Agro Mato Grosso
Agricultores pioneiros revelam como MT virou o maior produtor de soja no Brasil

Hoje a china é o país que mais compra a soja brasileira, adquirindo mais de 70% da produção destinada ao mercado externo, são mais de 100 milhões de toneladas por safra.
Mato Grosso é hoje o maior produtor de soja do Brasil, responsável por mais de 30% da safra nacional. Mas nem sempre foi assim. A trajetória que levou o estado ao topo do agronegócio brasileiro começou com pioneiros que enfrentaram desafios, apostaram em tecnologia e acreditaram no potencial da terra.
O agricultor Ignácio Shevenski contou que chegou no estado em 1976, vindo de Santa Isabel do Oeste, no Paraná. Na época, o cultivo de soja era praticamente inexistente no Centro-Oeste. Em 1981, Ignácio plantou sua primeira lavoura com a variedade Cristalina, colhendo 25 sacas por hectare. Segundo ele, um marco para a época.
“Soja aqui não dava, porque não tinha nenhuma pesquisa de variedade que produzissem aqui. Foi a partir dos estudos da Embrapa que variedades adaptadas começaram a surgir” disse.
Outro pioneiro é o agricultor Marino José Franz, que contou que era filho de pequenos agricultores e que se mudou para Sinop em 1980 para buscar mais oportunidades, após se formar como técnico em agropecuária.
“Fui empregado da Embrapa, desenvolvendo os primeiros trabalhos com soja e arroz. Em 1987, fundei uma das primeiras revendas agrícolas em Lucas do Rio Verde. Hoje, a minha empresa possui mais de 30 filiais”, contou.
Segundo Marino José, a virada veio com a chegada de novas tecnologias e empresas, que no final dos anos 1990 introduziram a safrinha, que transformou o cenário do estado.
Para o agricultor Marino, a expansão da internet também revolucionou o setor, já que nos anos 80 tinha que pegar o preço do mercado com rádio amador. Hoje, qualquer pessoa com celular tem acesso às cotações de Chicago e do dólar em tempo real.
Atualmente, a China é a maior compradora do grão brasileiro com uma importação de mais de 70% da produção destinada ao mercado externo — cerca de 100 milhões de toneladas por safra. Só em 2024, mais de 77 milhões de toneladas foram embarcadas para o país asiático.
Em entrevista ao Mais Agro, o diretor de vendas internacionais, Xiong Bang, disse que o Brasil é a principal fonte de matéria-prima para a China. E que a relação entre Brasil e China está em uma fase muito boa.
Ren Jianbo, diretor de produção de ração, informou que a qualidade do grão brasileiro, no caso da soja, apresenta um teor de gordura um pouco mais elevado em comparação à dos Estados Unidos.
O diretor comercial Fabrício Vieira explicou que a tecnologia é um dos fatores que mais ajudam na tomada de decisão para venda da soja.
“Monitoramos os preços do mercado em tempo real. Em uma tela que mostra indicações que orienta nossas decisões em termos de dólar e bolsa de Chicago, ajudando a fechar receitas e negociar com compradores”, disse.
Para que a soja chegue com qualidade e segurança ao maior porto do mundo, em Xangai, é preciso uma cadeia eficiente que começa nos campos do Centro-Oeste. Tecnologia, sustentabilidade e, principalmente, pessoas conectam o Brasil à China por meio desse grão.
Hoje, Mato Grosso colhe os frutos de décadas de trabalho, pesquisa e coragem de quem acreditou no potencial da terra. E segue como protagonista na produção de soja, conectando o campo brasileiro ao mercado global.
Agro Mato Grosso
Onça-pintada Ibaca morre após ser resgatada debilitada no Pantanal de MT e deixa filhote

Conhecida por turistas e acompanhada desde 2016, fêmea apresentou emagrecimento rápido. Causa da morte ainda é investigada.
A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31), após ser resgatada muito debilitada na noite anterior. A fêmea, que deixa um filhote de um ano, havia sido vista nos últimos dias com sinais de desnutrição, mas a causa da morte ainda não foi esclarecida.
Segundo o biólogo e guia de turismo Marcos Ardevino, Ibaca pesava pouco mais de 30 quilos quando foi resgatada, na sexta-feira (30). Ela teria sido transferida para Cuiabá para passar por exames, mas não resistiu.
De acordo com o biólogo, uma necropsia está sendo feita para identificar o que provocou a morte. Guias e observadores também estão reunindo vídeos registrados em diferentes datas para tentar entender como a onça emagreceu tão rapidamente.
🐆 Uma trajetória acompanhada por quase uma década
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O nome da onça-pintada Ibaca tem origem tupi-guarani e significa “um céu com estrelas” — Foto: Rodrigo Chavez Noriega
Também chamada de Tina, Ibaca era acompanhada na região desde 2016. Ao longo dos anos, foi fotografada e filmada em encontros com outros animais e ao lado dos próprios filhotes, tornando-se uma das fêmeas conhecidas por quem observa a vida selvagem no Pantanal.
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A onça-pintada Ibaca, conhecida por turistas, fotógrafos e pesquisadores no Pantanal de Mato Grosso, morreu nesse sábado (31) — Foto: Rodrigo Chavez Noriega
Segundo o Projeto Jaguar ID, ela foi observada em dez temporadas consecutivas, entre 2016 e 2025. O nome Ibaca tem origem tupi-guarani e, conforme o projeto, significa “um céu com estrelas”.
Os registros permitiram acompanhar diferentes momentos da vida da onça, especialmente a reprodução, os cuidados com os filhotes e as interações com outros animais.
Registros de diferentes gerações
O catálogo do projeto identifica Ibaca como filha da onça Overa e irmã de Saseka, Siriri e Cururu. Entre os filhotes dela registrados ao longo dos anos estão Ipepo, Jasy e Apejara. A documentação aponta filhotes identificados em temporadas como as de 2018, 2022 e 2025.
Também há registros da fêmea com parceiros reprodutivos como Xingu, Guassú, Bagua e Merlin.
Esse acompanhamento ajudou a estabelecer relações de parentesco e a documentar diferentes gerações de onças em vida livre no Pantanal.
Agro Mato Grosso
Novembro começa com chuva e trovoadas em MT; veja previsão para Finados

Feriado de segunda-feira (2) deve ser quente e abafado, com muitas nuvens e possibilidade de pancadas isoladas. Em Cuiabá, os termômetros podem chegar a 36 °C.
Novembro começa neste domingo (1º) com previsão de chuva e trovoadas em Mato Grosso. A instabilidade deve continuar após o estado passar o último dia de outubro sob alerta amarelo para chuvas intensas, emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Nos primeiros dias do mês, o sol aparece entre muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas nas regiões noroeste, centro e sudeste. No sul e no leste, o céu fica mais encoberto. Em Cuiabá, a previsão para este domingo é de muitas nuvens e pancadas de chuva, com temperaturas entre 25 °C e 36 °C.
Chuvas irregulares e temperaturas acima da média
Apesar da previsão de chuva ao longo do mês, o volume acumulado em novembro deve ficar abaixo da média histórica em Mato Grosso, segundo a Climatempo. Isso não significa que não vai chover: as pancadas devem ocorrer em diferentes regiões, mas de forma irregular e com volumes que podem variar de uma cidade para outra.
A previsão também indica temperaturas acima do normal no oeste, centro e norte do estado. No sul e no leste, os termômetros devem ficar dentro da média esperada para o mês. Em algumas áreas, o calor pode chegar aos 40 °C.
Segundo a Climatempo, há possibilidade de formação de uma faixa de instabilidade que pode provocar vários dias seguidos de chuva em parte do estado. Esse fenômeno é conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
Previsão para o feriado
Já no feriado de Finados, nesta segunda-feira (2), Mato Grosso acorda com muitas nuvens e menor possibilidade de chuva e previsão de pancadas isoladas. O tempo fica quente, com máxima de 36 °C em Cuiabá, segundo o Inmet.
Mesmo com a previsão de instabilidade, mais de 90 missas e celebrações religiosas serão realizadas no estado ao longo do dia. A programação inclui cemitérios e comunidades de nove municípios atendidos pela Arquidiocese de Cuiabá, com atividades em 33 paróquias e uma Área Pastoral.
O que fazer em caso de tempestades
Durante tempestades, o Inmet recomenda:
- Não se abrigar debaixo de árvores durante rajadas de vento, devido ao risco de queda e de descargas elétricas.
- Não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.
- Evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada.
Agro Mato Grosso
Fazenda de 101 hectares vai a leilão em MT com lance inicial de R$ 10,5 milhões

Propriedade em Primavera do Leste terá primeira disputa nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões.
Uma fazenda de 101 hectares, será leiloada por valores a partir de R$ 3 milhões localizada em Primavera do Leste, a 239 km de Cuiabá. A propriedade, chamada Fazenda Belo Horizonte, terá a primeira etapa do leilão nesta sexta-feira (30), com lance mínimo de R$ 10,5 milhões. Caso não seja vendida, uma nova tentativa será realizada no dia 6 de novembro, com valor inicial de R$ 3 milhões.
O leilão extrajudicial será realizado pela Mega Leilões, sob condução do leiloeiro oficial Fernando José Cerello G. Pereira. Na primeira etapa, marcada para as 15h, o lance mínimo será de R$ 10.576.242,48. Já na segunda fase, também às 15h, o valor será reduzido para R$ 3.078.792,00, correspondente à dívida garantida, acrescida das despesas e dos encargos previstos no edital.
A propriedade tem 101,4818 hectares e está registrada sob a matrícula nº 22.664 no Cartório de Registro de Imóveis de Primavera do Leste. Segundo o edital, a área é georreferenciada e certificada pelo Sistema de Gestão Fundiária (SIGEF), do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Atualmente, o imóvel está ocupado pelo devedor, que desenvolve atividades agrícolas no local. Conforme as regras do leilão, a responsabilidade pela desocupação será do comprador, assim como outras obrigações relacionadas à regularização documental e às condições físicas da propriedade.
Os interessados poderão participar presencialmente ou pela internet. Para disputar os lances online, é necessário realizar cadastro e habilitação prévia no site da plataforma Mega Leilões.
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