Sustentabilidade
Preços do milho reagiram em setembro, mas negociações evoluíram em ritmo lento no Brasil – MAIS SOJA

O mercado brasileiro de milho fechou o mês de setembro com leve valorização nos preços. As negociações, contudo, tiveram uma evolução bastante lenta.
Conforme a Safras Consultoria, os consumidores, em grande parte do mês, não adotaram uma postura agressiva nas negociações, sinalizando tranquilidade em relação a abastecimento e avaliando informações e movimentos dos preços futuros do milho, do dólar, paridade de exportação e clima.
Os produtores conseguiram um movimento de sustentação nas cotações, reduzindo as fixações de oferta do cereal ao longo de setembro, o que contribuiu para uma comercialização mais travada no mês passado.
Nas exportações, o desempenho ao longo de setembro foi positivo, com os line-ups sinalizando embarques acima de 7,4 milhões de toneladas de milho. Para o mês de outubro são esperados embarques de outras 4,9 milhões de toneladas do cereal.
No mercado internacional, setembro se mostrou negativo aos preços do milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago, em meio ao avanço da colheita nos Estados Unidos e a expectativa de uma safra recorde. As perdas somente não foram mais efetivas pelo fato de a demanda para o cereal estadunidense ter sido bastante forte ao longo do mês.
Preços internos
O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 63,54 no dia 30 de setembro, alta de 1,86% frente aos R$ 62,38 registrados no fim de agosto. No mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Cascavel, Paraná, foi cotado a R$ 61,00, avanço de 3,39% em relação ao preço de fechamento do mês retrasado.
Em Campinas/CIF, a cotação ficou em R$ 67,50, avanço de 2,27% frente aos R$ 66,00 praticados no fim de agosto. Na região da Mogiana paulista, o cereal subiu 3,33% ao longo de setembro, de R$ 60,00 para R$ 62,00.
Em Rondonópolis, Mato Grosso, a saca foi cotada a R$ 62,00, avanço de 8,77% ante o fechamento do final de agosto, de R$ 57,00. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 72,00, aumento de 1,41% frente aos R$ 71,00 do final do mês retrasado.
Em Uberlândia, Minas Gerais, o preço na venda para a saca continuou em R$ 63,00 ao longo de setembro. Já em Rio Verde, Goiás, a saca subiu 5,45%, de R$ 55,00 para R$ 58,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,324 bilhão em setembro (20 dias úteis), com média diária de US$ 66,234 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 6,631 milhões de toneladas, com média de 331,597 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 199,70.
Em relação a setembro de 2024, houve alta de 11,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 8,4% na quantidade média diária exportada e valorização de 2,6% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Fonte: Arno Baasch / Safras News
Sustentabilidade
Line-up aponta importação de 7,591 mi de t de fertilizantes de 1/7 a 3/8 – Williams – MAIS SOJA

De acordo com levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil, foi agendada a importação de 7,591 milhões de toneladas de fertilizantes no período de 1º de julho a 3 de agosto.
Pelo porto de Santos (SP) deve ser desembarcada a maior parte (2,669 milhões de toneladas). Depois aparece o porto de Paranaguá (PR), com 1,666 milhão de toneladas.
O relatório da agência leva em conta as embarcações já ancoradas, as que estão em largo esperando atracação e ainda as com previsão de chegada até o dia 27 de outubro de 2026.
Fonte: Agência Safras
Sustentabilidade
Trigo fecha em forte baixa em Chicago com avanço da colheita e melhora das lavouras nos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (4) em forte baixa. O mercado foi pressionado pelo avanço da colheita de trigo nos Estados Unidos, pela melhora das condições das lavouras de primavera e pela perspectiva de clima favorável nas principais regiões produtoras do país.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita do trigo de inverno alcançou 86% da área até 2 de agosto, ante 81% na semana anterior, em linha com o mesmo período do ano passado e com a média dos últimos cinco anos. Já o trigo de primavera apresentou melhora nas condições das lavouras, com 55% das áreas classificadas entre boas e excelentes, ante 53% na semana anterior. A colheita da cultura também avançou para 5% da área.
A queda do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado agrícola. A perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã derrubou as cotações da commodity, estimulando um movimento de vendas nas commodities agrícolas, incluindo o trigo.
Os contratos com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 6,38 1/4 por bushel, com baixa de 12,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em dezembro encerraram a US$ 6,57 por bushel, com recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 1,83%.
Fonte: Agencia Safras
Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
Milho 2ª Safra: 69,1% colhido no país entre desafios climáticos e boas produtividades – MAIS SOJA

Milho 2ª Safra- 69,1% colhido. Em MT, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as boas produtividades têm sido mantidas. No PR, a colheita avança gradualmente, favorecida pelas janelas de tempo seco.
Em MS, a colheita foi interrompida no Sudoeste devido às chuvas, mas avançou nas demais regiões. Em GO, a redução da umidade dos grãos devido ao tempo seco favoreceu ao avanço da colheita. Em SP, a colheita continua atrasada no estado devido ao prolongamento do ciclo do cereal e a alta umidade dos grãos.
Em MG, a colheita avança nas áreas de sequeiro e a baixa produtividade do cereal vai se confirmando. No TO, a colheita se aproxima dos últimos talhões e as produtividades são consideradas satisfatórias. Na BA, a colheita se aproxima do fim.
No MA, a colheita foi finalizada nos Gerais de Balsas e avança nas demais regiões. As produtividades das lavouras tardias apresentam redução. No PI, a colheita avança normalmente e se aproxima da finalização. Devido à parada precoce das chuvas, as produtividades estão inferiores às do último ciclo.
No PA, a colheita foi finalizada nos polos de Redenção e da BR-163. Nos polos de Santarém e Paragominas, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas, refletindo as condições climáticas favoráveis durante o ciclo.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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