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5 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Entenda como a guerra comercial entre EUA e China pode afetar a soja do Brasil

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A guerra comercial entre Estados Unidos e China ganhou um novo capítulo na última sexta-feira (10), quando Donald Trump anunciou uma taxação de 100% sobre os produtos chineses. A medida é uma resposta às novas restrições da China sobre as chamadas terras raras, elementos essenciais para a produção de tecnologias avançadas, como baterias de carros elétricos, uma indústria dominada pelos chineses.

Essas restrições, que começam a partir de 1 de dezembro, não apenas limitam o acesso a matérias-primas estratégicas, como também simbolizam o endurecimento da postura chinesa diante do Ocidente. Mas, embora a disputa em torno das terras raras chame atenção, outro setor vem sendo central nesta guerra: a soja.

A soja como arma geopolítica

Historicamente, os Estados Unidos foram os principais fornecedores de soja para a China. No entanto, desde que começaram as disputas tarifárias entre os dois países, Pequim tem usado o grão como instrumento de retaliação comercial. Em resposta às tarifas impostas por Washington, a China reduziu drasticamente suas compras de soja norte-americana, optando por fortalecer parcerias com outros fornecedores, especialmente Brasil e Argentina.

Essa mudança estratégica vem afetando duramente os produtores rurais dos Estados Unidos. A pressão do setor agrícola sobre o governo americano é crescente. Recentemente, a American Farm Bureau Federation (AFBF), uma das entidades mais influentes do agronegócio americano, divulgou um artigo alertando para o impacto direto das tensões com a China sobre a agricultura do país.

“Durante décadas, a China esteve no centro da exportação agrícola americana, sendo a maior compradora de soja dos EUA. A quebra dessa relação representa uma ameaça direta à sobrevivência financeira dos nossos produtores”, afirmou a AFBF.

De fato, os números mostram um colapso preocupante nas exportações. De janeiro a agosto de 2025, os EUA exportaram apenas 218 milhões de bushels de soja para a China — uma queda brutal em relação aos 985 milhões no mesmo período de 2024. Durante os meses de junho, julho e agosto, os embarques praticamente zeraram, e até agora, a China não comprou nada da nova safra norte-americana para o próximo ano comercial.

Impactos para o Brasil: oportunidade e risco

Neste cenário, o Brasil emerge como um dos principais beneficiários, pelo menos no curto prazo. Com a China redirecionando suas compras, os produtores brasileiros viram a demanda pelo grão aumentar significativamente nos últimos anos, fortalecendo a balança comercial do país e ampliando os investimentos no agronegócio.

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, a China já representa mais de 70% das exportações brasileiras de soja, com volumes recordes registrados entre 2023 e 2025. A substituição da soja americana pela brasileira consolidou o Brasil como o maior exportador mundial do grão.

No entanto, essa dependência também traz riscos. A instabilidade gerada pelas idas e vindas da guerra comercial pode afetar os preços internacionais da soja, causar oscilações cambiais e provocar incertezas nos contratos futuros. Além disso, uma eventual reaproximação entre Washington e Pequim poderia mudar novamente o cenário, diminuindo a vantagem momentânea do Brasil.

A estratégia da China

A China tem atuado com estratégia clara e objetiva: utilizar produtos-chave como a soja e as terras raras como moeda de troca nas negociações com os Estados Unidos. A dependência americana desses insumos torna-os instrumentos poderosos de pressão econômica. Ao privilegiar fornecedores alternativos, como o Brasil no caso da soja, a China enfraquece o setor agrícola americano, setor esse com grande peso político, especialmente em estados tradicionalmente republicanos.

Essa abordagem mostra como a guerra comercial não é apenas uma disputa de tarifas, mas uma batalha geopolítica por influência, acesso a recursos estratégicos e controle de cadeias produtivas globais.

Um histórico de confrontos

Não é a primeira vez que Trump recorre a tarifas como arma. Durante seu primeiro mandato (2017–2021), ele impôs uma série de sanções à China, alegando práticas comerciais desleais, roubo de propriedade intelectual e desequilíbrio na balança comercial. A retaliação chinesa foi imediata, e a soja sempre esteve no centro desse embate.

Embora o governo Biden tenha adotado uma abordagem mais diplomática, muitos desses embargos foram mantidos e agora com Trump a tensão escala novamente.

Instabilidade global

A disputa entre as duas maiores potências econômicas do planeta tem efeitos que extrapolam seus próprios mercados. A instabilidade causada pela guerra comercial afeta cadeias globais de produção, desorganiza fluxos logísticos e traz insegurança para investidores. No caso da soja, o impacto se estende a países como o Brasil, que vivem o paradoxo de ganhar mercado, mas sob um contexto de extrema incerteza.

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Sustentabilidade

Line-up aponta importação de 7,591 mi de t de fertilizantes de 1/7 a 3/8 – Williams – MAIS SOJA

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De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 7,591 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º de julho a 3 de agosto.

Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (2,669 milhões de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,666 milhão de toneladas.

O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 27 de outubro de 2026.

Fonte: Agência Safras



 

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Sustentabilidade

Trigo fecha em forte baixa em Chicago com avanço da colheita e melhora das lavouras nos EUA – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita de trigo nos Estados Unidos, pela melhora das condições das lavouras de primavera e pela perspectiva de clima favorável nas principais regiões produtoras do país.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área até 2 de agosto, ante 81% na semana anterior, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. Já o trigo de primavera apresentou melhora nas condições das lavouras, com 55% das áreas classificadas entre boas e excelentes, ante 53% na semana anterior. A colheita da cultura também avançou para 5% da área.

A queda do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado agrícola. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as cotações da commodity, estimulando um movimento de vendas nas commodities agrícolas, incluindo o trigo.

Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,38 1/4 por bushel, com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,57 por bushel, com recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,83%.

Fonte: Agencia Safras



 

FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Milho 2ª Safra: 69,1% colhido no país entre desafios climáticos e boas produtividades – MAIS SOJA

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Milho 2ª Safra- 69,1% colhido. Em MT, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as boas produtividades têm sido mantidas. No PR, a colheita avança gradualmente, favorecida pelas janelas de tempo seco.

Em MS, a colheita foi interrompida no Sudoeste devido às chuvas, mas avançou nas demais regiões. Em GO, a redução da umidade dos grãos devido ao tempo seco favoreceu ao avanço da colheita. Em SP, a colheita continua atrasada no estado devido ao prolongamento do ciclo do cereal e a alta umidade dos grãos.

Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro e a baixa produtividade do cereal vai se confirmando. No TO, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as produtividades são consideradas satisfatórias. Na BA, a colheita se aproxima do fim.

No MA, a colheita foi finalizada nos Gerais de Balsas e avança nas demais regiões. As produtividades das lavouras tardias apresentam redução. No PI, a colheita avança normalmente e se aproxima da finalização. Devido à parada precoce das chuvas, as produtividades estão inferiores às do último ciclo.

No PA, a colheita foi finalizada nos polos de Redenção e da BR-163. Nos polos de Santarém e Paragominas, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante o ciclo.

Fonte: Conab



 

FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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