Sustentabilidade
Chicago/CBOT: Milho fechou em alta com compras de oportunidade – MAIS SOJA

Por T&F Agroeconômica, comentários referentes à 02/10/2025.
FECHAMENTOS DO DIA 02/10
Chicago: A cotação de dezembro, fechou em alta de 1,26% ou $ 5,50 cents/bushel, a $421,75. A cotação para março fechou em alta de 1,21% ou $ 5,25 cents/bushel, a $ 438,00.
ANÁLISE DA ALTA
O milho negociado em Chicago fechou em alta nesta quinta-feira. A demanda tem evitado que as cotações do milho caíam na mesma proporção que os armazéns americanos são preenchidos. Sem esses dados oficiais de vendas para o exterior, visto a paralização do governo americano, o mercado encontrou folego no anúncio do auxílio do governo americano aos agricultores. Isso abriu espaço para as compras de oportunidade dos Fundos de Investimentos, que precisavam recompor suas posições vendidas.
B3-MERCADO FUTURO DE MILHO NO BRASIL
B3: O milho ganhou tração com o dólar e a alta em Chicago
Os principais contratos de milho encerraram de forma mista nesta quinta-feira. A alta do dólar e de Chicago deram um leve incentivo para a maioria das cotações, mas a revisão negativa da ANEC evitou maiores ganhos. A ANEC reduziu sua estimativa para as exportações de milho para setembro de 7,61 para 7,27 milhões de toneladas, número abaixo dos 7,34 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.
OS FECHAMENTOS DO DIA 02/10
Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam de forma mista no dia: o vencimento de novembro/25 foi de R$ 65,71, apresentando alta de R$ 0,20 no dia e baixa de R$ -0,81 na semana; o vencimento de janeiro/26 foi de R$ 68,28, com alta de R$ 0,04 no dia e baixa de R$ -0,99 na semana; o contrato de março/26 fechou a R$ 71,00, com baixa de R$ -0,08 no dia e baixa de R$ -0,70 na semana.
NOTÍCIAS IMPORTANTES
EUA-AGRICULTORES NÃO ACEITAM OS PREÇOS ATUAIS (altista)
O milho está sendo negociado em leve alta em Chicago devido às tomadas de lucro dos Fundos após as recentes quedas e a uma certa relutância dos agricultores em entregar novos grãos aos preços atuais de mercado. No entanto, o limite para a alta é definido pelo rápido progresso da colheita nos EUA, em meio a uma janela de tempo seco no Centro-Oeste, que deve permanecer aberta até o início da próxima semana.
NÃO HAVERÁ RELATÓRIOS DE EXPORTAÇÃO (altista)
Como resultado da paralisação do governo dos EUA, o mercado hoje não está recebendo o relatório semanal de exportação que o USDA publica todas as quintas-feiras. Este tem sido um relatório positivo para os preços da ração nas últimas semanas, dado o bom desempenho das vendas externas. O USDA divulgou um documento de planejamento indicar que continuará processando essas informações. Apesar disso, analistas estimam que as exportações de milho variaram entre 1,12MT e 2,00 MT na semana encerrada em 25 de setembro.
EUA-CONSULTORIA ELEVA PRODUÇÃO DE MILHO (baixista)
Em suas estimativas mensais revisadas, a StoneX estimou o volume de produção de milho dos EUA para 2025/2026 em 425,14 milhões de toneladas, acima dos 421,07 milhões de toneladas em setembro, mas abaixo dos 427,11 milhões de toneladas previstos pelo USDA. O aumento da área prevista para colheita pelo USDA compensou a redução na produtividade média prevista pela consultoria, de 117,31 para 116,68 quintais, em comparação com os 117,18 quintais previstos pela agência no relatório de setembro.
BRASIL-EXPORTAÇÕES MAIORES EM SETEMBRO (altista para o Brasil, baixista para CBOT)
No Brasil, após a revisão semanal das estimativas, a Associação Nacional de Exportadores de Cereais-ANEC reduziu sua estimativa para as exportações de milho para setembro de 7,61 para 7,27 milhões de toneladas, número abaixo dos 7,34 milhões de toneladas registrados em agosto, mas acima dos 6,56 milhões de toneladas para o mesmo mês em 2024.
ARGENTINA- PLANTIO ATINGE 20%
Em seu relatório semanal, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) informou que o plantio de milho argentino avançou 19,8% dos 7,8 milhões de hectares estimados, após um aumento semanal de 7,4 pontos percentuais. “A boa umidade do solo está nos permitindo atingir os planos de plantio antecipado, que refletem um avanço de 7 pontos percentuais em relação ao ano anterior.” afirmou a agência.
Fonte: T&F Agroeconômica
Sustentabilidade
Plantio de soja terá menor avanço de área em 20 anos, aponta Pátria Agronegócios

O plantio de soja da safra 2026/27 começou no Brasil e já alcança 0,73% da área total, segundo levantamento da Pátria Agronegócios divulgado em 18 de setembro. O ritmo está acima do registrado no mesmo período de 2025, quando 0,64% da área havia sido semeada, e também supera os 0,70% observados em 2024.
Apesar do avanço, o plantio ainda está em estágio inicial. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 0,36% para este mesmo período, o percentual atual representa um ritmo mais acelerado.
Segundo a Pátria, os trabalhos de campo começaram principalmente no Paraná e em Mato Grosso, dois dos principais estados produtores de soja do país.
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Crescimento de área
A Pátria Agronegócios destaca que a nova safra começa com a expectativa de um dos menores crescimentos de área dos últimos 20 anos.
O levantamento inicial da consultoria aponta incremento de apenas 370 mil hectares na área cultivada com soja nesta temporada. A estimativa reforça a perspectiva de uma expansão mais limitada da área plantada no ciclo 2026/27.
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Sustentabilidade
Alta de até 30% no frete e falta de espaço na colheita do milho aceleram a busca por armazenagem – MAIS SOJA

O avanço da colheita da segunda safra de milho no Brasil segue expondo um gargalo recorrente para o agronegócio nacional: o descompasso entre a capacidade produtiva das lavouras e a infraestrutura de pós-colheita. Com a produção total de milho estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 141,8 milhões de toneladas para esta temporada, a concentração da colheita em poucas semanas pressiona os canais de escoamento e reduz drasticamente a margem de manobra do agricultor.
O mercado, em resposta aos desafios do setor, vem moldando projetos de engenharia para silos metálicos e unidades armazenadoras, dimensionando-os considerando as particularidades climáticas de cada região, o volume colhido e a velocidade de recepção da propriedade. Sem espaço de retenção na origem, o produtor é forçado a escoar o grão imediatamente, enfrentando uma elevação no custo do frete rodoviário que ultrapassa 20% a 30% no pico de demanda em polos como o Centro-Oeste e o MATOPIBA, conforme apontam dados da nstech, maior empresa de software para supply chain da América Latina e quarta maior empresa SaaS brasileira.
Para Mathias Abreu, Gerente Geral de Engenharia da AGI Brasil, uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país, o investimento em estruturas próprias passou a ser uma corrida contra o tempo.
“Quando o produtor não tem capacidade de guardar o milho dentro da propriedade, fica refém da volatilidade do mercado no momento em que a oferta está no ponto máximo. Recorde após recorde, o país mostra que pode mais, porém, para isso, precisamos que esse movimento deixe de ser uma corrida para se tornar um planejamento de longo prazo’’, afirma Abreu. Conforme apresentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no Fórum Mais Milho, 25% dos agricultores não conhecem as linhas de crédito disponíveis para armazenagem. Ao mesmo tempo, 72% afirmam que investiriam na construção de armazéns caso as taxas de juros fossem menores.
Engenharia de precisão e preservação da qualidade
Em meio à crise ambiental, o rigor técnico para armazenar aumenta cada vez mais, assegurando que a qualidade do grão seja mantida por longos períodos sem depreciação. Diferente de outras culturas, o milho exige atenção redobrada no processo de aeração, secagem e controle de umidade para evitar a proliferação de fungos, infestação de pragas e a redução de massa por secagem inadequada.
“Não basta apenas erguer uma estrutura metálica; é preciso integrar engenharia de precisão aos processos de recepção, limpeza, secagem e aeração. O milho é um ativo financeiro que precisa ser preservado. Projetos bem dimensionados e dotados de automação garantem a estabilidade da massa de grãos, reduzindo custos com energia elétrica e evitando a perda de peso por umidade, que corrói diretamente a rentabilidade do agricultor”, explica Abreu.
A expansão do parque de armazenagem dentro das fazendas tem sido impulsionada por soluções modulares, que permitem ao produtor iniciar a infraestrutura com capacidade proporcional à sua escala atual e expandi-la conforme o crescimento de suas safras. “A armazenagem dentro da porteira consolida-se como um pilar de sustentabilidade econômica do agronegócio. Ao proteger a margem no momento de maior pressão do mercado, o produtor garante a previsibilidade e a segurança necessárias para continuar investindo na eficiência de suas operações”, conclui o executivo.
Sobre a AGI Brasil
A AGI Brasil é uma das principais fornecedoras de soluções em armazenamento e movimentação de grãos no país. Com sede em Cândido Mota (SP), a companhia faz parte da AGI — Ag Growth International, referência global em equipamentos agrícolas e de infraestrutura, com presença em mais de 100 países. Seu portfólio inclui silos metálicos, sistemas de secagem, aeração e transporte de grãos, além de estruturas e soluções completas para pós-colheita. A AGI Brasil alia experiência local à expertise internacional, oferecendo tecnologia, confiabilidade e eficiência para apoiar a competitividade do agronegócio.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
MILHO/CEPEA: Cotações recuam em SP, mas sobem em outras regiões – MAIS SOJA

Os valores do milho registram movimentos distintos dentre as regiões acompanhadas pelo Cepea. Em São Paulo, as negociações estão limitadas, e os preços recuaram, enquanto em algumas regiões produtoras as cotações subiram nos últimos dias.
De acordo com pesquisadores do Cepea, em São Paulo, compradores priorizaram o consumo dos estoques nos últimos dias, em detrimento de realizarem novas aquisições no mercado spot.
O Centro de Pesquisas destaca que, apesar da demanda enfraquecida, produtores também têm limitado parte dos lotes para negociação, visto que parte deles está focada nos trabalhos de campo, atenta às previsões climáticas e à possibilidade de efeitos negativos na produtividade das lavouras.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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