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Concursos de café triplicam valor de grãos em Minas Gerais

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O Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, promovido pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), recebeu mais de 1.800 inscrições em 2025, crescimento de 31% em relação ao ano passado.

Conforme o órgão, grãos premiados têm sido reconhecidos no mercado. Os compradores chegam a pagar até três vezes mais em relação aos produtos convencionais.

Valorização do grão

A Emater destaca que a remuneração feita por um produto de maior qualidade gera, consequentemente, melhores condições às famílias envolvidas na produção.

Exemplo disso é que em 2024, uma rede de supermercados adquiriu o café vitorioso do Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais por R$ 6 mil a saca, além de o produtor ter recebido mais R$ 10 mil pelo prêmio de Grande Campeão.

Já os grãos do primeiro lugar do concurso foram comercializados a R$ 5 mil por saca e o segundo colocado recebeu R$ 4 mil/saca.

“Como o café subiu bastante no último ano, comprado por R$ 2,5 mil anteriormente, a diferença de preços foi menos acentuada, mas nos últimos tivemos o lote campeão sendo vendido por três vezes a cotação do dia”, comenta o coordenador estadual de Cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussu.

Maior concurso de cafés especiais

Na sua 22ª edição, o Concurso de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais, é a maior e mais tradicional competição voltada exclusivamente para cafés especiais produzidos no estado.

O coordenador estadual de Culturas da Emater-MG, Willem Araújo, comentou sobre as melhorias no café mineiro e o surgimento de regiões referência em cafés de qualidade fomentadas em razão do concurso.

“O concurso contribuiu bastante para a melhoria dos cafés mineiros, assim como os demais concursos feitos pela Emater-MG nos municípios e nas regionais. Há alguns anos, nas Matas de Minas, quase não tinha café de qualidade, mas atualmente a região é uma das maiores produtoras de cafés finos do país”, citou.

Já o coordenador regional da Emater-MG em Manhuaçu, Thiago Oliveira, considera que os concursos de café da Emater-MG, que têm inscrições gratuitas, são a opção mais barata de projeção do cafeicultor.

“Os concursos atraem a atenção de muitas cafeterias e compradores, pois facilita que eles identifiquem facilmente bebidas de alta qualidade. Vale a pena participar também pelo network especializado, que o cafeicultor faz ao se destacar num concurso desses”, ressalta Thiago.

Mudança de vida

Família Lacerda. Foto: Rafael Soal/Emater-MG

O cafeicultor José Alexandre Lacerda é de Espera Feliz, um dos municípios das Matas de Minas, que mais brilharam no concurso estadual.

A família do patriarca Onofre Lacerda, Grande Campeão Estadual de 2024, trabalha unida e já acumula seis prêmios no estadual e ainda conquistou premiações em concursos nacionais.

O produtor diz que nasceu na cafeicultura, mas enfrentava dificuldades com o café comum. Após se inscrever pela primeira vez no concurso e conquistar um prêmio, a produção ganhou reconhecimento.

“[…] Como meu pai sempre prezou pelo capricho, o extensionista da Emater-MG falou para entrarmos no concurso e já na primeira vez ganhamos um prêmio. Outras vitórias vieram e nosso café passou a ser reconhecido no mercado. Daí nossa vida melhorou bastante e atualmente os sete irmãos vivem da cafeicultura”, diz o cafeicultor.

Atualmente, o sítio Di Lacerda vende para torrefações e cafeterias de vários estados e também exporta para Portugal, Espanha, Inglaterra e Japão. Os valores dos cafés vendidos, segundo o produtor, giram em torno de 60 a 100% a mais do que uma saca comum de café.

“Vem gente do mundo inteiro aqui. Passar de produtor de café convencional para o gourmet foi como se tivéssemos achado uma mina de ouro, transformou nossa vida”, comenta entusiasmado o produtor José Alexandre.

Venda nas redes sociais

A cafeicultora Silmara Emerick, de Alto Jequitibá, da Zona da Mata, também produz cafés especiais e já acumula vários prêmios em concursos da Emater-MG, figurando sempre os destaques do Concurso de Qualidade das Regiões das Matas de Minas e do Caparaó.

“Os concursos trazem muita visibilidade para o produtor. No início é difícil, mas você não pode desistir. Fazendo um café de alta qualidade, você adquire credibilidade no mercado”, diz.

Por outro lado, diferente dos Lacerda, Silmara optou por usar a fama dos concursos para vender diretamente para o consumidor por meio das redes sociais.

“Temos nossa marca de café e usamos a internet, Instagram e Whatsapp, para comercializar nosso produto”, explica. Todos os anos, a família participa ainda de um estande na Semana Internacional de Café (SIC), outra alternativa para divulgação do produto.

Ampliação do comércio

Alguns produtores, premiados em concursos da Emater-MG, comercializam ainda seus cafés pelo site É do Campo, uma plataforma de vendas on-line de produtos da agricultura familiar.

O É do Campo foi criado pela Emater-MG, visando ampliar as vendas da agricultura familiar por meio do comércio eletrônico e oferece vários tipos de cafés de marcas dos próprios produtores.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Banana do Vale do Ribeira conquista Indicação Geográfica e valoriza produção paulista

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Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento

A região do Vale do Ribeira, localizada no sul do estado de São Paulo, conquistou a Indicação Geográfica (IG) da banana Cavendish e Prata, reconhecimento que impulsiona o setor produtivo da fruta e consolida a região como um dos grandes pólos produtivos do Brasil. 

A banana é uma das frutas mais consumidas no mundo e está presente em todo o Brasil. Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira. A região ganhou espaço por ter solos mais adequados e menos sujeitos a inundações.

Emitido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), que reconhece produtos ou serviços com origem geográfica específica com qualidades, tradição ou reputação únicas devido ao local de produção, a Indicação Geográfica é a 14ª conquistada pelo estado de São Paulo.

Como fazer a solicitação?

Para solicitar uma IG ao Inpi, a entidade precisa comprovar a notoriedade do produto; em São Paulo, a Secretaria de Agricultura emite o Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati) recebe, protocola e encaminha a documentação para análise de uma comissão técnica que avalia o pedido.

Com o registro, o nome “Vale do Ribeira-SP” fica protegido e passa a identificar oficialmente a origem das bananas produzidas na região. 

“Essa IG representa um novo horizonte para o bananicultor, protegendo a origem das variedades Cavendish (Nanica) e Prata e gerando novas oportunidades de mercado que valorizam o trabalho no campo. Mais do que um selo técnico, é uma ferramenta de desenvolvimento regional que combate a desvalorização do produto”, disse Tais Canola, chefe de Divisão da CATI Regional de Registro.

Augusto Aranha, presidente da Abavar, também celebrou a conquista da Indicação Geográfica da Banana do Vale do Ribeira, destacando que o selo impulsiona cada vez mais a agricultura da região, principalmente a familiar.

“Mais do que um selo, esta é uma conquista da dedicação do nosso setor produtivo. Ele reafirma o compromisso do Vale com uma agricultura moderna, que respeita o meio ambiente e fortalece a agricultura familiar. Esse selo sintetiza tudo o que acreditamos e praticamos no campo”, destacou.

Delimitação e importância

Na delimitação geográfica da IG da Banana do Vale do Ribeira, farão parte 13 municípios: Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Iporanga, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras.

A Indicação Geográfica reforça a força do Vale do Ribeira na produção não apenas estadual, mas nacional da banana. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Projeto Lupa, a região corresponde a 7,07% de toda a área nacional destinada à bananicultura.

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Produção de batata em Goiás deve crescer 3,1% em 2026

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Foto: Ceagesp

A batata-inglesa ocupa posição estratégica no agronegócio goiano. Presente em três janelas de plantio ao longo do ano, a cultura abastece o mercado interno e externo, integra a cadeia de processamento industrial e se destaca pela versatilidade de consumo, tanto na alimentação doméstica quanto no segmento de serviços alimentares.

Os dados reunidos pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) apontam avanços consistentes na produção estadual e perspectiva de recuperação econômica para 2026.

O cultivo em Goiás se concentra na terceira safra, ou safra de inverno, com plantio entre abril e julho e colheita de julho a outubro. O calendário é favorecido pelas condições climáticas mais amenas e pela menor incidência de chuvas, fatores que reduzem a pressão de doenças fúngicas e favorecem a qualidade dos tubérculos.

Para o secretário Ademar Leal, titular da Seapa, a modernização do setor tem ampliado a adoção de mecanização, irrigação, cultivares de melhor desempenho e práticas de planejamento produtivo.

“Esse movimento tem reduzido a variabilidade típica da produção sazonal e sustentado ganhos de produtividade, mesmo em cenários de estabilidade ou redução da área plantada”, afirmou.

Crescimento acima da média

Na série histórica de 2020 a 2025, Goiás cresceu acima da média nacional tanto em produção quanto em área colhida de batata-inglesa na terceira safra.

Ambos os indicadores avançaram na mesma proporção, 31,9% em produção e 29,8% em área colhida, com rendimento médio de 41,9 toneladas por hectare. No mesmo período, o Brasil registrou crescimento de 4,2% em área e 12,1% em produção.

Para a safra total do estado em 2026, a expectativa é de crescimento de 3,1% frente à temporada anterior, com estimativa de 264,2 mil toneladas colhidas. O resultado representará o terceiro melhor desempenho da série histórica, superado apenas pelos anos 2010 e 2011.

Cenário econômico

Dados da Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que, em 2024, o município de Cristalina liderou a produção estadual, com 137,2 mil toneladas, o equivalente a 51,3% do volume total colhido no estado, além de concentrar a maior área colhida, de 3,0 mil hectares.

A cidade de Água Fria de Goiás apresentou a maior produtividade média, de 46,7 toneladas por hectare. Já Campo Alegre de Goiás registrou o maior avanço no período, com crescimento de 115,8% em relação a 2023.

Já para o Valor Bruto da Produção (VBP) da batata-inglesa em Goiás, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), está projetado em R$ 771,4 milhões para 2026, o que representa recuperação frente a 2025, quando houve recuo para R$ 538,9 milhões, influenciado por preços mais baixos. Em 2024, o estado registrou o maior resultado da série, com R$ 1,3 bilhão.

Competitividade

No mercado externo, o destaque nas exportações foi a batata-doce. Em 2024, Goiás registrou US$ 264,9 mil em embarques, com 211,4 toneladas destinadas aos Países Baixos.

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Foto: Freepik

Em 2025, os produtos preparados e conservados alcançaram o melhor desempenho da série, com 7,5 toneladas e US$ 54,8 mil, tendo os Estados Unidos como principal destino, seguidos por Canadá e Reino Unido.

“Os dados indicam um movimento de reorganização do setor, com recuperação do valor da produção e avanços na inserção internacional. Ao mesmo tempo, o cenário reforça a importância de ampliar a agregação de valor e reduzir a dependência de produtos processados importados, fortalecendo a competitividade da cadeia no estado”, avaliou o secretário Ademar Leal.

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Estudantes transformam borra de café em sabonete esfoliante

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Foto: Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima/Divulgação Agência Amazonas

Utilizar a borra de café para criação de sabonete esfoliante foi a base de um projeto apoiado pelo Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

O estudo foi desenvolvido por estudantes do 3º ano do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação e Desporto do Amazonas, na Escola Estadual Profª. Maria Belém, em Barreirinha (331km de Manaus).

A pesquisa intitulada “Produção de sabonete esfoliante a partir do reaproveitamento da borra de café, realizada pelos alunos do 3º ano do Ensino Presencial com Mediação Tecnológica” foi amparada por meio do Programa Ciência na Escola (PCE), e coordenada pela professora de Química da Secretaria de Educação, Karliany de Souza Lima.

O objetivo principal do projeto foi o reaproveitamento da borra de café na aplicação em cosméticos, devido à grande quantidade de componentes potencialmente valiosos, que trazem benefícios à pele, como os antioxidantes, anti-inflamatórios, antitumorais e capacidade de adsorção.

sabonete de café
Foto: Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima/Divulgação Agência Amazonas

“Produzimos dois tipos de sabonetes esfoliantes em barra com composições diferentes, a fim de demonstrar que o reaproveitamento da borra pode ser realizado do modo mais simples para uso doméstico e para fins de comercialização”, explicou a coordenadora do projeto.

Produção do sabonete

Para a confecção do sabonete, os alunos realizaram trabalhos escritos e vídeos sobre como é feito a produção do sabonete. Além disso, realizaram diversos experimentos, juntamente com o professor, até chegar na qualidade desejada do item de higiene pessoal.

sabonete de café
Foto: Arquivo pessoal Karliany de Souza Lima/Divulgação Agência Amazonas

O tempo de produção final do item de limpeza foi de 24 horas, e foram usados óleo de amêndoas, sabonete glicerinado, base de glicerina, glicerina líquida, álcool de cereais e lauril (sulfato de sódio), além da borra do café.

Sustentabilidade

Tantos os alunos quanto a comunidade escolar foram incentivados a investigar soluções para problemas socioambientais, e colocar em prática alternativas sustentáveis para preservação e conservação ambiental.

A avaliação do sabonete esfoliante foi realizada por 20 voluntários da comunidade, os quais observaram aspectos como: cremosidade de espuma, sedosidade durante o uso, cheiro, dureza e durabilidade.

E, em seguida, responderam a um questionário sobre o produto: muito boa; boa; indiferente e ruim. Sobre o uso do sabonete esfoliante: gostou muito; gostou e não gostou. E também sugestões durante o processo de produção. Ao fim do questionário 12 voluntários disseram que gostaram muito do produto.

Programa Ciência na Escola

O PCE é uma iniciativa da Fapeam que tem como objetivo apoiar a participação de professores e estudantes do 5º ao 9º ano do ensino fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio, incluindo modalidades como Educação de Jovens e Adultos, educação escolar indígena, atendimento educacional específico e o Projeto Avançar, em projetos de pesquisa científica e inovação tecnológica.

As atividades são desenvolvidas em escolas públicas estaduais do Amazonas e em escolas municipais de Manaus, Coari, Manacapuru e Uarini, localizadas a 363 km, 68 km e 565 km da capital, respectivamente.

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