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“Mato Grosso é a definição de produção sustentável”, afirma presidente de ONG americana

Declaração feita durante o Seminário Pré-COP 30, que reuniu especialistas internacionais
Mato Grosso foi apontado como exemplo mundial de produção sustentável pelo presidente do Earth Innovation Institute, Daniel Nepstad, durante o Seminário Pré-COP 30, realizado nesta quinta-feira (9.10), em Brasília.
O evento, promovido pelo Governo de Mato Grosso e pelo Instituto PCI (Produzir, Conservar e Incluir), reuniu autoridades nacionais e internacionais para discutir o futuro da agenda ambiental global.
“O mundo depende da soja, da carne, do algodão e de outros produtos que vêm de Mato Grosso. O Estado produz muito mais do que consome. Mas o que realmente importa é como esses produtos são gerados. E, para mim, sem dúvidas, Mato Grosso é a definição de commodities sustentáveis. Porque aqui não se trata apenas de verificar se um produtor desmatou ou não. Aqui se mede o desempenho ambiental, social e produtivo em toda a escala: indígenas, assentados, comunidades tradicionais e grandes produtores. Mato Grosso tem métricas, metas e governança. É pioneiro. É referência”, pontuou.
A enviada especial do Clima e Florestas da Embaixada da Noruega, Inês Marques, também registrou a importância de Mato Grosso no cenário ambiental mundial.
“Mato Grosso pode marcar o ritmo mundial quando o assunto é integrar proteção florestal e agricultura sustentável. A Noruega tem orgulho de apoiar iniciativas como o PCI e o REM MT [REDD Early Movers], que já estão dando resultados concretos”, disse.
Já Rita Walraf, secretária de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha, destacou que conferiu de perto os efeitos das políticas ambientais praticadas pelo estado.
“Vi isso com meus próprios olhos nas ações do programa REM. É possível combinar justamente a produção, a conservação e a inclusão das pessoas que muitas vezes ficam para trás nas políticas públicas”, afirmou.
Em sua fala, o governador Mauro Mendes ressaltou o fato de Mato Grosso ser o maior produtor de alimentos do país e, ainda assim, preservar 60% do território.
“Nenhum lugar no mundo consegue fazer isso. Nossa matriz energética é uma das mais limpas do planeta. Nossas leis ambientais são das mais rígidas. O Brasil faz sua parte. E Mato Grosso está na vanguarda disso. É esse o posicionamento que precisamos levar para a COP em Belém. Mostrar ao mundo o quanto produzimos e preservamos, e que os países ricos precisam colaborar com isso”, completou.
O Seminário Pré-COP 30 também marcou os 10 anos da Estratégia PCI. O evento contou com apoio do REM MT, IDH Brasil, Earth Innovation Institute e Famato.
Também participaram do evento o senador Wellington Fagundes; o deputado estadual e presidente da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa, Carlos Avallone; os secretários de Estado Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Basílio Bezerra (Planejamento e Gestão) e Dr. Leonardo (Escritório de Representação); o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Silvio Rangel; o gestor jurídico do Sistema FAMATO, Rodrigo Bressane; o diretor executivo do Instituto PCI, Richard Smith; a diretora executiva do IDH Brasil, Manuela Santos Maluf; e o presidente do IMAC, Caio Penido.
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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.
O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.
Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.
Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.
Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.
De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.
Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.
Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.
Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.
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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.
No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.
Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.
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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.
Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).
Fonte: Climatempo Advisor API
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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.
Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.
Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.
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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.
Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.
Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.
Fonte: Estadão Conteúdo
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