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João Martins é reeleito presidente da CNA

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, foi reeleito por unanimidade nesta terça-feira (7) para mais um mandato à frente da entidade.
A eleição ocorreu na sede da CNA, em Brasília. Martins obteve o voto das 27 Federações Estaduais de Agricultura e Pecuária.
Além da presidência, foram escolhidos os vice-presidentes da Diretoria Executiva e os membros do Conselho Fiscal.
O processo foi conduzido por uma Comissão Eleitoral formada pela superintendente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Tania Zanella (presidente da comissão), pelo advogado da União Maximiliano Ferreira Temer e pelo vice-presidente tesoureiro do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Nilson Leitão.
Temos de estar unidos e preparados para o futuro, diz João Martins
Após a eleição, João Martins agradeceu o apoio das federações e destacou os resultados da atual gestão. “Há 8 anos, quando me elegi, o cenário era outro. E naquela época fiz uma promessa de fazer uma transformação no meio rural ao criar uma nova classe média no campo, com algo em torno de 400 mil novos produtores assistidos pela assistência técnica”, disse.
Segundo ele, o número foi superado. “Fizemos mais do que isso. Estamos com quase 480 mil pequenos produtores assistidos pela nossa assistência técnica. Foi uma revolução que conseguimos implementar.”
O presidente afirmou que o Sistema CNA/Senar continuará apoiando todas as federações estaduais. “Temos de estar unidos e preparados para o futuro”, declarou.
João Martins reforçou o plano de ampliar os centros de treinamento e capacitação em todos os estados. Ele também destacou a importância da assistência técnica como ferramenta de transformação no campo. “O conceito da CNA é uma Casa aberta a todos, sem donos”, afirmou.
Histórico e trajetória no setor
João Martins preside a CNA desde 2015. Antes, comandou a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e é acionista e presidente da Agropecuária João Martins S/A.
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi fundador e 1º tesoureiro da Central de Cooperativas de Leite da Bahia (CCLB) e presidente interino da Associação Baiana de Criadores (Abac).
Entre 2000 e 2018, presidiu a Faeb e o Conselho de Administração do Senar Bahia, além do Conselho Deliberativo do Sebrae Bahia.
Diretoria Executiva da CNA – Quadriênio 2025-2029
- Presidente: João Martins da Silva Júnior (BA)
- 1º vice-presidente: Gedeão Silveira Pereira (RS)
- 2º vice-presidente: Antônio Pitangui de Salvo (MG)
- 1º vice-presidente de Finanças: Humberto Miranda (BA)
- 2º vice-presidente de Finanças: Muni Lourenço Silva Júnior (AM)
- 1º vice-presidente de Secretaria: Marcelo Bertoni (MS)
- 2º vice-presidente de Secretaria: José Amílcar de Araújo Silveira (CE)
Conselho Fiscal
Efetivos:
- Álvaro Arthur Lopes de Almeida (AL)
- Paulo Carneiro (TO)
- Hélio Dias de Souza (RO)
Suplentes:
- Raimundo Coelho de Souza (MA)
- Luiz Iraçú Guimarães Colares (AP)
- José Álvares Vieira (RN)
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Safra de soja robusta? USDA divulga projeções para a oleaginosa; confira

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalteradas as projeções para as safras de soja e milho do Brasil na temporada 2025/26 em seu mais recente relatório mensal de oferta e demanda.
Para a soja, a estimativa permanece em 175 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa. Caso o volume se confirme, a produção representará um novo recorde para o país.
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Projeções para o milho
No milho, o USDA também manteve a projeção em 131 milhões de toneladas, sustentada pelas boas perspectivas para a segunda safra, responsável pela maior parte da produção nacional.
Além da produção, o órgão norte-americano preservou as estimativas para as exportações brasileiras dos dois grãos. A expectativa é de que o Brasil continue liderando o comércio global de soja e mantenha posição de destaque nas vendas externas de milho.
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Colher café na hora certa pode aumentar o rendimento e reduzir perdas, revela pesquisa da Ufes

Quem trabalha com café sabe que acertar o momento da colheita faz diferença na qualidade da bebida. O que muita gente ainda não imagina é que esse detalhe também pesa — literalmente — no rendimento da lavoura.
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Uma pesquisa da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), publicada recentemente em dois dos mais respeitados periódicos científicos internacionais da área — a Experimental Agriculture, da Cambridge University Press, e a Scientific Reports, do grupo Nature — revela que o momento da colheita pode fazer toda a diferença na rentabilidade da lavoura de café. O estudo mostra que colher frutos antes ou depois do ponto ideal de maturação reduz o peso dos grãos e, consequentemente, o rendimento comercial da produção. Em alguns materiais genéticos avaliados, essas perdas ultrapassaram 60%.
O estudo foi conduzido pelo pesquisador Fábio Luiz Partelli e equipe, que acompanharam durante todo o processo de maturação seis genótipos de café Conilon registrados pela Ufes: Pirata, Bamburral, A1, Clementino, Beira Rio 8 e P1.
Ao longo de nove coletas, realizadas a cada 14 dias, os pesquisadores monitoraram o desenvolvimento dos frutos, o acúmulo de matéria seca e o peso dos grãos. O objetivo era responder a uma pergunta simples, mas extremamente importante para o produtor: afinal, quando vale a pena colher?
A resposta veio acompanhada de números que chamam atenção. Nos frutos ainda verdes, os grãos apresentaram menor formação, coloração mais escura e perdas que chegaram a quase 68% em um dos genótipos avaliados. Já quando a colheita ocorreu próximo do ponto ideal de maturação — com aproximadamente 90% dos frutos maduros — os grãos apresentaram maior peso, melhor formação e qualidade comercial superior.
Segundo Fábio Partelli, o produtor não deve olhar apenas para a cor dos frutos, mas também planejar toda a colheita de acordo com o ciclo de maturação de cada material.
“Quando organizamos os genótipos conforme o ciclo de maturação, conseguimos distribuir melhor a mão de obra e as máquinas, reduzindo perdas e aumentando a eficiência da colheita”, explica o pesquisador. A estratégia também evita que parte da lavoura seja colhida ainda verde ou permaneça tempo demais no campo, quando os frutos já começam a perder peso naturalmente.
Outro resultado interessante é que nem todos os genótipos amadurecem no mesmo ritmo. Enquanto materiais como Pirata, A1 e Beira Rio 8 apresentam ciclos mais precoces, o genótipo P1 possui maturação mais tardia. Essa diferença reforça a importância do planejamento da lavoura desde o plantio, permitindo escalonar a colheita e utilizar melhor os recursos disponíveis.
Para Partelli, colher no momento correto representa um ganho silencioso, mas altamente rentável. Não exige novos equipamentos, não aumenta a área plantada e nem depende de insumos extras. Exige, acima de tudo, conhecimento sobre a planta e organização da propriedade.
A pesquisa reforça uma conclusão importante para a cafeicultura moderna: muitas vezes, o maior ganho do produtor não está em produzir mais frutos, mas em transformar uma quantidade maior deles em grãos de qualidade e com maior peso. Afinal, quando o assunto é café, alguns dias podem representar muitos quilos a mais no terreiro — e também mais dinheiro no fim da safra.
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Lei reconhece Mara Rosa como Capital Nacional do Açafrão

A Lei 15.464/26 concedeu ao município de Mara Rosa, em Goiás, o título de Capital Nacional do Açafrão. O texto foi sancionado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e publicado no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (10).
A norma tem origem no Projeto de Lei 2522/21, apresentado pelo ex-deputado João Campos (GO). A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal antes da sanção presidencial.
Ao justificar o projeto, João Campos citou dados sobre a cultura do açafrão em Mara Rosa. Segundo as informações apresentadas à época, o município respondia por cerca de 90% da produção goiana e por aproximadamente 30% da produção brasileira.
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Com o reconhecimento em lei, Mara Rosa passa a ter o título nacional associado à produção de açafrão. A medida formaliza, no âmbito federal, a identificação do município com a cultura agrícola mencionada no projeto.
Publicada nesta sexta-feira (10), a Lei 15.464/26 oficializa o título de Capital Nacional do Açafrão para Mara Rosa, município goiano citado no projeto como um dos principais polos da cultura no país.
Fonte: camara.leg.br
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