Connect with us
5 de agosto de 2026

Agro Mato Grosso

Fretes de grãos voltam a subir em Mato Grosso com menor oferta de caminhões

Published

on

Os preços dos fretes rodoviários de grãos registraram alta na última semana em grande parte das regiões de Mato Grosso, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Após um período de recuo, o mercado reagiu diante da menor disponibilidade de caminhões, cenário que foi agravado pela concorrência entre o transporte de grãos, pluma e sementes.

Entre as principais rotas acompanhadas, o trecho de Diamantino (MT) com destino ao porto de Santos (SP) foi cotado em R$ 452,00 por tonelada, com avanço de 2,73% em relação à semana anterior. Já a rota de Querência (MT) a Uberlândia (MG) teve média de R$ 294,32 por tonelada, representando alta de 1,81%.

De acordo com analistas, a tendência de curto prazo é que a disputa por caminhões siga pressionando os valores, sobretudo em momentos de maior escoamento da safra. Ainda assim, a volatilidade dos preços permanece ligada ao ritmo da comercialização agrícola e à demanda logística em diferentes regiões do país.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

VÍDEO: ‘porcos selvagens’ invadem quintal de casa e colocam moradores para correr em MT

Published

on

Um bando com mais de 40 queixadas, conhecidos popularmente como porcos-do-mato ou porcos selvagens, invadiu o quintal de uma casa e assustou os moradores no assentamento Brasil Novo, em Querência, a 912 km de Cuiabá, na última semana. Câmeras de segurança registraram o momento em que os animais entram na propriedade em meio aos latidos dos cachorros e gritos de desespero (assista abaixo).

Apesar da cena impressionante, ninguém ficou ferido e os animais não provocaram danos à propriedade. A dona da casa, Elenice Paes Cardoso, contou que a presença dos queixadas é comum na região, mas nunca havia presenciado uma invasão como essa.

“A gente ficou desesperado, com medo, nunca tinha visto tão de perto”, relatou.

Segundo Elenice, a reação de um dos cachorros pode ter atraído o grupo para dentro do quintal. “Tinha uma cachorra da minha sogra lá que não tem costume com essa espécie. Ela foi para cima e eles vieram”, explicou.

Embora o episódio tenha terminado sem ataques, o desfecho poderia ter sido diferente. De acordo com o biólogo Henrique Abrahão Charles, os queixadas podem reagir de forma agressiva quando se sentem ameaçados, principalmente se estiverem em grandes grupos.

“Podem atacar tanto cachorro quanto pessoas. Não é bom ficar no caminho, não. Podem inclusive matar outros animais caso haja conflito”, alertou.

O tamanho do bando também chamou atenção. Conforme o especialista, os queixadas vivem em grupos numerosos, normalmente com cerca de 50 indivíduos, mas há registros de bandos que ultrapassam 200 animais.

''Porcos selvagens' invadem quintal de casa e colocam moradores para correr em MT — Foto: Reprodução

”Porcos selvagens’ invadem quintal de casa e colocam moradores para correr em MT — Foto: Reprodução

Queixadas não são porcos

Apesar de serem conhecidos popularmente como porcos-do-mato ou porcos selvagens, os queixadas (Tayassu pecari) não pertencem à mesma família dos porcos. Eles são mamíferos da família dos taiaçuídeos, grupo nativo das Américas, assim como os catetos.

A espécie possui pelagem escura, com uma característica faixa esbranquiçada na região do queixo, pesa cerca de 30 quilos e ocorre em praticamente todo o território brasileiro. Para sobreviver, depende de grandes áreas contínuas de vegetação preservada, que podem chegar a sete mil hectares, além da presença de riachos e matas.

Espécie enfrenta risco de desaparecimento

 

O queixada ( Tayassu pecari ) é uma espécie encontrada na América Central e do Sul e o único membro do gênero Tayassu. — Foto: Projeto Hapia/Carlos Tuyama

O queixada ( Tayassu pecari ) é uma espécie encontrada na América Central e do Sul e o único membro do gênero Tayassu. — Foto: Projeto Hapia/Carlos Tuyama

Embora ainda seja encontrada em diferentes regiões do Brasil, a população de queixadas vem diminuindo devido à destruição do habitat provocada pelo desmatamento, queimadas e pela caça ilegal para comercialização da carne.

Há alguns anos, a espécie está classificada como “Criticamente em Perigo” na Mata Atlântica, “Em Perigo” no Cerrado e “Vulnerável” no Brasil, conforme avaliações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

VIDEO:

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Em Jaciara, Celestino Piotto continua legado familiar e cultiva paixão de alimentar o mundo

Published

on

Aos 60 anos, o produtor rural de Jaciara carrega a história iniciada pelo avô e encontra na agricultura uma missão de vida que atravessa gerações

Muito antes de assumir a administração da propriedade rural em Jaciara, a trajetória de Celestino Piotto já havia começado pelas mãos do avô, que chegou à região no ano de 1950 acreditando no potencial da terra mato-grossense. Nove anos depois, parte da fazenda foi loteada para incentivar a colonização da região, ajudando a formar uma comunidade de produtores que, assim como a família Piotto, enxergavam no campo a oportunidade de construir uma vida.

Foi nesse ambiente que Celestino cresceu, enquanto o pai, vindo do interior de São Paulo, trazia consigo a experiência adquirida nas lavouras de café e os avós dedicavam-se à pecuária. Aos poucos, a família abriu novas áreas, formou pastagens, criou gado e iniciou o cultivo agrícola. O trabalho se tornou parte da rotina e, naturalmente, da identidade familiar.

Mesmo durante o período em que estudava em Cuiabá, nunca deixou de voltar para a fazenda nas férias. “Eu estudava em Cuiabá, mas nas férias de julho e de dezembro estava sempre aqui. Ficava junto do meu pai o tempo todo, acompanhando o trabalho. Sempre gostei disso.”

A decisão de permanecer no campo veio de forma espontânea. Em 1985, ao concluir os estudos, retornou definitivamente para a propriedade. O pai continuou cuidando das questões burocráticas, enquanto Celestino e o irmão passaram a conduzir as atividades da fazenda. Anos depois, o irmão mudou-se para Vila Bela da Santíssima Trindade, e Celestino permaneceu à frente do negócio da família. “Nunca pensei em desistir. Jamais. Isso aqui sempre foi a minha vida”, comenta.

Mais do que um local de trabalho, a fazenda representa a continuidade de uma história construída por várias gerações. Uma responsabilidade que, segundo ele, vai além da administração da propriedade, mas trata-se de preservar um legado. Para Celestino, esse legado nasce dentro de casa.

“Meu pai e minha mãe são o nosso esteio. São eles que nos ensinaram os valores que carregamos até hoje. A gente se espelha neles em tudo. Depois vem a família que construímos, a esposa, os filhos; é isso que dá sentido para continuar”, afirma.

Casado há 34 anos, ele divide a vida com a esposa e celebra a trajetória das três filhas: uma nutricionista, uma gastrônoma e a caçula, que cursa Medicina. Embora nenhuma delas esteja diretamente ligada à produção rural, Celestino fala da sucessão com naturalidade e esperança. “Minha mãe sucedeu meu avô, eu sucedi meus pais e agora precisamos fazer a sucessão para frente. Esse é o caminho. É assim que o legado continua.”

Ao olhar para trás, percebe que o amor pela agricultura nunca esteve ligado apenas ao trabalho. Está relacionado ao propósito que encontrou na atividade.  “Eu sinto muito orgulho de ser produtor rural. O planeta depende de nós. Assim como dependemos da chuva para produzir, as pessoas dependem daquilo que sai da nossa terra. Se a gente não produzir alimento, ele não aparece na gôndola do supermercado, nem dentro do freezer. Alguém precisa colocar a mão na massa, plantar e colher.”

Essa consciência faz com que veja a agricultura como uma das atividades mais essenciais para a humanidade. “Acho que, depois de Deus, o nosso maior compromisso é produzir alimentos. Todo mundo depende disso. Sem a agricultura, não existe vida.”

A fé também ocupa um lugar central na sua caminhada. É ela que fortalece o produtor diante das incertezas naturais da atividade e o lembra diariamente do verdadeiro significado do trabalho. Para Celestino, prosperar nunca significou acumular riquezas. “Nosso objetivo não é ser melhor do que ninguém ou enriquecer a qualquer custo. É prosperar, trabalhar com dignidade e alcançar nossos objetivos fazendo o que é certo.”

Ao longo das décadas, a Aprosoja Mato Grosso passou a fazer parte dessa caminhada. Segundo ele, a entidade se tornou uma importante aliada ao oferecer informações e suporte técnico que permitem ao produtor dedicar mais tempo ao que realmente importa: produzir.

“Ou a gente trabalha na fazenda ou cuida da burocracia. A Aprosoja MT ajuda justamente nisso. Quando precisamos de informações sobre logística, armazenagem ou outros assuntos importantes para o setor, ela já disponibiliza essas ferramentas. Isso facilita muito o nosso trabalho.”

Histórias como a de Celestino Piotto mostram que a agricultura não é feita apenas de máquinas, lavouras e números. Ela é construída por pessoas que transformam trabalho em propósito, preservam o legado de suas famílias e fazem da produção de alimentos um compromisso diário com toda a sociedade. É esse espírito que faz a diferença no campo e inspira as próximas gerações de produtores rurais.

Continue Reading

Agro Mato Grosso

Agrosolidário fortalece qualidade de vida de idosa atendida pelo CRAS de Campos de Júlio

Published

on

Em Campos de Júlio, no oeste de Mato Grosso, dona Maria Benedita dos Santos conhece cada metro da estrada que liga a pequena chácara onde mora ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. Toda semana, ela faz o mesmo percurso a pé. São cerca de dois quilômetros caminhando até o lugar onde encontrou muito mais do que uma atividade para ocupar o tempo.

Foi ali que, aos 60 anos, ela descobriu novas amizades, aprendeu a transformar telhas em peças de artesanato e passou a receber a bebida de soja distribuído pelo programa Agrosolidário, iniciativa da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), que leva alimento e qualidade de vida a centenas de famílias em diferentes municípios do estado.   “Eu conheci a bebida de soja indo ao CRAS, onde faço o cursinho. Aí eu conheci esse produto, as meninas pegavam, eu também peguei e gostei”, comenta ela.

A simplicidade das palavras esconde a dimensão da mudança. Para dona Maria, sair de casa deixou de ser apenas um compromisso semanal e se tornou um momento de convivência, aprendizado e acolhimento. Enquanto aprende técnicas de artesanato ao lado de outras participantes, ela fortalece laços que hoje considera parte da família.
“As minhas amigas do CRAS também gostam da bebida de soja. Nós somos quase irmãs umas das outras, é muito forte a nossa amizade.”

A bebida de soja passou a fazer parte dessa rotina. Mais do que um alimento, dona Maria acredita que ele contribuiu para melhorar sua disposição e dar mais segurança aos movimentos do dia a dia. “Eu não podia ficar agachada. Para levantar, doía tudo. Agora não. Eu abaixo e já me levanto bem.”

Entre os sabores preferidos estão banana, laranja e uva. Pequenos detalhes que revelam o carinho com que fala de algo que passou a fazer parte da sua vida. “Eu gosto mais da bebida de soja porque é bom para a gente. Fortalece os ossos.”

Com felicidade, ela encontra motivos para agradecer até mesmo nos desafios da rotina. Caminhar deixou de ser um sacrifício e passou a representar independência. O CRAS deixou de ser apenas um espaço de atendimento e se transformou em um lugar de pertencimento.

Ao final da conversa, ela faz questão de agradecer às pessoas que tornam possível a continuidade do programa. “Agradeço ao Agrosolidário por trazerem a bebida de soja até nós. Eles sempre mandam para animar a gente quando estamos tristes. Agradeço a todos os envolvidos.”

Histórias como a de Dona Maria revelam que a solidariedade vai além da entrega de alimentos. Ela se manifesta na oportunidade de conviver, de aprender, de preservar a autonomia e de fortalecer vínculos.

No Agrosolidário, cada pacote de bebida de soja distribuído representa um compromisso com a segurança alimentar. Mas, para pessoas como a dona Maria, ele também simboliza cuidado, acolhimento e a certeza de que, ao final daqueles dois quilômetros percorridos toda semana, sempre haverá um lugar onde ela é esperada de braços abertos.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT