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Mato Grosso é responsável por 71% da safra nacional de algodão

Mato Grosso encerrou a colheita da safra 2024/2025 de algodão e manteve a liderança nacional na produção da fibra. O estado segue como principal produtor no Brasil, com ampla participação no volume total colhido em todo o país.
De acordo com o 12º levantamento de safra da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Mato Grosso produziu 6,92 milhões de toneladas de algodão em caroço e pluma, um crescimento de 8,3% em relação ao ciclo anterior, quando foram registradas 6,3 milhões de toneladas. A área plantada também avançou, passando de 1,41 milhão de hectares para 1,46 milhão, aumento de 3,3%.
O desempenho coloca o estado como responsável por 71% de toda a produção nacional de algodão. Apenas em pluma, foram produzidas 2,87 milhões de toneladas, consolidando a posição de Mato Grosso como o maior produtor do país. Os números refletem a força do setor agrícola local e a importância da cultura para a economia estadual e nacional.
Para a secretária adjunta de Agronegócios, Crédito e Energia da Sedec, Linacis Silva Vogel Lisboa, os resultados da safra 24/25 reforçam a posição de Mato Grosso como protagonista na produção agrícola e evidenciam a força do setor algodoeiro para a economia do estado.
“O crescimento da safra mostra como Mato Grosso vem se destacando cada vez mais. Temos um clima favorável, produtores que investem em tecnologia e práticas de manejo que aumentam a produtividade. Tudo isso faz com que o algodão seja um setor que não só gera muitos empregos, mas também movimenta a economia em várias áreas, do campo ao transporte e às exportações. É um resultado que reforça o papel estratégico do nosso estado na agricultura brasileira.”
Colaborou Assessoria
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‘Exportação de soja deve reduzir o ritmo no 2º semestre e mercado tende a ficar mais calmo’, diz Vlamir Brandalizze

A soja em Mato Grosso fechou julho com a maior média de preços do ano. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, alta de 9,49% em relação a junho e de 3,91% na comparação com julho de 2025.
De acordo com o analista de mercado Vlamir Brandalizze, a valorização foi impulsionada pela combinação entre a alta das cotações na Bolsa de Chicago e o fortalecimento da demanda pela soja brasileira no mercado internacional. Segundo Brandalizze, o cenário favoreceu a comercialização da oleaginosa pelos produtores, que aproveitaram o momento para avançar nas vendas.
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Apesar do bom desempenho dos preços, o cenário é diferente para a indústria de esmagamento, que segue enfrentando desafios no mercado interno. O analista explica que a expectativa de aumento da mistura obrigatória de biodiesel não se confirmou em julho, reduzindo o potencial de crescimento da demanda por óleo de soja. Além disso, o consumo doméstico segue pressionado pelo ritmo mais lento da economia.
“A indústria esperava que o governo aumentasse a mistura do biodiesel para ampliar a demanda interna, mas isso não aconteceu. Outro fator é a demanda reprimida por óleo para consumo humano e para a indústria, devido à desaceleração da economia brasileira”, diz o especialista.
“Principalmente em Mato Grosso, o farelo de soja enfrenta uma concorrência forte com o DDG do milho. Isso acaba apertando o mercado da indústria”, completa Brandalizze.
O que esperar?
Para os próximos meses, Brandalizze avalia que o mercado deve entrar em um período de menor movimentação. A expectativa é de desaceleração das exportações brasileiras no segundo semestre, enquanto a oferta de DDG continuará aumentando com a expansão da indústria de etanol de milho.
“A exportação da soja deve diminuir o ritmo agora no segundo semestre. Espera-se um mercado mais calmo, sem aquela pressão de demanda aquecida. Vamos ter uma oferta maior de DDG, além da concorrência do óleo de milho produzido pelas usinas de etanol”, comenta.
Na avaliação do analista, esse conjunto de fatores deve manter o mercado doméstico mais equilibrado até o fim do ano.
“Não espero uma demanda muito aquecida. A indústria deve continuar trabalhando em um cenário de maior competição e de consumo interno mais moderado durante o restante do ano”, conclui.
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Ananias ameaça desfiliar críticos de Wellington no PL; Veja print!

Declaração em grupo de WhatsApp reforça tensão interna no Partido Liberal durante a campanha
O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que filiados que fizerem críticas públicas ao candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL), poderão ser convidados a deixar a sigla, inclusive aqueles que ocupam cargos eletivos.
A declaração foi feita em um grupo de apoiadores do partido no WhatsApp. Em resposta a uma notícia sobre a liberdade de integrantes do PL para não fazer campanha a Wellington, Ananias escreveu que ninguém é obrigado a pedir votos para o candidato, mas que quem fizer campanha contra Wellington ou o senador José Medeiros poderá ser solicitado a se desfiliar.
A manifestação ocorre em meio ao acirramento da crise interna do PL após a aliança com o MDB e a entrada da deputada estadual Janaina Riva na chapa majoritária, movimento que provocou resistência de parte das lideranças municipais e de aliados do partido.
Nos últimos dias, também vieram à tona articulações para uma possível punição a prefeitos do PL que demonstraram apoio a outras candidaturas ao Governo do Estado, evidenciando o racha interno da legenda durante o período eleitoral.
Veja o print
Agro Mato Grosso
Lei garante frete mínimo no transporte de cargas; saiba o que muda

Lei sancionada nesta quarta-feira (5) traz garantias ao pagamento do piso mínimo do frete a motoristas no transporte rodoviário de cargas. O texto aumenta a fiscalização sobre o pagamento do frete e combate o comércio ilegal de mercadorias.
A lei obriga a apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar a viagem.
O CIOT garantirá, segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que todas contratações de frete pagarão o piso mínimo. Caso contrário, o código não será emitido e fretes irregulares serão bloqueados ainda na fase de contratação.
O código está vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. De acordo com a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Dessa forma, o CIOT também é um mecanismo de combate ao comércio ilegal, de produtos sem nota fiscal.
Com a sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a medida provisória editada em março vira uma regra permanente.
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