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5 de agosto de 2026

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Setembro termina com mercado de soja estagnado; produtores seguram vendas

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O mercado brasileiro de soja acompanhou a sinalização externa e registrou, em setembro, um mês de recuo nos preços. A consequência imediata foi a desaceleração na comercialização, com produtores segurando a oferta e aguardando cenários mais favoráveis, mesmo que os fundamentos do mercado não indiquem recuperação imediata. As informações são da consultoria Safras & Mercado.

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Cotações de soja

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134,00 para R$ 129,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 126,00 para R$ 123,00
  • Porto de Paranaguá (PR): recuo de R$ 4,00, para R$ 136,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) com vencimento em novembro caíram 5%, encerrando o mês em US$ 10,01 3/4 por bushel. A pressão sobre os preços segue ligada ao avanço da colheita americana, à menor demanda chinesa e à eliminação temporária das retenciones argentinas, que levou compradores do país asiático a agendar pelo menos 40 cargas na Argentina.

O câmbio também contribuiu para o cenário desafiador. Em setembro, o dólar desvalorizou 1,84%, fechando a R$ 5,32, pressionado pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, que tem incentivado a entrada de capital especulativo no país.

Exportações e safra brasileira

Apesar do recuo nos preços, o Brasil colheu em 2025 uma safra recorde de soja, garantindo o cumprimento de seus compromissos comerciais, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A entidade, representada por Daniel Amaral, destacou o aumento projetado do esmagamento de soja, com maior oferta de farelo e óleo.

Para o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, 2025 foi um ano de forte volatilidade. “Tivemos oferta recorde de soja brasileira, próxima de 172 milhões de toneladas, e preços relativamente bons, apesar da pressão da oferta. As exportações devem chegar a 105 milhões de toneladas”, disse. A previsão para 2026 é de outra safra recorde, de aproximadamente 180 milhões de toneladas, com expansão moderada da área plantada devido aos altos custos de produção e às taxas de juros.

USDA e estoques americanos

Nos Estados Unidos, os estoques trimestrais de soja, na posição de 1º de setembro, totalizaram 316 milhões de bushels, abaixo da expectativa de 322 milhões, representando queda de 8% em relação a 2024. Do total, 91,5 milhões de bushels estão com produtores, queda de 18%, enquanto os estoques fora das fazendas somam 225 milhões, com baixa de 3%.

O USDA elevou a estimativa para a safra americana de soja de 2024 para 4,274 bilhões de bushels, revisou a área plantada para 87,3 milhões de acres e a colhida para 86,2 milhões, mantendo a produtividade em 50,7 bushels por acre.

A divulgação de novos relatórios está suspensa devido à paralisação do governo federal. Conforme o plano de contingência do USDA, a maioria dos funcionários está em licença não remunerada, e o relatório mensal de oferta e demanda agrícola mundial (WASDE), previsto para 9 de outubro, não será publicado.

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Governo brasileiro repudia revogação de visto da embaixadora nos Estados Unidos

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Planalto classifica justificativas do governo norte-americano como falsas e afirma que medida representa escalada de ações hostis contra o Brasil

O governo brasileiro repudiou a revogação do visto da embaixadora nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, anunciada nesta terça-feira (4). O país norte-americano justificou a medida pela demora do Brasil na resposta à concessão de aprovação diplomática do indicado do governo Trump a assumir a embaixada dos EUA no Brasil.

 

O governo brasileiro rebateu as alegações, afirmando serem falsas.

 

“O Governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo Departamento de Estado dos EUA de alterar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. As duas justificativas apresentadas são falsas”.

 

Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o governo afirmou que os EUA feriram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas quando divulgaram o nome do seu indicado para assumir a embaixada no Brasil. Segundo o governo, o nome só poderia ser tornado público após a concessão da anuência do país anfitrião.

 

O pedido norte-americano, acrescenta a nota, ainda está em análise.

 

“Não há regra na Convenção de Viena estipulando prazo para a concessão do agrément”, destacou.

 

“Medidas hostis”

O governo do Brasil também citou a negativa dada a dois funcionários do governo dos Estados Unidos, e justificou a medida dizendo que a presença de ambos no país teria como objetivo colocar em dúvida o sistema eleitoral brasileiro.

 

“Fica óbvio também o interesse descabido de interferir na próxima eleição para presidente”.

 

A nota afirma que o episódio de hoje faz parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil.

 

“A decisão de hoje não é um fato isolado. Faz parte de uma escalada deliberada de medidas hostis ao Brasil, motivadas por razões ideológicas incompatíveis com uma parceria bilateral que sempre foi pautada pelo respeito mútuo”.

 

O Palácio do Planalto lembrou que autoridades brasileiras, como funcionários do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda estão sob sanções da Lei Magnitsky, impostas pelo governo norte-americano em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro por golpe de Estado. E ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem feito esforços pelo entendimento entre os dois países.

 

“O governo brasileiro não poupou esforços para resolver essas diferenças. O próprio presidente Lula, em sua visita a Washington em maio último, entre outros assuntos, solicitou ao presidente Trump o levantamento das sanções individuais”.

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Convenção do MDB confirma Janaina Riva ao Senado e apoio a Wellington ao Governo

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O MDB oficializou, na noite desta terça-feira (4), durante convenção estadual, a candidatura da deputada Janaina Riva ao Senado Federal e confirmou a aliança com o senador Wellington Fagundes (PL), que disputará o Governo de Mato Grosso.

O evento também contou com a presença do senador Jayme Campos (União Brasil), que declarou apoio à chapa formada por Wellington e Janaina. Dias antes, o parlamentar havia sido derrotado na convenção de seu partido, que optou por apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Palácio Paiaguás.

Apesar da homologação das principais candidaturas, o MDB não apresentou a relação dos concorrentes à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados. Segundo a legenda, os nomes serão divulgados nesta quarta-feira (5).

Em seu pronunciamento, Janaina afirmou que sua candidatura ao Senado enfrentou resistências por causa das articulações políticas em andamento e dos diferentes projetos eleitorais em disputa.

A deputada agradeceu o apoio das lideranças partidárias e dos partidos aliados, citando o presidente estadual do PL, Ananias Filho, além dos senadores Wellington Fagundes e Jayme Campos. Também afirmou que manterá compromisso com a coligação.

Durante o discurso, Janaina lembrou que foi a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e disse que pretende abrir espaço para uma representação feminina no Senado. Segundo ela, o objetivo é atuar em defesa dos 142 municípios do estado.

“Eu aceito esse desafio de ser a senadora do MDB, do PL, do Novo, do PRD e do Solidariedade. Vou trabalhar para que os mato-grossenses sejam ouvidos no Senado por meio da voz de uma mulher que conhece os 142 municípios de Mato Grosso e nasceu nesta terra”, declarou.

Jayme Campos também discursou durante a convenção, confirmou apoio às candidaturas de Wellington Fagundes e Janaina Riva, criticou o cenário político atual, defendeu mais lealdade entre as lideranças e afirmou que participará da campanha.

A convenção reuniu representantes do MDB, PL, Novo, PRD e Solidariedade, além de deputados, prefeitos, vereadores e lideranças de diferentes municípios, marcando o início da campanha da coligação.

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Cabo da PM é morto a tiros durante aula de artes marciais em projeto social de Várzea Grande

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Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi morto por homem de 33 anos que invadiu a estrutura do 25º BPM; alunos imobilizaram o atirador até a chegada da polícia

O cabo da Polícia Militar de Mato Grosso Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros na noite desta sexta-feira (4), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. O militar ministrava aulas de lutas marciais em um projeto social ligado ao 25º Batalhão da Polícia Militar quando foi surpreendido pelo atirador.

Conforme a PM, um homem de 33 anos invadiu a estrutura comunitária e efetuou múltiplos disparos contra o policial. O cabo Aragão foi socorrido e levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Logo após o crime, os próprios alunos que participavam do treino reagiram, imobilizaram o agressor dentro do prédio e acionaram a polícia. Uma equipe da PM realizou a prisão e o atirador foi encaminhado à Central de Flagrantes de Várzea Grande. A Polícia Judiciária Civil investiga se a motivação do crime foi passional.

O comandante do 2º Comando Regional da PMMT, coronel Ricardo Mendes, lamentou a perda. “É uma triste perda para nossa corporação, de um policial que estava exercendo a função social e teve sua vida interrompida covardemente. Esperamos que a Justiça seja feita de forma rápida e desejamos que Deus conforte todos os familiares e amigos pela perda do cabo Aragão”, declarou.

As informações sobre velório e sepultamento serão divulgadas posteriormente.

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