Sustentabilidade
Mecanismos de resistência das plantas daninhas aos herbicidas – MAIS SOJA

Controlar plantas daninhas em culturas agrícolas é determinante para a redução da matocompetição e consequentemente interferência negativa na produtividade da lavoura. Embora distintas estratégias de manejo possam ser utilizadas de forma integrada para o manejo e controle das plantas daninhas, em lavouras comerciais o emprego de herbicidas químicos é o método mais difundido para o controle das daninhas.
Contudo, o uso equivocado e contínuo dos herbicidas, atrelado a baixa adesão aos métodos alternativos de controle, tem contribuído para o aumento da pressão de seleção sobre bióticos resistentes, resultando em um crescente aumento do número de casos de resistência de plantas daninhas a herbicidas.
Figura 1. Evolução dos casos globais de resistência das plantas daninhas a herbicidas.
A resistência das plantas daninhas a herbicidas pode ser compreendida como a habilidade hereditária de um indivíduo sobreviver e se reproduzir após a exposição a doses letais de herbicidas, normalmente fatais ao biótipo suscetível. Essa resistência pode surgir naturalmente, pela seleção de biótipos no campo devido ao uso contínuo de herbicidas, ou ser induzida por técnicas como engenharia genética, cultura de tecidos e mutagênese (Christoffoleti et a., 2016).
Figura 2. Seleção e multiplicação de plantas resistentes a um herbicida.

Como as plantas daninhas desenvolvem a resistência aos herbicidas?
Os mecanismos de resistência das plantas daninhas a herbicidas podem ser divididos em resistência específica e não específica ou metabólica. A resistência específica corresponde a alterações existentes no local de ação do herbicida, enquanto que a resistência não sistema corresponde a alterações nos processos fisiológicos, metabólicos e até mesmo genéticos que os biótipos resistentes possuem (Borgato & Netto, 2016).
De acordo com Borgato & Netto (2016), existem pelo menos cinco mecanismos que podem explicar a resistência das plantas daninhas a herbicidas e influenciar o modo de ação destes compostos, sendo eles: alteração do sítio de ação do herbicida; ampliação gênica; metabolização ou desintoxicação do herbicida; absorção foliar e/ou translocação diferencial do herbicida, e sequestro ou compartimentação do herbicida.
Alteração do sítio (local) de ação do herbicida
A alteração do sítio de ação é um mecanismo de resistência em que o herbicida perde a capacidade de se ligar adequadamente à sua enzima ou proteína-alvo, devido a mudanças estruturais (mutações na sequência de aminoácidos) que modificam a conformação desse local. Com isso, o herbicida deixa de inibir os processos metabólicos essenciais da planta, tornando-se ineficaz. Esse mecanismo é comum e pode conferir altos níveis de resistência, como já observado em diferentes espécies no Brasil, a exemplo de Bidens pilosa, Euphorbia heterophylla e Eleusine indica, resistentes principalmente a inibidores de ALS, ACCase e até mesmo ao glyphosate. Este é, possivelmente, o mecanismo de resistência que ocorre com maior frequência em populações de plantas daninhas (Borgato & Netto, 2016).
Ampliação gênica
De acordo com Borgato & Netto (2016), a amplificação gênica é um mecanismo de resistência caracterizado pelo aumento do número de cópias do gene que codifica a enzima alvo do herbicida, permitindo à planta produzir quantidades elevadas dessa enzima. Assim, a dose aplicada do herbicida torna-se insuficiente para inibir todas as cópias enzimáticas, garantindo a sobrevivência da planta. Esse mecanismo foi relatado pela primeira vez em Amaranthus palmeri resistente ao glyphosate (Gaines et al., 2010) e, posteriormente, em outras espécies como A. tuberculatus, Lolium perenne spp. multiflorum e Kochia scoparia.
Metabolismo e desintoxicação do herbicida
O metabolismo e desintoxicação do herbicida por sua vez, consistem em um mecanismo de resistência no qual a planta daninha é capaz de degradar o herbicida em compostos não tóxicos antes que ele cause danos. Esse processo envolve principalmente as enzimas citocromo P450 (oxidação) e glutationa (conjugação), conferindo resistência a diversos grupos de herbicidas, como ACCase, ALS, Fotossistema I e II, divisão celular, auxinas sintéticas e EPSPs. A eficiência da metabolização varia conforme a espécie, o estádio de desenvolvimento e as condições ambientais, podendo uma mesma dose ser tóxica em certas situações e inofensiva em outras. Como é controlado por vários genes, esse mecanismo apresenta menor probabilidade de evolução (Borgato & Netto, 2016).
Absorção e/ou translocação diferencial (redução da concentração do herbicida no local de ação)
De forma sucinta, conforme explicado por Borgato & Netto (2016), a resistência de plantas daninhas por absorção e/ou translocação diferencial ocorre quando há menor mobilidade do herbicida nos tecidos vegetais e/ou maior retenção foliar, reduzindo a quantidade que chega ao sítio de ação e, consequentemente, os efeitos fitotóxicos.
Sequestro ou compartimentalização do herbicida
O sequestro ou compartimentalização do herbicida é um mecanismo de resistência em que a planta impede que o produto atinja o local de ação em concentrações suficientes para causar controle, armazenando-o em compartimentos celulares, como os vacúolos. Esse processo pode estar associado à menor retenção foliar, absorção ou translocação do herbicida (Borgato & Netto, 2016).
Em suma, as plantas apresentam diferentes mecanismos de resistência os quais podem ser utilizados para sobreviver aos efeitos dos herbicidas, podendo inclusive, uma planta apresentar mais de um mecanismos de resistência, conferindo assim resistência a múltipla a herbicidas de diferentes princípios ativos e mecanismos de ação.
Para ter acesso ao conteúdo completo do material desenvolvido por Borgato & Netto (2016) clique aqui!

Referências:
BORGATO, E. A.; NETTO, A. G. RESISTÊNCIA MÚLTIPLA E CRUZADA: CASOS NO BRASIL E MECANISMOS DE RESISTÊNICA DE PLANTAS DANINHAS A HERBICIDAS. Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC), 4° ed., cap. 3, 2016. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/livro_Hrac.pdf >, acesso em: 02/10/2025.
CHRISTOFFOLETI, P. J. et al. RESISTÊNCIA MÚLTIPLA E CRUZADA: CASOS NO BRASIL E MECANISMOS DE RESISTÊNICA DE PLANTAS DANINHAS A HERBICIDAS. Associação Brasileira de Ação à Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas (HRAC), 4° ed., cap. 1, 2016. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/livro_Hrac.pdf >, acesso em: 02/10/2025.
HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTANT WEED DATABASE, 2025. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/ChronologicalIncrease.aspx >, acesso em: 02/10/2025.
Foto de capa: Leandro Vargas

Sustentabilidade
Mercado brasileiro de milho deve ter dia mais cauteloso nos negócios, atento ao relatório do USDA – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho deve ter uma quarta-feira mais cautelosa nos negócios, com as atenções voltadas ao relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado hoje. O dólar opera em queda frente ao real. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago sobe, reagindo frente às perdas de ontem.
O mercado brasileiro de milho teve uma terça-feira um pouco mais agitada depois que o dólar avançou bem. Houve melhor movimento principalmente no porto, com o câmbio mais favorável às exportações. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, há muita expectativa para o relatório de oferta e demanda de agosto, que será divulgado nesta quarta-feira, pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Molinari destaca que o mercado aguarda o relatório para decisões de venda do milho. Quanto aos preços, internamente não houve maiores mudanças, mas nos portos houve uma leve melhora diante da subida do dólar.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 66,00/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,50/68,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 59,00/61,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 57,00/58,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
* 0s contratos de milho com entrega em setembro operam a US$ 4,40 3/4, alta de 4,00 centavos, ou 0,91% relação ao fechamento anterior.
* O mercado avança na expectativa pelo relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado às 13h desta quarta-feira (12). A alta do petróleo também favorece as cotações.
Para o relatório, estimativas compiladas pelo The Wall Street Journal e pela Dow Jones apontam produção norte-americana de milho de 15,944 bilhões de bushels em 2026/27, enquanto a Reuters projeta 15,934 bilhões, ambos abaixo dos 16 bilhões de bushels estimados em julho. Para os estoques finais dos Estados Unidos, as projeções também ficam abaixo das indicadas no mês passado.
Para os estoques finais norte-americanos da temporada 2026/27, The Wall Street Journal e Dow Jones projetam 1,73 bilhão de bushels, enquanto a Reuters aponta 1,725 bilhão, ambos abaixo dos 1,790 bilhão de bushels indicados em julho. No cenário global, as estimativas são de estoques finais de 273,4 milhões de toneladas, segundo The Wall Street Journal e Dow Jones, e de 273,77 milhões de toneladas, conforme a Reuters, frente aos 275,26 milhões de toneladas projetados no mês passado.
Ontem (11), o mercado foi pressionado pela expectativa de um clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e por um ajuste de posições antes do relatório de agosto de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã (12).
As chuvas e temperaturas mais amenas registradas na última semana no Meio-Oeste norte-americano reduziram parte das preocupações climáticas. O USDA informou que, até 9 de agosto, 61% das lavouras norte-americanas de milho estavam em condições boas ou excelentes, 25% em situação regular e 14% entre ruins e muito ruins. Os percentuais seguiram os mesmos em relação à semana anterior.
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,36 3/4, baixa de 1,50 centavo, ou 0,34% relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,60 1/2, queda de 1,25 centavo, ou 0,27% por bushel em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
* O dólar comercial registra baixa de 0,20% a R$ 5,1531. O Dollar Index registra baixa de 0,02% a 99,801 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
* A maioria das bolsas da Ásia fechou com cotações firmes. China, +0,32%. Japão, +0,87%.
* As principais bolsas na Europa operam mistas. Paris, -0,09%. Frankfurt, +0,50%. Londres, +0,06%.
* O petróleo opera em alta. Setembro do WTI em NY: US$ 83,54 o barril (+0,40%).
AGENDA
09:00 – Pesquisa Mensal de Serviços/IBGE.
09:30 – Indice de Preços ao Consumidor (CPI, julho).
11:30 – Relatório Semanal de Petróleo da EIA (07/08).
13:00 – Relatório de O&D mundial e norte-americana de grãos de agosto (Wasde)/USDA.
– Resultados financeiros: Rumo, SLC, BB e Minerva.
—–Quinta-feira (13/08)
03:00 – Reino Unido: PIB – primeira estimativa trimestral (2º trimestre).
03:00 – Reino Unido: PIB mensal (junho).
06:00 – Zona do Euro: Produção Industrial (junho).
09:00 – Pesquisa Mensal de Comércio/IBGE.
09:00 – Levantamento Sistemático da Produção Agrícola/IBGE.
09:00 Atualização da projeção para a safra brasileira de grãos 2025/26/Conab.
09:30 – Indice de Preços ao Produtor (PPI, julho).
09:30 – Dados de exportação semana de grãos dos EUA/USDA.
15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.
15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
– Resultados financeiros: Raizen, 3tentos e MBRF.
—–Sexta-feira (14/08)
06:00 – Zona do Euro: PIB – estimativa preliminar (2º trimestre).
06:00 – Zona do Euro: Emprego – estimativa preliminar (2º trimestre).
16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.
– Resultados financeiros: Cosan e Vibra.
Autor/Fonte: Arno Baasch – arno@safras.com.br) / (Agência Safras)
Sustentabilidade
Saiba como ficaram as cotações brasileiras de soja em dia de relatório do USDA

O mercado brasileiro de soja apresentou uma sessão de cotações mais firmes, sustentado pela melhora da paridade na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e pelo avanço das indicações nos portos. Apesar da valorização dos preços, o volume de negócios reportado permaneceu limitado, diante da postura mais cautelosa dos produtores.
“O mercado tem um quadro de disputa no mercado interno, com a indústria buscando ofertas de soja, enquanto os produtores que ainda possuem produto seguem cadenciando as vendas”, afirmou o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira.
Para Silveira, o basis doméstico também permanece firme, com boas indicações no mercado CIF fábrica. Ainda assim, os produtores continuam buscando preços mais elevados antes de fechar novos negócios, o que contribui para limitar a liquidez.
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No porto, as indicações também melhoraram, principalmente para pagamentos mais à frente. Para agosto, no entanto, a janela para novas operações de exportação já está mais curta, reduzindo o espaço para negócios com embarque imediato.
De acordo com o analista, o dólar também vem contribuindo para o ajuste das posições recentes. “Os prêmios seguem em patamares firmes, sustentados pela demanda nos portos”, destaca.
Preços de soja no Brasil
No mercado físico, as cotações apresentaram movimentos de alta em algumas das principais praças produtoras:
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 140,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 141,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,50
- Rio Verde (GO): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
- Paranaguá (PR): a saca avançou de R$ 146,00 para R$ 147,00
- Em Rio Grande (RS): as referências passaram de R$ 147,00 para R$ 148,00.
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Apesar de o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter ficado entre neutro e baixista, os preços acompanharam a sinalização dos mercados vizinhos. Trigo e milho tiveram ganhos consistentes em meio à escalada do conflito no Mar Negro e aos temores de aperto da oferta.
A sinalização de boa demanda pela soja americana por parte dos chineses ajudou a sustentar as cotações. Hoje, os exportadores privados reportaram a venda de 244 mil toneladas para a China.
A estatal chinesa Sinograin vendeu cerca de 89% das 516 mil toneladas de soja importada ofertadas em seu terceiro leilão realizado nas últimas semanas nesta quarta-feira, segundo dois traders com atuação na Ásia consultados pela Reuters, enquanto a empresa estatal de estoques busca liberar espaço para a chegada de cargas de soja dos Estados Unidos.
Relatório de agosto
O relatório de agosto do USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,519 bilhões de bushels em 2026/27, o equivalente a 123 milhões de toneladas. A produtividade foi reduzida de 53 para 52,7 bushels por acre. No relatório anterior, a estimativa era de 4,475 bilhões de bushels, ou 121,8 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 4,469 bilhões de bushels, ou 121,6 milhões de toneladas.
Os estoques finais estão projetados em 320 milhões de bushels, ou 8,71 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 310 milhões de bushels, ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 302 milhões de bushels, ou 8,22 milhões de toneladas.
O USDA está trabalhando com esmagamento de 2,78 bilhões de bushels, acima dos 2,75 bilhões de julho, e exportações de 1,66 bilhão, sem alteração na comparação com o relatório anterior. Para a temporada 2025/26, o Departamento indicou estoques de passagem de 325 milhões de bushels, enquanto o mercado previa estoques de 324 milhões.
O USDA projetou safra mundial de soja em 2026/27 em 442,25 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de produção de 441,7 milhões de toneladas.
Os estoques finais para 2026/27 estão estimados em 124,21 milhões de toneladas, abaixo da previsão do mercado de 124,4 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2025/26 estão estimados em 125,12 milhões de toneladas, abaixo do esperado pelo mercado, de 125,6 milhões.
O USDA indicou safra brasileira em 2025/26 em 180,5 milhões de toneladas, contra 180 milhões do relatório anterior. Para 2026/27, a estimativa é de 186 milhões de toneladas. A produção da Argentina em 2025/26 está prevista em 49,5 milhões de toneladas, contra 50 milhões indicadas em julho. Para 2026/27, o USDA está trabalhando com safra de 50 milhões de toneladas.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 14,50 centavos de dólar, ou 1,24%, a US$ 11,83 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,99 por bushel, com elevação de 14,75 centavos de dólar, ou 1,24%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 4,20, ou 1,35%, a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,76 centavos de dólar, com ganho de 0,64 centavo, ou 0,93%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,26%, sendo negociado a R$ 5,1772 para venda e a R$ 5,1752 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1361 e a máxima de R$ 5,1807.
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Sustentabilidade
STF reconhece validade da Moratória da Soja

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (12), validar a Moratória da Soja, acordo firmado há 20 anos por empresas que atuam no setor para barrar a compra de soja de áreas desmatadas após 2008.
Por maioria de votos, o plenário do Supremo entendeu que o pacto privado entre as empresas está de acordo com a Constituição e ajuda a preservar o meio ambiente.
A Corte também determinou o arquivamento de processos administrativos que estão no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para contestar a validade da moratória e solicitar indenizações.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) solicitou uma ação contra uma lei de Mato Grosso que restringiu a concessão de benefícios fiscais para empresas que participam de acordos que limitam a expansão agropecuária. Além disso, uma lei de Rondônia que trata do mesmo tema também foi contestada.
O voto condutor do julgamento foi proferido por Flávio Dino. O ministro entendeu que leis estaduais podem restringir benefícios fiscais e também se manifestou sobre a compatibilidade do acordo com a Constituição.
“A Moratória da Soja existe e amanhã pode continuar a existir. Nada está a impedir que atores privados pactuem relações de compra e venda, de acordo com suas políticas empresariais”, afirmou.
Votação
A manifestação a favor da validade da Moratória da Soja foi acompanhada pelos seguintes ministros: Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça ficaram vencidos em parte e entenderam que a validade da moratória não pode ser analisada pelo STF, mas pelo Cade.
Posicionamento da Abiove
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse que a decisão do STF traz uma definição jurídica abrangente sobre os questionamentos relacionados à iniciativa.
Para a associação, a decisão contribui para encerrar um período de intensa insegurança jurídica e reafirma a legitimidade de compromissos voluntários e de políticas corporativas voltadas ao atendimento das demandas dos mercados e à promoção de cadeias produtivas sustentáveis.
Segundo a nota, a iniciativa demonstrou ser possível conciliar a expansão da produção agrícola no bioma Amazônia com a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que contribuiu para fortalecer a credibilidade e a competitividade internacional da soja brasileira.
Por fim, a Abiove afirma a esperança de que a decisão permita superar de vez a judicialização do tema e dar início à nova fase de diálogo entre os diferentes setores da cadeia produtiva, com foco em segurança jurídica, competitividade e sustentabilidade.
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