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Lista de produtos que têm direito a bônus do PGPAF é atualizada; confira

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A lista com o bônus de descontos do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar (PGPAF), calculado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), já foi divulgada.

Neste mês, passam a contar com os benefícios do programa os produtores de raiz de mandioca em Santa Catarina, mel de abelha em Sergipe e no Rio Grande do Sul, feijão-caupi no Amapá e arroz em Santa Catarina, Sergipe e Tocantins.

Além desses, outros 18 produtos em diferentes estados brasileiros estão contemplados na lista publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (9/10). O bônus entra em vigor a partir de amanhã (10) e segue até 9 de novembro.

Maiores descontos

Os maiores bônus serão concedidos aos produtores de cebola em São Paulo e Paraná, com diferença entre o preço de garantia e o valor de comercialização de 70,31% e 65,62%, respectivamente. O feijão-caupi no Amapá terá desconto de 64,92%, a batata no Paraná receberá abatimento de 59,65%, e o mel de abelha no Rio Grande do Sul terá bônus de 54,52%.

Outros produtos contemplados

Além dos estados já citados, também terão direito ao bônus os produtores de:

  • Açaí (Acre)
  • Alho (Minas Gerais e Goiás)
  • Arroz (Mato Grosso e Ceará)
  • Banana (Pernambuco)
  • Batata (Rio Grande do Sul e Distrito Federal)
  • Borracha natural cultivada (Espírito Santo e São Paulo)
  • Cará (Amazonas e Espírito Santo)
  • Castanha de caju (Piauí e Rio Grande do Norte)
  • Cebola (Bahia e Distrito Federal)
  • Erva-mate (Santa Catarina)
  • Feijão (Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul)
  • Feijão-caupi (Pará, Tocantins, Maranhão, Pernambuco, Piauí e Mato Grosso)
  • Laranja (Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul)
  • Leite (Maranhão)
  • Manga (Bahia)
  • Maracujá (Minas Gerais)
  • Mel de abelha (Bahia, Paraíba, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul)
  • Milho (Bahia e Maranhão)
  • Raiz de mandioca (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo)
  • Sisal (Bahia e Paraíba)
  • Trigo (Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul)

Como funciona

A portaria com os valores do bônus mensal é divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). O benefício do PGPAF é concedido sempre que o valor de mercado dos produtos fica abaixo do preço de garantia, com base nos custos de produção elaborados pela Conab.

O programa tem como objetivo apoiar o produtor familiar na implantação, ampliação ou modernização de estruturas de produção, beneficiamento e indústrias em áreas rurais e comunitárias.

Para acessar a lista com todos os produtos contemplados neste mês e os percentuais de bônus acesse aqui.

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Banco do Brasil estima R$ 2 bilhões em propostas no Show Rural Coopavel 2026

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Foto: Banco do Brasil

O Banco do Brasil estima acolher R$ 2 bilhões em propostas de crédito rural para agricultores familiares, médios e grandes produtores durante o Show Rural Coopavel, entre 9 e 13 de fevereiro, em Cascavel, no Paraná.

As taxas oferecidas pela instituição são a partir de 2,5% ao ano, com recursos do Plano Safra para todas as linhas de crédito.

O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Gilson Bittencourt, destaca que a preparação para a feira começou ainda em janeiro, com a realização de 95 reuniões prévias com produtores rurais e suas cooperativas para apresentação das condições que o banco oferecerá durante os cinco dias de evento.

“Participar do Show Rural Coopavel ao longo de todos esses anos reforça o compromisso histórico do Banco do Brasil com o agro do Paraná. Estaremos mais uma vez reafirmando a nossa proximidade com quem produz e seguiremos financiando os investimentos necessários para o fortalecimento e desenvolvimento dos agricultores familiares, dos médios e dos grandes produtores, bem como das cooperativas agropecuárias, sempre de acordo com a realidade de cada perfil”, afirma Bittencourt.

Condições do banco na feira

O banco prevê que mais de 50 municípios paranaenses contarão com as condições preparadas para o Show Rural Coopavel: 10% de desconto na contratação dos Seguros Agrícolas Área Financiada e Área Não Financiada, e 10% de desconto na contratação do Seguro Patrimônio Rural.

A instituição também promete oferecer 30% de descibti aos clientes na compra dos grupos de veículos pesados e imobiliário do Consórcio Agro.

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Moagem de cana atinge 605 mil toneladas na 1ª quinzena de janeiro, diz Unica

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Foto: Mayke Toscano/Gcom-MT

As unidades produtoras de cana-de-açúcar da região Centro-Sul processaram 605,09 mil toneladas na primeira quinzena de janeiro, referente à safra 2025/26, que vai de abril a março do ano seguinte. O volume é 100,99% maior em comparação com o registrado em igual período da safra 2024/25, quando a moagem atingiu 301,10 mil toneladas.

As informações constam do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta sexta-feira (6).

Queda no açúcar e alta no etanol

A produção de açúcar nos primeiros 15 dias de janeiro totalizou 7,32 mil toneladas, queda de 32,12% na comparação com o volume registrado em igual período na safra 2024/2025.

Na primeira quinzena de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 427,42 milhões de litros, aumento de 16,06% ante igual período da safra anterior. Desse total, 244,93 milhões de litros são de etanol hidratado (+5,66%) e 182,49 milhões de litros de etanol anidro (+33,77%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de janeiro, 89,96% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,49 milhões de litros neste ano, ante 354,38 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025, um aumento de 8,50%.

Mais unidades processando cana

Na primeira metade de janeiro, operavam 27 unidades produtoras na região Centro-Sul, das quais nove unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No igual período da safra anterior, 24 unidades produtoras estavam em operação. Ao fim da quinzena, cinco unidades encerraram a moagem.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), registrado na primeira quinzena de janeiro, atingiu 132,95 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, em comparação com 118,32 kg por tonelada na safra 2024/2025, variação positiva de 12,36%. O destino da cana para etanol foi de 90,45% na primeira quinzena de janeiro.

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Cinco anos após acordo, ações de reparação em Brumadinho já somam mais de R$ 20 bi

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Foto: Agência de Minas Gerais

Cinco anos após a assinatura do acordo judicial de reparação pela tragédia de Brumadinho, o governo de Minas Gerais e instituições de Justiça reforçam as ações para compensar os danos socioeconômicos e ambientais causados pelo rompimento da barragem da Vale, em 2019, que deixou 272 vítimas.

Segundo levantamento apresentado pelo estado, dos R$ 37,6 bilhões previstos para execução ao longo de dez anos, mais de R$ 20 bilhões já foram aplicados em iniciativas de reparação socioeconômica e ambiental.

Ao todo, são 421 projetos, priorizando municípios diretamente atingidos. Segundo o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias, as ações estão divididas em dois eixos principais, reparação socioambiental e socioeconômica.

“O eixo de reparação socioambiental, cuja responsabilidade de reparação do dano causado no meio ambiente é da Vale, a empresa que deu causa. E do outro lado, temos a reparação socioeconômica, que somam algo próximos a 37,2 bilhões”, destaca o secretário-adjunto da Seplag-MG, Rodrigo Matias.

Das mais de 400 iniciativas, 309 já estão em execução, com investimentos que abrangem áreas estratégicas como infraestrutura, saúde, saneamento, meio ambiente e agricultura. Entre as ações já realizadas estão a recuperação de cerca de 13 quilômetros de estradas, ampliação de unidades de saúde e hospitais regionais, além de apoio direto à produção rural, feiras livres e ações de abastecimento.

Na frente ambiental, segue a retirada de rejeitos do rio Paraopeba, especialmente na chamada “zona quente”, área mais impactada pelo rompimento. A expectativa é de que a execução completa do acordo ocorra dentro do prazo de dez anos.

“Temos definido um montante de R$ 37 bilhões, mas da reparação ambiental, esse recurso não tem limite, não tem teto. Esses trabalhos já começaram, principalmente na zona quente com a remoção do rejeito e eles tendem avançar. A expectativa de execução do acordo é de 10 anos para os projetos”, afirma Matias.

O governo estadual afirma que as medidas buscam reconstruir as regiões afetadas e reduzir riscos futuros, com descomissionamento de barragens e mudanças na gestão de segurança. “Nós estamos deixando um estado melhor para aqueles que sobreviveram”, declara o governo de Minas Gerais, Romeu Zema.

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