Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Soja em leve alta com o mercado sem informações e sem o anúncio de auxílio – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 07/10/2025
FECHAMENTOS DO DIA 07/10
O contrato de soja para novembro fechou em alta de 0,42% ou $ 4,50 cents/bushel, a $1.022,00. A cotação de janeiro encerrou em alta de 0,36% ou $ 3,50 cents/bushel, a $ 1.039,50. O contrato de farelo de soja para outubro fechou em alta de 0,04% ou $ 0,10/ton curta, a $ 268,9. O contrato de óleo de soja para outubro fechou em alta de 1,49% ou $ 0,74/libra-peso, a $ 50,53.
ANÁLISE DA ALTA
A soja negociada em Chicago fechou em alta nesta terça-feira. Sem alguns dados fundamentais, as cotações da soja se apoiaram na expectativa do programa de auxílio aos agricultores, que o governo dos EUA prometeu divulgar nesta terça, mas algumas fontes já prorrogaram para o final de semana e outros analistas acham difícil implementar até que acabe a paralização do governo americano.
A ajuda pode ser neutra ou levemente “altista” para o mercado, dependendo de seu tamanho, disse Andrey Sizov, diretor da SovEcon, acrescentando que não há sinais de progresso na retomada do comércio de soja. “Continuo cético com relação a qualquer avanço aqui em 2025. A China está bem protegida e provavelmente poderia tentar jogar essa carta mais tarde, em 2026, mais perto das eleições de meio de mandato”, disse ele, referindo-se às eleições para o Congresso dos EUA.
O fato no momento é, sem os dados oficiais e sem a negociação efetiva com a China, a soja pode a qualquer momento escapar da curta faixa valores que está oscilando e mudar completamente o cenário atual. “Em termos sazonais, a soja tende a chegar ao fundo do poço no início de outubro. Provavelmente, já estamos com 50% da safra colhida, as vendas dos agricultores têm sido leves e o consumidor final está se esforçando um pouco para obter cobertura para o esmagamento”, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities para a Reuters.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-NOVAS DATAS PARA AJUDA DO GOVERNO (baixista)
O mercado de soja fechou com leves altas em Chicago, com os traders aguardando notícias da Casa Branca sobre a ajuda governamental que será fornecida aos agricultores pelos danos causados pela guerra tarifária desencadeada pelo governo Trump, particularmente dura para a soja, com vendas zero para a China em 2025/2026. Na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a ajuda seria anunciada hoje, embora notícias agora especulem que ela só será anunciada no final da semana. O valor estimado deve variar entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões. O que não está claro é quando esses fundos começarão a chegar aos produtores, dada a paralisação do governo americano em andamento.
EUA-SAFRA PODE SER MENOR (altista)
Contribuindo para a tendência de alta estava a possibilidade de o volume final da colheita dos EUA cair abaixo dos 117,05 milhões de toneladas projetados pelo USDA para setembro. Vale lembrar que o novo relatório mensal da agência estava programado para ser divulgado na quinta-feira, mas foi adiado devido à paralisação do governo americano.
EUA-MERCADO ESTIMA COLHEITA ENTRE 38-41% (baixista)
Por esse mesmo motivo, o USDA não divulgou seu relatório semanal de safra ontem, de modo que o mercado está assumindo uma área colhida entre 38% e 41%, em comparação com 19% na semana anterior e os 47% reportados pela agência em 7 de outubro de 2024.
EUROPA IMPORTA MENOS SOJA (baixista)
A Comissão Europeia informou hoje que, entre 1º de julho e 5 de outubro, a União Europeia importou 3,28 milhões de toneladas de soja, 4% a menos que no mesmo período de 2024. Um dado positivo para os interesses do mercado americano foi que, na semana passada, as vendas de soja dos EUA para o bloco europeu subiram de 744.642 para 970.695 toneladas, volume que supera as 908.573 toneladas negociadas no mesmo período do ano passado. O Brasil continua sendo o principal fornecedor de soja da UE, com transações totalizando 1.849.649 toneladas. Em relação ao farelo de soja, a agência da UE relatou importações de 4,77 milhões de toneladas, 1% abaixo do volume importado um ano antes. Os maiores fornecedores são Brasil e Argentina, com 2.652.723 e 1.526.282 toneladas, respectivamente.
BRASIL PLANTIO ESTÁ EM 8,2% (baixista)
Em seu relatório semanal de ontem, a Conab informou que o avanço do plantio de soja no Brasil está em 8,2% da área planejada, ante 3,5% no relatório anterior; 5,1% no mesmo período em 2024; e a média de 9,4% dos cinco anos anteriores.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Condições de mercado estão difíceis para o produtor nacional de soja – MAIS SOJA

O mercado mundial de soja passa por um momento de dificuldades. A ampla oferta da oleaginosa e as expectativas favoráveis pressionam as cotações. Em termos domésticos, a combinação de queda dos contratos futuros em Chicago e do dólar tornar o ritmo dos negócios ainda mais lento.
O cenário é cada vez mais complexo para a soja, tanto internamente como no exterior. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, que participou nesta semana do 11o Safras Agri Week. “Para o Brasil, o maior desafio é o preço”, afirma.
Nos Estados Unidos, a demanda interna está aquecida, com bons esmagamentos, e ainda há a expectativa do retorno da China à ponta compradora. Para o produtor brasileiro, o consultor acredita que pode haver mais oportunidades no segundo semestre, se os estoques norte-americanos apertarem e sustentarem a Bolsa de Mercadorias de Chicago.
Na Argentina, a situação é bastante tranquila, conforme o analista Agustin Geier. “É muito cedo para se falar em atraso de colheita no país”, frisa. “Além disso, são esperadas 49,8 milhões de toneladas, o que é um patamar muito bom para nós”, relata, acrescentando que tudo está correndo bem e sem expectativa de quebra de safra argentina.
Nos subprodutos, a volatilidade tem sido muito grande com a guerra no Irã, que impulsionou os preços do petróleo. “Trouxe suporte ao óleo de soja, que é uma das alternativas para a produção de biodiesel”, finaliza o analista e consultor Gabriel Viana.
Conab e Abiove
A produção brasileira de soja deverá totalizar 179,151 milhões de toneladas na temporada 2025/26, com aumento de 4,5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 7º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na estimativa anterior, a previsão estava em 177,85 milhões de toneladas.
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou as estatísticas do complexo soja, elevando as projeções para o ano de 2026. O novo balanço aponta que o Brasil deve atingir um patamar recorde de esmagamento interno, impulsionado pela robustez da safra e pela crescente demanda por derivados.
As estimativas para 2026 foram revisadas positivamente em relação ao levantamento anterior, com o processamento de soja no país devendo alcançar 62,2 milhões de toneladas, um aumento de 1,1%. Esse avanço na atividade industrial reflete-se diretamente na oferta de produtos de maior valor agregado, com a produção de farelo de soja estimada em 47,9 milhões de toneladas e a de óleo de soja em 12,5 milhões de toneladas.
Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da ABIOVE, destaca que a atualização dos dados reforça o amadurecimento e a resiliência da indústria brasileira. “O ajuste positivo nas expectativas de processamento evidencia a resiliência do setor frente à safra recorde. A conversão da matéria-prima em produtos de maior valor agregado fortalece os pilares da matriz energética e do suprimento alimentar brasileiro”, afirma.
Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Safras News
Sustentabilidade
Volatilidade marca mercado de soja e mantém ritmo moderado de negócios no Brasil

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana com um ritmo moderado de negócios, em meio a oscilações ao longo do dia. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a sessão foi marcada por dois momentos distintos, refletindo a instabilidade nos principais formadores de preço.
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Pela manhã, o dólar e a Bolsa de Chicago operaram em queda, pressionando as cotações e reduzindo a oferta, especialmente nos portos. Esse movimento deixou os preços mais fracos no início do dia, com pouca disposição de venda por parte dos produtores.
Ao longo da sessão, no entanto, Chicago mudou de direção, ainda que com oscilações limitadas. Com isso, os preços passaram a variar entre estabilidade e leve baixa, dependendo da praça e das condições de pagamento. O produtor segue negociando conforme a necessidade de caixa, enquanto a indústria aproveita os níveis atuais para recompor margens.
No mercado físico brasileiro, as cotações apresentaram comportamento misto entre estabilidade e recursos pontuais. Saiba mais:
Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): manteve em R$ 122,00
- Santa Rosa (RS): manteve em R$ 123,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 119,00 para R$ 118,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 108,00
- Dourados (MS): desceu de R$ 111,00 para R$ 110,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 110,00
- Paranaguá (PR): queda de R$ 129,00 para R$ 128,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 128,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em leve alta nesta sexta-feira (17) na Bolsa de Chicago, em mais uma sessão volátil. O mercado foi influenciado pelo reposicionamento de carteiras antes do fim de semana e pelo comportamento de outros ativos.
Na semana, o contrato maio acumulou queda de 0,71%. A desvalorização do dólar frente a outras moedas trouxe algum suporte às cotações, ao aumentar a competitividade da soja americana no mercado internacional.
Por outro lado, a forte queda do petróleo, diante de expectativas de avanço em negociações no Oriente Médio, limitou a recuperação dos preços da oleaginosa.
O mercado também acompanha o início do plantio da nova safra nos Estados Unidos. A previsão de retorno das chuvas pode atrasar os trabalhos de campo, mas tende a beneficiar o desenvolvimento inicial das lavouras.
Contratos futuros
Os contratos com entrega em maio fecharam com alta de 3,50 centavos de dólar, ou 0,30%, a US$ 11,67 1/4 por bushel. A posição julho encerrou cotada a US$ 11,83 por bushel, com ganho de 2,50 centavos, ou 0,21%.
Entre os subprodutos, o farelo para maio caiu US$ 0,90, ou 0,27%, para US$ 331,80 por tonelada. Já o óleo de soja, também com vencimento em maio, recuou 1,17 centavo, ou 1,68%, para 68,16 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,9933 para venda e R$ 4,9813 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9502 e a máxima de R$ 4,9922. Na semana, a divisa acumulou desvalorização de 0,54%.
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Sustentabilidade
Soja mantém patamar em Chicago com pressão do plantio nos EUA e cenário global instável – MAIS SOJA

As cotações da soja, em Chicago, após ensaiarem um recuo, voltaram aos patamares da semana anterior. O primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (16) em US$ 11,63/bushel, contra US$ 11,65 uma semana antes.
A continuidade da guerra no Oriente Médio, com um cessar-fogo capenga, não permite que o mercado mundial do petróleo e outras commodities básicas se acomode. Além disso, o plantio da soja nos EUA começa a fazer pressão sobre Chicago, sendo que o chamado “mercado do clima” ganha espaço.
Por enquanto, o mercado vem sendo surpreendido pela aceleração no plantio da safra estadunidense. Até o dia 12/04 a área atingia a 6% do esperado, enquanto o mercado esperava menos, e a média para a data é 2%. Isso significa que, para o plantio, por enquanto, o clima é normal nos EUA.
Dito isso, os embarques de soja estadunidense, na semana encerrada em 9 de abril, chegaram a 814.562 toneladas, elevando o volume total, no ano comercial, para 31,5 milhões de toneladas, representando 25% a menos do que há um ano. Outra notícia que pesou sobre o mercado, e mais especificamente no mercado do farelo, foi o início da greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina. Com isso houve bloqueio de rotas direcionadas aos portos de exportação. Isso elevou o preço do farelo em Chicago, com o mesmo atingindo a US$ 334,40/tonelada curta no dia 15/04.
A mais alta cotação para este subproduto desde o dia 02/10/2024. Se não houver acordo com o governo local, a greve pode interromper “a logística da principal colheita e o abastecimento normal dos portos, em um momento crucial para a entrada de divisas no vizinho país” (cf. Clarin).
E na China as importações de soja aumentaram 14,9% em março, sobre o mesmo mês do ano anterior, porém, ficaram abaixo do que esperava o mercado. Houve atraso nos embarques do Brasil devido a inspeções mais rigorosas para descartar contaminação.
O total importado chegou a 4,02 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 6,4 milhões (cf. Reuters). Entre janeiro e março a China importou 16,6 milhões de toneladas, com um recuo de 3,1% sobre o mesmo período de 2025. Para o período de abril a junho espera-se que a média mensal importada pelos chineses seja de 10 milhões de toneladas.
Já nos EUA, a NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas) informou que o esmagamento de soja naquele país, em março, atingiu a 6,16 milhões de toneladas, sendo o segundo maior para o mês e 16% maior do que no mesmo período do ano passado.
E no Brasil, diante de um câmbio que rompeu o piso dos R$ 5,00 por dólar, fechando alguns dias da semana em R$ 4,99, os preços recuaram, com as principais praças gaúchas voltando aos R$ 117,00/saco, enquanto no restante do país os valores oscilaram entre R$ 99,00 e R$ 114,00/saco.
Enfim, em seu boletim de abril a Conab apontou que a safra brasileira de soja 2025/26 deverá atingir a 179,2 milhões de toneladas, contra 171,5 milhões no ano anterior. O Rio Grande do Sul ficará com 18,9 milhões de toneladas, ou seja, com redução de 13,3% sobre o inicialmente previsto. A área total semeada no Brasil foi de 48,47 milhões de hectares e a produtividade média ficaria em 3.696 quilos/hectare (61,6 sacos/hectare), enquanto a produtividade média gaúcha cai para 46,2 sacos.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹
1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ
Site: Ceema/Unijuí
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