, segundo a Companhia Brasileira de Abastecimento (Conab), os produtores iniciam a semeadura da oleaginosa para a temporada 2025/26. Com o plantio avançando em algumas regiões, o sojicultor enfrenta o desafio de aumentar a produtividade sem diminuir a qualidade do grão, sendo o teor de proteína um dos parâmetros que reflete essa qualidade. Um exemplo é a propriedade de Vacilania Furlanetto, em Uberlândia (MG), que registrou aumento de 2,63% na produtividade (4,1 sc/ha), 1,3% a mais de proteína no grão, reflexo do aumento de disponibilidade de nitrogênio na área, evidenciado pelo acréscimo no acúmulo de matéria seca na parte aérea e incremento de 110,1 kg/ha de acúmulo de nitrogênio total, com a adição de 27,7 kg/ha de nitrogênio na palhada residual da oleaginosa. Uma das ferramentas que auxiliaram Vacilania é o fixador biológico de nitrogênio Utrisha™ N, da Corteva Agriscience, líder em soluções biológicas com a Corteva Biologicals, formada pelas marcas Corteva Biologicals e Stoller.

O grão de soja com maior percentual de proteína pode trazer melhoras qualitativas e maior sustentabilidade econômica ao produtor rural. Principalmente quando destinado para a produção de farelo para ração, pois permite que os processos industriais atinjam os padrões exigidos com menor necessidade de enriquecimento ou mistura, podendo resultar em maior retorno por tonelada. “Neste cenário, Utrisha™N é uma solução que ajuda o produtor neste desafio, e ensaios de campo liderados pelo time agronômico da Corteva já demonstraram impacto positivo no acúmulo de proteínas em diversas regiões, além da manutenção do vigor da semente”, destaca Juliana Oliveira, Agrônoma de Campo da Corteva Biologicals.

Diversos fatores, como genética, ambiente de cultivo, fertilidade do solo, micronutrientes, temperatura, estresse hídrico e manejo afetam tanto o rendimento como a composição química da soja. A disponibilidade de nitrogênio está entre os fatores de forte influência sobre o acúmulo de proteínas, sendo a fixação biológica o grande provedor deste nutriente em soja

Estudos de campo mostram incremento de até 6 sacas de soja por hectare

Pesquisas realizadas pela Corteva em seis propriedades atestaram o aumento do teor de proteína na soja a partir da utilização de Utrisha™ N, em comparação ao tratamento sem o uso do fixador biológico de nitrogênio. Além da fazenda Vacilania Furlanetto, os testes ocorreram em outras cinco propriedades mapeadas, duas no Paraná, duas no Rio Grande do Sul e uma na cidade mato-grossense de Sorriso, onde conquistaram acréscimos entre 0,79% e 2,36% no teor de proteína nos grãos. A propriedade em Arapongas (PR) foi a que registrou maior incremento de proteína e aumento de produtividade de 6 sc/ha (sacas por hectare), em comparação ao manejo padrão.

Vigor das sementes nos multiplicadores

Já em áreas de sementeiras no Rio Grande do Sul, a Corteva realizou estudos relacionados à manutenção do vigor da semente após o envelhecimento acelerado, comparando o uso de Utrisha™ N em comparação ao tratamento padrão. Nas três sementeiras, caracterizadas por um vigor alto (acima de 95%), a partir do envelhecimento acelerado a perda de vigor foi menor com o fixador biológico da Corteva, em comparação ao tratamento padrão. Na Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS), o vigor do padrão com Utrisha™ N caiu 6%, enquanto que com o tratamento padrão a perda foi de 15%; Na Sementeira Bergamini, de Quatro Irmãos (RS), a redução foi menor: 2% com o biológico, 7% com o manejo tradicional. E na Sementes Bolzan, de São Sepé (RS), os estudos identificaram ausência de perda de vigor quando aplicada a ferramenta da Corteva, e 5% de redução com o uso de soluções tradicionais. 

Os resultados demonstram o efeito de Utrisha™ N na produtividade e teores de proteínas, e como descrito acima, estes aumentos podem resultar em manutenção de vigor das sementes, o que pode estar relacionado ao observado nos ensaios com as áreas de sementeiras do Rio Grande do Sul, quando foi avaliado o vigor após as sementes submetidas ao envelhecimento acelerado: 

“Estes resultados mostram impactos práticos sobre ganhos diretos de produtividade, segurança fisiológica e sementes vigorosas, que resultam em estande uniforme, que pode refletir em menor perda de qualidade durante a estocagem. Sem perdas drásticas na germinação o produtor ganha em flexibilidade de armazenamento. Os ganhos fisiológicos geram ganhos comerciais quando somados ao aumento de produtividade”, explica Juliana.  

O impacto do teor de proteínas na preservação da qualidade de sementes é identificado em pesquisas relacionadas pela Embrapa, que destacaram que sementes com teores mais altos de proteína apresentam maiores porcentagens de germinação quando submetidas a longos períodos de armazenamento, efeitos que podem estar relacionadoa ao observado pela Corteva nas sementeiras do Rio Grande do Sul.

Manejo biológico traz produtividade com modo de ação inovador

Aumentos de produtividade e qualidade fisiológica podem ser alcançados com melhora dos padrões nutricionais, incluindo aporte de nitrogênio, que pode ser incrementado pelo uso do fixador foliar de nitrogênio Utrisha™ N, que pode ser aplicado nas culturas de soja, milho e batata. A inovação contém uma cepa única da bactéria Methylobacterium symbioticum, que converte o nitrogênio presente no ar em amônio, melhorando de forma natural sua vitalidade e contribuindo para que a lavoura atinja incremento significativo no seu desenvolvimento e produtividade, já que o nutriente é fornecido durante todo o ciclo das culturas.  

Sobre a Corteva

A Corteva, Inc. (NYSE: CTVA) é uma empresa global agrícola que combina inovação e liderança do setor, elevado envolvimento com o cliente e execução operacional para fornecer soluções lucrativas para os principais desafios agrícolas do mundo. A Corteva gera preferência de mercado vantajosa por meio de sua estratégia de distribuição, junto com seu mix equilibrado e globalmente diversificado de sementes, proteção de cultivos, produtos digitais e serviços. Com algumas das marcas mais reconhecidas na agricultura e um pipeline de tecnologia bem posicionado para impulsionar o crescimento, a empresa está comprometida em maximizar a produtividade dos agricultores, enquanto trabalha com stakeholders em todo o sistema alimentar, cumprindo sua promessa de enriquecer a vida daqueles que produzem e consomem, garantindo o progresso das próximas gerações. Mais informações disponíveis em www.corteva.com

Fonte: Assessoria de Imprensa Corteva



 

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Sustentabilidade

Preços da soja no Brasil: Chicago cai e dólar sobe; confira as cotações

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Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve uma sessão sem registro de movimentos mais firmes, com negociações restritas a pequenos lotes.

O analista da consultoria Safras & Mercado Rafael Silveira destaca que os prêmios seguem sustentados, enquanto os demais formadores de preços apresentaram movimentos limitados ao longo do dia.

A Bolsa de Chicago recuou, enquanto o dólar registro u leve alta. Com isso, as cotações permaneceram praticamente estáveis na maior parte das praças, com algumas situações pontuais mais favoráveis.

“Algumas praças trabalharam com preços melhores do que a paridade”, observa Silveira. Segundo ele, as indicações continuaram trazendo oportunidades de negociação, mesmo sem um avanço mais consistente dos negócios.

O analista ressalta que os produtores seguem administrando o ritmo das vendas. “O produtor está segurando e cadenciando as ofertas”, afirma.

Mercado físico da soja

  • Passo Fundo (RS): R$ 128
  • Santa Rosa (RS): R$ 129
  • Cascavel (PR): R$ 124
  • Rondonópolis (MT): R$ 114
  • Dourados (MS): subiram de R$ 116 para R$ 116,50
  • Rio Verde (GO): R$ 117
  • Porto de Paranaguá (PR): R$ 135
  • Porto de Rio Grande (RS): R$ 135

Mercado atacadista

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Vendas por parte de fundos predominaram na sessão, em meio a um cenário fundamental baixista.

O analista de Safras & Mercado pontua que o clima segue beneficiando as lavouras norte-americanas, apontando para uma produção cheia em 2026.

O desempenho de outros mercados também ajudou a motivar os participantes a permanecer na defensiva. O petróleo voltou a cair forte, refletindo o otimismo sobre a retomada do fluxo pelo Estreito de Ormuz.

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Para completar, o dólar sobe frente a seus pares, retirando competitividade dos produtos de exportação estadunidenses, caso da soja.

Os agentes começaram a posicionar suas carteiras frente aos importantes relatórios que serão divulgados na próxima semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na terça (30), saem os dados de plantio da temporada 2026/27 e os estoques trimestrais norte-americanos na quarta (1).

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 8,25 centavos de dólar, ou 0,73%, a US$ 11,08 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,16 3/4 por bushel, com retração de 7,25 centavos de dólar ou 0,64%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,70 ou 0,23% a US$ 303,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,46 centavos de dólar, com perda de 1,13 centavo ou 1,60%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 5,2002 para venda e a R$ 5,1982 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1872 e a máxima de R$ 5,2212.

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Sustentabilidade

Doenças em soja: controle de fungos necrotróficos exige medidas integradas de manejo – MAIS SOJA

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Durante o ciclo de desenvolvimento da soja, diversas doenças podem acometer a cultura, afetando diferentes órgãos e estádios fenológicos da planta. Os patógenos responsáveis por essas doenças são, em sua maioria, de origem fúngica e podem estar presentes no ambiente de cultivo antes mesmo da semeadura, comprometendo inclusive as fases iniciais de estabelecimento da lavoura.

Além dos fungos biotróficos, que dependem de tecidos vivos do hospedeiro para sua sobrevivência e desenvolvimento, como ocorre com o agente causal da ferrugem-asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), existem fungos capazes de sobreviver em restos culturais e matéria orgânica presentes no solo. Esses patógenos, classificados como fungos necrotróficos, utilizam tecidos vegetais mortos como fonte de sobrevivência e podem permanecer viáveis entre safras, dificultando a redução do inóculo e favorecendo a ocorrência de novas infecções quando encontram condições ambientais adequadas de temperatura e umidade.

Entre os principais patógenos necrotróficos associados às doenças da soja destacam-se a mancha olho-de-rã (Cercospora sojina), a cercosporiose (Cercospora kikuchii), a mancha-parda (Septoria glycines), a antracnose (Colletotrichum truncatum), a mancha-alvo (Corynespora cassiicola), o mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum) e as podridões radiculares e de colmo associadas a espécies dos gêneros Rhizoctonia, Fusarium e Sclerotinia. A capacidade de sobrevivência desses patógenos em resíduos culturais dificulta a controle efetivo dessas doenças e reforça a importância do manejo integrado de doenças, envolvendo práticas como rotação de culturas, tratamento de sementes, manejo da população de plantas, nutrição equilibrada e uso estratégico de fungicidas (Forcelini, 2010).

Figura 1. Esquema de manejo integrado de doenças causadas por fungos necrotróficos em soja.
Adaptado: Forcelini (2010)

Considerando que a manutenção da cobertura permanente do solo é uma das premissas fundamentais do sistema plantio direto, a destruição dos resíduos culturais (palhada) não constitui uma estratégia tecnicamente recomendada para o manejo de fungos necrotróficos em ambientes agrícolas. Nesse contexto, a redução da sobrevivência e do potencial de inóculo desses patógenos deve ser baseada em práticas integradas, reforçando a necessidade da rotação de culturas com espécies não hospedeiras, do uso de cultivares com maior resistência genética e do tratamento de sementes com fungicidas eficientes e específicos.

Dessa forma, a definição adequada das culturas que compõem o sistema de rotação, priorizando espécies pertencentes a diferentes famílias botânicas e sem relação de hospedeiro com os principais patógenos, é fundamental para interromper o ciclo de sobrevivência dos fungos necrotróficos e reduzir a pressão de doenças na soja. Além disso, estudos indicam que sementes infectadas ou contaminadas podem representar importantes fontes de inóculo inicial desses patógenos em áreas de cultivo de soja (Reis; Reis; Zanatta, 2022). Portanto, o uso de sementes com elevada qualidade fisiológica e sanitária, associado ao tratamento de sementes com fungicidas apropriados, constitui uma etapa essencial no manejo integrado de doenças, contribuindo para a proteção inicial das plantas e para a redução da disseminação dos patógenos na lavoura.



Referências:

FORCELINI, C. A. DOENÇAS EM SOJA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE BIOTRÓFICOS E NECROTRÓFICOS. Revista Plantio Direto, N. 7, 2010. Disponível em: < https://pt.scribd.com/document/711702511/3-230207-193658 >, acesso em: 24/06/2026.

REIS, E. M.; REIS, A. C.; ZANATTA, M. QUANTO A EFICÁCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES COM FUNGICIDAS. – ÊNFASE EM GRANDES CULTURAS DE GRÃOS. Summa Phytopathol, 2022. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/sp/a/5CQ64Z9QkJkhM7yvGr9xgcw/?format=pdf&lang=pt >, acesso em: 24/06/2026.

 

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita sustenta preços – MAIS SOJA

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Mesmo com o retorno pontual de compradores em parte das regiões produtoras, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul apresenta baixa liquidez. De acordo com o Cepea, produtores seguem retraídos diante dos atuais patamares de preços, considerados insuficientes para remunerar adequadamente a atividade.

Com isso, segundo o Centro de Pesquisas, a oferta disponível continua restrita em parte do estado, sustentando as cotações em praças específicas. Ao mesmo tempo, agentes consultados pelo Cepea acompanham novos sinais do mercado internacional e as perspectivas climáticas para a safra 2026/27, fatores que podem influenciar as estratégias de comercialização nos próximos meses.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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