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Evento virtual da Embrapa destacará soluções sustentáveis para a indústria de alimentos

No dia 22 de outubro, das 9h às 12h, a Embrapa promoverá o evento on-line Embrapa + Innovareg, reunindo ciência, negócios e inovação em torno de soluções sustentáveis para a indústria de alimentos e bebidas.
A iniciativa busca aproximar a pesquisa científica das estratégias de mercado e oferecer caminhos para enfrentar os desafios regulatórios nacionais e internacionais na aprovação de novos ingredientes. Clique aqui para se inscrever.
Objetivo do evento virtual
O encontro terá como foco o desenvolvimento de produtos que unem sustentabilidade e saúde do consumidor. Entre as inovações que serão apresentadas estão os extratos vegetais antioxidantes, como os corantes naturais de pitaya e jabuticaba. Também serão destaques produtos que aproveitam resíduos agroindustriais, transformando farinhas e extratos de subprodutos, como a farinha de baru e o óleo de semente de maracujá.
Além disso, o evento destacará óleos vegetais da biodiversidade, incluindo o óleo da amêndoa da castanha de caju, oferecendo novas possibilidades para a indústria de alimentos.
Outro destaque do evento será a apresentação de ingredientes para produtos plant-based incluindo concentrados proteicos e fibras alimentares derivados do caju. Essas soluções agregam valor nutricional aos produtos e também contribuem para a redução do desperdício e para a diversificação do uso da biodiversidade brasileira reforçando práticas de produção mais sustentáveis
Faça parte!
O público-alvo inclui profissionais das áreas de pesquisa e desenvolvimento, regulatórios, qualidade, inovação e negócios estratégicos. A proposta é oferecer conhecimento aplicado e inspiração para a criação de produtos que respondam às demandas de saudabilidade, sustentabilidade e diferenciação tecnológica no mercado global de alimentos.
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Tarifaço dos Estados Unidos eleva taxa sobre uva brasileira a 35%

A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve atingir em cheio as exportações de uva, principal fruta nacional embarcada para o mercado norte-americano.
Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), a cobrança elevará a tarifa total sobre a uva brasileira para 35%, reduzindo significativamente a competitividade do produto.
Em nota divulgada nesta sexta-feira (17), a entidade afirmou que acompanha com preocupação a decisão do governo norte-americano e já orienta produtores e exportadores sobre os procedimentos necessários diante do novo cenário.
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Melão e melancia também foram taxadas
De acordo com a Abrafrutas, o Brasil exportou cerca de US$ 41,5 milhões em uvas para os Estados Unidos em 2025, volume equivalente a 14 mil toneladas. Além da uva, melão e melancia também foram incluídos na medida tarifária, mas a entidade avalia que o impacto sobre essas frutas tende a ser menor em razão do perfil e do volume das exportações destinadas ao mercado norte-americano.
A associação informou que trabalha para reduzir os prejuízos ao setor por meio da diversificação de mercados e da adoção de novas estratégias comerciais. A entidade também ressaltou que a fruticultura brasileira já enfrentou situações semelhantes, citando as restrições tarifárias que afetaram as exportações de manga aos Estados Unidos no ano passado.
Na ocasião, segundo a Abrafrutas, produtores e exportadores conseguiram reorganizar as operações, ampliar mercados e minimizar os impactos econômicos. Agora, a expectativa é repetir essa estratégia para preservar a competitividade das frutas brasileiras e manter o ritmo das exportações.
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Médico de MT relata desafios de atuar em tragédias humanitárias

Atuar em uma região atingida por um terremoto exige mais do que preparo técnico. A falta de estrutura, o número elevado de vítimas e as diferentes necessidades de atendimento fazem com que o médico precise se adaptar rapidamente à realidade encontrada e, muitas vezes, desempenhar funções além da própria especialidade.
Essa foi a experiência vivida pelo cirurgião torácico Marcelo Borges Araújo em missões humanitárias realizadas no Haiti e na Venezuela. Ao longo da carreira, ele também participou de ações voluntárias em comunidades ribeirinhas do Pantanal mato-grossense, onde o acesso aos serviços de saúde ainda é limitado.
Em todos esses cenários, o desafio foi o mesmo: oferecer assistência diante de condições adversas e entender que o atendimento não se resume ao tratamento de uma doença.
“O importante é ser uma solução e não mais um problema. Você vai pensando em ajudar de uma maneira específica e chega lá sendo mais útil de outra”, resume o médico ao falar sobre o trabalho desenvolvido nas missões em entrevista ao programa Direto ao Ponto.
Antes mesmo de atuar fora do país, Marcelo já havia percebido as dificuldades enfrentadas por quem vive distante dos grandes centros. Em uma das ações realizadas no Pantanal, uma paciente procurou atendimento sem apresentar qualquer problema de saúde. Ela apenas queria conhecer um médico.
“Ela com 80 anos chegou para uma consulta, perguntei como poderia ajudá-la e ela falou assim: ‘Não, não. Não tenho doença. Eu só vim ver como é que é um médico. Eu nunca vi um médico’. Achei interessante uma pessoa de seus 70, 80 anos que nunca tinha visto um médico, nunca tinha ido ao médico”.
Muito além da especialidade
Especialista em cirurgia torácica, Marcelo explica que, em áreas de desastre, o conhecimento adquirido ao longo da formação precisa ser colocado a serviço da necessidade mais urgente da população.
Segundo ele, não é raro que um profissional treinado para uma área específica acabe realizando atendimentos completamente diferentes daqueles da rotina hospitalar.
“Teve lugar em que eu virei pediatra, em outro fiz parto. Claro, que tudo dentro das nossas condições técnicas, dentro daquilo que a gente tem conhecimento também”.
Essa capacidade de adaptação, destaca, faz parte da preparação de quem decide atuar em missões humanitárias. “Não tem onde dormir. A alimentação nesses locais você come uma vez por dia, na hora que chega”.
Ao mesmo tempo, ressalta que a experiência como cirurgião contribui para a tomada de decisões em situações críticas. A especialidade, explica, exige raciocínio rápido e segurança para lidar com casos de alta complexidade, características importantes em ambientes onde o tempo costuma ser decisivo.
O que mais marcou no Haiti
A primeira missão internacional ocorreu no Haiti, após o terremoto de 2010. Embora os pacientes apresentassem diferentes tipos de lesões, Marcelo conta que o aspecto mais impactante foi perceber que a tragédia apenas agravou problemas que já existiam. “O que mais chamou atenção foi a vulnerabilidade social daquela população”.
Durante a missão, realizou diversos atendimentos, entre eles um parto que marcou o início da carreira. Apesar da formação médica, nunca havia conduzido um procedimento daquele tipo sozinho.
Além dos casos clínicos, a equipe encontrou situações de violência e abandono que ampliaram a dimensão do trabalho humanitário. Para o médico, essas experiências mostram que cuidar da saúde também significa compreender o contexto em que cada paciente está inserido.
“Lidar com essa situação de vulnerabilidade a gente não aprende na faculdade. Na faculdade aprendemos a lidar com doenças, a lidar com pessoas com doenças. Mas, não aprende a lidar com as situações que esses doentes trazem junto com as suas doenças. Isso a gente aprende com a vida”, diz ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

A missão continua
Anos depois, Marcelo voltou a atuar em uma área atingida por desastres, desta vez recentemente na Venezuela. Ao chegar ao local, percebeu que a realidade era ainda mais dura do que as imagens divulgadas pela imprensa.
“Hoje temos muita informação. Redes sociais, vídeo gravado. Mas, quando você olha um vídeo no seu celular, obviamente, aquilo te mexe. Mas, quando vê ao vivo e fica ciente de que talvez ali dentro daqueles escombros tem uma vida clamando por socorro, isso te dá uma angústia, uma sensação de impotência”, frisa.
Apesar disso, afirma que o sentimento predominante ao fim de cada missão é o dever cumprido. Ele reconhece que nenhum profissional consegue atender todas as pessoas afetadas, mas acredita que cada atendimento representa uma diferença concreta para quem recebe ajuda.
“A gente não consegue resolver o problema todo. Mas ao mesmo tempo tem uma sensação de satisfação porque, talvez eu não resolvi o problema de todo mundo, mas as famílias com que eu estive orando, dando um abraço, uma palavra amiga, um atendimento simples, talvez tratando de uma febre, uma pneumonia, para aquela família foi importante”.
Para Marcelo, as missões humanitárias reforçaram uma convicção que leva para a rotina da profissão: a medicina não se limita ao centro cirúrgico ou ao consultório. Em qualquer lugar, diz ele, o maior desafio continua sendo cuidar das pessoas diante das circunstâncias que elas enfrentam.
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Morre Fausto Pereira Lima, uma das maiores referências da pecuária brasileira

Morreu nesta sexta-feira (17) aos 96 anos o pesquisador e zootecnista Fausto Pereira Lima, referência no melhoramento genético bovino e na seleção da raça nelore. Lima dedicou mais de sete décadas à pesquisa e ao desenvolvimento da bovinocultura de corte.
Ao longo da carreira, ele atuou no Instituto de Zootecnia (IZ), onde participou de estudos voltados ao aprimoramento genético dos bovinos. Seu trabalho contribuiu para o desenvolvimento de critérios de seleção utilizados por criadores, pesquisadores, médicos-veterinários e zootecnistas em diferentes programas de melhoramento.
Trajetória na pesquisa
Reconhecido pelos estudos sobre morfologia, funcionalidade e comportamento animal, Fausto Pereira Lima participou da construção de métodos de avaliação da raça nelore, que passaram a integrar a base técnica da seleção genética no país.
Sua atuação aproximou pesquisa e campo, com foco na aplicação prática do conhecimento para a pecuária de corte.
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Livro registra a história da seleção do nelore
Entre as contribuições deixadas por Fausto Pereira Lima está o livro “Seleção Genética do Nelore na Essência”, que reúne estudos e experiências sobre a evolução da seleção da raça.
A publicação aborda critérios de seleção, características morfológicas e funcionais dos animais e registra a participação de criadores e pesquisadores na formação da genética do nelore brasileiro.
A obra é utilizada como referência por profissionais do setor e por estudantes interessados na história e nos fundamentos do melhoramento genético da principal raça de corte do país.
O velório acontecerá neste sábado (18), das 09h às 13h, no Memorial Parque dos Girassóis (Av. Afonso Valera, 350 – Recreio das Acacias, Ribeirão Preto – SP).
Entrevista ao Giro do Boi registrou parte de seu legado
Em abril de 2021, Fausto Pereira Lima concedeu uma entrevista ao Giro do Boi, na qual relembrou momentos de sua trajetória e compartilhou conhecimentos sobre seleção genética, avaliação visual, manejo e bem-estar animal (clique aqui para conferir).
Na ocasião, apresentou o livro Nelore e outros Zebuínos: Avaliação visual, criação e manejo, escrito em parceria com a filha, Maria Lúcia Pereira Lima, e defendeu a importância de aliar a avaliação morfológica às ferramentas de melhoramento genético na seleção dos rebanhos.
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