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17 de junho de 2026

Business

Preço do frete recua com o fim da colheita de segunda safra do milho, diz Conab

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O término da colheita das culturas de segunda safra, em especial o milho, refletiu nos preços de frete de grãos. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, importantes produtores do cereal na segunda safra, registraram queda nas cotações em agosto para os serviços de transporte de grãos na maioria das rotas analisadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), conforme mostra a edição de setembro do Boletim Logístico.

De acordo com o boletim da estatal, as cotações para a remoção de grãos caíram no Maranhão em agosto. O mercado, no entanto, manteve-se com movimentação regular no Piauí, registrando demanda ainda em níveis satisfatórios, mas com movimentação já bem menos aquecida em relação aos meses anteriores, reflexo de redução significativa no escoamento do milho, principalmente, refletindo em estabilidade nos preços.

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Na Bahia, o valor dos fretes registrou estabilidade a alta, variando conforme a região produtora de grãos e a rota de transporte. “A elevação nas cotações foi verificada na praça de Luís Eduardo Magalhães, por causa da alta na demanda de transporte de grãos e fibra”, comentou a Conab.

Já no Distrito Federal, houve aumento generalizado nos preços em agosto em relação aos valores de julho, com destaque para as rotas com destino a Imbituba, em Santa Catarina; Uberaba e Araguari, em Minas Gerais; e Guarujá, em São Paulo, apresentando variações positivas na ordem 12%,11%,10% e 10%, respectivamente.

O superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, disse na nota que “a produção recorde de milho na temporada 2024/25 aumenta a necessidade de dar vazão célere ao escoamento da safra, o que refletiu nos preços dos fretes rodoviários, que apresentaram seu momento de pico em julho”.

“De modo geral, ainda que os preços tenham caído em boa parte das rotas estaduais em agosto, o patamar de preços de frete é superior ao registrado no mesmo momento na safra passada, em uma conjuntura de aquecimento logístico. E a tendência é de persistência de um certo suporte aos preços para os próximos meses, como decorrência deste cenário de oferta elevada e demanda dinâmica e mais cadenciada ao longo dos meses, com a atuação de players tanto externos quanto internos, na área de alimentação animal e bioenergia”, ponderou.

Exportações de milho e soja

Os embarques de milho em agosto deste ano atingiram 17,9 milhões de toneladas, em comparação com 15,7 milhões em igual período de 2024. Os portos do Arco Norte continuam como o principal eixo de escoamento do cereal, representando 39,8% da movimentação. Na sequência, o porto de Santos escoou 29,6% do grão embarcado, o porto de São Francisco do Sul 11,6%, enquanto pelo porto de Paranaguá foram registrados 11,4% dos volumes embarcados e pelo porto de Rio Grande foram expedidos 5% do milho vendido ao mercado externo.

Já as exportações de soja em grãos atingiram 86,5 milhões de toneladas no período de janeiro a agosto de 2025, em comparação com 83,4 milhões de toneladas em igual período do ano passado. Pelos portos do Arco Norte foram expedidos 37,5% das exportações nacionais, enquanto por Santos foram escoadas 34,2%. Os embarques da oleaginosa pelo porto de Paranaguá totalizaram 12,9% do montante nacional e pelo porto de São Francisco do Sul foram escoadas 5,2%, ante 6,5% do ano anterior.

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Preços do arroz voltam a cair no RS com oferta elevada e demanda enfraquecida

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Os preços do arroz em casca registraram nova queda no Rio Grande do Sul, interrompendo o movimento de recuperação observado no início de junho. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que aponta o aumento da oferta disponível e as dificuldades na comercialização do arroz beneficiado como os principais fatores de pressão sobre o mercado.

Segundo os pesquisadores, a ampla disponibilidade do cereal tem mantido os compradores cautelosos, em um momento em que as indústrias enfrentam dificuldades para escoar o produto beneficiado. Esse cenário reduz o interesse por novas aquisições de matéria-prima e contribui para o recuo das cotações.

Demanda externa não sustenta preços

De acordo com o Cepea, a demanda internacional segue ativa e continua oferecendo alternativas de comercialização para parte dos produtores. No entanto, o efeito das exportações sobre os preços internos tem sido limitado diante da oferta elevada disponível no mercado doméstico.

Além disso, os mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) perderam força como fator de sustentação das cotações.

Indústrias mantêm postura cautelosa

Outro fator que pesa sobre o mercado é a dificuldade na venda do arroz beneficiado. Com menor fluidez nos negócios, as indústrias têm reduzido o ritmo das compras de arroz em casca, ampliando a pressão sobre os preços pagos ao produtor.

Na avaliação do Cepea, a combinação entre oferta abundante, demanda industrial enfraquecida e menor impacto dos mecanismos de sustentação do mercado mantém o cenário desafiador para as cotações do cereal no estado.

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Chuvas interrompem colheita e impulsionam preços do café arábica

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Foto: Marcelo Camargo/ABr

Depois de iniciar junho em forte queda, os preços do café arábica voltaram a subir na segunda semana do mês, impulsionados pelas chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o Cepea, o avanço da colheita da safra 2026/27 pressionou as cotações do arábica no início do mês. No entanto, a partir do dia 10 de junho, o mercado passou a reagir diante das precipitações que atingiram áreas produtoras, afetando o ritmo dos trabalhos no campo e reduzindo pontualmente a oferta da variedade.

Além de dificultar a colheita, as chuvas nesta fase do ciclo também acendem um alerta para a qualidade dos grãos. De acordo com os pesquisadores, agentes do setor têm relatado problemas relacionados à qualidade e ao tamanho dos grãos colhidos, com desempenho inferior ao observado na temporada passada.

O cenário ocorre mesmo diante de estimativas oficiais que apontam para uma safra recorde de café no Brasil.

Robusta segue mais firme

No mercado do café robusta, os preços seguem mais sustentados em comparação ao arábica. Conforme o Cepea, a firmeza das cotações está relacionada às projeções de uma safra menor que a registrada na temporada anterior.

Com expectativa de oferta mais restrita, a variedade tem encontrado suporte adicional no mercado, mantendo os preços em patamares mais elevados.

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No G7, Brasil cobra da União Europeia revisão de restrições às exportações de carne

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta terça-feira (16) com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, para pedir a revisão das restrições a produtos brasileiros, incluindo carne e materiais siderúrgicos.

O encontro ocorreu em Évian, na França, onde o presidente do Brasil participa como convidado da Cúpula do G7, grupo formado por Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e União Europeia.

Segundo Lula, em postagem nas redes sociais, o Itamaraty vai trabalhar em conjunto com funcionários da Comissão Europeia “para identificar as dificuldades” em relação aos produtos.

“Nos comprometemos a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, em consonância com o acordo Mercosul-União Europeia”, escreveu o presidente.

Veto a partir de setembro

A União Europeia decidiu proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil no último dia 6. O veto entraria em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

A decisão foi anunciada em maio, depois da entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias do bloco, especialmente a de não utilizar, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

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